
EDITORIAL PAIDOTRIBO Fica rigorosamente proibida, sem a autorização por escrito dos titulares do “copyright”, sob as sanções estabelecidas por lei, a reprodução parcial ou total desta obra por qualquer meio ou procedimento, compreendidos a reprografia e o tratamento informático, bem como a distribuição de exemplares dela mediante aluguel ou empréstimo públicos. Título original da obra: Endgame Preparation. B.T. Batsford Ltd. Diretor da coleção: Josep Escaramis © Batsford Chess Book © Jon Speelman Editorial Paidotribo Consejo de Ciento, 245 bis, 1º 1ª 08011 Barcelona Tel. (93) 323 33 11 – Fax. (93) 453 50 33 Primeira edição: ISBN: 84-8019-242-9 D.L.: B-33.411-95 Fotocomposição: Editor Service, S.L. Diagonal, 332 – 08013 Barcelona Impresso na Espanha por Hurope, S.L. CONTEÚDO Introdução, 5 Prefácio, 9 SEÇÃO I: IDEIAS TÁTICAS E COMBINAÇÕES, 11 1 Algumas ideias táticas, 12 2 Combinações para forçar o empate, 29 SEÇÃO II: ZUGZWANG E A TEORIA DAS CASAS CONJUGADAS, 43 3 Zugzwang, 46 4 A teoria das casas conjugadas, 53 SEÇÃO III: BALANÇO DE MATERIAL, 77 5 Um peão passado extra lateral, 78 6 Um peão extra com todos os peões em uma ala, 86 7 A qualidade, 97 8 Finais sem peões, 115 SEÇÃO IV: IDEIAS ESTRATÉGICAS E AVALIAÇÕES, 119 9 Configuração de peões e peões fracos, 120 10 Peões passados, 137 11 A atividade das peças, 154 SEÇÃO V: INDICAÇÕES GERAIS, 179 Bibliografia, 187
Introdução
Carne de cobra do pântano, coze e ferve no caldeirão; olho de tritão e pata de rã, pelo de morcego e língua de cão, língua de víbora e ferrão de áspide, pata de lagarto e asa de coruja, pelo poder deste feitiço, ferve e borbulha, poção do inferno.
— Macbeth, William Shakespeare
Preparação de finais? Uma ideia um tanto estranha, poderiam pensar, ou talvez simplesmente um equívoco no título. Apesar da proliferação e da profundidade da moderna teoria das aberturas, nunca se pode ter certeza absoluta, ao sentar-se para jogar uma partida de xadrez, de como será o final — ou, pensando já nele, de qual será o primeiro movimento do oponente. No entanto, se você de fato chegar a um final, pode enfrentá-lo bem munido e com a atitude “correta”.
Os finais não são técnicos, tediosos nem triviais. Todos esses adjetivos podem ser aplicados a algumas posições de xadrez, incluindo alguns finais. Mas também existem finais que são totalmente confusos, emocionantes de arrepiar os cabelos, de uma dificuldade assombrosa, ou um pouco de tudo. De fato, o final cobre toda a gama de posições do xadrez: desde as tão agudas que, se você se debruçar sobre elas, os uivos poderiam ser ouvidos da Austrália (ou, para um leitor das antípodas, de Londres), até as tão tranquilas (nunca se fala de posições de xadrez “inermes”) que a queda de um alfinete pode ser ensurdecedora.
Em vez de misturar todas essas metáforas, vocês poderiam pensar que seria mais útil se eu tentasse definir aqui o final da partida. Não me atreveria sequer a sonhar em fazer semelhante tolice! Creio que um final é qualquer posição na qual “restam apenas algumas peças”. Pode restar uma peça menor para cada jogador, duas, ou talvez até três. A este respeito, cada jogador pode ter uma torre, uma torre e uma peça menor, ou duas torres. E, é claro, também há finais de dama. Pensando melhor, talvez eu seja um pouco tolo e sugira que, com o sistema de pontuação habitual (D = 9, T = 5, C/B = 3 — e ignorando R = $\infty$ e P = 1), um final é provavelmente uma posição na qual a contagem total de peças é menor ou igual a treze pontos para cada jogador; isso inclui duas torres e uma peça menor, uma dama e uma peça menor, ou quatro peças menores, mas não mais. Alternativamente, poder-se-ia tentar definir o final em termos das funções das peças. Poder-se-ia dizer que o final é uma posição na qual o rei pode ser utilizado ativamente — embora existam algumas partidas famosas de Petrosian (por exemplo, Dückstein-Petrosian) que desmentem isso, e, a este respeito, o que dizer de Steinitz?
Do que tenho certeza absoluta é de que, como em qualquer outra fase do jogo de xadrez, o final é um combate e uma luta, e uma luta particularmente importante, já que, como qualquer enxadrista sabe, “quem erra por último, erra melhor”. Vocês devem conhecer algum jogador que habitualmente luta com unhas e dentes durante a abertura e o meio-jogo para conseguir chegar a um final favorável — apenas para acabar empatando e, só de vez em quando, ganhar! Já que esses jogadores acreditam que podem prescindir de tudo isso, talvez eu não seja tão estúpido…
Talvez já seja hora de eu dizer algo específico sobre este livro. Como expliquei na introdução do meu outro livro, Analisando o Final, este surgiu inicialmente como um subproduto. Ao analisar diferentes posições, comecei a pensar sobre os métodos habitualmente empregados para analisar e avaliar os finais, e brotou uma nova vida… Suprimindo qualquer desejo latente de relacionar isso com a história de Adão e Eva, talvez seja melhor explicar as relações entre os dois livros, que considero “volumes companheiros”, lembrando as duas metáforas que usei no outro. A primeira, que é a que mais gosto, considera este livro como uma aula de culinária, enquanto Analisando o Final seria uma coleção de pratos analíticos. No entanto, para promover meus livros, talvez eu devesse incentivar a outra, segundo a qual Analisando o Final seria uma coleção de relatórios de batalha, enquanto Preparação de Finais seria um manual de combate!
Prefácio
Dividi este livro em cinco seções. Na primeira, são tratadas algumas ideias táticas que podem ser utilizadas no final. Acreditem-me, no final realmente se realizam truques táticos! A Seção II trata do zugzwang, que é vital na técnica de finais, e da teoria das “casas conjugadas”. Este é certamente um modo de tratar o zugzwang em algumas posições complicadas. É uma ferramenta difícil, mas mais ou menos indispensável para entender certas posições — e algumas das que ela resolve são belíssimas!
Nas Seções III e IV, são tratadas algumas características mais estáticas das posições. A Seção III trata do “Balanço de material”. Primeiro vemos as condições mínimas sob as quais um peão extra garantirá a vitória; depois, as trocas. Finalmente, há um capítulo curto sobre finais sem peões. Na Seção IV, examinam-se várias características relativas à posição: “Peões fracos”, “Peões passados” e “A atividade das peças” em geral.
Na curta seção final, reuni várias pérolas de sabedoria colhidas do restante do livro e agrupadas como “Indicações gerais”. Evidentemente, são muito simples, e poderiam ser encontradas exceções para qualquer uma delas. Mas são úteis!
Espero que aqueles que lerem este livro se divirtam e aprendam com ele ao mesmo tempo. Certamente haverá alguns erros — é inevitável —, mas pode ser tão divertido para o leitor encontrá-los quanto aplicar-se ao estudo de uma verdade impecável e imaculada.
SEÇÃO I:
IDEIAS TÁTICAS E COMBINAÇÕES
Combinação: união de duas coisas em um mesmo sujeito.
— Dicionário da Língua Espanhola, Real Academia Espanhola.
Não é exatamente o que temos em mente… mas as combinações são essenciais à natureza do xadrez, e às vezes muito belas!
INTRODUÇÃO
As táticas jazem sobre ou sob a superfície da maioria das posições de xadrez. O final não é exceção; de fato, precisamente devido à escassez de peças, as ideias táticas às vezes podem aparecer de forma muito pura e estética nas disposições dos finais. Nesta seção, exploramos algumas ideias combinatórias no contexto do final. O primeiro capítulo contém materiais diversos, enquanto o segundo é dedicado exclusivamente a ideias de combinações com o objetivo de forçar o empate.
1. Algumas ideias táticas
Para começar, demos uma olhada em algumas das operações geométricas básicas.
O XEQUE ATRAVÉS (RAIO-X / ESPETO)
[Nota de tradução: Em português, o termo geométrico “jaque a través” é comumente conhecido na literatura enxadística como “raio-X”, “espeto” ou “ataque linear”.]
Diagrama 1
a) Diagrama + (Vitória das Brancas)
b) f2 $\to$ g3 = (Empate)
c) f2 $\to$ h2 = (Empate)
Este é um exemplo simples. As brancas vencem com:
Th8, Txa7; 2. Th7+. Se as negras jogarem, empatam com: 1… Rg7 visto que o rei branco sempre poderá receber xeque se aproximar-se do peão “a”.
Ver diagrama 2. As brancas vencem mediante o avanço do peão. Depois de f6+, as negras podem
capturá-lo, o que permite Tf8+, ou jogar Rf7, onde Th8 e o xeque através vencem, ou mover seu rei para afastar-se, ou seja, Rh7, permitindo f7 e f8=D.
No entanto, se o peão estivesse nas colunas g ou h, a posição seria de empate, como em 2 b), na qual o avanço do peão para g6 é ignorado, e 2 c), na qual h6+ é respondido com Rh7.
Ver diagrama 3. Este é um exemplo muito mais complicado, que tem certo interesse teórico. As
negras podem conseguir o empate, mas devemos ter muito cuidado:
Th8 (outros lances conduzem apenas ao empate) 1… Rxc3; 2. b5. Agora Fine propõe 2… Tb1?, equivocando-se diante de:
Tc8+, Rb4 (ou 3… Rd3; 4. Tc5 vence); 4. b6, Ra5; 5. Ta8, Rxb6; 6. Tb8+. Uma defesa correta é: 2… Rc4! (2… Td7 também é bom o suficiente — 3. Tb8, Rb4; 4. Re6, Th7=); 3. b6, Td5+!; 4. Re6, Th5=.
Diagrama 4
J. E. Peckover
1357 Estudos Finais #644
Brancas jogam e empatam
Este é um belo estudo de Peckover. Mediante o uso repetido da ameaça de xeque através, as brancas são capazes de parar os dois peões.
Rd5! A torre deve ter “espaço” para dar xeque ao rei, e as brancas também devem manter o rei negro fora de d7 e abrir espaços. Não 1. Tg7?, Rb3; 2. Tg3+, Ra4, nem 1. Th8+?, Ra5; 2. Tg8, Ra6! (2… Rb6??; 3. Rc3 vence); 1… Rb3; 2. Tg3+!, Ra4; 3. Tg4, Ra5; 4. Tg8, Rb5!; 5. Tg7! (não 5. Th8+?, Ra6); 5… Rb6; 6. Tg6+, Rc7; 7. Tg7+, Rd8; 8. Rd6, Rc8 (8… Re8?; 9. Te7+, e 10. Te1); 9. Rc6, Rb8; 10. Tg8+, Ra7; 11. Tg7+, Ra6; 12. Tg8, Ra5; 13. Re5, Ra4; 14. Tg4+=.
As torres não são, logicamente, as únicas peças com a capacidade de dar xeque através; os bispos e as damas também desfrutam desse privilégio. No diagrama 5, uma de minhas próprias posições, um bispo é capaz de controlar duas diagonais ao mesmo tempo mediante o uso do xeque através.
Diagrama 5
Brancas jogam e vencem (original)
Rb6, Rxe4; 2. Txc6, Re3; 3. Ad1, e4; 4. Corrida 5!, Corrida 3; 5. Aa4!, e3; 6. Ab5+, Rc2 (ou 6… Rc3; 7. Ae2, Rc2; 8. Rd4 e vence); 7. Re4!, d1=D; 8. Aa4+.
A GARFO / ATAQUE DUPLO
[Nota de tradução: “Horquilla” equivale a “garfo” ou “duplo” em português.]
Fine inclui o diagrama 6 em seu livro. Ele o apresenta como uma vitória das brancas. Mas, é claro, após 1. a6, Af5; 2. Rf3, as negras podem se defender com um duplo, a saber: 2… Ad3; 3. a7, Ac4; 4. a8=D, Ad5+=.
Diagrama 6 O diagrama 7 é um exemplo disso. As brancas erradamente jogaram:
Rxc6?, permitindo 1… d4!; 2. Txd4, h2; 3. Th4, h1=D; 4. Txh1, Ae4+. Após o lance correto 1. Th5!, as brancas podem primeiro ir atrás do peão “h” — a vitória não é trivial, mas certamente parece possível (ver Averbakh, Torre contra peças menores, diagrama 135).
Diagrama 7
Petrov-Yarovitsu, Sverdlovsk, 1948
Não é habitual que os garfos apareçam nos finais entre peças de mesma movimentação (uma torre normalmente não pode dar um duplo no rei e em outra torre). Mas nos finais nos quais se enfrentam peças diferentes, eles são frequentes.
Como todos sabemos, é natural que os cavalos deem duplos em peças — às vezes até nas próprias. O diagrama 8 é analisado no livro de Fine, Finais de Xadrez Básicos. David Hooper indicou uma saída elegante com: 1… Cb5! (Fine indica o lance perdedor 1… Cd5); 2. Rc4, Ca3+=; visto que 3. Rxb4? permite 3… Cc2+.
Diagrama 8 O diagrama 9 é um soberbo estudo do compositor russo Grigoriev. Há muitos anos, durante um torneio da Copa Glorney (para equipes juvenis), um membro da equipe inglesa (que permanecerá anônimo) chegou, para nossa alegria, a esta posição. Encontrar a solução custou uma hora inteira de apertos de mãos e análises. Apesar de tudo, incentivo-os a tentar resolver este estudo por um tempo antes de lerem a solução. Não deixem que minha triste história os desanime — às vezes o caldo analítico tem pratos demais para cozinhar. Mas devo apontar, para benefício de quem queira tentar, que se o rei negro se mover para g6 ou g7, não necessariamente precisa capturar o cavalo.

Diagrama 9
- A solução é:
Rd3, Rf7; 2. Rc4, Rg6! (não 2… Rg7; 3. Rxb4, Rxg7; 4. Rc3, e empate); 3. Cf8+!, Rf5; 4. Cd7, h5. O cavalo deve agora encontrar um caminho que o leve em direção à ala do rei. 5. Cb6 não serve: 5… h4; 6. Cd5, Re4!; 7. Cxb4, h3; 8. Cd3, h2; e as negras vencem por um tempo — 9. Cf2+, Rf3; 10. Ch1, Rg2; etc. O lance correto é:
Ce5!, ao qual se segue: 5… h4; 6. Cb3!! (6. Cd3 perde por um tempo); 6… h3; 7. Cd2, h2; 8. Cf1, h1=D; 9. Cg3+. Eles seguiram uma trajetória muito semelhante à letra G, a inicial do sobrenome do compositor.
As negras não eram forçadas a permitir o duplo com 7… h2, mas se o evitassem, produzir-se-ia o final típico no qual um cavalo bloqueia o peão de torre na sexta fileira ou antes dela. Por exemplo, na solução anterior: 7… Rf4; 8. Cf1, Rf3; 9. Rxb4 nos leva ao diagrama 10.
Apesar da ausência do rei branco da cena de operações, esta posição é de empate. Após: 9… Rf2; 10. Ch2, Rg2; 11. Cg4, Rg3; 12. Ce3. As brancas ainda impedem o avanço do peão negro mediante um duplo — 12… h2; 13. Cf1+. As negras não têm modo de quebrar o bloqueio do cavalo.
A CRAVADA
Uma cravada pode, logicamente, ser uma arma poderosa no final. Ter uma peça cravada no meio do jogo já pode ser algo muito sério. No final, a peça imobilizada pode ser a única que lhe resta.
Diagrama 11
F. Sackmann, 1909
Brancas jogam e vencem
Ac8! (ameaçando 2. e7); 1… Af1; 2. e7, Ab5; 3. c4+! (um duplo para desviar o cavalo negro); 3… Rxc4; 4. Aa6! Finalmente uma cravada, e as brancas vencem. Há muitos elementos táticos nesta posição.
Infelizmente, o estudo não tem muito sentido, já que após 1. Ac8, Af1; as brancas podem vencer prosaicamente com 2. Rf5, por exemplo: 2… Ae2; 3. e7, Ah5; 4. Ad7, Rc4; 5. Rg5!, Af1; 6. Rf6, Ah5; 7. Rg7, Rxc3; 8. Rf8, Rd4; 9. Ae6. Eu o mantenho, apesar de tudo, porque gosto da ideia do compositor, embora não seja necessária aqui.
O diagrama 12 mostra um uso menos dramático da cravada. Apesar dos dois peões negros na sexta, as brancas são capazes de alcançar o empate ao manter o cavalo sob controle com a cravada como sua melhor arma. Por exemplo:
Re1, d2+ (ou 1… Rc4; 2. Tc8+, Rb3; 3. Td8, Cf4; 4. Txd3!, Cxd3+; 5. Re2); 2. Re2, Rc4; 3. Tc8+, Rb3; 4. Td8, Cc3+; 5. Rxe3=. Averbakh assinala que 1. Td7 também é correto: (por exemplo) 1… d2; 2. Td6, Re4; 3. Rc2!, Cb4+; 4. Rc3, Rf3; 5. Txd2.
Diagrama 12
Von der Lasa, 1843
Nos finais de dama e peão, a cravada frequentemente é uma arma vital na luta contra os peões passados do inimigo. O diagrama 13 é um exemplo:
Diagrama 13 Sem possibilidade de xeques, as negras se veem relegadas à cravada diagonal como sua última possibilidade. De fato, se as negras jogarem, estarão em zugzwang; e se as brancas jogarem, podem perder um tempo mediante uma manobra inteligente.
Neste exemplo, poder-se-ia quase pensar na cravada como um “tema estratégico”. É um dos dois únicos modos possíveis pelos quais as negras podem combater o peão — o outro é dar xeque ou “apressar” o oponente.
Diagrama 14
A.A. Troitsky, Boêmia, 1912
Brancas jogam e vencem
Após dois exemplos um tanto mundanos de cravadas, este último é uma bela peça de fantasia — a notável exposição de “cravadas cruzadas” de Troitsky. Depois de:
Tf4+, Rb3; 2. e7, Te3 temos uma sucessão de cravadas:
Tf3!, Ad5!; 4. Ae6! Esta última cravada é suficiente para obter a vitória: 4… Rxb2; 5. e8=D, Txe6; 6. Dxh5 vence, já que se 6… Te3, então 7. Dxd5!
ATAQUE DUPLO
O xeque através, o garfo e a cravada são, talvez, os principais temas geométricos que ocorrem nos finais, mas, logicamente, os ataques duplos também são possíveis.
Um resultado pouco conhecido do recente flerte entre o xadrez e a informática é a análise exaustiva de certos finais. Se houver poder de computação e memória suficientes, é relativamente simples construir uma “base de dados” para alguns finais simples. Ela consistiria em um índice de todas as posições possíveis, junto com o melhor lance para cada caso. Para construí-la, simplesmente retrocede-se a partir de todas as “posições finais” (xeque-mate, afogamento, perda de uma peça, etc.) até que todas as posições possíveis tenham sido consideradas. Um dos finais estudados deste modo é o de rei e torre contra rei e bispo. T. Strohlein e L. Zagler, do Instituto de Ciências Informáticas da Universidade Técnica de Munique, publicaram em 1978 os resultados de sua pesquisa, realizada entre 1967 e 1969. De fato, investigaram tanto os finais de T+P contra T quanto os de T contra B. O diagrama 15 é um exemplo de uma posição vencedora na qual as brancas estão na maior “distância” possível de obter a vitória. São necessários 16 lances para forçar a captura do bispo ou o mate:
Ra8, Rb7; 2. Th3+, Ra7; 3. Tf3, Ae2; 4. Tf7+, Rb8; 5. Rb6, Rc8; 6. Rc6, Rd8; 7. Rd6, Re8; 8. Tc7+, Rb8 (8… Rd8; 9. Tc2!, Ad3; 10. Td2, e já que Ae4 e Ac5 não são possíveis por se exporem a xeque, o bispo deve ir para uma fileira aberta, após o que as brancas vencem em mais três lances); 9. Rc6, Ac4; 10. Rb6, Ab3.
Diagrama 15 Nesta posição teórica, as brancas vencem ao deslocar o bispo negro: 11. Tc1!, Aa2; 12. Ta1, Ab3; 13. Ta3 (13. Tb1, Aa2; 14. Tb2, Ae6; — 14… Aa4; 15. Ra5+! —; 15. Te2 necessita de um lance adicional, mas utiliza um mate descoberto que é, logicamente, uma forma de ataque duplo); 13… Ae6; 14. Te3, Ad7; 15. Tf3, vence.
COMBINAÇÕES PARA PROMOVER UM PEÃO
Muitos, embora não todos, dos exemplos anteriores deste capítulo refletiram a luta para converter um peão em dama. Nesta seção, veremos algumas ideias que costumam ser associadas exclusivamente, pelo menos no final, às tentativas de transformar em dama um “bebê”.
O propósito de promover um peão próprio, e frustrar as tentativas do oponente de fazer o mesmo com um dos seus, é estratégico, enquanto os métodos empregados neste combate são, frequentemente, combinatórios. Ao tratar com peões passados, o valor das peças tende a se distorcer. O objetivo primário é fazer avançar o peão, e as peças menores habitualmente não são consideradas. Uma torre, ou até mais, pode ser sacrificada em ocasiões em prol de uma nova vida.
a) Bloqueando casas ou linhas (interferência)
O diagrama 17 é um exemplo simples de Kubbel. Após:
Ce7!, Ac2 (ou 1… Ad1; 2. Cc6!); 2. Cd5!, Aa4 (ou 2… Ae4; 3. Cf6+); 3. Cb4, Ad1; 4. Cc6! a segunda interferência finalmente deixa as negras fora de combate.
Diagrama 17
Kubbel, 1910
O diagrama 18 é interessante porque, apesar dos dois peões extras, as brancas são incapazes de vencer. Após 1… Ab6, Fine tentou: 2. Rd3, Ad8; 3. Rd4, Af6+; 4. Rd5, Ah8; 5. Rd6, Ae5+; 6. Re6, Aa1; 7. Re7, Ab2; 8. Rf7 (ameaçando 9. Rg6); 8… Rg5! 1/2-1/2. Em vez de 2. Rd3, as brancas poderiam ter jogado 2. Rf1 para jogar 3. Rg2, mas as negras podem se defender com 2… Rf3!; 3. g5. Aqui Fine propõe: 3… Aa5??; 4. g6??, Ac3; 5. g7, Axg7; 6. Cxg7, Rg3 =. Obviamente, em vez de 4. g6??, as brancas podem bloquear a diagonal com 4. Cd4+, vencendo imediatamente; mas as negras podem melhorar com: 3… Ad8!; 4. g6, Af6; etc. Não é um exemplo espetacular, mas mostra mais uma vez a necessidade de agir com extrema cautela ao tratar com peões passados que podem ser promovidos.
Diagrama 18
Fine-Reshevsky, Semmering-Baden 1937
O diagrama 19 é um exemplo mais emocionante de uma partida real.
Diagrama 19
Donchenkov-Steinberg, Kharkov, 1967
As negras atacaram mediante: 1… g4; 2. fxg4, Cg5!; 3. f3, Rg3; 4. Ae1+, Rg2; 5. Ah4 a partir do qual sua ofensiva teria sido suicida se não fosse por: 5… Cxf3; 6. Axf6, Cg5!! depois do qual as brancas não puderam impedir que o peão se transformasse.
Pode-se às vezes sacrificar outros peões para interferir na defesa contra um peão passado. Isso é particularmente comum nos finais apenas com peões. O diagrama 20 é um magnífico exemplo de Troitsky. As brancas sofrerão um ignominioso mate após:
a4?, bxa3 a.p.; 2. bxa3, Rg3!; 3. a4, h5; etc. enquanto se 1. Rxg2, Rg5; 2. a4, bxa3; 3. bxa3, Rf6!; o rei branco pode deter o peão. As brancas solucionam esses problemas com:
f6!!, gxf6; 2. Rxg2. Agora, com f6 inacessível, as negras devem tentar outra rota para voltar para casa: 2… Rg4; 3. a4, bxa3; 4. bxa3, Rf5; 5. a4, Re5 onde perdem diante de:
d6!, cxd6; 7. c6!, dxc6; 8. a5. Depois de sacrificar três peões, o caminho está completamente bloqueado para as negras, e o peão promove.
Diagrama 20
A.A. Troitsky, 1913
Brancas jogam e vencem
b) Desvio
No último trecho, vimos brevemente o modo de deter as peças para impedir que chegassem aonde seus donos pretendiam. Às vezes é melhor prescindir dos sinais de proibido o passo, e mobilizar as peças uma vez que tenham chegado ao seu destino. Já vimos alguns exemplos de desvios neste capítulo — são especialmente importantes os do diagrama 11 e, naturalmente, o do notável diagrama 14. Mas um par de exemplos adicionais não nos fará mal.
Diagrama 21
L. Centurini, 1847
Os exemplos anteriores de desvio já eram bastante espetaculares. Aqui temos uma posição que nos lembra que este tema pode ser também muito comum. O diagrama 21 corresponde a uma posição extraordinariamente antiga (em termos enxadrísticos). O problema das brancas é levar seu bispo para b8; depois disso, 1… bispo na diagonal g1-a7; 2. Ah2 (por dar um exemplo), Aa7; e então o desvio mortal 3. Ag1. Até aqui tudo vai bem, mas o verdadeiro problema é alcançar b8. Após 1. Ah4, as negras se defendem com 1… Rb5; 2. Af2, Ra6; para controlar a7. Agora as brancas não podem conseguir nada imediatamente, mas o zugzwang vem em sua ajuda. Se tentarem 3. Ae3, então as negras têm 3… Ad6!; 4. Ag5, Rb5; 5. Ad8, Rc6; e nada foi alcançado, já que após 6. Ae7, Ae5; o rei negro controla c5. O lance correto é: 3. Ac5!, forçando o bispo negro a uma casa vulnerável: 3… Ag3; 4. Ae7, Rb5; 5. Ad8, Rc6; 6. Ah4!, Ah2; 7. Af2, etc.
Uma vez salva minha consciência com o diagrama 21, posso voltar a fantasiar por um momento. O diagrama 22 é um surpreendente exemplo de como promover um peão. Após:
Cf4+, Rh6; 2. Ce6 as brancas ameaçam bloquear a oitava fileira com 3. Cd8. Força-se: 2… Te5; e então segue: 3. g8=D! (desvio); 3… Txg8; 4. Cf8. A posição das negras aparentemente não tem saída, mas ainda lhes resta uma defesa (creio que deveriam tentar procurá-la antes de continuar lendo). É: 4… Tg5!; de modo que se 5. e8=D, então 5… Te5+; 6. Dxe5 é afogamento. No entanto, as brancas podem vencer com:
Cg6!, bloqueando a torre pela última vez.
Diagrama 22
F. Lazard, 1911
O AVANÇO
Na maioria dos exemplos anteriores, o peão passado simplesmente estava lá. Nesta seção, veremos como obtê-lo. Isso frequentemente se faz mediante um avanço, que é uma ajuda estratégica em muitas posições, embora a operação real seja tática.
Primeiro, deixem-me entediá-los com o exemplo arquetípico:
Diagrama 23
“O avanço de peões arquetípico”
Se as brancas jogam, vencem mediante:
g6!, fxg6; 2. h6, gxh6; 3. f6; ou: 1… hxg6; 2. f6, gxf6; 3. h6. Se as negras jogam, empatam com: 1… g6!; mas não: 1… h6?; 2. f6!; ou 1… f6; 2. h6!
O diagrama 24 requer um pouco mais de esforço intelectual. As brancas podem avançar facilmente, mas devem fazê-lo de modo que promovam em f8 com xeque; de outro modo, as negras responderão P=D, com P=D mate. Dada esta consideração, podem tentar encontrar o caminho correto no jogo das brancas antes de ler a solução…
Diagrama 24
Brancas jogam e vencem com ¿…?
h5! (o único lance: se 1. g5 então 1… hxg5; 2. f5, gxh4; etc.; ou 1. f5, gxf5; 2. e5, fxe5; 3. g5, f4; ou finalmente 1. e5, fxe5 — não 1… f5; 2. h5, gxh5; 3. gxf5, exf5; 4. e6 — 2. h5, exf4; e vence); 1… gxh5 (1… g5; 2. e5!, fxe5; 3. f5); 2. e5!, fxe5; 3. f5; e as brancas promovem com xeque.
Um dos principais problemas associados ao avanço é que, se peões são sacrificados para criar um peão passado, no processo é muito possível que também se facilite para o oponente criar seus próprios peões passados.
Embora a posição das negras pareça desesperada, elas têm maioria nos peões centrais, que podem mobilizar: 1… a5; 2. bxa5, e5; 3. dxe5, d4; 4. exd4, e3; 5. d5+ (agora é a vez das brancas); 5… Rd7 (não 5… Rf7; 6. d7, Re7; 7. c6, bxc6; 8. a6!, e2; 9. a7, e1=D; 10. d8=D+, etc.); 6. c6+, e aqui, em vez do sensato 6… bxc6; 7. a6, e2; 8. a7, e1=D; 9. a8=D, Dg3+; as negras jogaram o ridículo: 6… Rd6??; 7. cxb7, Rc7; 8. a6! (talvez não tenham percebido isso); 8… e2; 9. d6+ 1-0.
O avanço neste caso foi suficiente apenas para forçar o empate, mas é, apesar de tudo, um triunfo, levando em conta que se partia de uma posição com tão mau aspecto quanto a do diagrama.
Diagrama 25
Luzyanov-Grigoriev, URSS, 1971
Dada a natureza das peças que estamos examinando agora, vocês não deveriam achar esta posição muito difícil; mas teriam sido capazes de ver antes a combinação das negras? As brancas parecem estar vencendo, mas as negras iniciam o malvado ataque: 1… g5!!; 2. hxg5 (2. gxh5, gxh5; 3. h6, Rf7!; ou 3. f4, h3!; vencendo em qualquer um dos dois casos); 2… h4; 3. Re3 (ou 3. f4, h3; 4. f5+, Re7; 5. Rf3, e4+; e um peão negro se promove); 3… Rf7; 4. Rf2, Rg6; 5. Rg2, Rxg5; 6. Rh3 (ou 6. a3, e4); 6… Rf4; 7. Kxh4 (7. a3, Rg5!; 8. Rg2, e4, etc.); 7… Rxf3; e as brancas abandonam em vista de 8. g5, e4; 9. g6, e3; 10. g7, e2; 11. g8=D, e1=D+; 12. Rh5, Dh1+; 13. Rg6, Dg1+; e 14… Dxg8+, etc.
Diagrama 26
Barrera-Schatzle, Argentina, 1975
O motivo do “avanço”, logicamente, não está de modo algum limitado aos finais de rei e peões:
Diagrama 27
Kotov-Botvinnik, Moscou, 1955
O diagrama 27 é merecidamente famoso. As brancas parecem estar em boa posição, mas com o sacrifício temporário de um peão, Botvinnik teve sucesso em conseguir um mortífero segundo peão passado. 1… g5!; 2. fxg5 (ou 2. hxg5, h4; 3. Ad6, Af5; 4. g6, Axg6; 5. f5, Axf5; 6. Rxb3, Rg2; etc. Agora, com a diagonal h4-d8 bloqueada, as negras podem ganhar o peão h, mas antes devem defender seu próprio peão b); 2… d4+!; 3. exd4 (3. Axd4, Rg3; 4. g6, Rxh4; 5. Rd2, Rh3!; 6. Af6, h4; 7. Re2, Rg2!; etc.); 3… Rg3 (not 3… Rg4?; 4. d5, Axd5; 5. Af2 =); 4. Aa3, Rxh4; 5. Rd3, Rxg5; 6. Re4, h4; 7. Rf3, Ad5+ 0-1.
Os peões centrais negros estão ansiosos para agir. Capablanca os mobilizou com: 1… h4!; 2. gxh4, e5!; 3. fxe5, f4; 4. Te1, Re6; 5. c4, Rxe5; 6. Txd5+, Txd5; 7. cxd5, f3 0-1.
Diagrama 28
Eleição Cloth Capablanca, Londres, 1922
Korchnoi encontrou o modo de obter uma vitória imediata com: 1… g4!; 2. hxg4, h3; 3. Rc2, Tc4+ (o motivo da interferência), e as brancas abandonaram, já que 4… Tc1 as teria forçado a bloquear a primeira fileira.
Diagrama 29
Averbakh-Korchnoi, Erevan, 1965
Para finalizar, uma magnífica ideia de Nimzowitsch, que superou o bloqueio com: 1… Tb4!!; 2. cxb4, a4; 3. b5+, Rxb5; após o que as brancas ficaram sem defesa diante da horda inimiga: 4. Aa3, c3; 5. Tb1, Rc4; 6. f4, Rxd4; 7. Rf2, Rc4; 8. Re1, d4; 9. Re2, Rd5; 10. Rf3, Ab7; 11. Te1, Rc4+; 12. Rf2, b2; 13. f5, exf5; 14. e6, Ac6 0-1.
Diagrama 30
Kmoch-Nimzowitsch, Niendorf, 1927
ATAQUES PARA ENTERRADA NÃO FINAL
Da relativa facilidade de combinações para promover um peão, passamos para outras com a vulgar intenção estratégica de dar xeque-mate. Uma má posição do rei no final pode nos causar às vezes, e apesar do “reduzido número de peças”, uma sensação extremamente desagradável.
O diagrama 31 é um bom exemplo. O rei negro está tão mal situado que as brancas podem se dar ao luxo de ignorar o peão “a”:
Diagrama 31
Novak-Ryc, Tchecoslováquia, 1978
1… Rg6 (se 1… a5; então 2. Txh6, a4; 3. h4!, etc., como na partida, ou se 1… Tb7; então 2. Tf8+, Rg6; 3. Tf6+ vence); 2. Te8!, Rf5; 3. h4!, a5 (ou 3… h5; 4. Tg8, dando mate); 4. h5, a4; 5. Th8, a3; 6. Txh6, a2; 7. Tg6, a1=D; 8. Tg5 mate.
O diagrama 32 é outro exemplo de mate em um final com torres. Unzicker venceu com facilidade pelo procedimento técnico de jogar seu rei para h6 e depois Tb8-b5+. Mas, como assinalou o leitor do Chess Life and Review, J. Barth, de Detroit, ele não percebeu um final mais rápido:
Te8!, Ta6+; 2. Tc6, Txa7; 3. Te8 morre.
Diagrama 32
Unzicker-Lundin, Amsterdã, 1954
Um cavalo e uma torre podem ser uma força terrível quando cooperam verdadeiramente. No diagrama 33 vemos Fischer demonstrando essa extrema eficácia.
Diagrama 33
Fischer-Rubinetti, Buenos Aires, 1970
f4!, exf4; 2. d4, Kd8 (ou 2… c5; 3. E5, C4; 4. Ca5, etc.);
Ca5!, c5; 4. e5, Af8; 5. Cc6+, Re8; 6. Txc7 1-0. Após 6… cxd4; 7. e6, as negras não podem adiar o mate por mais de um par de lances.
O diagrama 34 é um exemplo recente. As brancas acabam de jogar Rh2-h3, atacando o cavalo e com a esperança de ganhar o peão de g5. Infelizmente, esperava-as uma surpresa: 1… Tg1!; 2. Axg5 (ameaçava-se 2… Tg3 mate); 2… Cf2+! Aqui, se 3. Rh4, então 3… Th1 é mate! As brancas continuaram lutando com 3. Rh2, mas depois de 3… Txg5 a vitória foi fácil.
Diagrama 34
Tonoli-Borik, CEE, 1980
Os ataques para mate às vezes ocorrem em finais com dama — geralmente intencionais, mas ocasionalmente por acidente. O diagrama 35 é um exemplo bem conhecido. Depois de 1… Df1+, as brancas, infelizmente, tentaram escapar dos xeques com: 2. Rg4?? A isso seguiu-se: 2… f5+ 0-1, já que se 3. gxf5, então 3… Df5+; 4. Rh4, Dh5 é mate.
Diagrama 35
Borisenko-Simagin, Moscou, 1955
Muitos estudiosos de finais dedicaram tempo e esforço ao tema do xeque-mate no final, e alguns de seus resultados são bastante impressionantes.
Ver o diagrama 36. É uma linda miniatura de Réti. 1. Ac6+ apenas consegue o empate, já que após 1… Rd6; 2. Td4+, Re5; 3. Te4+, Rd6; 4. Txe3, e1=D; 5. Txe1 é afogamento. De modo que as brancas tentam:
Af5+!, Rd6; 2. Td4+, Re7!; 3. Te4+, Rd8. Agora 4. Txe3?, e1=D continuará conduzindo ao afogamento, mas em seu lugar as brancas têm a possibilidade de:
Ad7!, e1=D; 5. Bb5!, e vencem.
Diagrama 36
R. Réti, 1928, corrigido por H. Rinck
Brancas jogam e vencem
GEODÉSICAS, OU O REI HIPERATIVO
Todas as ideias táticas que examinamos até aqui são possíveis tanto no final quanto no meio do jogo (e às vezes no início). No exemplo final deste capítulo isso não é assim: ele está confinado de modo mais ou menos exclusivo ao final.
Esta operação, que não tem um nome comumente aceito (daí o título), surge devido à especial geometria do tabuleiro de xadrez. Em matemática, uma geodésica é, em linhas gerais, o caminho mais curto entre dois pontos em uma superfície. Assim, em um plano uma geodésica é uma linha reta, enquanto em uma esfera é uma parte do círculo mais ampla.
No tabuleiro, o rei pode mover-se para as casas vizinhas horizontal, vertical e diagonalmente. Isso significa que para o rei existirão várias trajetórias mínimas entre duas casas que não estão na mesma diagonal.
Diagrama 37
Número de caminhos pelos quais o rei branco pode alcançar cada uma das casas
No diagrama 37, há 393 caminhos diferentes para o rei ir de e1 a e8 em sete lances, ou seja, forçando um pouco a terminologia, existem 393 geodésicas do rei entre e1 e e8.
O fato de existirem vários caminhos, todos eles igualmente curtos, para o rei mover-se entre duas casas pode ser, em ocasiões, de grande importância prática no jogo de xadrez. O diagrama 38 é o exemplo mais conhecido disso.
Diagrama 38
R. Réti, 1922
Brancas jogam e empatam
Este estudo parece quase impossível para quem não o viu antes. As brancas empatam mediante o avanço de seu rei em duas direções simultâneas:
Rg7!, h4; 2. Rf6!, Rb6 (ou 2… h3; 3. Re7, h2; 4. c7=);
Re5, h3; 4. Rd6, h2; 5. c7=.
Este exemplo é muito semelhante ao anterior:
Rb5!, h5; 2. Rc6!, e as negras devem escolher entre 2… h4; 3. Rb7, e 2… Rc8; 3. Rd5. (ver diagrama 39).
Diagrama 39
Moravec, 1952
Brancas jogam e empatam
Tarrasch jogou para conseguir esta posição na crença de que as brancas não tinham outra alternativa melhor do que 1. h4, Rg4; 2. Rf6, mas não leva em conta: 2… c4; 3. bxc4, bxc4; 4. Re5, c3!; 5. bxc3, a4; e o caminho do rei até a1 fica bloqueado. Mas depois de 1. h4, Rg4, Lasker jogou o lance de duplo propósito: 2. Rg6!, ao qual se seguiu: 2… Kxh4; 3. Rf5, após o qual foram as negras que tiveram de lutar (com sucesso) para alcançar o empate.
Diagrama 40
Lasker-Tarrasch, São Petersburgo, 1914
O diagrama 41 é um estudo de Kupczewski. A intenção do autor é bastante amigável:
a4, Rd6; 2. Rb6, Rd7; 3. Rb7, h5; 4. a5, h4; 5. a6, h3; 6. a7, h2; 7. a8=D, h1=D; 8. Dc8+, Rd6; 9. Dc6+, Re5; 10. f4+. Mas a falha nesta concepção, encontrada por um leitor do Chess Life and Review, Elie Ebvié, é muito mais surpreendente:
a4, Re6!!; 2. Rc6 (não 2. a5, Rd7!); 2… h5, e embora as brancas promovam um peão antes, a nova dama não pode fazer nenhum dano.
Diagrama 41
Kupczewski, 1931
Finalmente, um exemplo no qual o rei e um peão sucessivamente lutam com o rei, o bispo e um peão. Recomendo fortemente que tentem resolver o diagrama 42 antes de ler a solução.
Diagrama 42
A. V. Sarichev e K. V. Sarichev, 1928 (versão)
Brancas jogam e empatam
Rc8!! (para forçar a saída do peão); 1… b5; 2. Rd7!, b4; 3. Rd6!, (não 3. Re6?, Re4!; e vencem); 3… Af5; 4. Re5, Rg4; 5. Rd4, e empatam.
2. Combinações para forçar o empate
Existem vários modos combinatórios pelos quais o lado mais fraco pode jogar para conseguir o empate. Talvez o primeiro que venha à mente seja o afogamento.
COMBINAÇÕES DE MATE AFOGADO
O afogamento, ou a ameaça de afogamento, ocorre frequentemente no final devido à escassez de peças. Às vezes, isso é o resultado de uma combinação.
O diagrama 43 é o mais recente de uma longa e venerável lista de finais de dama. 1… Df7+!; 2. Dg6+ (ou 2. Rg5, Dd5+); 2… Rh8!; 3. Rg5, Df4+; 4. Rh5, Df7=.
Diagrama 43
P. Atanasov-Spiridonov, Ruse, 1978
Este diagrama é um exemplo mais antigo. Após 1… g4?? (de modo que se 2. Dxg4, então 2… De1+; e 3… Dg3+). Pilnick “deu um golpe na cabeça de Reshevsky” com: 2. Df2!=.
Diagrama 44
Pilnick-Reshevsky, Campeonato dos EUA, 1942
O jogador letão Mattison intercalou este afogamento em um estudo delicioso.
A4+! (1. Af2 não tem sentido, e se 1. Txc5+, então 1… Rxc5; 2. Ag5, Rc4; 3. Tirada 3, Corrida 3; 4. Ac1, Ra2 vence); 1… Rb6; 2. Af2, c1=D; 3. Txc5, Dxc5; 4. Rh1!, Dxf2 afogamento.
Diagrama 45
H. Mattison, 1913
Brancas jogam e empatam
As brancas devem ter cuidado nesta posição. Por exemplo, após 1. Tf7+, Rg8, teria sido um terrível erro jogar 2. h7+?, já que: 2… Rh8; 3. Rh6 (ou 3. Rg6, Txg5+); 3… Ta6+; 4. Tf6, Txf6+; 5. gxf6 afogamento.
Com um jogo correto, o diagrama 46 não é muito difícil de vencer, por exemplo:
Tf7+, Rg8; 2. Te7, Tb5 (se a torre sair da fileira, as brancas a farão regressar imediatamente com g6); 3. Rg6, Ta6+; 4. Rf5, Ta5+; 5. Rf6, Ta6+; 6. Te6, Ta8; 7. g6, e agora as brancas forçam a troca de torres movendo seu rei para a sétima fileira: 7… Tf8+; 8. Re7, Ta8; 8. Td6!, Ta7+; 9. Td7, Ta8; 10. Td8+.
Diagrama 46
Brancas jogam e vencem
Ver o diagrama 47. Esta posição parece desesperada, já que as brancas têm o bispo “adequado”. Apesar de tudo, Hort encontrou um modo inteligente de forçar o empate. 1… f5!; 2. Re5, f4; 3. Re4, f3; 4. Re3, h5; 5. Rf2, h4; 6. Ad6, Rh3! 1/2-1/2. As brancas não podem progredir, já que 7. Rxf3 é afogamento.
Diagrama 47
Fichtl-Hort, Kosice, 1961
O diagrama 48 é interessante. As brancas têm três peões contra um bispo, mas o que está em c3 é bastante fraco, embora não tanto que não possa forçar o empate.
g4, Aa2; 2. f4+, Rd5; 3. f5! (se 3. Rd3, então 3… Ab1+; 4. Re3, Rc4; 5. f5, Rb3!; 6. Rf4, Rxa3; 7. g5, Rb2; e as negras vencem); 3… Rc4 (3… Re5; 4. Rd3, Rf4; 5. Rd4, Rxg4; 6. Re5 é empate, e as negras não parecem ser capazes de melhorar com 4… Rf4; já que devem estar preparadas para enfrentar c4);
g5, Kxc3; 5. g6, Bb1; 6. Kf4, Kd4; 7. Kg5, Ke5; 8. f6, Ke6; 9. f7, Ke7; 10. Kh6, Kf8; 11. Kh7, Bd3. Aqui 12. Kh6? Perdes diante de: 12… a.C4; 13.
u-..
em
0
de
•0
PREPARAÇÃO PARA AS FINAIS
ISBN-84 8019·242-9
9 2422
COLEÇÃO CAISSA
PREPARAÇÃO FINAL
Por
Jon Speelman
PAIDOTRIBO PUBLISHING
A reprodução parcial ou total desta obra por qualquer meio ou procedimento, incluindo reprografia e processamento computacional e a distribuição de cópias por aluguel público ou empréstimo, é estritamente proibida sem autorização por escrito dos detentores dos direitos autorais, sob as penalidades estabelecidas por lei.
Título original da obra: Preparação para o Fim de Jogo. Diretor de Coleções B.T. Basford Ltd.: Josep Escaramis
© Batsford Chess Book
© Jon Speelman
Editorial Paidotribo
Consejo de Ciento, 245 bis, 1o 1a
08011 Barcelona
Tel. (93) 323 33 11 -Fax. (93) 453 50 33
Primeira edição: ISBN: 84-8019-242-9
D.L.: B-33.411-95
Fotocomposição: Serviço de Editoria, S.L. Diagonal, 332 – 08013 Barcelona Impresso na Espanha por Hurope, S.L.
CONTEÚDO
Introdução, 5
Prefácio, 9
SEÇÃO I: IDEIAS E COMBINAÇÕES TÁTICAS, 11
1 Algumas ideias táticas
2 Combinações para forçar um empate
SEÇÃO 11: ZUGZWANG E A TEORIA DOS QUADRADOS CONJUGADOS, 43
3 Zugzwang
4 A teoria dos quadrados conjugados
SEÇÃO III: EQUILÍBRIO MATERIAL, 77
5 Um peão
extra lateral passado 6 Um peão extra com todos os peões em um
flanco 7 A troca
8 Finais sem peões
12
29
46
53
78
86
97
115
SEÇÃO IV: IDEIAS ESTRATÉGICAS E AVALIAÇÕES, 119
Configuração de 9 peões e peões
fracos 10 peões passados Atividade
de 11 peças
SEÇÃO V: INDICAÇÕES GERAIS, 179
Bibliografia, 187
120
137
154
1 Introdução
Carne de cobra do pântano, cozinhar e ferver no caldeirão; O olho de um tritão e a perna de um sapo,
o pelo de morcego e a língua de um cachorro, a língua de uma víbora e a picada de uma áspide, o pé de um lagarto e a asa de uma coruja,
pelo poder deste feitiço,
ferver e borbulhar, poção do inferno.
Macbeth, William Shakespeare
Preparação para as provas finais? Uma ideia um tanto estranha, você pode pensar, ou talvez apenas um erro no título. Apesar da proliferação e profundidade da teoria moderna da abertura, nunca se pode ter absoluta certeza, ao sentar para jogar uma partida de xadrez, de como será o fim – ou, pensando bem, qual será o primeiro movimento do oponente. No entanto, se você chegar a um fim, pode enfrentá-lo bem equipado e com a atitude “certa”.
Finais não são técnicos, tediosos ou triviais. Todos esses adjetivos
podem ser aplicados a algumas posições de xadrez, incluindo
alguns finais. Mas também há finais totalmente confusos, empolgantes a ponto de fazer seus cabelos arrepiarem, de uma dificuldade impressionante, ou um pouco de tudo. Na verdade, o final abrange toda a gama de posições de xadrez: desde aquelas tão afiadas que, se você se sentar sobre elas, os uivos podem ser ouvidos da Austrália (ou, para quem lê os antípodas, de Londres), até aquelas tão silenciosas (nunca se fala em posições de xadrez “desarmadas”) que a queda de um pino pode ser ensurdecedora.
Em vez de misturar todas essas metáforas, você pode achar que seria mais útil se eu tentasse definir o final do jogo aqui. Eu não ousaria sonhar em fazer tamanha besteira! Acho que um final de jogo é qualquer posição em que “restam apenas algumas peças”. Pode haver uma peça menor para cada jogador, dois, ou talvez até três. Nesse sentido, cada jogador pode ter uma torre, uma torre e uma peça menor, ou duas torres. E, claro, também existem finais de rainha. Pensando bem, talvez eu vá ser um pouco bobo e sugerir que, com o sistema de pontuação usual (D = 9, T = 5, C/A = 3 -e desconhecido R = oo e P = 1), um final provavelmente é uma posição em que a contagem total de peças é menor ou igual a treze pontos para cada jogador; Isso inclui duas torres e uma peça menor, uma dama e uma peça menor, ou quatro peças menores, mas não mais. Alternativamente, pode-se tentar definir o fim em termos das funções das peças. Pode-se dizer que o desfecho é uma posição em que o rei pode ser ativamente usado – embora existam alguns partidos petrosianos famosos (por exemplo, Dückstein-Petrosian) que neguem isso, e, nesse aspecto, e quanto a Steinitz?
O que tenho absoluta certeza é que, como em qualquer outra fase do jogo de xadrez, o fim é uma luta e uma luta, e uma luta particularmente importante, pois, como todo jogador de xadrez sabe, “quem errar por último é melhor se enganar”. Você pode conhecer um jogador que geralmente luta amargamente durante o início e o meio do jogo para alcançar um final favorável – só para acabar ganhando tablas, e só às vezes vencendo. Já que esses jogadores acham que podem passar sem tudo isso, talvez eu não seja tão burro assim… Talvez
seja hora de eu dizer algo específico sobre este livro. Como expliquei na introdução do meu outro livro, Analyzing the End, este surgiu inicialmente como um subproduto. Ao analisar diferentes posições, comecei a pensar nos métodos normalmente usados para analisar e avaliar finais, e uma nova vida surgiu. Suprimindo qualquer desejo latente de relacionar isso ao
INTRODUÇÃO 7
A história de Adão e Eva, talvez seja melhor explicar a relação entre os dois livros, que considero “volumes complementares”, relembrando as duas metáforas que usei no outro. O primeiro, que é o que mais gosto, considera este livro como uma espécie de culinária, enquanto Analyzing the End seria uma coleção de pratos analíticos. No entanto, para divulgar meus livros, talvez eu devesse incentivar o outro, segundo o qual Analyzing the Ending seria uma coleção de relatórios de batalha, enquanto Preparing for Endings seria um manual de combate!
Prefácio
Dividi este livro em cinco partes. O primeiro trata de algumas ideias táticas que podem ser usadas no final. Acredite, no fim das contas truques táticos são realmente realizados! A Seção 11 trata do zugzwang, que é vital na técnica de final, e da teoria dos “quadrados conjugados”. Essa certamente é uma forma de tratar o zugz wang em posições complicadas. É uma ferramenta difícil, mas mais ou menos indispensável para entender certas posições – e algumas das que consegue resolver são muito bonitas!
As Seções 111 e IV tratam de algumas características mais estáticas
das posições. A Seção III trata do “Equilíbrio dos Materiais”. Primeiro, analisamos as condições mínimas sob as quais um peão extra garantirá a vitória; Depois as trocas. Por fim, há um capítulo curto sobre finais sem peões. A Seção IV discute várias características relacionadas à posição. “Peões fracos”, “Peões passados” e “A atividade das peças” em geral.
Na breve seção final, reuni várias pérolas de sabedoria
extraídas do restante do livro e agrupadas como “Indicações Gerais
“. Claro, eles são muito simples, e
podem ser encontradas exceções a qualquer um deles. Mas eles são úteis!
10 PREPARAÇÃO DAS FINAIS
Espero que aqueles que lerem este livro de Libra se divirtam e aprendam com ele ao mesmo tempo. É verdade que· Haverá alguns erros, é inevitável, mas pode ser tão divertido para o leitor encontrá-los quanto se dedicar ao estudo de uma verdade impecável e impecável.
SEÇÃO 1
IDEIAS TÁTICAS E COMBINAÇÕES
Combinação: união de duas coisas no mesmo assunto.
Dicionário da Língua Espanhola,
Real Academia Espanhola.
Não é exatamente o que temos em mente… mas combinações são essenciais para a natureza do xadrez, e às vezes muito bonitas!
INTRODUÇÃO
As táticas estão sobre ou abaixo da superfície da maioria das posições de xadrez. O final não é exceção; Na verdade, justamente por causa da escassez de peças, ideias táticas às vezes podem surgir de forma muito pura e estética nos arranjos dos finais. Nesta seção, exploramos algumas ideias combinatórias no contexto do final. O primeiro capítulo contém vários materiais, enquanto o segundo é dedicado exclusivamente a ideias de combinações com o objetivo de forçar o empate.
PREPARAÇÃO PARA AS FINAIS 12
1 . Algumas ideias táticas
Para começar, vamos dar uma olhada
em algumas das operações básicas da métrica
geo B
.
O CHEQUE ATÉ O FIM
11:,
B
8
a) Diagrama +
b) f2 ….. g3 =
e) f2-+ h2 =
+1=
Este é um exemplo simples. Brancas vencem com l. D8, Rxa7;
2, Th7+. Se as pretas jogarem
, ele empata com l. … , Kg7, já que
o rei
branco sempre pode ser xecado se ele se aproximar
do peão a.
As brancas vencem com o avanço do
peão. Depois de f6+
, as pretas podem tomá-lo, permitindo
Rf8+, ou jogar Kd7, com o presente
de Rh8 e vencer até checar, ou
mover seu rei para se afastar,
ou seja, Kh7, permitindo t7 e f8=D.
No entanto, se o peão estivesse nas verticais g ou h, a posição seria sorteada, como em 2 b), em que o avanço do peão para g6 é ignorado, e 2 e), em que h6+ é testado com Kh7. Veja
o diagrama 3.
Este é um exemplo muito mais
complicado, que tem algum interesse
teórico. As pretas podem
empatar, mas devemos
ter muito cuidado: 1 D8 (outros
lance só
terminam empatando) l. …, Kxc3; 2. B5. Tudo bem, agora
se move 2. …, Tbl?,
cometendo um erro antes das 3. Rc8+, Kb4 (ou 3. … ,
Kd3; 4. Vitórias do Rc5); 4. b6, Ra5;
5. Ra8, Kxb6; 6. Rb8+. Uma defesa
correta é 2. …, Kc4! (2. …, Rd7 também é
bem bom -3. Rb8,
ALGUMAS IDEIAS TÁTICAS 13
3
B
FAP #348
Rb4; 4. Re6, Th7=); 3. b6, TdS+!;
4. Re6, ThS=.
4
B
J. E. Peckover
1 357 Studios Endgame #644
White Joga e Empata
Este é um estúdio lindo em Peckover. Ao usar repetidamente a ameaça de dar check-through, as brancas conseguem parar os dois peões. 1 RdS! A torre deve ter “espaço” para dar check ao rei, e as brancas também devem manter o rei das pretas fora de d7 e abrir espaços. Sem l. Rg7?, Kb3;
2. Rg3+, Ra4, ni l. Th8+?, RaS;
2. Rg8, Ra6! (2. … , Kb6??; 3. Kc3, vitória); l. …, Rb3, 2. Rg3+!, Ka4;
3. Tg4, RaS; 4. Rg8, Kb5!; 5. Rg7!, (não 5. Rh8+?, Ka6); S. •• •, Rb6;
6. Rg6+, Kc7; 7. Rg7+, Kd8; 8. Kd6, Kc8 (8. …, Ke8?; 9. Re7+ e 10. Tel);
9. Kc6, Kb8; 10. Rg8+, Ka7;
11. Rg7+, K6; 12. Rg8, RaS;
13. ReS, Ra4; 14. Rg4+=.
Torres não são, claro,
as únicas peças com a capacidade
de fazer check-through; Bispos e
rainhas também desfrutam desse
privilégio. No diagrama 5, uma
das minhas próprias posições, um bispo
consegue controlar dois diágonos
ao
mesmo tempo usando o check through.
5
B
As brancas jogam e vencem (originaQ
l. Rb6, Rxe4; 2. Txc6, Re3;
3. Adl, e4; 4. Corrida 5!, Corrida 3; 5. Aa4! !,
e3; 6. Ab5+, Rc2 (o 6. …, Rc3;
7. Ae2, Rc2; 8. Rd4 y gana); 7. Re4!,
dl=D; 8. Aa4+.
O GARFO
Fine inclui o diagrama 6 em seu livro. Ele a dá como uma vitória de
14 PREPARAÇÃO PARA AS FINAIS
Branco. Mas claro, depois de l. a6, Bf5; 2. Kf3, as pretas podem defender com um forcado, ou seja, 2. …, Bd3; 3. a7, aC4;
4. a8=D, Bd5+=.
6
B
O Diagrama 7 é um exemplo disso. As brancas jogaram erroneamente 1 Kxc6?, permitindo l. …, d4!; 2. Dxd4, h2; 3. Th4, hl=D;
4. Txhl, Be4+. Depois do movimento correto, l. Rh5! As brancas podem atacar primeiro o peão h – vitória não é trivial, mas certamente parece possível (veja de Averbakh, Rook contra peças menores, dia 135).
8 N
FAB # 198
Não é comum que forcados apareçam no final entre peças do mesmo movimento (uma torre geralmente não pode parar o rei e a torre). Mas em finais em que diferentes partes se enfrentam, elas são frequentes.
FAB #24 1, nota até 11. …, C-A 6 após 15. A-R3!,
7
B
Petrov-Yarovitsu, Sverdlovsk, 1948
FTc PM #1 35
Como todos sabemos, é natural que os cavalos pendurem os pés, às vezes até os próprios. O Diagrama 8 é discutido no livro Fine Basic Chess Endgames. David Hooper indicou uma saída elegante com l…., Nb5! (Fine dá o lance perdedor l. … , Nd5);
2. Rc4, Na3+=; desde 3. Rxb4?
permite 3. …, Cc2+.
Diagrama 9: Este é um excelente
estudo biográfico do compositor russo
Grigoriev. Muitos anos atrás, durante
um torneio Glor
Cup (para times juniores), um membro
da equipe inglesa (que continua sendo membro da equipe inglesa)
ALGUMAS IDEIAS TÁTICAS 15
N.O. Grigoriev, 1934
White toca e empata
Para nossa alegria, ele chegou a essa posição. Encontrar a solução levou uma hora de apertos de mão e análise. De qualquer forma, recomendo que você tente resolver esse estudo por um tempo antes de ler a solução. Não deixe minha triste história te desanimar – às vezes caldo analítico tem pratos demais para cozinhar. Mas devo ressaltar, para o benefício de quem quiser tentar, que se o rei negro se move para g6 ou g7, ele não necessariamente precisa pegar o cavalo.
A solução é l. Kd3, Kd7;
2. Kc4, Kg6! (não 2. …, Kg7; 3. Kxb4,Kxg7
; 4. Kc3 e tabelas); 3. Nf8+!,
Kf5; 4. Nd7, h5. O cavalo agora deve
encontrar um caminho que o
leve até o lado do rei. 5. Nb6
é inútil: 5. …, h4; 6. Nd5, Ke4!;
7. Nxb4, h3; 8. Nd3, h2; e as pretas
vencem por um tempo de -9. Nf2+, Kf3;
10. Cap. 1, Kg2; etc. O movimento
correto é 5. CeS!, seguido por
5• •••, h4; 6. Nb3!! (6. Nd3 perde
por um tempo); 6• •••, H3; 7. Cd2,
=1=
h2; 8. Cfi, hl=D; 9. Ng3+. Eles seguiram uma trajetória muito semelhante à letra G, a inicial do sobrenome do compositor.
O preto não foi obrigado a permitir o hairpin com 7. …, h2, mas se eles evitassem, o típico final teria ocorrido, em que um cavalo trava o peão da torre na sexta horizontal ou antes. Por exemplo, na solução acima
de 7. …, Rf4; 8. CFL, RF3; 9. Kxb4 nos
leva ao diagrama 10.
Apesar da ausência do rei
branco no local das operações,
essa posição é desenhada. Depois das 9. …,
Rf2; 10. Cap. 2, Kg2; 11. Ng4, Kg3;
12. CE3. As brancas ainda impedem
o avanço do peão preto ao
dar um hairpin de -12. …, h2; 13.Kf1
+. O preto não tem como
quebrar o bloco do cavalo.
A ENTERRADA
Uma enterrada pode, claro, ser uma arma poderosa no final do jogo. Tenha uma peça presa no
16 PREPARAÇÃO DAS FINAIS
F. Sackrnann,
1909 Peças e Vitórias de White
O meio do jogo já pode ser algo muito sério. No fim, a peça imobilizada pode ser a única que resta para você.
L. Bc8! (ameaçando 2. e7);
l• ••., Afl; 2. e7, Bb5; 3. C4+! (um
grampo de cabelo para desviar o cavalo
preto); 3• •••, Kxc4; 4. Aa6! Finalmente
uma enterrada, e as brancas
vencem. Há muitos
elementos táticos nessa posição.
Infelizmente, o estudo não faz
muito sentido, pois após
l. Bc8, Afl; As brancas podem
vencer prosaicamente com 2. Rf5,
por exemplo, 2. …, Be2; 3. e7, Bh5; 4. Bd7,Kc4
; 5. Kg5!, Afl; 6. Kf6, Bh5;
7. Kg7, Kxc3; 8. Kf8, Kd4; 9. Be6.
No entanto, mantenho essa ideia porque
gosto da ideia do compositor
, mesmo que não seja necessária aqui.
O Diagrama 12 mostra um uso
menos dramático da enterrada. Apesar
dos dois peões pretos no
sexto, as brancas conseguem
empatar mantendo o cavalo
sob controle, com o pinar como
sua melhor arma. Por exemplo, l. Rel,
Von der Lasa, 1843 :=: FAB # 509; FTe PM #224
d2+ (ou l. …, Kc4; 2. Rc8+, Kb3; 3. Corrida 8, Tarefa 4; 4. Txd3!, Nxd3+; 5. Reis 2);
2. Ke2, Kc4; 3. Rc8+, Kb3; 4. Ronda 8, Nc3+; 5. Kxe3=. Averbakh destaca no FT e PM que eu. Dd7 também está correto: (por exemplo) l. … , d2; 2. Corrida 6, Ke4; 3. Kc2!, Nb4+; 4. Rc3, Kf3;
5. Rxd2.
Em finais de dama e peão, o imobilização é frequentemente uma arma vital na luta contra os peões inimigos que passaram por cima. O Diagrama
13 é um exemplo:
13
ALGUMAS IDEIAS TÁTICAS 17
Sem possibilidade de xeques, Black é rebaixado para o clube diagonal como sua última possibilidade. Na verdade, se as Pretas se moverem, ele estará em zugzwang; e se as brancas fizerem isso, pode perder um movimento por habilidade inteligente.
Neste exemplo,
quase
se poderia pensar na enterrada como um “tema estratégico”. É uma das duas
únicas formas possíveis pelas quais
as pretas podem lutar contra o
peão — a outra é dar xeque ou ”
apressar” o oponente.
ATAQUE DUPLO
O check-through, o hairpin e o pin talvez sejam os principais temas geométricos que ocorrem nos finais de jogo, mas, claro, ataques duplos também são possíveis.
15
S
14 .t
S
+1=
A. A. Troitsky, Boêmia, 1912;
1234 Estudos Finais #780; Joga e vence o branco
Após dois exemplos um tanto mundanos de enterradas, este último é uma bela obra de fantasia — a notável exposição de “enterradas cruzadas” de Troitsky. Após l. Rf4+, Kb3; 2. e7, Re3; temos uma sucessão de enterradas:
3. Rf3!, Bd5!; 4. Be6! Essa última
enterrada é suficiente para garantir a vitória: 4. …, Rxbi; 5. e8=D,Rxe6
; 6. Qxh5 vence, já que se 6. …, Re3 e depois 7. Dxd5!
Um resultado pouco conhecido do recente flerte entre xadrez e ciência da computação é a análise exaustiva de certos finais de jogo. Se você tiver poder computacional e memória suficientes, é relativamente fácil construir um “banco de dados” para alguns finais simples. Consistiria em um índice de todas as posições possíveis, juntamente com o melhor movimento para cada caso. Para construí-lo, basta voltar de todas as “posições finais” (acasalamento, afogamento do companheiro, perda de uma peça, etc.) até que todas as posições possíveis tenham sido consideradas. Um dos finais estudados dessa forma é o de rei e torre com rei e bispo. T Strohlein e L. Zagler, do Instituto de Ciências
18 PREPARAÇÃO DAS FINAIS
A Faculdade de Ciência da Computação da Universidade
Técnica de Munique publicou em
1978 os resultados de suas pesquisas
, realizadas entre 1967 e
1969. Na verdade, eles investigaram tanto
os finais de T+P vs. T quanto
T-A. O Diagrama 15
é um exemplo de uma posição vencedora
em que as brancas estão
o mais “próximas” possível da
vitória. São necessários 16
movimentos para forçar a tomada de bispo ou
de mate: l. RaS, Kb7;
2. Rh3+, Ra7; 3. TD, Be2; 4. Tt7+,
Kb8; 5. Rb6, ReS; 6. Kc6, Kd8;
7. Corrida 6, ReS; 8. Rc7+, Kb8 (8. … ,
Kd8; 9. Rc2!, Bd3; 10. Rd2, e como
A4 e Ás não são possíveis
porque estão expostos ao xeque, o bispo deve ir para uma horizontal aberta, após
o qual as brancas vencem
em mais três
jogadas); 9. Kc6, Bc4;
10. Kb6, Bb3.
16
B
+1-cfr
. FTe PM #2; FAB #463
Nessa posição teórica, as brancas vencem ao deslocar o bispo preto: 11. Rcl!, Aa2; 12. Tal, Bb3;
13. Ra3 (13. Rb1, Ba2; 14. Rb2, Be6; -14. . .. , Aa4; 15. Ka5+!-;
15. Re2 precisa de um movimento extra, mas usa um mate coberto que, claro, é uma forma de ataque duplo); 13• •••, Be6;
14. Re3, Bd7; 15. TD, vitória.
COMBINAÇÕES PARA PROMOVER UM PEÃO
Muitos, embora não todos, dos exemplos acima neste capítulo refletem a luta para transformar um peão em uma rainha. Nesta seção, vamos analisar algumas ideias que geralmente são associadas exclusivamente, pelo menos no final, a tentativas de transformar um “bebê” em uma mulher.
O objetivo de promover o próprio peão e frustrar as tentativas do oponente de fazer o mesmo com um dos seus é uma questão estratégica, enquanto os métodos empregados nesse combate são frequentemente combinatórios. Ao lidar com peões passados, o valor das peças tende a ser distorcido. O objetivo principal é avançar o peão, e as peças menores geralmente não são consideradas. Uma torre, ou até mais, às vezes pode ser sacrificada em prol de uma nova vida.
a) Bloquear caixas ou linhas
(interferência)
O Diagrama 17 é um exemplo simples de Kubbel. Após l. Ne7!, Bc2 (ou l. …, Bd1; 2. Cc6!); 2. Nd5!, Ba4 (ou 2. … , Be4; 3. Nf6+); 3. Nb4, Bd1; 4. Nc6!, o segundo intervalo finalmente tira Black de combate.
ALGUMAS IDEIAS TÁTICAS 19
17 com 2…., Kf3!; 3. G5. Aqui Fine
S move 3. …, Aa5??, 4. g6??, a.C3;
5. g7, Bxg7; 6. Nxg7, Kg3 =. Claro
, em vez de 4. G6??
Brancas podem bloquear o diago
final com 4. Nd4+, vencendo imediatamente
; Mas as pretas podem
melhorar com 3. …, Bd8!; 4. g6, Ff6;
etc. Não é um exemplo espetacular,
mas mostra mais uma vez a necessidade de
ter muita cautela ao
lidar com peões que passaram e que podem
ser promovidos.
Kubbel, 191 O
FAB#228b
O diagrama 18 é interessante porque, apesar dos dois peões extras, as brancas não conseguem vencer. Depois de l. …, Bb6 Fine tentou
2. Kd3, Bd8; 3. Kd4, Bf6+; 4. Kd5, Bh8; 5. Kd6, Be5+; 6. Ke6, Ba1;
7. Reis7, Bb2; 8. Kf7 (
ameaçando 9 Kg6); 8. …, Kg5! 112-112. Em vez
de 2 Kd3, as brancas poderiam ter
movido 2. RFL para jogar 3. Kg2,
mas as pretas podem defender
19
N
lj
‘ ‘
‘ .l .l.i.l
Donchenkov-Steinberg, Kharkov, 1967
18
N
¡Tablas! Fine-Reshevsky, Semmering-Baden 1937; FAB#226; FA e C# 154
O Diagrama 19 é um exemplo mais empolgante de um jogo real.
As pretas atacaram com l….,
g4; 2. fxg4, Ng5!; 3. f3, Kg3; 4. Ael+,
Kg2; 5. Bh4, de onde sua
ofensiva teria sido suicida se não
fosse por 5. …, Nxf3; 6. Bxf6, Ng5!!;
depois disso, as brancas não
conseguiram impedir que o peão se transformasse
.
Às vezes, pode-se sacrificar outros peões para interferir na defesa contra um peão passado. Isso é particularmente comum em finais apenas de peões. O
PREPARAÇÃO PARA AS 20 FINAIS
20
B
” ”
que chegaram ao destino. Já vimos alguns exemplos de desvios neste capítulo – os do Diagrama 11 e, claro, do notável Diagrama 14 são especialmente importantes. Mas alguns exemplos adicionais não vão nos prejudicar.
21
B
A A Troitsky,
1913 White Plays and Wins
O Diagrama 20 é um magnífico exemplo de Troitsky. O branco será o tema de um fosco ignominioso após l. a4? , bxa3a.p.; 2. bxa3, Kg3!;
3. A4, H5; etc., enquanto se l. Kxg2, Kg5; 2. A4, BA; 3. ba, Kf6!; O rei branco pode parar o peão. Branco resolve esses problemas com l. f6!, gf; 2. Kxg2. Agora, com f6 inacessível, os negros precisam tentar outra rota para retornar para casa: 2• •••, Kg4; 3. A4, BA;
4. BA, Rf5; 5. a4, ReS; onde
perdem para 6. D6!, CD; 7. c6!, de;
8. A5. Após sacrificar três
peões, o caminho fica completamente
bloqueado para as Pretas,
e o peão é promovido.
b) Desvio
Na última seção, vimos brevemente como impedir que as peças chegassem onde seus donos pretendiam. Às vezes é melhor dizer os sinais que proíbem a passagem e mover as peças uma vez
L. Centurini, 1847
FA# 170; F# 1 74
Exemplos anteriores de desvio já eram bastante espetaculares. Aqui temos uma posição que nos lembra que essa questão também pode ser muito comum. O dia 21 corresponde a uma posição extraordinariamente antiga (em termos de xadrez). O problema das brancas é trazer seu bispo para b8; depois deste L. …, bispo para o diago final g1-a7; 2. Bh2 (por exemplo), Aa7; E então o desvio mortal 3. Agl. Até aqui tudo bem, mas o verdadeiro problema é chegar ao b8. Atrás dele. Bh4, Preto defende com l…., Kb5; 2. Bf2, Ra6; Controlar A7. Agora White não consegue nada imediatamente, mas o zugzwang vem em seu auxílio.
ALGUMAS IDEIAS TÁTICAS 21
Da. Se eles tentarem 3. Be3, depois Preto tem 3. …, Bd6!; 4. Bg5, Kb5; 5. Bd8, Kc6; e nada foi alcançado, desde depois do 6. Be7, Be5; O Rei Negro controla c5. O movimento correto é 3. BcS!, forçar o bispo preto a uma casa rable vulna: 3• •••, Bg3; 4. Be7, Kb5; 5. Bd8, Kc6; 6. Bh4!, Bh2; 7. Bf2, etc.
22
S
O AVANÇO
Na maioria dos exemplos acima, o peão passado simplesmente estava ali. Nesta seção veremos como alcançar isso. Isso geralmente é feito por meio de um avanço, que é uma ajuda estratégica em muitas posições, embora a operação real seja tática.
Primeiro, deixe-me entediar você com o exemplo arquetípico:
23
S
F. Lazard, 1911
Uma vez que minha consciência é salva com o diagrama 21, posso fantasiar novamente por um momento. O dia 22 é um exemplo marcante de como promover um peão. Após l. Nf4+, Kh6; 2. Ne6, os brancos ameaçam bloquear a oitava horizontal com 3. Nd8. Forçado
2. …, TeS; E então 3 seguem. g8=D!
(desvio); 3• •••, Rxg8; 4. Cf8. A posição de
Black aparentemente
não tem saída, mas ele ainda
tem uma defesa (acho que você
deveria tentar procurá-la antes
de continuar lendo). É 4• •••, Rg5!; Então
, se 5. e8=D, depois 5. …,
Re5+; 6. Qxe5 é um companheiro sufocado.
No entanto, as brancas podem
vencer com 5. Ng6!, bloqueando a
torre uma última vez.
+1=
“O avanço arquetípico do peão”
Se as brancas jogarem, vencem por l. g6!, fg; 2. H6, GH; 3. f6; ou eu… ., hg; 2. F6, GF; 3. H6.
Se as pretas moverem, ele faz tabs
com l. …, g6!; mas não L.H6
?; 2. f6!; ou l. …, f6; 2. h6!
O Diagrama 24 exige um pouco mais de esforço intelectual. As brancas podem avançar facilmente, mas precisam fazê-lo de forma a converter em f8 com xeque; caso contrário, Preto responderá P=D, com o fosco P=D. Diante dessa consideração, você pode tentar encontrar o caminho certo na
22 PREPARAÇÃO DAS FINAIS
Branco joga e vence com… ?
O jogo das brancas antes de ler a solução…
L. H5! (o único movimento: se l. gS então l. …, hg; 2. fS, gh; etc; ou l. fS, namorada; 2. eS, fé; 3. gS, f4; ou finalmente l. eS, fé – não l. . . . .., fS;
2. hS, gh; 3. GF, EF; 4. E6-2. hS, ef; e vitórias); l. …, gh (1. …, gS; 2. eS!, fé;
3. f5); 2. eS!, fé; 3. fS; e as brancas convertem com xeque.
Um dos principais problemas
mais associados ao avanço é que
, se peões forem sacrificados para
criar um peão passado,
nesse processo é bastante possível que isso
também facilite para o oponente criar seus
próprios peões passados.
Embora a posição dos negros
pareça desesperadora, eles têm mais
peões centrais, que
podem mobilizar: l• ••., aS; 2. ba, eS;
3. de, d4; 4. ed, e3; 5. d5+ (agora
é a vez das brancas); 5• ••., Kd7
(não S. …, Rt7; 6. d7, Ke7; 7. c6, be;
8. a6!, e2; 9. a7, e1=D; 10. d8=D+,
etc.); 6. C6+, e aqui, em vez do
sensato 6. …, ser; 7. a6, e2; 8. a7,e1
=D; 9. a8=D, Qg3+; As pretas
jogaram o ridículo 6. •••, Kd6??;
Luzyanov-Grigoriev, URSS, 1971 Informator 11 #29
7. CB, Kc7; 8. A6! (talvez eles não tenham percebido isso); 8. …, e2; 9. d6+ 1-0.
O avanço neste caso já foi suficiente para forçar um empate, mas ainda assim é um triunfo, considerando que era uma posição com tão mau respeito quanto a do diagrama.
Veja o diagrama 266.
Dada a natureza dos textos
que estamos examinando agora, você não
deve achar essa posição
muito difícil; Mas
você já conseguiu ver a combinação do
Preto antes?
As brancas parecem estar vencendo, mas
as pretas iniciam o ataque
maligno l• ••., g5!!; 2. HG (2. GH, GH; 3. h6, Krt7!;
ou 3. f4, h3!; vencer em qualquer
dos casos); 2• •_, h4; 3. Ke3 (ou
3. f4, h3; 4. fS+, Ke7; S. Kf3, e4+; e
um peão preto é transformado); 3• ••.,
Rf7; 4. Kf2, Kg6; 5. Kg2, Kxg5; 6.Kh3
(ou 6.a3, e4); 6• •.., Rf4; 7. Kxh4
(7. a3, Kg5!; 8. Kg2, e4 etc) 7. …,
Kxf3; e Branco se rende diante
do 8. gS, e4; 9. g6, e3; 10. g7, e2;
11. g8=D, e1=D+; 12. Kh5, Qh1+;
13. Kg6, Qg1+; e 14. …, Dxg8+, etc.
ALGUMAS IDEIAS TÁTICAS 23
26 diagonais h4-d8 bloqueados, o nes N gras pode ganhar o peão h, mas primeiro deve defender seu próprio
peão b); 2. …, d4+!; 3. ed. (3. Taupa 4, Kg3; 4. g6, Kxh4; 5. Kd2, Kh3!;
6. Ff6, h4; 7. Ke2, Kg2!; etc.); 3• •••, Kg3 (não 3. …, Kg4?; 4. d5, Bxd5;
5. Bf2 = ); 4. Ba3, Kxh4; 5. Kd3, Kxg5
; 6. Ke4, h4; 7. KRD, Bd5+ 0-1.
28
N
Barrera-Schatzle, Argentina, 1975
Avaliando a situação
Claro, a razão para o “avanço” não se limita aos finais de rei e peão:
27
N
Eleição Cloth Capablanca, Londres, 1922
Os peões centrais das pretas estão morrendo de vontade de agir. Capablanca os mobilizou com l. …, h4!; 2. GH, E5!;
3. Fé, F4; 4. Tel, Re6; 5. c4, Kxe5;
6. Rxd5+, Rxd5; 7. CD, F3 0-1.
29
N
Kotov-Botvinnik, Moscou 1955
FA #329
O Diagrama 27 é merecidamente famoso. As brancas parecem estar em boa posição, mas com o sacrifício temporário de um peão Botvinnik conseguiu pegar um peão mortal de segunda passagem. l. …, g5 !; 2. FG (ou 2. Hg, H4; 3. Bd6, Bf5; 4. g6, Bxg6; 5. f5, Bxf5;
6. Kxb3, Kg2; etc. Agora, com o
A verbakh-Korchnoi, Erevan, 1965
24 PREPARAÇÃO PARA AS FINAIS
Korchnoi encontrou uma forma de obter uma vitória imediata com l. …, g4!; 2. Hg, H3; 3. Kc2, Rc4+ (a razão da interferência), e as brancas desistiram, como 4. …, Rc1 teria forçado eles a bloquear a primeira horizontal.
:1)
N
Kmoch-Nimzowitsch, Niendorf, 1927
Finalmente, uma ideia magnífica de Nimzowitsch, que superou o bloqueio com l. …, Rb4! !; 2. CB, A4; 3. b5+, RxbS; após o que as brancas ficaram indefesas contra a horda inimiga: 4. Ba3, c3;
4. Rb1, Kc4; 5. f4, Kxd4; 6. Kf2, Rc4
; 7. Ke1, d4; 8. Ke2, Kd5; 9. Kf3,Bb7
; 10. Re1, Kc4+; 11. Kf2, b2;
12. f5, EF; 13. e6, Bc6 0-1.
ATAQUES PARA O PARCEIRO NO FINAL
Da relativa facilidade de combinações para promover um peão, passamos para outros com a vulgar intenção estratégica de xeque-mate. Uma posição ruim do rei no final pode nos fazer
Às vezes, e apesar do “pequeno número de pedaços”, uma sensação extremamente desagradável.
O diagrama 31 é um bom
exemplo. O rei das pretas está
tão mal posicionado que as brancas podem
se dar ao luxo de ignorar o peão para:
31
N
Novak-Ryc Tchecoslováquia, 1978 Informador 25#6
l. …, Kg6 (se l. . . ., a5; então
2. Rxh6, a4; 3. h4!, etc., como no
jogo, ou se l. …, Rb7; Então
2. Rf8+, Kg6; 3. vitórias Rf6+); 2. TeS!,
Rf5; 3. h4!, a5 (ou 3. …, h5; 4. Rg8,
fazendo mate); 4. h5, a4; 5. Rh8,a3
; 6. Rxh6, a2; 7. Rg6, a1=D; 8.Rg5
fosco.
O diagrama 32 é outro exemplo de mate em um final de torre. Unzicker venceu facilmente pelo procedimento técnico de jogar seu rei em h6 e depois Rb8-b5+. Mas, como apontou o leitor da Chess Life and Review, J. Barth, da De troit, ele não percebeu um final mais rápido: l. ReS!, Ra6+; 2. Rc6, Rxa7; 3. Tecs Fosco.
Um cavalo e uma torre podem ser uma força terrível quando estão no meio do jogo.
ALGUMAS IDEIAS TÁTICAS 25
Unzicker-Lundin, Amsterdã, 1954
Chess Ufe and Review, abril, 1975
Eles realmente esperam. No dia 33, vemos Fischer demonstrando essa eficácia extrema.
33
B
Tonoli-Borik, Equipe Campeã da CEE, Berlim, 1980
O Diagrama 34 é um exemplo recente. As brancas acabaram de jogar Kh2-h3, atacando o cavalo e esperando ganhar o peão g5. Infelizmente, uma surpresa os aguardava: l. …, Tgl !;
2. Bxg5 (2. …, mate Rg3 ameaçado); 2. … , Nf2+! Aqui, se 3. Kh4, depois 3. …, Thl; É o amigo! As brancas continuaram lutando com
3. Kh2, mas depois do 3. …, Rxg5
a vitória foi fácil.
35
N
Fischer-Rubinetti, Buenos Aires, 1970
l. f4!, ef; 2. d4, Kd8 (ou 2. …, c5;
3. E5, C4; 4. Ca5, etc); 3. Na5!, c5;
4. eS, Bf8; 5. Cc6+, ReS; 6. Rxc7
l W. Depois de 6. …, cd; 7. e6 Preto não pode
adiar o acasalamento por mais do que alguns
movimentos.
Borisenko-Simagin, Moscou, 1955
26 PREPARAÇÃO PARA AS FINAIS
Ataques para mate às vezes ocorrem em finais com dama – geralmente intencionais, mas às vezes por acidente. O Diagrama 35 é um exemplo bem conhecido. Após o … , Qfl+ Branco, infelizmente, tentou escapar dos xeques com 2. Kg4?? Em seguida, o 2. …, f5+ 0-1, já que se 3. GF, depois 3. . .. , Qf5+;
4. Kh4, Qh5 é mate.
Muitos estudiosos de final de jogo
dedicaram tempo e esforço ao
tema do xeque-mate no final, e
alguns de seus resultados são bastante
impressionantes.
Veja o diagrama 36.
É uma bela miniatura de
Réti. l. Bc6+ só recebe empates,
já que após l. …, Kd6;
2. Rd4+, Ke5; 3. Re4+, Kd6; 4. Rxe3,el
=D; 5. Txel se afoga. De mo
do que que los blancos tenta l. Bf5+ !,
Kd6; 2. Corrida 4+, Retorno 7!; 3. Re4+, Kd8. Agora
4. Rxe3?, the=Q continuará levando
ao afogado, mas em vez disso
as brancas têm a possibilidade
de 4. Bd7!, el=D; 5. Bb5!, e
vencer.
36
8
White toca e vence
R. Réti, 1928, escrito por H. Rinck
GEODÉSICAS,
OU O REI HIPERATIVO
Todas as ideias táticas que discutimos até agora são possíveis tanto no final quanto no meio do jogo (e às vezes no começo). No exemplo final deste capítulo, isso não acontece: é mais ou menos exclusivamente restrito ao final.
Essa operação, que não tem um
nome comumente aceito (
daí o título), surge devido à
geometria especial do tabuleiro direito
. Em matemática, uma geodésica
é, de modo geral, o caminho
mais curto entre dois pontos em uma
superfície. Assim, em um plano uma
geodésica é uma linha reta, enquanto
em uma esfera é uma parte
mais larga do círculo.
No tabuleiro, o rei pode se mover
para as casas adjacentes horizontalmente
, vertical e diagonalmente.
Isso significa que, para o rei, existem
várias trajetórias mínimas entre duas casas
que não estão na
mesma diagonal.
37
Número de maneiras pelas quais o rei branco pode alcançar cada uma das casas
No diagrama 37 há 393 caminhos diferentes, de modo que o rei vai de ele até e8 em sete movimentos, ou seja, forçando um pouco a terminologia, há 393 geodésicas do rei entre ele e e8.
O fato de existirem vários caminhos, todos igualmente curtos, para o rei se mover entre duas casas pode, às vezes, ser de grande importância prática no jogo de xadrez. O dia 38 é o exemplo mais conhecido disso.
38
B
White toca e empata
R. Réti, 1922
Este estudo parece quase impossível para quem nunca o viu antes. As brancas fazem uma tablas avançando seu rei em duas direções simultâneas: l. Rg7!, h4; 2. Kf6!, Kb6 (ou 2. …, h3;
3. Reis 7, h2; 4. c7=); 3. ReS, h3;
4. Kd6, h2; S. c7=.
Este exemplo é muito semelhante ao
anterior: l. RbS !, hS; 2. Kc6!, e
as pretas devem escolher entre 2. …, h4;
3. Kb7, e 2. …, Kc8; 3. RdS. (ver
diadrama 39).
ALGUMAS IDEIAS TÁTICAS 27
39
B
White toca e empata
Moravec, 1952
Tarrasch jogou por essa posição acreditando que as brancas não tinham alternativa melhor do que l. h4, Kg4; 2. Kf6, mas não leva: em consideração: 2. …, c4; 3. ser, ser;
4. ReS, c3!; S. be, a4: e o caminho do
rei para o al está bloqueado. Mas após
l. h4, Rg4, Lasker fez o
lance de duplo propósito
2. Kg6!, seguido por 2. …, Kxh4;
3. Kf5, após o qual foram as Pretas
que tiveram que lutar (com sucesso
) para conseguir um empate.
40
B
Lasker-Tarrasch,
São Petersburgo, 19 14
PREPARAÇÃO PARA AS FINAIS 28
Kupczewski, 1931
Chess Life and Review, maionese, 1976
O Diagrama 41 é um estudo de Kupczewski. A intenção do autor é bondosa: l. a4, Kd6; 2. Kb6, Kd7; 3. Kb7, hS;
4. aS, h4; S. a6, h3; 6. a7, h2;
7. a8=D, hl=D; 8. Qc8+, Kd6;
9. Qc6+, ReS; 10. f4+. Mas a falha
nessa concepção, encontrada
por um leitor da Chess Life and
Review, Elie Ebvié, é muito mais
surpreendente: l. a4, Ke6!!; 2. Kc6
(não 2. aS, Kd7!); 2. …, hS, e embora
as brancas convertam um peão antigo
White toca e empata A. V. Sarichev e K. V. Sarichev, Shakhmatny Listok, 1928 (versão)
A nova dama não pode fazer mal.
Por fim, um exemplo
em que o rei e um peão
lutam sucessivamente com o rei, o bispo e um peão.
Recomendo fortemente
que você tente
resolver o diagrama 42 antes de ler a solução.
L. Kc8! ! (para forçar o peão a sair
); l. … , bS; 2. Kd7!, b4;
3. Kd6!, (não 3. Ke6?, Ke4!; e Gann
); 3. …, AfS; 4. ReS, Rg4; S. Kd4,
e eles fazem sorteios.
COMBINAÇÕES PARA FORÇAR UM EMPATE 29
2. Combinações para forçar um empate
Existem vários modos combinados pelos quais o lado mais fraco pode jogar para conseguir um empate. Talvez o primeiro que me vem à mente seja a pessoa afogada.
COMBINAÇÕES
DE MATE SUFOCADAS
O afogamento, ou a ameaça de afogamento, geralmente ocorre no final, devido à escassez de partes. Às vezes, isso é resultado de uma combinação.
43
N
44
N
Pilnick-Reshevsky, Campeonato USA, 1942
Este diagrama é um exemplo mais antigo. Depois de l. …, g4?? (então se 2. Qxg4, depois 2. …, Del+; e 3. . .. , DG3+ ). Pilnick “acertou Reshevsky na cabeça” com
2. Qt2!=.
45
S
O preto toca e empata Informador 26 #4
P. Atanasov-Spiridonov, Ruse, 1978
O Diagrama 43 é o mais recente de uma longa e venerável lista de rainhas tardias. l. …, Dt7+!;
2. Qg6+ (ou 2. RgS, Dd5+); 2. •••,
Kh8!; 3. RgS, Df4+; 4. RhS, 017=.
White toca e atrai
H. Mattison, 1913
PREPARAÇÃO PARA AS 30 FINAIS
O jogador letão Mattison Inter, 47, afogou isso em um delicioso estúdio N. L. A4+! (1. Bf2 não
tem significado, e se l. Rxc5+, então l. …, Kxc5; 2. Bg5, Kc4; 3. Kf3, Rb3; 4. vitórias no ACL, Ka2); l. …, Kb6;
2. Bf2, cl=D; 3. Dxc5, Qxc5;
4. Rhl!! , Qxf2 se afogou.
46
B
Black toca e empata
Fichti-Hort, Kosice, 1961
Joga e vence o branco
White precisa ter cuidado nessa posição. Por exemplo, após l. Tt7+, Kg8, teria sido um erro terrível mover o 2. H7+, desde
2. . .. , Kh8; 3. Kh6 (ou 3. Kg6, Txg5
+); 3. … , Ta6+; 4. Rf6, Rxf6+;
5. Gxf6 se afogou.
Com um dia
de jogo correto, 46 não é tão difícil
de vencer, por exemplo, l. Rf7+, Kg8; 2. Re7,Rb5
(se a torre sair do hori
zonal, as Brancas farão com que ela retorne
imediatamente com g6); 3. Kg6,Ra6
+; 4. Kf5, Ra5+; 5. Kf6, Ra6+;
6. Re6, Ra8; 7. g6, e agora as
Brancas forçam a troca de torres movendo
seu rei para o sétimo hori
zontal: 7. …, Rf8+; 8. Reis 7, Ra8; 8.Rd6
!, Ra7+; 9. Corrida 7, Corrida 8; 10. Rd8+.
Veja o diagrama 47.
Essa posição parece desesperada, já que o branco tem o bispo “certo”.
De qualquer forma, Hort encontrou
uma maneira inteligente de forçar
um empate. l. …, f5 !; 2. ReS, f4; 3. Ke4,F3
; 4. Reis 3, h5; 5. Kf2, h4; 6. Bd6,Kh3
! 112 – 112. As brancas não podem
progredir, já que 7. Kxf3 é
afogado.
48
B
White toca e empata Informador 26, #19
Auni-Radashkovich, Israel, 1978
COMBINAÇÕES PARA FORÇAR UM EMPATE 31
O diagrama 48 é interessante. As brancas têm três peões com bispo, mas o que está em c3 é bastante fraco, embora não tão fraco a ponto de não conseguir forçar um empate. l. g4, Aa2; 2. f4+, Kd5; 3. f5! (se 3. Kd3, depois 3. …, Bb1+; 4. Ke3, Kc4;
5. fS, Kb3!; 6. Kf4, Kxa3; 7. g5, Kb2; e as pretas vencem) 3. …, Kc4 (3. … , ReS; 4. Kd3, Kf4; 5. Kd4, Kxg4;
6. ReS está empatado, e o Preto parece não conseguir
melhorar com
4. …, Rf4; pois devem estar preparados
para enfrentar c4); 4. g5, Kxc3;
5. g6, Abl; 6. Kf4, Kd4; 7. Kg5,ReS
; 8. f6, Ke6; 9. f7, Ke7; 10. Kh6,Kf8
; 11. Kh7, Bd3. Aqui 12. Rh6?
perde para 12. …, aC4; 13. Kh7 (ou
13. R outro movimento, Kg7; etc);
13. …, Bxf7; com um peão ganho no
final, mas as brancas também podem
mover 12. Kh8! 112 – 112,
desde 12. …, Axg6 se afogou.
49
B
Branco joga e empata Informador 25, #22
Safranskav-Melashvili, URSS, 1977
Este é outro endgame onde o oponente com uma peça menor pode lutar por um afogado. Branco tocou o idiota l. c3?,
e se rendeu depois dele…, Nb8, presumivelmente diante da escolha de adiar ou encerrar o jogo. Após l. … , Cf8, as pretas podem jogar
…, Cc6(+); e, se necessário, Ca4.
O rei branco será deslocado, e
o rei negro entrará para decidir.
Por exemplo, 2. Kd3 (se 2. c4, então
2. …, Cc6+ !; e 3. …, b4; etc; ou
2. b4, Cc6+; 3. Ke4, Ke6; 4. C4, BE;
5. b5, CaS; etc.); 2. …, Cc6; 3. Rc2, ReS
; 4. Kb2 (ou 4. Corrida 3, CaS; 5. Kc2, Ke4
; 6. Kb2, Kd3; etc.); 4. …, Re4;
5. K3, Kd3; 6. C4, B4+; 7. Rak4,Kc3
; E eles vencem. Mas após o correto
l. c4!, as brancas podem
forçar um empate: l. …, b4; 2. c5+, Kd7
(2. … , Nxc5; 3. Kc4); 3. Kd5, Kc7;
4. Kd4, Nb8; 5. Kc4, Nc6; 6. Kb5,Kb7
; 7. K4!, e o Preto não
pode fazer melhor que 7. …,
Ra6 se afogou (o cavalo deve sempre
permanecer ao lado do peão b,
para que o rei negro não possa
entrar em ação).
Podemos ver que, se as brancas
jogarem com cuidado, ele pode até
sacrificar o peão e ainda assim fazer
um empate. Por exemplo, diagrama 50
50
Se o branco jogar, ele perde.
Se o preto jogar, ele faz o empate
32 PREPARAÇÃO DAS FINAIS
É um zugzwang mútuo. Se as brancas se moverem perdem após l. Kb5, Kd6; 2. Ra4 (ou 2. Kb6, Nd4;
3. Kb5, Nc2!); 2. …, Ke5 !; 3. Kb5,Kd5
; etc. Mas se as pretas se moverem
, ele não consegue avançar:
l. …, Kd7; 2. Kd5!, ou l. …, Kb7;
2. Kb5!
Finais de peões às vezes
oferecem oportunidades para combinações de
empate. O diagrama
51 mostra o último (?) estudo
de Gorgiev sobre um assunto relativamente
antigo, mas também bastante
belo.
51
B
White toca e empata
EG nº 55#3550
T. B. Gorgiev, Sakkhove Umenie, 1976
1. Kh3, Kg6; 2. G4 (Nº 2. Kh2?, Kh5; 3. Rgl, Kg4; 4. Kf2, b5; 5. ab, b6); 2• •••, RgS; 3. Kg3, f2; 4. Kxf2, Kxg4; S. Re3, RfS; 6. Kd4, Ke6;
7. eS!, bS; 8. Rc3, RdS; 9. Kb4, Kc6;
10. RaS, RxcS se afogaram. Mesmo que
neste caso fosse um estudo
, uma pessoa se afogando assim certamente
não é apenas um tema de
estudo. O impasse que Gorgiev
demonstrou pode facilmente
acontecer em uma partida.
52,i
‘B
White toca e empata
FP#595
Chigorin-Tarrasch, Ostende, 1905
O Diagrama 52 é outro exemplo, desta vez retirado de uma pessoa real. Chigorin fez o perdedor. namorada? Ele deveria ter analisado l. …, namorada; 2. Kg4, Ke5; 3. Kh5, Kxf5;
4. Kh6, Kg4; 5. Kxh7, f5?; 6. Kg6!=,
sem saber do lance
vencedor 5. …, Kh5! A sequência correta
foi apontada por Maroczy:
1. Kg4!, Ke4; 2. g6, h6 (ou 2. …, hg;
53
N
Black toca e empata
Lukany-Smulyaan, Taganrog, 1938
COMBINAÇÕES PARA FORÇAR UM EMPATE 33
3. FG, F5+; 4. Kg5, f4; 5. h5=);
3. Kb5!, Kxf5 se afogou.
O preto toca e evoca
um “afogamento limpo” por
meio de 1• •••, c4!!; 2. de (2. Kf3 não
ajuda em nada, já que depois do 2. …, Re7;
3. Ke3??, c5! As brancas não
conseguem chegar a d4 e perdem); 2• •••, c5!;
3. Kg4, Kc7!; 4. Kf5 (4. a4 também é inútil
); 4• •••, Kb6; 5. Rxe5, RaS
; 6. Kd5, Ka4; 7. Kxc5, aS; E White não consegue impedir
Black de se derrubar com força.
Foi essa ideia magnífica que
realmente foi jogada no jogo, ou
foi simplesmente sugerida pelo
final real, que era outra coisa? Não
sei mais do que você pode
saber, mas seria bom se
esses movimentos tivessem sido realmente tocados
!
54
B
55
B
White toca e atrai Lisitsin-Bondarevsky, Leningrado, 1950
l. Bxe4+!, fé; 2. Re5+, e considerando que 2. …, Kxe5 é afogado, Bondarevsky tentou 2. …, Kd6;
3. Rxe4, Ne6. No entanto, torre e cavalo contra torre são tackles
fáceis, ao contrário de torre e bispo contra torre, que, embora teoricamente também sejam empatados, são muito difíceis de alcançar na prática.
Veja o diagrama 56.
56
N
Branco joga e faz um empate
Pape-Roth
O branco pode fazer tablas por meio de uma combinação bonita: l. d6!, ed; 2. Kd3!, Bxg3;
3. a5, d5; 4. a6, Bb8; 5. a7, Bxa7
se afogou.
Keres-Holmov, Moscou
(16 Campeonatos da URSS), 1948
34 PREPARAÇÃO DAS FINAIS
As brancas têm uma vantagem decisiva por causa de seu enorme peão a, mas Holmov armou uma armadilha diabólica com l. …, Kg7;
2. Qe7+, Kh6; 3. Qxf6, Qh3+. Aqui
4. Ke2 deveria ser uma jogada
vencedora para as brancas, mas Keres
rapidamente jogou 4. Rgl?, sem
perceber 4. …, Kg4+!, deu
um garfo ao rei e ao
peão e os levou para o afogamento após
S. fg.
A maioria dos exemplos anteriores
era bastante bem
enraizada na realidade. Mas para
concluir esta seção, voltamos
ao reino da fantasia.
57
B
White joga e conquista
a posição de Saavedra
Você provavelmente já conhece a posição de Saavedra. As brancas jogam e vencem após l. c7, Rd6+;
2. Rb5, Rd5+; 3. Rb4, Rd4+; 4. Rb3,Td3
+; 5. Kc2, Rd4!; 6. c8T!! (mas
não 6. c8=D, Rc4+; 7. Qxc4,
afogados fazem); 6. …, Ra4; 7. Kb3, e eles vencem.
Vários estudiosos tentaram elaborar
novas combinações
Sobre esse tema delicioso. O estudo de Liburkin certamente deve ser o melhor.
58
B
White joga e vence
M. S. Liburkin, Shakhmaty contra
SSSR 1931 (2º Prêmio)
L. Ccl!, TdS+! (se l. …, Rxb5; então 2. c7, Rd5+; 3. Nd3!, Txad3+; 4. Kc2, e nos colocamos na mesma posição, Saavedra-4
. …, Corrida 4; 5. c8T!, etc); 2. Kc2! (não
2. Ke2, Rxb5; 3. c7, Re5+; e 4. …,
Re8; ou 2. Nd3, Rxd3+; 3. Rc2-3
. Re2?, Rc3; e as pretas vencem:
3. … , Rd5=) ; 2. …, TeS+; 3. Kd3! (se
3. Kd2?, as pretas têm uma defesa de
impasse no 3. …, Rxb5;
4. c7, Rh2+; 5. Tir de Direita, Rc2!); 3• •••,
TxbS (ou 3. …, Txcl ; 4. Kd4 e ga
nan); 4. c7, Rh8!; S. cbA!, e os
brancos vencem (uma elaboração realmente fantástica
do diagrama 57).
Por fim, aqui está um estudo recente com duas variantes temáticas complementares que levam ao afogamento.
COMBINAÇÕES PARA FORÇAR UM EMPATE 35
VERIFICAÇÃO
CONTÍNUA 59
E “ATAQUE CONTÍNUO”B
De certa forma, o xeque contínuo é apenas um exemplo de “ataque contínuo” de qualquer forma em que o lado mais forte dá ao lado mais forte a força mais fraca para repetir a posição.
Primeiro, alguns exemplos de verificação contínua.
Branco joga e faz um empate
EG nº 59 vol. IV, janeiro de 1980
J. Vandecasteele
L. Kc2, Ba5; 2. Re8, aC6;
3. Re3+, com as duas variantes:
a) 3••••, R2; 4. Lá2, Lá4+; 5.2d3
, AB5+; 6. RC2, X2; Meu
Deus.
b) 3• •••, Ra4; 4. Corrida 3! (Nº 4. Re2?, dl=D+ !; 5. Kxdl, Bf3; e vitórias);
4. …, Be4; 5. Corre, Bxd3 aho
gado.
Claro, o impasse não é a única possibilidade objetiva de uma combinação conseguir empates. Incluí um grande número de exemplos por dois motivos. Primeiro, uma prática: combinações para afogamento são bastante comuns na prática. Segundo, uma estética: acho que algumas vans que se afogam são muito bonitas. Mas agora devemos recorrer a outras ideias.
60
N
Exemplo de verificação contínua
Xeque contínuo, ou sua ameaça, é uma das principais defesas nos finais de dama e peão. No diagrama 60, o preto pode dar verificação contínua imediatamente: l. …, Dal+!; 2. Kd3, Rdl+;
3. Ke3, Qgl+!; 4. Ke4, Qg4+;
5. Kd5, Qd7+; 6. Kc5, Qa7+; 7. Rc4,Qa4
+; 8. Kc3, Dal+; etc. Ao verificar
as oito casas al, dl,
gl, g4, (g7), d7, a7 e a4, que delimitam
o perímetro de uma casa,
as pretas não deixam oportunidade para as brancas
variarem
seu movimento.
36 PREPARAÇÃO PARA AS FINAIS
61
N
Preto Joga Ullienthai-Smyslov, Partida do Torneio, 194 1
As pretas têm um peão a menos, com vários peões brancos com possibilidade de se tornarem mais, mas a posição do rei branco é muito ruim. Sacrificando a maioria dos peões que lhe restavam, Smyslov forçou um xeque contínuo: l. …, g5 !; 2. A.C.7, A.Rx2;
3. Rh6+, Ke5; 4. Rxc6, Ke4; 5. A5, f4!; 6. ef, Kf3 (ameaçadora ma!); 7. h3, Tal+ 1/2 – 1/2.
62
N
O Diagrama 62 é outro exemplo de cooperação entre o rei e a torre. l. …, hl; 2. Rh7, g3; 3. Kf6, Kg8; 4. Rh3 (4. Th5 e 4. Th4, com a mesma situação); 4. …, g2; S. Rg3+, Kf8; 6. Ra3! mesas. As pretas não conseguem escapar da atenção das peças do oponente mesmo com 6. …, Kg8; 7. TG3+! ou com
6. …, ReS; 7. Ke6, Kd8; 8. Kd6, Kc8; 9. Kc6, Kb8; 10. Rh3+!, Kc8;
11. Ra3.
Podemos enfatizar que, neste
caso, o branco é governado mais por
um “ataque contínuo” do que por um
“teste contínuo”.
No diagrama 63, as pretas têm três (!)
peões a menos, mas
ainda mantém alguma esperança de
um empate à vista de um possível
xeque contínuo.
63
8
Black toca
contra Raicevi6-Speelman, Hastings, 1979-80
Peças negras Eliskases-Keres, Noordwijk, 1938
l. …, Ted8; 2. Tfi (nº 2. b6?, Tdl+; 3. Txdl , Txdl+; 4. Kg2, Cf3;
5. Ce3, Cel+! e mesas); 2. …, Tdl;
3. Kg2!, S8d2 (se 3. …, Nf3 os
brancos têm a possibilidade de 4. Ra8!);
4. e4! (4. b6?, Txfl; 5. Rxfl, Nf3
COMBINAÇÕES PARA FORÇAR UM EMPATE 37
ameaça uma verificação contínua, e
6. e4 não ajuda muito as
Brancas); 4. …, fé (Eu queria jogar
4. …, Nc4, com a ideia de 5. Txdl ?? ,
Ne3+!, mas depois de 5. ND5, fé;
6. Txdl, Txdl; 7. b6! eles vencem facilmente
); S. ChS?! (5. Re7 é mais
claro, por exemplo, 5. …, Nf3; 6. Rxe4, Rxfl;
7. Rxfl, Cxh2+; 8. Kg2, etc); S• ••• ,
Txfl; 6. Kxfl, Kf8! (6. …, Nf3?;
7. Nf6+, Kf8; 8. Vitórias Nxe4); 7. Nf6,e3
!; 8. fé, hS!; 9. b6?? (Quando surgem problemas
, meu oponente consegue o que quer
. 9. Ne4!, deve vencer sem
muita dificuldade); 9• ••• , Cf3. Aqui
as blimcas perceberam,
para seu horror, que as pretas
ameaçavam um
xeque contínuo não só com Nxh2+ – f3+,
que poderia ser evitado com Nh7+ e
Ng5, mas também com Rdl + – d2+.
O jogo terminou empatado após alguns
minutos por White.
Veja o diagrama 64.
As brancas parecem estar perdendo
uma peça, por exemplo, Bc2, Ra2;
2. Abl, Rb2; ou 2. Adl, Segunda Corrida; mas eles são
salvos com l. Axe4, Txfl; 2. BF5!!
1/2 – 112.
64
B
White toca e empata
Radevitch-Donnskikh, Bakuriani, 1972
Estudiosos do assunto criaram muitos exemplos maravilhosos de controles e ataques contínuos. Aqui estão alguns deles.
65
B
White toca e empata
J. Brenew 1934, corrigido por J. Ban
l. Rg3!, Rgl; 2. Ne6, f2; 3. Nf4, fi=D (se 3. . . . , Be6; então
4. Ce2+, Rfl; 5. Nf4, Bf5; 6. Kf3!, e as pretas estão em zugzwang);
4. Ch3+, RHL; 5. Nf2+ com cheque contínuo.
Veja o diagrama 66.
66
B
White toca e atrai
A. S. Gurvich, 1927
38 PREPARAÇÃO DAS FINAIS
l. Ne4, Qxh2; 2. Rg5+, Kf8 (ou
2. …, Kh7; 3. Rxh5+ !=); 3. Rf5+,
Ke8; 4. Dxh5!, Qb2!; 5. Rb5!, e ambos
os lados são forçados a
executar uma série de movimentos repetitivos
.
CONSTRUINDO UMA FORTALEZA
Métodos táticos às vezes podem ser usados para alcançar o objetivo posicional de construir uma fortaleza.
67
B
68
B
¡Tablas!
FD e T/PAf# 1 67
N. Grigoriev, 19 17
é provável que seja bastante viável, por exemplo, l. Qd4+, Kh7; 2. Qc3, Rh6; 3. Qc5, Kg7! (devem evitar D f8); 4. Qc8, Re6; 5. Dh3, Th6 etc.
69
N
White toca
PennoSErAfecking, Lugano, 1968
Penrose jogou l. g4 desta vez – talvez pudesse ter tentado outro lance?-, mas depois de l. …, Bxg4!; 2. Qxg4 (2. hg é ainda mais fácil para as Pretas conseguirem um empate), Mecking conseguiu manter o empate.
Veja o diagrama 68.
Essa posição é empatada, pois
as brancas não conseguem
romper a fortaleza das pretas. As pretas
devem evitar h6+ e Qf8, que re-
Em. Lasker-Ed. Lasker, Nova York, 1924
Embora as brancas tenham mais pessoas anexadas, as brancas estão em uma situação melhor, já que o cavalo será muito desajeitado diante do peão b inimigo que avança após L ••., aS!; 2. ba, b4; 3. A6!
COMBINAÇÕES PARA FORÇAR UM EMPATE 39
(3. g5 perde após 3. …, b3;
4. Nc4, Kc5; 5. Segunda rodada, 2ª rodada; 6. Nd3+,
Kc4; 7. Ce5+, Rc3 etc); 3• •••, ReS (ou
3. … , b3; 4. Nc4, Kb5; 5. Nb2, Kxa6;
6. Ke3!, Kb5; 7. g5, Kb4; 8. g6, Kc3;
9. Ca4+=) ; 4. a7, b3; 5. Nd1, Ra8.
As pretas
conseguem conquistar todos os peões inimigos,
mas ao custo de permitir que o rei e
o cavalo brancos cerquem o peão b
em uma fortaleza, com o peão como
“refém”! 6. g5, Rxa7; 7. g6, Rd7;
8. Segunda Gira, Segunda Ronda; 9. Kf3!, Rd8; 10. Ke4, Kd6
; 11. Kd4, Rc8; 12. g7, Ke6; 13.g8
=D+!, Rxg8; · 14. Kc4, Rg3; 15.Na4
, Kf5; 16. Kb4, Kxf4:
70
S
Veja o diagrama 71.
Após o normal l. …, Ca8;
As brancas teriam vencido com Bh5+
e levado seu rei para e6 – então teria sido assim para mim
se as pretas
tivessem esquecido de jogar Nb6!
71
N
O preto toca e empata
Kobaidzev-Tseretely, Tbilisi, 1970
Mas Black respondeu imediatamente erguendo uma fortaleza com ele. …, Re8; 2. Bxb6, Ke7, com os quais as brancas não têm como melhorar sua posição.
Em. Lasker-Ed. Lasker (continuação)
Essa posição é sorteada porque as pretas não têm como progredir. O jogo terminou assim: 17. Nota de 2ª nb, Ke4; 18. Na4, Kd4; 19. Nb2, SS3;
20. Na4, Re3; 21. Nb2, Ke4; 22. Na4,Kf3
; 23. K3!, Ke4; 24. Kb4 (24.
Nc5+?, R d4; 26. Nxb3+, Kc4);
25• ••• , Kd4; 26. Segunda Tabela de Cesta, Volta 3; 27. Rc4, Kc3
; 28. Kxb3, Kd4+ V2 – V2.
Esses exemplos de construção
de fortalezas não foram muito
impressionantes. É hora de
algo mais empolgante.
72
S
White joga e empata
contra Chekhover, 1934
40 PREPARAÇÃO DOS FINAIS
O soviético Chekhover fez da construção de fortalezas uma de suas especialidades. Esse é um ótimo exemplo. L. Tbl!, cb=D;
2. Axbl, e3!; 3. Bxf5! (se 3. fé, então 3. …, Axbl vence facilmente, já que o bispo controla hl);
3• •••, e2; 4. Força4 de Cabeça de Cima!! (mas não 4. h3?,
g4! e vitória); 4• •••, the=D (ou 4. …,
Kxg4; 5. f3+ e 6. Kf2); 5. h3, e apesar
da grande vantagem das pretas em termos de peças, ele não
tem como, com seu rei isolado, causar a menor
rachadura na fortaleza das
brancas.
73
B
tabelas posicionais. O bispo das brancas está seguro tanto em d6 quanto em e5, então as pretas nunca conseguem um zugzwang.
COMBINAÇÕES PARA ALCANÇAR TABELAS TEÓRICAS
A busca por tabelas teóricas é um dos objetivos mais óbvios do defensor, e isso é mostrado ao longo deste livro. Aqui vou adicionar apenas alguns exemplos.
Veja o diagrama 74.
O preto parece ter problemas
, já que se l. …, Ccl +; Então
2. Kc2, Na2; 3. Kb3, Ccl+;
4. Rb2, ou l. …, Cgl; 2. Ke3, e de
qualquer forma o cavalo está de volta
.
74
N
White toca e desenha
G. Zakhodiakin, 1930
E, finalmente, o Diagrama 73 é um exemplo de “tabelas posicionais” em vez de uma força. White consegue aprisionar o rei negro e o cavalo em um canto, enquanto os carcereiros se protegem mutuamente, para que não possam ser movidos (o que é um fato notável). l. g7+!, Nxg7 (1. …, Kg8?; 2. Ng4 vence o peão f, já que 3. Nf6+ está ameaçado); 2. Cf7+, Kg8; 3. AcS!, fi=D; 4. Cap6+, Kh8; 5. Bd6!! E eles são
Preto toca e empata
PEL #39
Reshevsky-Tatai, Netanya, 1973
Mas as conhecidas tabelas teóricas do bispo e do peão da torre oposta vêm em seu resgate, como ele esperava que acontecesse.
COMBINAÇÕES PARA FORÇAR UM EMPATE 41
L…, Nxf4+; 2. namorada, gS!; 3. FG, H6; e
são tabelas teóricas.
75
8
O bispo e dois cavalos contra um bispo é uma vitória teórica. Mas as brancas podem forçar a troca de bispos. .. Alcance isso por l. d7, Nb6+; 2. Kb4, Nxd7; 3. A.C8!, Be6; 4. Movimentos Aa6+, R; 5. A.C4=.
1 77
8
Portisch-Kavalek, Montreal, 1979
As brancas estão vencendo facilmente, mas após 1 BxaS (1 Kc4 também é um bom movimento) L_, Kd6; Portisch escapou com 2. b4?? (2. Kc4, Kc6; 3. b4, vitória); 2• •••, Nb8!; e a ameaça do Cc6+! forçado empate: 3. Kc4 (3. b5, Cc6+ ! ); 3. •••, Cc6; 4. RbS, Cxb4; S. Kb6, Nd3! 112 – V2. Preto ameaça Nb2, e se 6. AC 3 e depois 6. …, Kd7; e o rei alcança a8.
76 .t
8
White toca e empata
L. Kubbei, 1930
White joga e empata com Ivkov-Petrosian, Rio de Janeiro (interzonal), 19 79
1vkov cometeu um erro com l. Rc7?, e renunciou após l. …, Rf8; 2. F4, GF; 3. GF, EF; 4. RDL, Nf3;
5. Ke2, Ne5; 6. Rc5, TeS; 7. Bb5
(lacrada); 7. … , Re7 0-1.
Ele poderia ter forçado alguns bloqueios
imediatamente com
l. Rxg6+, Kf8; 2. Bxf7!, Kxf7;
3. Rxg5, após o qual as pretas não
conseguem fazer melhor do que T +
C contra T, o que é um simples
empate teórico.
SEÇÃO 11
ZU GZWANG E A TEORIA DOS QUADRADOS CONJUGADOS
Para nos permitir garantir que haja algum poder de coordenação
, alguma força executiva presidindo a justa associação de nossas ideias.
Nossas abelhas sociais, ou retratos da vida urbana e rural
Andrew Wynter.
INTRODUÇÃO
Uma regra do aj edrez é que o jogador tem não apenas o direito, mas também a obrigação de se mover. Isso tem consequências muito importantes
. Por exemplo, como Jeno Ban apontou em The Tactics of Endgames
(um livro magnífico), se essa regra não fosse aplicada, o final de rei e torre contra rei seriam mesas.
78
N
44 PREPARAÇÃO DAS FINAIS
Assim, no diagrama 78, se as pretas precisam jogar, é mate em um movimento. O Diagrama 78 é um bom exemplo de zugzwang. O branco não é uma ameaça, mas ao mover o preto só pode enfraquecer sua posição – neste caso, de forma bastante drastica!
O Diagrama 79 é outro exemplo importante de zugzwang. É a
posição fundamental do rei e do peão contra o rei; na verdade, talvez a posição fundamental da teoria do fim. Claro, é um zugz wang mútuo, e se as brancas moverem, ele não pode fazer nada além de empatar após l. e7+, Ke8; 2. Ke6 se afogou, enquanto se as Pretas jogarem ele perde depois de . . . , Ke8; 2. e7, Kf7; 3. Kd7.
79
Se o preto jogar, ele perde. Se as brancas jogarem, ele tira o jogo
Há uma diferença interessante e importante entre os diagramas 78 e 79. No diagrama 78, as brancas podem jogar um lance em espera, por exemplo, Tcl; Mas no diagrama 79 isso não é possível, e portanto o zugzwang é inevitável.
Esta seção aborda dois temas diferentes, mas relacionados. No breve primeiro capítulo, quero enfatizar a importância do zugzwang no jogo do final. Primeiro, há alguns exemplos razoavelmente simples de zugzwang forçado com movimentos dilatatórios; Depois disso, alguns exemplos de Zugzwang são apresentados como objetivo estratégico no final; e, finalmente, algumas joias da arte dos estudiosos, nas quais o zugzwang desempenha um papel vital.
SEÇÃO II 45
O segundo capítulo contém material muito mais difícil sobre as manobras necessárias para forçar o zugzwang a certas posições: “A teoria dos quadrados conjugados.” Como já disse, a questão é difícil, mas o desemprego também pode ter muitos trade-offs. Como apresento a teoria no capítulo relevante, não vou dizer mais nada sobre ela aqui.
46 PREPARAÇÃO DAS FINAIS
3. Para gzwan g
ATRASANDO
MOVIMENTOS COM PEÕES
Às vezes, especialmente nos finais de rei
e peão, todas as
peças do tabuleiro estão comprometidas
e não podem se mover. Nesse
caso, os jogadores moverão
os peões enquanto conseguirem
…
80
B e
‘ ‘
Zugzwang mutuo
FAB # 96
Esse movimento deve, no fim das contas, terminar em um zugzwang.
J\: l. a3, a6; 2. A4, A5.
B: por exemplo, l. c3, c6; 2. d3, d6; 3. d4,
d5.
C: Terminar incorretamente
Zugzwang mutuo Van Zuylen & Van Nyevelt, Superiorités, 1792
Essa é uma posição muito antiga. Na verdade, é um zugzwang mútuo. Se as brancas jogarem: por exemplo, l. c3, a6; 2. c4, a5; 3. c5, a4; ou L. c3, a6; 2. b3, d6; 3. c4, a5; ou 3. b4, d5. Se o preto jogar: por exemplo, l. . .. , d5;
2. b4, d4; 3. b5 etc.
O diagrama 81, retirado do FA
B, ilustra três estruturas simétricas de
peões nas quais o lado
L. F3, F6? Depois de 2. f4, f5; 3. h3,h6
; 4. g4, g6
Podem surgir complicações, dependendo da posição
das demais peças no
tabuleiro. Se as brancas jogarem 5. G5,Hg
; 6. FG, as pretas já passaram o
peão f, mas se puder ser parado,
h4, h5 podem ser muito poderosos.
Outra linha de jogo é l. f3, f6;
2. f4, f5; 3. g3, h6 (ou 3. …, g6; 4. h3,h6
; 5. g4); 4. h3, g5; depois do que 5. FG, HG;
6. H4 pode causar complicações
. A linha de jogo correta
é l. 1’3, h6!; ex. 2. f4, h5; 3. f5 (ou 3.
g3, g6; 4. h3, f6; 5. g4, h4!); 3. …, h4;
4. G4, Hg!; 5. HG, G5!; e depois de alguns
movimentos mais brancos
Eles estarão em Zugzwang. Nesse caso, eles nunca tiveram a oportunidade de complicar as coisas pegando um peão passado. Se l. h3, então
1. …, f6! sob o mesmo princípio, ou
1. g3, g6; 2. f4, h5! (2. f3, h6, etc.).
82
S
O Diagrama 82 ilustra esse princípio
na prática. Se l. f3, f6?;
2. f4, f5; 3. h3, h6; 4. g4 (melhor que
4. g3, g5; 5. FG, HG; onde se 6. H4,
depois 6. …, f4!); 4. … , G6; 5. G5!,
Hg; 6. Field goals, F4; 7. h4, f3; 8. Kd3, f2;
9. Ke2, Kxb3; 10. h5, e embora
as pretas possam promover com xeque ao
atacar rapidamente em fl=D+,
as brancas reaparecem com um peão
com boas chances de vitória 10
. …, Ka3 (ou 10. … , Kc2 talvez);
11. HG, B3; 12. g7, b2; 13. g8=D,fl
=D+; etc. Mas
depois de l. f3, h6!; 2. f4,hS
; 3. fS, h4; 4. g4, hS; S. hg, gS!;
6. f6 (6. g4, f6; 7. Kd5 é praticamente
o mesmo); 6. …, g4; 7. Corrida S, Rasa 3
; 8. Kd6, Kc4; e o preto
promove rápido demais.
Claro, se você mover a
posição do
lado da dama no diagrama 82 horizontalmente, ou seja,
o rei branco em c5 e o peão em b4,
O rei preto em a4 e o peão em b5, então se as brancas se moverem não tem grande problema, já que, embora precise abandonar seu peão b, seu contra-ataque é rápido o suficiente.
83
N
FP#804
Schwiede-Sika, BMO 1929
O Diagrama 83 é uma posição muito interessante dos finais de peões. Cada jogador moveu um peão de um lado do tabuleiro, mantendo os do outro lado imóveis. Na verdade, quem for o primeiro vence, primeiro forçando reis e peões centrais a um zugzwang, e depois “corrigindo” a situação do lado do tabuleiro onde ele está em desvantagem.
Neste caso, as pretas jogaram. Eles podem vencer com isso, ReS!; 2. Rf3, aS!; 3. b3 (se for 3. h4, a4 !; ou 3. a4, h6 !); 3• •••, bS!; 4. a3, a4; S. ba, ba; 6. h4, hS; E eles vencem.
Se o Branco jogar: L. Rf3!,
ReS; 2. h4!, aS (ou 2. … , h5; 3. a3);
3. hS, a4; 4. h6, b6 (se 4. …, b5; 5. A3,
ou 4. …, a3; 5. ba, b5; 6. A4, BA; 7.a3);
S. b4!, ab; 6. ab, bS; 7. B4, e vencer
48 PREPARAÇÃO DAS FINAIS
-7. …, Kf6 é inútil, desde 8. Kxf4, Kg6; 9. Ke5, Kxh6;
10. Kf6! etc. O diagrama
84 é retirado da
análise de Chekhover do jogo 32 da
partida entre
Capablanca e Alekhine.
84
N
FP#789
Alekhine-Capablanca, 32 Jogo do Campeonato
de 1927 (análise)
É interessante notar que o preto consegue desenhar depois do…, a6! A linha principal de jogo é 2. Kf3 (2. Kh4, Kg6; ou 2. Kh3, Kf6!); 2. …, h4!;
3. Rfl, Kg6!; 4. Kg2, Kh6!; 5. Kh3,Kh5
; 6. fS, Kg5; 7. f6, 1lxf6; 8. 4,Kf5
; 9. Kg3, Ke4; 10. Kf2, Kd3;
11. Kf3, Kc4; 12. Kf4, Kxb4;
13. Rxe5, RxaS; 14. Kxd5, b5! (o
único movimento); 15. ReS (15. Kc6 também são
sorteados); 15. …, b4;
16. d5, b3; 17. d6, b2; 18. d7, bl=D;
19. d8=D+, Ka4; 20. Qd4+, RaS!
Chekhover refina que l. …, Kg6 também são
empates, mas na verdade
após l. …, Kg6; 2. Kh3!
O preto não consegue reproduzir
as variações refletidas acima
, a saber:
a) 2. . . . , R se mueve a 3. Rh4, Rg6 (3º … , Rh6; 4. f5); 4. b5!
b) 2. …, a6; 3. Rh4!
e) 2. . . ., b6; 3. a6!, Rh6 (o 3. … , b5;
4. Rh4); 4. Rh4, Rg6; 5. b5
d) 2. …, b5(!); 3. Rg3!, R mueve;
4. Rh4, Rg6; 5. A6!
Este é um bom exemplo do cuidado que deve ser colocado no tratamento dos movimentos dilatatórios, e uma prévia das manobras do rei que veremos no próximo capítulo.
ZUGZWANG COMO OBJETIVO ESTRATÉGICO
Espalhados por todo este livro, e de fato em todos os livros que tratam de finais de jogo, há muitos exemplos de posições em que a principal forma de superar a resistência do oponente é por meio de um zugzwang. Vou acrescentar aqui apenas mais algumas, nas quais a importância do zugzwang fica muito clara.
85
8
FT#234; FAB#370
Alekhine-Capablanca, 34 Jogo do Campeonato
de 1927
ZUGZWANG 49
O diagrama 85 é retirado do jogo com o qual Alekhine foi proclamado campeão mundial. As brancas jogaram l. Ra4! Com sua torre magnificamente posicionada atrás do peão passado, a torre preta está condenada, ao menos momentaneamente, à passividade total – ela não pode se mover, caso contrário o peão continuará avançando. l. …, Kf6; 2. Rf3, ReS;
3. Ke3, hS; 4. RD3, RDS; S. Kc3, Kc5; 6. Ra2! Preto está em zugzwang. Se a torre se mover, ela vai para 7. a6, e como os movimentos de peão são claramente inúteis, ele deve abrir caminho para seu rei. 6. …, RbS; 7. Kd4, Rd6+;
8. ReS, Re6+; 9. Kf4, K6; 10. RgS, TeS+; 11. Kh6, TfS (se 1 1 . . , Re7; então 12. Kg7, Jornada 7; 13. ‘Kf6, Rc7; 14. Re2!, Kxa5; 15. Re7, Rc2;
16. Axf7, Rxf2+; 17. Arx6, Rg2;
18. Tf3, etc); 12. f4?! Esse movimento
parece natural, mas ao remover
a torre da segunda
zona agora que as brancas enfraqueceram
sua
configuração de peões, Capablanca coloca
problemas maiores para ele. A
maneira mais simples de vencer era tentando
conseguir um zugzwang:
12. Kg7, Rf3; 13. Kg8 deve
vencer. A ideia é 13. …, Tf6; 14. f4,
Rf5; 15. Kg7, mas as pretas podem
criar alguns problemas técnicos
com 13. …, f5(!); 14. Kg7, f4; depois
disso, suponho que 15. Kxg6 venceria
— também 15. GF?-, mas não de um jeito absolutamente
trivial.
O melhor jogo das
brancas para um zugzwang é 12. Kg7!, Rf6
(se 12 . . , Rf3; então 13. Kg7,
etc.; ou 12. …, Jornada 5; 13. Kg7, Rf5-13
. …, Set7; 14. Tr6 e 15. Re2 etc.
14. f4); 13. Kg8!, Rf5; 14. f4, Rf6;
15. Kf8, Rf5 ; 16. Kg7.
Depois do 12. F4?! O jogo
continuou 12. …, Rc5!; 13. Ra3, Rc7;
14. Kg7, Jornada 7; É fS (15. Kf6 parece
melhor: 15. . .. , Rc7 ; 16. f5, Rc6+;
17. Kxf7, gf; 18. Tf3, etc.); É …, GF;
16. Kh6, f4!; e embora não tenha
percebido o
caminho mais simples, Alekhine saiu
vitorioso. Brincar com o alvo de um
zugzwang, no entanto, teria
facilitado as coisas para ele. Os movimentos
seguintes foram 17. namorada, ToS;
18. Rg7, TfS; 19. Ra4, RbS; 20. Re4!,
Ka6; 21. Kh6, RxaS (21. …, Kb7!;
22. Re7+, Ka6; 23. Re5, Rxf4;
24. Kxh5, f6 ainda deixaria
as brancas com algumas dificuldades
técnicas) 22. TeS, Tal; 23. RxhS, Tgl
; 24. TgS!, Thl; 2S. TfS, Kb6;
26. Esfer7, Sec6; 27. Re7! 1-0. Veja
o diagrama 86.
O zugzwang é frequentemente o fator decisivo nos finais dos bispos.
• 86
.. t i ‘ 8
FA e C #31 4; FAB #25 1
Zubarev-Aiexandrov; Moscou, 1915
50 PREPARAÇÃO DOS FINAIS
Os diagramas 121-122 no próximo capítulo são excelentes ilustrações disso. Com um caba llo contra o bispo adversário, o zugz wang é novamente uma arma vital, como mostrado no diagrama
86. Primeiro, o branco penetra
com seu rei. Então o cavalo ataca
, criando fraquezas. Finalmente
, e usando o fato de que o
rei branco não tem bons
movimentos, as brancas
forçam um zugzwang. l. Kf2, Ke7
(se l. …, Kd7; 2. Ke2, Kg6; 3. Ne3,Kg5
; 4. g3, e depois Kd3-d4 etc.);
2. Ke3, Kd8; 3. Kd4, Kc7; 4. ReS,Ac8
; 5. Ponta 4, Reb7; 6. g3, Bc8;
7. Nd3!, Bd7; 8. Cf4, g6; 9. Nh3, h6;
10. Cf4, g5; 11. Nh5, Be8; 12. Cf6:
Rac7; 13. Ng4, h5; 14. Ne3!, Bg6;
15. H4, GH; 16. gh, Be4! (Preto
tenta evitar Nf4, mas é
impossível); 17. CFI, Bf3; 18. Nd2, Be2
; 19. Caça-3, Tir-4º; 20. Nd4, Bh3;
21. Ne2, Bf5; 22. Cf4, Agr4; 23. b4!,
Zugzwang e Branca vencem.
O ZUGZWANG COMO RESULTADO TÁTICO
Às vezes, ao final de uma linha tática, o zugzwang aparece de repente. Muitos preparadores de estudos tentaram produzir esse efeito, alguns com resultados realmente surpreendentes. Meus primeiros exemplos, no entanto, são um tanto mundanos para nós.
Após l• •••, Ra6+ (ou l. …,
Ra8; 2. Th8, etc.) As brancas
perdem um lance com 2. Kd8!
(2. ReS?, Rg6; e é Branco quem
se move); 2• •••, Rg6; 3 ReS!, e
87
N
FAB #334
como as pretas vão jogar um zugzwang mútuo nesta posição, perde: 3. •••, Kf4; 4. Thl, Rf3; 5. Movimentos Tfi+, R; 6. TT7, etc.
88
N
Black joga e empata
com Rabinovich
Aqui também, depois de l. …, Kh5!; 2. g6+, Kh6; 3. Rc6, Tgl;
4. Rf6, Rg5! Você alcança uma posição de zugzwang mútuo. Se as pretas se moverem, ele perderá, mas se as brancas moverem 5. Tfl, Rf5+!; 6. Rxf5 é afogado, ou se 5. Ra6, depois 5. …, Rg1!, etc. (nº 5. …, Rf5??; 6. Vitória de Kg8).
ZUGZWANG 51
89
8
White joga e vence
R. Réti, 1922 (corrigido, 193 1)
O notável pequeno estudo de Réti é merecidamente bem conhecido. l. Cd4+! ReS (se l. …, Rc7; então 2. Kxh2, e as brancas vencem com os peões extras); 2. Rhl!! , e, incrivelmente, o preto está em Zugzwang. Se 2. …, Kd5; Então 3. A6, ou 2. …, Kd6; 3. Nf5+, e qualquer movimento de bispo com duce para um garfo de cavalo.
90
8
White toca e ganha
M. S. Liburkin,1
• prêmio 64, 1931
l. Nd3!, Abl (si l. …, Bc4;
2. Bb5, ou l. … , Kc2; 2. Bg6); 2. h6,Nxh6
; 3. Bh5+, Kc2; 4. Bxh6,Kxd3
; 5. Kb3! (5. Bg6+?, Ke2;
6. Axbl, d3 empata); 5• •••, Bc2+;
6. Kb4! Zugzwang e vitória.
Por fim, alguns
exemplos com material um pouco mais
consistente.
· – 91
‘ B
White joga e vence
Richter
L. Kb7+!, Kh7; 2. Qh2+, Qg8;
3. Qa2+, Kh7; 4. Qt7! (zugzwang);
4. …, DG8; 5. Qh5, amigo.
Veja o diagrama 92.
Kasparian, um dos maiores
criadores de jogo de todos
os tempos, é renomado por seus
estudos
profundos e complexos (veja o diagrama 92).
l. Dxg2! (si l. Rf5?, entonces l. …, b2; o l. Rg5?, Ac3; 2. Dxc3, gl=D; 3. Dxb3+, Df8; 4. Dxa2, Del+; con un jaque continuo; o l. Dxb3+?, Rg7; 2. Ddl, Af6;
3. Dxg4+, Rf8; finalmente, si l. Dxg4, entonces l. …, Ag7); l. …, Ae5+; 2. Rf5 (2. Rg5?, al=D; 3. a7,
52 PREPARACIÓN DE FINALES
92
8
Blancas juegan y ganan
G. M. Kasparian, 1• Premio Magyar
Sakkélet, 1959
Af4+ !); 2• •••, al=D; 3. a7, Dxa7 (3. . .. , Dbl +; 4. Rxg4 gana); 4. Rg6!, Dal (4. …, DaS; 5. Dhl amenaza Dh7+; o 4. . .. , Rf8; 5. Dfl +);
5. Dd5+!, Rh8; 6. De4!! Increíble
mente, ésta es una posición de
zugzwang mutuo. Si las negras jue
gan pierden -simplemente, inten
tar reproducir cada uno de los po
sibles movimientos de modo suce
sivo-. Pero si las blancas mueven la
posición será tan sólo de tablas:
7. Df5, Ag7; 8. Dh5+, Rg8; 9. Dd5+.
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS 53
4. La teoría de las casillas conjugadas
INTRODUCCIÓN
En este capítulo voy a tratar la “teoría de las casillas conjugadas”. Es un tema difícil, pero ciertamen te tiene un valor práctico, y a veces es además bonito.
La teoría de las casillas conj uga
das (o casillas coordinadas -utiliza
ré las dos denominaciones indistin tamente- es la base de un método para tratar cierto tipo de finales)
-no sin razón llamado “método de
las casillas conjugadas”. Las posi
ciones en cuestión son aquellas en las que el modo adecuado de pro
gresar es mediante el plan sutil de
maniobrar con el rey (y otras posi
bles piezas, si todavía quedan) para forzar un zugzwang, en oposición al método de movimientos rápidos para crear tanta destrucción como
sea posible, lo que generalmente
sucede tras la fase de maniobra.
Brevemente, el “método de las casillas conj ugadas” consiste en lo
siguiente: primero, se determinan las posiciones de zugzwang; des
pués, con suerte, puede ser posible
“dibujar un esquema” (asignar sím
bolos a las casillas en un diagrama)
para clarificar el curso que debe tomar la partida. Pero en ocasiones
uno se debe contentar con una sim
ple lista de las posiciones de zugz
wang.
A primera vista esto puede pa
recer bastante incomprensible. Pe-
ro antes de intentar aclarar las co sas con algunos ej emplos, me gus taría decir algo acerca de la natura leza del “método de las casillas conjugadas”.
Este método se explica en deta lle, entre otros, en el volumen 11 de Cheron y en Finales de peón, capí tulo 7. Averbakh y Maizelis tienen ciertas dificultades al intentar de fenderlo frente a los ataques de los incrédulos. Sin embargo, dudo que esto sea necesario, ya que yo veo el método no como un procedimien to por el que se pueda descubrir la verdad de una posición, sino como una ayuda pictórica a su análisis, y, cuando éste ha sido completado,
· un modo conveniente de exponer el resultado. Cuando se tiene cier ta experiencia en posiciones simi lares, se es capaz de adivinar el as pecto del sistema coordinado en un caso particular. Pero el trabajo de adivinación es arriesgado; el análisis es el único procedimiento fiable.
Si mi verborrea sólo ha sembra
do confusión, algunos ejemplos ayudarán a clarificar las cosas.
Algunas “posiciones de manio
bra” son demasiado simples para que sea necesario -o tan sólo útil aplicar el método para solucionar
las. Pero esto no lo devalúa en
absoluto. Simplemente reafirma el hecho de que no se deben matar
moscas a cañonazos. Empezare-
54 PREPARACIÓN DE FINALES
mos con uno de estos ejemplos: la oposición.
LA OPOSICIÓN
La oposición es una “conjuga ción entre reyes” en la que se en frentan uno a otro con una casilla de separación. Cualquiera que mueva tiene que dejar paso.
93
8
FP # 64 7
a) Diagrama
b) Re 1 contra Rd7
a) Si las blancas juegan ganan con 1 Rd4!, obteniendo la oposi ción. l. …, Rc6 (o l. …, Re6; 2. Rc5, etc); 2. Re5!; 2. Rc4 conservará la oposición, pero después de 2. …, Rd6 las blancas deben repetir 3. Rd4 para progresar. Con el rodeo 2. Re5! las blancas se afianzan en una casilla crítica. Ahora, después de
2. …, Rc7 (o 2. …, Rd7; 3. Rd5, Rc7;
4. Rc5, Rb7; 5. Rd6, etc); 3. Rd5, Rd7 no importa que las negras ha
yan ganado la oposición. Las blan
cas la recuperan con 4. a5!, y las negras deben dejar paso: 4. …, Rc7;
5. Rc5, Rb7; 6. Rd6, Rb8; 7. Rc6,
Ra7; 8. Rc7, Ra8; 9. Rb6, etc.
Tan pronto como el rey blanco llega a e5 la oposición deja de ser
importante; e5, d5 y c5 son casillas
críticas, y una vez que su rey acce
de a ellas las blancas ganan.
Si las negras mueven, pueden obtener tablas en el diagrama 93
a), pero deben evitar l. …, Rd5? Después de 2. Rc3, la casilla c5 es
inalcanzable para el rey, y deben escoger entre 2. …, Rc6; 3. Rc4! y
2. …, Rd6; 3. Rd4!, perdiendo en
cualquiera de los dos casos. El movimiento correcto es l. …, Rd7!, alcanzando una “oposición distan te”. Si ahora 2. Rc4/c2 entonces
2. …, Rc6; ó 2. Rd4/d2, Rd6; o
2. Re4/e2, Re6; o 2. Rc3, Rc7; o
2. Re3, Re7. En cualquier caso, las negras mantienen la coordinación.
b) l. Rdl!, y aquí una variante
es l. …, Rd6 (si l. …, Re6 entond�
o bien 2. Re2, o 2. Rc2: un rodec¿,1�
2. Rd2, Rd7; 3. Rd3, Rd6; 4. Rd4
etc. Si las negras juegan hacen ta
blas con l. …, Re7!
Hemos sido capaces de resolver los diagramas 93 a) y b) utilizando
el concepto de oposición. Sin em
bargo, podríamos haber utilizado específicamente las casillas conju
gadas a cada uno de ellos.
El diagrama 94 ilustra lo que estamos explicando. Cuando las
negras van a una casilla, las blan
cas intentan o situarse en una con el mismo número, alcanzando la
oposición (distante), o dar un ro
deo para alcanzarla moviendo a una casilla cuya opuesta no sea accesible a las negras. Por ejem plo, en el diagrama 93. b) si l. Rdl Re6 entonces 2. Rc2 es posible, ya que las negras no pueden alcanzar
un “1”.
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS 55
94 2 3
X X X
2 3
4 5 6
verfP # 647
Las zonas sólo se alcanzan por la derecha hasta la horizontal e, ya que con Rf4 contra Rf6 si las blan cas mueven ganan inmediatamente con l. b5!, ab; 2. a5!
Cuando el rey blanco llega a una de las casillas fundamentales
(marcadas con una X) el sistema
conjugado del diagrama 94 deja de ser relevante. El movimiento a5
posterior nos lleva al diagrama 95.
En esta posición la conjugación es menos estricta; c5 contra c7 y d5
contra d7 son de hecho zugzwang,
pero con Rc4 contra Rc8 las negras pueden hacer tablas: l. …, Rd8;
2. Rd4 (o 2. b5+, ab+ tablas); 2. …, Rc8; y si las blancas lo evitan con
3. Re5, Rc7; 4. Re6, entonces des
pués de 4. …, Rc6 el contraataque asegura con facilidad las tablas.
96
8
“Un sistema triangular” ver FP # 148, 149
a) Re3 cont ra ReS
b) ReS cont ra Rb 7
95
FP # 648
Debo mencionar que durante la partida del diagrama 93 las negras podían jugar a5, pero esto siempre
conduciría a la derrota con b5. In
cluso aunque el rey blanco no esté todavía en la cuarta horizontal
puede forzar la derrota, ya que el rey negro debe permanecer en el
interior del cuadrado del peón b. Por ejemplo:
a) (Re3 contra Re5) l. RfJ!,
RdS (1. … , Rf5; 2. b6); 2. Rf4, Rd6;
3. Re4, Re6; 4. Rd4, Rd6; S. Rc4!, Rc7; y entonces 6. RdS! es la victo-
56 PREPARACIÓN DE FINALES
ria más rápida. Después de 6. ReS(?), Rb7 tenemos:
b) (ReS contra Rb7) Las blan cas “tienen la oposición”, pero no les es aquí de utilidad. Éste es un punto muy importante al que re tornaré en el próximo apartado. Si l. b6?, entonces l. …, Ra6; 2. Rc6 es ahogado. Es necesario perder un movimiento, y esto lo consiguen las blancas mediante una “triangu lación”. Por desgracia para las ne gras, dos de las casillas “de las blancas” -dS y d6- se conjugan con la c7 “de las negras”. Si las blancas juegan l. Rd5, Rc7; 2. Re6!, Rb7 (c6 no es posible); 3. ReS (también
3. Rd7, Rb6; 4. Rd6, Rb7; S. ReS, etc); 3• •••, Rc7; 4. Rd5, Rb6; 5. Rd6, Rc7; 6. ReS, las negras deben esco
ger entre 6. …, Rc7; 7.b6+, y 6…., R cualquier otro; 7.Rc6, etc.
Las blancas “pierden un movi
miento” con la maniobra RdS-e6- eS. Las negras son incapaces de
responder a esta triangulación, ya que su rey no puede utilizar c6.
FP # 19; FAB # 26
+1-
En el diagrama 96 he marcado e6 como “2”. También lo podría haber llamado “4”, y señalar que el “4” de las negras, c6, les está prohi bido; se trata simplemente de una cuestión de gustos.
Si las negras mueven pierden inmediatamente, pero si las blancas mueven deben triangular. Si esto no se aprecia directamente, se pue den observar las casillas conjugadas apropiadas para ver dónde se debe ría producir el desenlace.
98
FP # 2 1
Las negras deben responder Rd6 con Rd8 y RdS con Rc8. Esto está muy bien, pero las blancas tie nen dos casillas posteriores, c4 y d4, mientras que las negras no pue den acceder ni a b7 ni a d7. Des pués de l. Rd5!, Rc8; 2. Rc4! (2. Rd4!); 2• •••, Rd8; 3. Rd4, Rc8;
4. Rd5, las blancas han ganado la
coordinación: 4. …, Rc7; S. ReS, o
4…., Rd8; S.Rd6, etc.
Es de notar, incidentalmente, que Averbakh y Maizelis prefirie
ron considerar a c4 y d4 como “4” en lugar de como “2”.
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS 57
LA DIVERSIDAD DE LOS SISTEMAS CONJUGADOS
Aunque en los diagramas 96 y
98 algunas de las casillas conjuga
das están “en oposición”, esto no es aquí un factor importante. Los
reyes se coordinan de acuerdo a
un sistema completamente distin
to. En los Finales de peón , capítulo
7, Averbakh y Maizelis proponen una clasificación de los distintos
sistemas coordinados que pueden darse. Como avancé en la intro
ducción a este ·capítulo, no consi
dero que esta clasificación sea absolutamente vital. Mis razones
son:
1) De cualquier forma, es difícil estar completamente seguro de lo que se está tratando sin analizar múltiples posiciones de zugzwang; de modo que el sistema deja así de ser eficaz: una vez que uno ya tiene la información, se puede organizar según la propia conveniencia.
2) Dado que existe una cierta indeterminación en el modo en que se tratan ciertos ejemplos, cualquier clasificación siempre se hará sobre un criterio relativamen te ad hoc.
Habiendo expresado estas dis crepancias menores, creo, a pesar de todo, que es extremadamente útil tener una idea de las distintas posibilidades que pueden surgir. La sistematización está bien en tanto que no se tome como la ver dad del evangelio. Volveré a tratar este problema en el último ejemplo de final de peón, el diagrama 11 3, pero expongo aquí algunos ejem plos de las distintas categorías.
EL SISTEMA DE LAS “CASILLAS TRIANGULARES”
Los diagramas 96 y 98 corres
·
ponden a este caso. Averbakh y
Maizelis lo ilustran con el diagra
ma 99.
99
FP # 655
“Las zonas primarias están con figuradas como pequeños triángu los; la casilla que si se añade al trián gulo forma un cuadrado puede ser accesible o inaccesible para los re yes. En este diagrama las zonas no son simétricas, pero lo pueden ser. Además de las «zonas primarias», las casillas posteriores adyacentes a las zonas son muy importantes.”
En la posición de Grigoriev las blancas deben evitar l. d4?, Re4;
2. Rc3, Rf5 ! {no 2…. , Rd5 ?; 3. Rd3, y ganan); 3. Rd3 , Rf4; 4. Rd2, Re4;
5. Rc3, Rf5 ! etc. (si 6. d5, Re7; 7. d6, Rxd6; 8. Rd4, Rc6; 9. Re5, etc; las
blancas ganan el peón b, pero tan sólo consiguen tablas después de
Rxb5, Rb7 !).
Dado que l. d4 no funciona, podemos examinar algunas posi
ciones de zugzwang. Como en el
58 PREPARACIÓN DE FINALES
FP # 289; Rd2 cont ra Rf3
Blancas juegan y ganan
N. D. Grigoriev, 1 920
diagrama 98, las blancas ganan retirándose a b2 o b3, ya que e4 es inaccesible al rey negro: l. Rc2, Rf4; 2. Rb3 (b2), Rf3 (si 2. … , Rf5;
3. Rc3, Re5; 4. Rd2, Rd4; 5. Rc2!, Re5; 6. Rd1, Rd5 ; 7. Re2, Rd4;
8. Rd2, y ganan como en la línea
principal); 3. Rb2!, Rf4; 4. Rc2!, las blancas consiguen la coordinación.
Ahora ganan, ya que aunque las negras pueden tomar al peón b de
las blancas y coronar el suyo, sacri fican su nueva dama con un jaque a través. Pero, por supuesto, si las
negras son todavía capaces de for
zar tablas, es decir, si la variación táctica que se da a continuación
conduce a unas tablas, entonces la
coordinación no habría existido
(ver el diagrama 101). 4• •••, RD; S. Rd2, Rf4; 6. Re2, ReS; 7. Re3, RdS; 8. d4!, Rc4; 9. Re4, Rxb4;
10. d5, ReS (o 10. … , Ra5; 11. d6, Rb6; 12. Re5 , b4; 13. Re6 !, b3;
14. d7) ; 11. ReS, b4; 12. d6, Rc6;
13. Re6, b3; 14. d7, b2; 15. d8=D, bl=D; 16. Dc8+, seguido de
17. Db8+, y 18. Dxbl.
cfr. FP # 29 1; =1=
Esta posición es tablas aunque muevan las negras. Después de l. …, Rg4; 2. Rf2 (2. Rd2, Rg3; 3. Rc3, Rg4; 4. Rb3, Rf3 es demasiado lento para las blancas: 4. Ra4, Rxe3;
5. Rb3 !=, pero no 5. Ra5??, Rd3; y ganan las negras); 2• …, RfS!; 3. RD,
ReS; 4. e4, Rd4; S. Rf4, Rxc4; 6. eS, Rb3! (el único movimiento); 7. e6, c4; 8. e7, c3; 9. e8=D, c2; el rey blan co está fuera de la zona ganadora.
102
FP # 671; FAB # 70;
a) Ra3 cont ra RaB Em. Lasker, 1901 b) Ra 1 cont ra Ra 7 Reichhelm, 191 O
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS 59
Por supuesto, esta defensa no
funciona con un peón de caballo.
Esta posición es muy famosa. Apareció en escena recién iniciado
el siglo xx, cuando los incondicio
nales defensores de la “oposición” todavía creían que se podía utilizar para resolver cualquier problema
de “maniobras” como éste. Esto
condujo a algunas soluciones ex
tremadamente confusas del diagra
ma 102, y se tuvo que utilizar una cantidad considerable de jerigonza
para intentar explicarlas. La histo ria de esta posición es también algo confusa. Averbakh y Maizelis afir
man que se trata de un estudio de
Lasker (a), posteriormente modifi
cado por Reichhelm en otra ver
sión (b).
Las blancas ganarán si pueden alcanzar cualquiera de los puntos
clave marcados con X. Por su
puesto, su rey no puede alejarse demasiado hacia su flanco antes de
dirigirse a b5, ya que en caso con
trario las negras contraatacarán contra el peón f. Así (p.e .) Rh4
contra Rg6 no es zugzwang: (Rh4
contra Rg6) l. … , Rh6; 2. Rg3, Rh5; con lo que las blancas clara
mente no han tenido tiempo de
ganar el peón a.
Aquí, la longitud del camino más corto entre b6 y g6 (es decir,
b6-c7-d7/d8-e6/e7-f6/t7-g6) es la misma que la del camino de c4 a
h4, lo que significa que las blancas no pueden ganar simplemente ju
gando Rc4 para forzar Rb6 y diri
girse después rápidamente a g5 . Es de vital importancia que estas dis
tancias sean las mismas. Si el cami
no de las blancas fuese más corto su victoria sería trivial; si fuese más
largo no tendrían ninguna oportu
nidad de ganar.
Rc4 contra Rb6 es zugzwang, ya que si el rey negro se queda ais
lado dos verticales más a la izquier
da del rey blanco, las blancas pue
den ganar simplemente dirigiéndo
se a h5 , es decir, l. … , Ra6; 2. Rd3, y 7. Rh5. Siguiendo el ejemplo de
Averbakh y Maizelis, llamo a c4 y
b6 “a”. Esto no es debido a que exista alguna razón intrínseca por
la que no pudiesen ser llamadas
“1” . Simplemente copio gran parte de su posición # 67 1, ya que creo
que es muy clara y fácil de seguir.
Rd3 contra Rc7 también es zugzwang. Si las negras juegan, de
ben elegir entre situarse dos casi
llas a la izquierda del rey blanco o permitir Rc4-b5. Es natural que
estas dos casillas se conjuguen, ya
que cada una es el primer paso ne cesario para seguir el camino más corto entre c4 y h4 y b6 y g6 res
pectivamente.
Rc3 contra Rb7: estas dos casi
llas son las únicas contiguas tanto a
“a” como a “1 “. Claramente se de
ben conj ugar, es decir (si las negras mueven) l. … , Rc7; 2. Rd3 !, o l. … ,
Rb6; 2. Rc4.
d2, c2, c8 y b8 son todas conti
guas tanto a “1” como a “2”. De hecho, la conjugación es d2 contra
c8, y c2 contra b8. Con Rd2 contra
Rc8, si l. .. . , Rd8/d7; entonces 2. Rc3! (dando un rodeo); 2. … , Rc7;
3. Rd3, o, l. … , Rc7; 2. Rd3 !, o l. .. . ,
Ra la vertical b; 2. Re2, y 6. Rh5 .
Una vez obtenidas estas cinco conjugaciones, Averbakh y Maize
lis afirman que “puesto que se tra ta de un sistema triangular, el resto se sigue de modo inmediato”. Creo
60 PREPARACIÓN DE FINALES
que esto es apurar demasiado las cosas -me parece que juegan a tiro
hecho-. Por supuesto, es muy pro
bable que el resto sea de verdad como dicen que es, pero creo que uno debería avanzar un poco más
para estar seguro de que se está en lo cierto. Por ejemplo,
Rdl contra Rc7: si l. … , Rc8;
2. Rd2, o l. … , Rb8; 2. Rc2/Re2 !, o l. … , Rb7; 2. Re2!, o finalmente l. … , Rd7/Rd8; 2. Rc2 (dando un
rodeo); 2. … , Rd8/Rd7; 3. Rc3 !, Rc7 (también 4. Rc4, y 5. Rb5); 4. Rd3 !,
etc.
res las blancas, a pesar de estar ini
cialmente en una posición de zugz
wang al mover, encontraron una maniobra para recuperar la coordi
nación (p.e., la triangulación). En este caso esto no es posible, ya que
las negras tienen tanto espacio pa
ra maniobrar como las blancas. Si las negras logran conseguir la coor
dinación, harán tablas.
Pertrechados con el diagrama
102 podemos enfrentarnos ahora a los estudios a) y b).
a) (Ra3 contra Ra8) l. Rb2!
(no l. Rb3 ?, Ra7=; ni l. Ra2?,
Rb2 contra Rc8: si las negras
Rb8/Rb7=); l.
•••, Ra7; 2. Rb3
mueven a 1, 2 o 4, entonces tam
bién lo hacen las blancas. Si l. … , Rd7/Rd8; 2. Rc3, Rc7; 3. Rd3.
Debo hacer mención aquí de la
vertical a. Cuando el rey blanco está en la vertical a sólo puede
moverse a 1 o a 3, de modo que las negras pueden estar en cualquiera
de las casillas b7, b8, d7 o d8. Y
mientras que a7 y a8 se conjugan con casillas en la vertical b (b3/bl y
b2 respectivamente), claramente
no tienen relación con las de la ver
tical d. He etiquetado a8 y a7, ya que esto nos será de utilidad cuan
do consideremos a) y b), pero no
me he molestado en etiquetar al, a2 y a3 con los molestos “2, 4”.
Habréis notado que en todos estos casos he tratado los proble mas de las negras cuando son ellas
las que tienen que mover, en lugar
de lo que deberían hacer las blan
cas si fuesen ellas las que jugasen primero. Esto es debido a que las casillas conjugadas son posiciones
de zugzwang -si las negras j uegan están en desventaja-. En algunas
ocasiones en los ejemplos anterio-
(2. Rbl también gana, pero esta forma es más rápida); 2• •••, Ra6 (o
2. …, Rb7; 3. Rc3, etc); 3. Rc2!
(dando un rodeo); 3. •••, Rb6;
4. Rd2, Rc7; 5. Rd3, etc.
b) (Ral contra Ra7) l. Rbl!, Rb7; 2. Rcl, Rc7; 3. Rdl, etc.
El diagrama 103, la continua ción de la posición anterior, puede parecer chocante. A pesar de que
103
FP # 673
a) Rd2 contra RcB=.
b) Ra 1 contra RaB como en FP.
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS 61
la “mayor parte” de la configura ción de peones es la misma, el sis tema de conjugación es distinto. Esto es debido a que las negras se pueden defender con mucha más facilidad en el flanco de rey, es decir, su rey tiene tan sólo que alcanzar la casilla e7 para evitar una invasión. Aunque c4 contra b6, d3 contra c7, y c3 contra b7 siguen siendo posiciones de zugzwang, d2 contra c8, por ejemplo, no lo es.
a) (Rd2 contra Rc8) l. …, Rb8! (pero no l. .. . , ‘Rd7?/Rd8?; 2. Rc3, Rc7; 3. Rd3 y gana); 2. Re3, Rc8!;
3. Rf4, Rd7/rd8; 4. RgS, Re7; 5. Rf5, Rt7. Las blancas pueden ahora retroceder con 6. Re4?!, Rg6; pero no deben continuar con 7. Rd3?, ya que Rxh6 gana. En su lugar, 7. Rf4 son tablas: 7. … , Rf6= (pero no 7. … , Rxh6?); 8. Rf5 , y las blancas están mucho mejor situadas.
Las blancas no fueron capaces de “tomar la coordinación” hasta que su rey se hubo alej ado dema siado por su flanco.
b) Ral contra Rb8 se trata en Finales de peón. Después de l. Rb2, Rb8! las negras hacen tablas.
EL SISTEMAT
Bahr dio nombre a este sistema. “Diagrama 104 (a): Las tres
casillas a lo largo de la horizontal
corresponden a la zona primaria triangular, que se puede rellenar
hasta formar un cuadrado (diagra
ma 104 b). La zona primaria de las blancas se parece a una T.
104a 104b
FP # 685 FP # 686
Esto difiere del sistema de las “casillas triangulares” en que cada lado debe tener tres casillas conju gadas distintas en la misma hori zontal.
Esta posición aparece en FA B. Existen varios errores en el análi sis, ya que en realidad no se utiliza la teoría de las casillas conjugadas.
105
S
2 ‘ ‘
a) FP # 689; FAB 67a
Ebersz, 1935; +1
b) FP # 688; Peón a4 -+ bS; Rd2 contra Rd8
Bahr, 1936; +1=
62 PREPARACIÓN DE FINALES
RdS contra Rd7 y ReS contra Re7: estas posiciones son clara mente zugzwang. En la primera, por ej emplo, l. … , Rc7; 2. ReS, Rd7; 3. Rf6, Re8; 4. Rg7, Re7; S. Rxh7, Rf8; 6. g6 gana.
Con el rey blanco en fS las ne gras deben ser capaces de respon der a ReS con Re7 y a Rf6 con Rf8. Claramente, e8 es la única casilla con la que se puede conseguir esto, y por lo tanto e4 se debe conjugar con d8 (las dos son contiguas a 1, 2 y 3).
Las negras siempre se pueden defender frente a casillas conjuga das detrás de la “línea de frente “, con su rey en el cuadrado que for ma su zona primaria, por ej emplo, Re3 contra Re7: l. Re4, Rd8!; o l. Rf4, Rd7!
Os habréis dado cuenta que c8 y c7 han sido llamadas (3) y (2) res pectivamente. Estas dos casillas no se conjugan con fS, d4 y e4, pero sí con casillas situadas por detrás, co mo Rd4 contra Rc8: l. ReS ! gana, pero Rf3 contra Rc8: l. Re3 , Rc7;
2. Rd4, Rd6 !
Esto nos conduce a otro hecho que no era conveniente introducir en el diagrama: d6 es un 3 negro (excepto que con RfS contra Rd6; l. Rf6 ! gana) y Re4 contra Re6 es zugzwang. Supongo que podría ha ber llamado a d6 “3” y a e6 “4”, pe ro esto entraría en contradicción con las condiciones fij adas ante riormente, y además está bien que las dos zonas estén separadas. Una vez admitido que el diagrama lOS no es perfecto, podemos, a pesar de todo, utilizarlo para resolver el estudio de Ebersz:
a) Rel contra Re8 (la posición del diagrama): l. Rd2!, RdS; 2. Re2, ReS; 3. Rf3, Re7; 4. Re3, Rd7;
S. Rf4, RdS; 6. Re4, ReS; 7. RfS, Re7; S. ReS, etc. Por supuesto, esta posición es “tonta” si juegan las negras, ya que pueden ganar inme diatamente con un contraataque.
b) En 1936 Barh derivó una pequeña variación de este estudio en la que el peón a4 de las blancas se reemplazaba por uno en bS. Las zonas coordinadas seguían siendo las mismas. Bahr tenía así Rd2 contra Rd8, tras lo que si jugaban las blancas l. Re2! ganaban, y si jugaban las negras l. … , Re8 eran tablas (al igual que l. … , Rc8). Pero se debe tener cuidado al alterar la configuración de los peones…
106
8
FP# 690
Ebersz 1935 +1
A pesar de la semej anza super ficial con el diagrama lOS, esta posición es completamente distin ta. Las blancas puede tomar al peón a cuando quieran, pero si lo hacen las negras inmediatamente harán tablas: l. Rc2, Re7; 2. Rc3?, Re6; 3. Rb4, RfS; 4. Rxa4, RxgS;
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS 63
5. Rb3, f5; y las negras coronan antes. Las blancas no pueden im
pedir que el peón f corone, ya que el rey negro puede controlar en
todo momento todas las casillas
por las que se debe mover el peón, p.e. 6. Rc2, Rg4; 7. Rd2, Rg3, etc.
Para que las blancas puedan ga
nar en esta variación deben conse
guir un tiempo. Esto se puede ha cer maniobrando en Rf6-g7, como en el diagrama anterior. Las negras se pueden defender de esta amena za, pero deben utilizar la horizon tal negra para su rey, lo que permi te a las blancas retomar con venta
FP# 694; cfr. FP# 486
Grigoriev 1938 +1
107
B
ja el plan inicial.
Es difícil decidir qué esquema de coordinación hacer en el diagra
ma 106, pero creo que mi elección
es razonable. En cualquier caso, esta posición no precisa de un mo
do desesperado la “teoría” para
poder ser resuelta. El problema de las negras es que no pueden utili
zar f6 o f7, de modo que carecen de casillas conjugadas a f4 y f5. l. Rc2,
Re7 (si l. … , f5; entonces 2. gf, Rf7;
3. Rc3, Rg6; 4. f7 !); 2. Rd3, Rd7;
3. Re4, Re6; 4. Rf4!, Rd7 (4. … , f6;
5. g6 !); S. RfS, ReS; 6. Re4!, RdS;
7. Rd4, Rd7; S. RdS, Re7; 9. ReS, ReS; 10. Rd6!, y ganan: 10. … , Rd8;
11. Rc5 , Re7 ; 12. Rb4, Re6 ;
13. Rxa4, Rf5; 14. Rb3, Rxg5;
15. a4, f5; 16. a5 , f4; 17. Rc2!, Rg4;
18. Rd2, Rg3; 19. a6, f3; 20. a7, f2;
21. Re2, Rg2; 22. a8=D+.
Éste es un soberbio “estudio
natural” de Grigoriev. Las blancas se pueden sentir tentadas de ir di
rectamente a tomar el peón h, pero esto no las conducirá a la victoria.
Las negras responden a Rxh7 con
Rf7, y tras un movimiento de am-
bas con el peón b el rey blanco sigue atrapado. Sólo tras ciertas maniobras preliminares es posible tomar el peón en circunstancias fa vorables. Rb6 contra Rb8 es la po sición primaria de zugzwang. Si las negras juegan pierden tras l. … , Ra8; 2. Rc7, Ra7; 3. b3, Ra8;
4. Rd7!, … , 8. Rxh7, Rf7; 9. b6 !, pero si las blancas juegan tan sólo
pueden hacer tablas: l. b5, Rc8;
2. Ra7 (o 2. Rc5, Rd7 !; 3. Rd5, b6=); 2. …, Rc7; 3. Ra8, Rb6;
4. Rb8, Rxb5; 5. Rxb7 = ; o l. Rb5, Rc8!; o l. Rc5, Rc7! Los pares con
jugados que se siguen de esto son:
ReS contra Rc7: l. . .. ,
Rb8/d8/d7; 2. Rb6; l. … , Rc8;
2. Rd6, Rd8; 3. b5 !; l. … , b6+;
2. Rd5 , Rd7 ; 3. b5.
RbS contra ReS se sigue inme
diatamente.
RdS contra Rd7: l. … , Rc7;
2. Rc5!; l. … , Re7; 2. Rc5, Rd7;
3. Rb6, Rc8; 4 Ra7.
ReS contra Rc7: l. … , Rc6;
2. Re6, Rc7; 3. b5 !, Rd8; 4. Rf7, b6;
5. Re6!; l. … , Rd7; 2. Rd5; l. … , Rd8; 2. Rd6.
64 PREPARACIÓN DE FINALES
Rc4 contra Rd8: los dos están contiguos a 1, 2 y 3.
Daos cuenta, sin embargo, que Rd3 contra Rd7 no es zugzwang, p.e. l. … , b5.
Ahora podemos resolver el es
tudio con bastante facilidad: l. Rd3, Rb8; 2. Re4, Rc8 (o 2. . . . , Rc7;
3. Re5, etc); 3. Rd4, Rd8; 4. Rc4,
Rc8; 5. Rb5, Rc7; 6. Rc5, etc.
EL SISTEMA DE
LAS “OCHO CASILLAS”
A diferencia del Finales de peón, sitúo este apartado después de las “casillas triangulares” y los sistemas T. Averbakh y Maizelis utilizan el diagrama 108 para ilus trarlo.
“Existen dos distribuciones en el diagrama 108. En la primera, la zona blanca se contrapone a la zo na negra situada a la izquierda. Aunque estas zonas estén sepa radas, son simétricas horizontal mente.
108 6 7 8 3 7 3
“La segunda distribución mues tra la misma zona para las blancas contraponiéndose a la zona negra diagonalmente simétrica a la dere cha (en el diagrama existe una si metría total, pero esto no es nece sario).
“Las zonas forman un cuadrado de 3 x 3 casillas, en el que falta una de ellas (inaccesible a los reyes), de modo que tan sólo ocho casillas forman las zonas.”
A pesar de que este sistema de “ocho casillas” abarca un gran nú mero de casillas, y a menudo pare ce un tanto desalentador, no es tan difícil de aplicar como uno podría suponer a primera vista. Averbakh y Maizelis establecen algunas con venciones para facilitar su uso en la
práctica. Estas básicamente utili
zan la numeración del diagrama
109. En unas diez páginas exami
nan diferentes ejemplos. Aquí tan sólo voy a utilizar un par de ellos,
para perfilar una idea general del sistema.
Ver diagrama 109.
Las blancas han conseguido el tiempo de reserva g3; esto significa
que deben ganar si su rey llega a
b5.
5 3 2 4 5 6 5
4 1
4
5
6
FP# 675
Rc4 contra Rb6: esto es un zugzwang, ya que si l. . . . , Ra6;
2. Rd3, Rb6; entonces las blancas se colocan en Rxf6. El contraata
que l. .. . , Ra5 fracasa ante 2. Rd3,
Rb5 ; 3. Re4, Rc4; 4. Rf5, Rxd5 (o
4. … , Rxd4; 5. Re6, Rc5; 6. g3); 5. Rxf6, y las blancas coronan con el
peón negro en la sexta horizontal.
Rd3 contra Rc7 y Rc3 contra
Rb7: se siguen inmediatamente.
Rb4 contra Ra6: l. … , Rb6;
2. Rc4 etc.
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS 65
109 6 7 8
5 3 2 a
4 ‘ ‘
8 a
3 5 3 2
negras se pueden defender de Rel,
Re2 o Re3 con Rd7 o Rd8.
‘ Ahora podemos resolver con
facilidad el estudio de Bahr: (Ral
8 contra Ra7) l. Rb1, Rb7; 2. Rcl,
Rc7; 3. Rb2 (también 3. Rd1, Rb7;
4. Re2!); 3 . … , Rc8; 4. Rb3, Rc7;
5. Rb4, Rb6; 6. Rc4, etc. Si las ne
gras juegan hacen tablas tras l. … , Rb7!; consiguiendo la coordina ción y reteniéndola.
4 5 6 110
S
FP # 676; 7
Ra 1 contra Ral; Bahr, 1 936; +1=
8
Rb3 contra Ra7: las dos están a
junto a 1, 3 y 4.
En el supuesto de que estemos 4 4
tratando con un sistema de ocho casillas, el resto es obvio. Pero to
davía no estoy absolutamente se guro de que en efecto se trate de un sistema de ocho casillas. ¿Qué
pasa si el rey blanco está en c2?
Ciertamente, las negras se deben defender desde b6 o b8. Sin embar
go, con Rc2 contra Rb6, l. Rd2!
gana. Si l. … , Rb7; 2. Rc3, o si l. … , Rc7; 2. Rd3, las negras deben ini
ciar un contraataque sin esperanza con l. … , Rb5. De modo que las
negras pueden defenderse frente a
Rc2 sólo con Rb8. Así, b2 contra a8 y d2 contra c8 se siguen inme diatamente.
Ahora tenemos ambas “zonas
primarias”. Las negras también se pueden defender frente a las casi llas blancas en la parte posterior
siguiendo el diagrama, p.e. Rc1 contra Rb7 es zugzwang. Las zonas
no alcanzan a llegar a las verticales e y d respectivamente, ya que las
5 3 5 3
6 7 6 7
5 3 5 3
FP# 680; Ra 1 contra RhB; Bianchetti, 1 925; +1-.
En esta posición las zonas se contraponen una a otra diagonal mente. Tras haber examinado el ejemplo anterior, tan sólo voy a ha cer una presentación del diagrama y de sus conjugaciones, y voy a de jar que las verifiquéis vosotros si queréis. Bianchetti empezó con Ra1 contra Rh8. Tras esto, si las blancas juegan ganan con 1 Ra2!, mientras que si las negras juegan hacen tablas con l. … , Rg8.
Ver el diagrama 111.
Esta posición se trata tanto en
FAB como en Finales de peón (y, de hecho, en Cheron). Fine da la
solución incorrecta l. Rb2?, Rg7
(1. … , Rh8=).
66 PREPARACIÓN DE FINALES
111
8
FP # 678; FAB 676
Locock 1 892; +1-
Las blancas intentan alcanzar la casilla e5 o Rf4, de modo que Rd4 contra Rf6 es zugzwang.
El resto de las conjugaciones se siguen del modo habitual. Pero de bemos señalar que las casillas de la
vertical a están demasiado lejos de d4 para poderse conjugar con las casillas negras apropiadas, p.e. con Ra2 contra Rh7 las negras juegan l. … , Rg7!, y las blancas deben evi tar 2. Ra3?, Rf6 ¡o de otro modo las negras ganan! El movimiento correcto es, por lo tanto, 2. Rb3/b1, Rg6=; o 2. Rb2, Rh6=.
Según el diagrama, si las blan cas juegan ganan después de l. Rbl!, p.e.l• •••, Rg7; 2. Rcl, Rg6;
3. Rdl, Rg5; 4. Rc2! (un rodeo)
4. •••, Rh6; 5. Rd2, Rh5; 6. Rc3!
(otro rodeo; si 6. Re2, entonces 6.
… , Rh6; y las blancas deben repetir con 7. Rd2, Rh5 ; 8. Rc3! para
lograr algún progreso); 6• •••, Rg5;
7. Rc4!, Rg6; 8. Rd3, Rf6; 9. Rd4,
Rf7; 10. eS!, de+ (o 10. … , Rg6;
11. Re4!, de -también 12 ed-;
12. Rxe5, Rf7; 13. Rf5, Re7; 14.
Rxg4, Rd6; 15. Rf5, Rxd5; 16. g4,
Rd6; 17. Rf6, etc. ); 11. RxeS, Re7;
12. d6+, ReS; 13. Rf4!, Rf7; 14. RfS, Rg7; 15. Rxg4, Rf6; 16. RhS, Re6;
17. g4, Rxd6; 18. g5, Re7; 19. Rh6!, y ganan. Si las negras juegan pue den hacer tablas o con l. … , Rg7 o con l. … , Rh7 (2.Ra2, Rg7!).
DOS MO NSTRUOS
En los finales en ocasiones se dan sistemas conjugados de gran tamaño. Es posible estudiar las po siciones como si se trataran de sis temas de ocho casillas con algunas zonas ausentes.
4 5 6 5 112
8
4
5
6 7 8 e
FP # 684
Ebersz, 1930
¡ En esta posición se conjugan por lo menos catorce pares de ca sillas! Averbakh y Maizelis la tra tan como un “sistema de ocho ca sillas +” (he añadido “e” a su dia grama). Si ayuda a que entendáis la posición, este tratamiento se puede considerar una buena idea. Si no, no.
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CON JUGADAS 67
113
ra justificar la “corrección” de este diagrama. De hecho, funciona ade
5 cuadamente en la posición de Ebersz (esto es, Rd1 contra Rd5, juegan las blancas), ya que las
5 blancas son capaces de maniobrar
1 en la zona de seis casillas, sin utili
� 4 zar la vertical h, o tan sólo para
interrumpir posibles ataques.
FP. # 705
� 11
6 9
7 8 10
a) Diagrama: l. Rel, Rc5;
2. Re2, Rc6; 3. Rfi, Rc7; 4. Rgl, Rc6 (si 4. …, Rd6; 5. Rf2; o 4. …, Rd8; 5. Rf2, interrumpiendo el jue go de las negras -también 5. Rh2-;
a) Rd1 contra Rd5 +1 b) Rh 1 contra Rd7 1=
Ebersz construyó un sistema de letras bastante caótico para expli car esta posición -yo particular mente no entiendo cómo e2 y g3 pueden denominarse ambas con la misma letra, que es lo que se dedu ce de FP # 705, de modo que he cambiado e2 y c5 a “12”.
114
5. …, Rd7; 6. Rg2, como en la línea
de juego principal); 5. Rh2! (un ro
deo); 5• •••, Rd7; 6. Rg2!, Re7 (si
6. …, Rd6; 7. Rf2; o si 6. …, R cual quier otro movimiento; entonces o bien 7. Rg3 y 10. Rh6, o 7. Rf2 y 9.
Rd4); 7. Rg3, Rf7; 8. Rf2! y ganan. b) Rh1 contra Rd7, juegan las
negras. Por supuesto, el diagrama
no es en verdad “incorrecto” -sim plemente no muestra todas las con jugaciones-. En particular, no de muestra por qué en esta posición el único movimiento con el que se consiguen tablas es l. …, Rc8!
10 9 8
5 6 7
4
115
b
b
4 5
8
FP # 706
a) Diagrama 9
b) Rh 1 contra Rd7; negras juegan
Averbakh y Maizelis emplean un argumento bastante confuso pa-
10 “Representación de diez casi llas”
68 PREPARACIÓN DE FINALES
De hecho, esta posicion real mente es un “sistema de gran ta maño”, y las conjugaciones son las que descubrió Ebersz. Personal mente, creo que éste es más o me nos el mejor modo de exponer to da la información correspondiente, aunque quizá se podría reorganizar la asignación de números.
116 6 5 4
e
8 e
1 3 5
8 7 6
“Un rescate de ocho casillas”
Para terminar, también es posi ble hacer encajar el diagrama 113 en el esquema de los Finales de peón, ¡utilizando un sistema de ocho casillas! Como he reiterado en varias ocasiones, se trata tan só lo de una cuestión de gustos.
ALGUNAS BREVES CO NCLUSIONES
Tras estas relativamente gigan tescas posiciones daré por termina da mi exposición sobre las casillas conjugadas en los finales de peón, aunque, por supuesto, el tema sur girá alguna que otra vez en este li bro -por ejemplo, está implícito en el tratamiento del diagrama 215.
He anticipado mi conclusión tanto en la introducción como en las parrafadas que la siguen, de modo que simplemente resumiré aquí de modo breve mi actitud an te el tema: el “método de las casi llas conjugadas” es muy útil al en frentarse a ciertos finales de peón (posiciones de maniobra), y en al gunos casos puede ser práctica mente indispensable. Pero lo im portante es descubrir lp que está sucediendo realmente, no hacer encajar los ·hechos en un sistema predeterminado.
CASILLAS CO NJUGADAS EN OTROS CONTEXTOS
La teoría de las casillas conju gadas también se puede emplear en otros finales. Voy a considerar aquí algunos ejemplos variados.
Ver el diagrama 117.
Esta posición es, quizás, un tan to frívola, ¡pero ciertamente de pende de las casillas conjugadas!
117
8
FA c C # 323 =1
F. Bondarenko, 1946
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS 69
Las negras ganarán si su caballo
puede alcanzar una de las siguien
tes once casillas: h2, gl , el, d2, e3, d4, e5, d6, e7, g7 o g5 . En Finales
de alfil contra caballo Averbakh deriva toda una serie de conjuga
ciones basadas en lo siguiente:
Caballo Alfil
c2 f2 d3 , b3 c3
e4, c4, f7 f4. c6, eq f6
d5, b5 c5
e8, d8, a5 , c5 eS
b4, c7 d4
a7 d4,e7 c3 d6, e3
Podríamos, si quisiésemos, ex poner esta información en dos dia gramas -118 a) y b)-, pero no estoy muy seguro de que esto fuera me jor que una lista.
118
(bJ
Las casillas conjugadas para el alfil blanco
Por supuesto, los números se pueden redistribuir si así se desea. No he señalado todas las conjuga ciones posibles, ya que quiero mantener el diagrama razonable mente despej ado (p.e., Cf2 contra Af2) .
De los dos primeros elementos de la lista se deduce que las blancas deben comenzar con 1 Ae1! -de ben ser capaces de alcanzar Cb3
118
(a}
7.9
6 6
7 X 3 X
con Ac3 y Cc2 con Af2-, pero esto no significa que las blancas puedan
hacer tablas. ¿Quizá las negras puedan romper .la conjugación de
alguna forma? De hecho no es así;
por ejemplo, (1 . Ael !), Cc2; 2. Af2, Ca3; 3. Ae3, Cc4; 4. Af4, Ca5;
5. Ae5, Cc6; 6. Af6, Ca7; 7. Ae7
(7. Ad4); 7• •••, Cb5; 8. Ac5, Cc7;
9. Ad4, Cd5; 10. Ac5, Cc3; 11. Ad6
(11. Ae3); 11• •••, Ce4; 12. Af4, Cc5;
13. Ae5, Cb3; 14. Ac3, etc.
En esta posición el alfil se de
Las negras ganan si su caba llo alcanza cualquiera de las casillas marcadas con X, o gS.
muestra incapaz de dominar al ca
ballo. Las negras deben defender a los peones de e6 y h7, y también
70 PREPARACIÓN DE FINALES
119
B
W. Adamson, 1923 +1
salvo a e2, ya que entonces se fuer
za Ad3 (para cubrir Cd4, Cf4), y entonces con Cc3 se consigue la
victoria. Podemos ahora retroce
der a l. Cf4, Af5; 2. Ce2!, etc., y hacer de esto nuestro objetivo des
de la posición del diagrama: l. Ca3, Ac6; 2. Cb1, Ae4; 3. Cc3, Ad3 ;
4. Ca4, Ae4; 5. Cc5, Ad5 ; 6. Cd3,
Ae4; 7. Cf4, Af5; 8. Ce2!, Ad3 ;
9. Cc3, Afl ; 10. Ce4, etc.
Ver el diagrama 120.
En contraste con los ejemplos anteriores, esta posición se dio en
un juego real. Las blancas tan sólo tienen que perder un movimiento
evitar Cb5 o Cg6. Podemos hacer una tabla con las casillas conjuga das:
Caballo • Alfil c5 d5
d4 c4 f4, g5 f5
d3 e4 c3, e2 d3
e4 ¡Ninguna!
Por supuesto, las posiciones en las que el alfil ataca al caballo no son zugzwang, es decir, Cd3 contra Ae4, Ce2 contra Ad3, mientras que el resto sí lo son . En cualquier caso, sin embargo, el alfil debe per manecer en la casilla apropiada, o en caso contrario si mueven las blancas ganarán inmediatamente.
Si el caballo puede alcanzar con seguridad e4, las blancas deben ga
nar, ya que el alfil no puede cubrir
al mismo tiempo Cc5 y Cg5 desde ninguna otra casilla excepto e4
-Ad5, Af5 respectivamente-. Esto también es suficiente para llegar a
para ganar de forma inmediata. Pero esto es extremadamente di
fícil.
120
B
FA c C # 3 17
Averbakh encontró un modo de conseguirlo en un magnífico ejemplo de análisis.
Después de 1 Rf3! las negras deben mover a su rey -si se mueve el alfil entonces Cxc6–. Es fácil ver que f5 y g7 no son adecuados. Si l. … , Rf5 ; 2. Cfl y 3. Rd6, o si l. … ,
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS 7l
Rg7; 2. Rg3, Rf6; 3. Rf4, etc. La
variación difícil es, sin embargo,
l. … , Re6; tras la que las blancas deben continuar 2. Cd3 ! (amena
zando 3. Cf4+); 2. …, Rf6 (si 2. …, Re7; entonces 3. Rf4, Rf6; 4. Ce5);
3. Re3 ! (zugzwang); 3. …, Rf5 (si
3. …, Af5; entonces 4. Re5 , Ac8;
5. Rf4; o 3. …, R otro movimiento;
4. Rf4, Rf6; 5. Ce5); 4. Cf4!, Rg4;
5. Cg6, Rg3 (el mejor); 6. Ce7, Ad7;
7. Rg8 !, Rxh4; 8. Cf6, Ag4; 9. Rf4, Rh3 ; 10. Cxh5, Axh5; 11. Re5 , Rg4;
12. Rd6, Rf5; 13. Rc7 y ganan.
Así, tras l.’ Rf3 el único movi
miento posible de las negras es
l• ••• , Re7. De hecho, e7 se conjuga
FA # 28 1;
Y. A verbakh, 1954
121
8
con f3, ya que si mueven las negras estarían en zugzwang con Rf3 con
tra Re7. De modo similar, e6 se conj uga con e3 y g3. Con Rg3 con
tra Re6, si l. … , Re7; 2. Rf3 , o l. … , Rf6; 2. Rf4, o l. … , Rf5; 2. Rf3 !
(2. Ct7 !?, Re4!); 2. …, Re6; 3. Cd3 ! En realidad, Re3 contra Re6 es un
poco más favorable para las blan
cas, ya que si l. …, Rf5; 2. Ct7 !
ganan rápidamente: 2. …, Rg4;
3. Cd6, Rxh4; 4. Rf2!, etc. Se sigue de esto que f6 también se conjuga
con e2, f3 y g2, ya que desde cual
quiera de estas casillas las blancas se pueden mover a f3 y por lo me nos a una entre g3 y e3.
Podemos resumir esta informa
ción en una tabla:
Rey blanco Rey negro
e2, g2, f4, f2 f6 f3 e7
g3, e3 e6
También se podría haber utili
zado un diagrama.
Las blancas ganan, entonces,
retirándose a su segunda horizon
tal para alcanzar la coordinación, p.e. l. Rf3, Re7; 2. Rf2, Rf6; 3.
Re2 !, o l. Re3, Re6; 2. Re2, Rf6; 3. Rf2. Hay varias soluciones “distin
tas”.
En esta posición las blancas de nuevo sólo tienen que perder un
movimiento para ganar.
Es posible hacerlo, ya que exis
te una diagonal en la que su alfil tiene la posibilidad de utilizar tres
casillas, mientras que las negras en
su diagonal correspondiente están limitadas a dos. l. Ae2, Ag6! (1. .. . ,
Ae8 pierde inmediatamente ante 2.
Ad3, Ag6 -o 2. … , Ad7; 3. Ac2!, Ae6; 4. Adl, etc-; 3. Ac2, Ah7; 4. Ab3, Ag8; 5. Ad 1, Af7; 6. Af3); 2. Ad3, Ah7; 3. Abl! (“perdiendo un movimiento” o “ganando la coor dinación”); 3• •••, Ag6; 4. Ac2, Ah7;
5. Ab3, Ag8; 6. Adl, At7; 7. Af3, y ganan.
Se pueden representar las coor
denadas de esta posición en otro diagrama:
72 PREPARACIÓN DE FINALES
122
Las blancas pierden porque no
jaque continuo o mate ahogado.
De modo que las blancas deben in
corporar a su rey al juego.
Parece que l. Rb2 debiera ga nar con facilidad. Sin embargo, después de l. … , Th3; 2. Rc2, Tg3;
3. Rd2, Th3; 4. Re2, Tg3; 5. Rf2, Th3 ¡las blancas se encuentran en
zugzwang !; 6. Rg2, Ta3; y si 7. Tb7, Ta5 !; 8. g6, Tg5+; ó si 7. Rh2
(7. Rf2, Th3 !); 7. … , Tb3; 8. Ta7,
Tb5 !; 9. h5, Th5+. Así, con Rf2 contra Th3 si las blancas mueven
sólo pueden conseguir tablas, aun
que si las negras mueven podrían
tienen ninguna casilla conj ugada con bl.
123
8
cfr. FT# 106 # 107
FAP# 186-188
G. M. Kasparian, 1946
+1=
Esta memorable posición fue publicada por G. Kasparian en
1946. La torre blanca está inmovili
zada en esta situación, p.e. si l. Ta7, Tg5; y las blancas deben repetir
con 2. Th7. Si la torre negra estu
viese en h3 entonces lh6? sería un error, ya que l. … , Tg3; 2. Tg7+, Rh8!; y las negras logran tablas por
perder fácilmente después de l. … ,
Ta3; 2. Tb7 !
Las blancas empiezan, por lo tanto, con l. Ral! ! (si l. Rbl ?,
Rb3+, etc; las negras esperan hasta que el rey blanco entre en la segun
da horizontal, y entonces eligen
entre g3 y h3 para su torre, o con
tra Rg2 o Rh2 j uegan, por ejemplo, Ta3); l• •••, Th3; 2. Rb2, Tg3;
3. Rc2, Th3; 4. Rd2, Tg3; 5. Re2, Th3; 6. Tf2, Ta3 (si 6. …, Rf8;
7. Tf7+, Rg8; 8. Tf5); 7. Tb7, Th3;
8. Tb5, Tg7; 9. Rg2, y las blancas ganan con bastante facilidad, p.e.
9. …, Th4; 10. Rg3, Thl (o 10. … ,
Ta4; 11. Th7+, Rg8; 12. h6, etc. );
11. Th7+, Rg8; 12. Rg4.
La mejor defensa de las negras después de l. Ra2 es “abandonar la coordinación” inmediatamente:
l• •••, Tc3; 2. Tb7 (no Rb2?, Th3 !=);
2• •••, Th3; 3. Tb5, Rg7. Esta posi ción supone una victoria para las blancas, pero con una considerable
dificultad: 4. Tg5 (evitando 4. . .. , Rh6; a causa de 5. g7, y 4. … , Tc3; a
causa de 5. h6+) ; 4• •••, Th4; 3. Rb3,
Thl; 6. Rc4, Tcl+; 7. Rd5, Tdl+; 8.
Re6, Tel+; 9. Rd6, Tdl+; 10. Rd5,
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS 73
Tal (o 10 . … , Te1; 11. Rd7, Rh6;
12. Rd8, amenazando 13. Td7); 11.
Re7, Ta6 (o 11. … , Te 1+; 12. Rd8!, Rh6; 13. Td7 !, Rxh5; 14. g7, Tg1;
15. Re8, etc); U. Td7, Tc6 (o 1 2. … ,
Tb6; 13. Rd8+, Rg8; 14. Rc7, Ta6;
15. Td6, y le sigue h6); 13. Rd8+, Rg8; 14. Te7, Rf8 (14. … , Td6+;
15. Rc7, Ta6; 16. Rd7, amenazando
Te6); 15. Rd7, Ta6; 16. Te6, Ta7+;
17. Rd6, Ta6+; 18. ReS, y ganan.
He tratado de resumir este de
sarrollo tanto como me ha sido po
sible, ya que no es directamente re
levante al tema que nos ocupa.
124
B
FD # 137 +1
Esta posición fue descubierta por el realizador de estudios y teó rico del final inglés John Roycroft (en realidad el rey blanco estaba en otra casilla distinta). 1. g8=D sería un error, ya que después de l. … , Dc6+; 2. Db5, Dc2+; 3. Ra5 (3. Dgb3, Dc4+ !; 4. Ra5, Dc7+;
5. Db6, Da7+ !); 3. … , Dc7+; 4. Db6, D3+; y si 5. Ra6, Dc4+, o si 5. Rb5,
Db3+. En cualquier caso, las ne
gras fuerzan un ahogado, un jaque continuo o ganan la dama.
El movimiento correcto es l. g8T! cuando desaparecen las po sibilidades del ahogado. Las negras son entonces capaces de conseguir una barrera de jaques, pero ésta se desvanecerá si el rey blanco es ca paz de llegar a hl. Es posible mos trar cómo se puede conseguir esto si utilizamos algunas casillas conju gadas.
¿Qué sucede si el rey llega a h2? Para evitar Rhl las negras deben hacer jaque en la vertical h; pero ¿en qué casilla? Si l. ._, Dh5+;
2. Rg3 !, o si l. …, Dh7+; 2. Rgl !, o
l. …, Dh6+; 2. Rg2, Dc6+; 3. Rg3 !, Dc3+; 4. Rh2, y ganan. De modo
que la única casilla adecuada es h4,
es decir, Rh2 se “conjuga” con
Dh4+. De modo similar, Rgl debe ser respondido con Del +, y enton
ces Rg2 requiere De4+.
¿Y qué hay de h3 ? Si 1. …, Dh6+; o l. … , Dh5+; entonces
2. Rg2 ganará; y si l. …, Dh7+; en
tonces 2. Rg3, Dd3+; 3. Dh2, etc. Sólo nos queda l. …, Dhl+; pero
entonces las blancas tienen la posi
bilidad de 2. Dh2, Df3+ (ó 2. … , Dfl ; 3. Dg2, Df5+; 4. Rh2, Dh5+; 5.
Rgl, Dc5+; 6. Df2) ; 3. Tg3 , Dh5+;
4. Rg2, Dd5+; 5. Tf3, Dd2+; 6. Rh l.
De modo que las negras no pueden combatir con éxito contra
Rh3, y para las blancas es también suficiente que su rey llegue a fl .
Pero entonces, en última instancia
Rg2 también ganaría de modo cla ro. Queda todavía por ver si las ne gras pueden mantener al rey blan
co alejado del flanco de rey. Esta bastante claro que esto es imposi
ble. Por ejemplo (del diagrama 124
después de l. g8=T!); l. … , Dc2+;
2. Rb4, De4+; 3. Rc5, Df5+; 4. Rd4,
74 PREPARACIÓN DE FINALES
Df2+; 5. Re4, De2+ ; 6. Rf4, Dfl +;
7. Rg3, Del +; 8. Rh3, y ganan.
No es sorprendente que para cualquier posición inicial del rey blanco y la dama negra en el dia
grama 124 (aparte del infortunado
Rh8 contra Dh6!) las negras serán incapaces de limitar completamen
te los movimientos del rey blanco.
Pero para demostrar que las blan
cas ganaban necesitábamos encon trar un lugar en el que su rey pu diese esconderse, y un modo preci
so de llegar hasta allí.
125
B
A. A. Troitsky
Magyar Sakkvilag, 1931
Blancas juegan y ganan
En los ejemplos finales de este largo capítulo voy a retomar a la frivolidad (¡no sin un cierto grado de alivio !).
Si las negras mueven perderían rápidamente después de l. … , Ra4;
2. Ta8, a5 ; 3. Th8, o l. … , Ra6;
2. Rb4, o l. … , a6; 2. Ta8. Las blan
cas no pueden perder un movi
miento con su torre, ya que des
pués de l. Tf8, Ra6 las negras ame
nazan con 2. …. Rb7. Las blancas
deben, por lo tanto, maniobrar con
su rey. En este caso no se puede recurrir a ningún triángulo, debido
al problema de los jaques del alfil.
Existe, no obstante, un recorrido mucho más largo.
Las blancas ganan j ugando Rc2-dl-el -f2-g3-f4-e5-d4-c3, mien tras que las negras se arrastran por
Ra6-a5-a6, etc. Las blancas tam
bién pueden revertir su recorrido y jugar Rd4-e5 . … , c2-c3.
Como el mismo Troitsky seña
la, esta posición es “algo entre un estudio y un problema”. No es ma
te en un número determinado de
movimientos, pero tampoco es de la misma clase que la mayoría de
los estudios “naturales” que hemos
visto hasta el momento. Durante muchos años los estudiosos de pro blemas han empleado mucho tiem po e ingenio en el diseño de pro blemas muy largos, de muchos mo vimientos, en los que una manio bra sistemática se utiliza repetida mente para perder un movimiento.
126
B
W. Jorgennsen
Premio especial, Die Schwalbe, 19 76
Mate en 200
LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS 75
John Nunn me indicó la existencia
de un artículo de sir 1eremy Morse en el número de noviembre de
1979 de The Problemist, en el que
se cita lo que efectivamente es el
“mate directo desde una posición legal y con una fuerza ortodoxa”
con el sentido más largo que se co
noce.
Este problema se puede alargar un par de movimientos añadiendo
algo de juego preliminar, pero aun
así es la estructura (o “matriz”)
con sentido más larga de las cono
cidas. La solución es ésta (abrevia
da, como era de esperar): l. De6+, Tf5; 2. Ah2, Rf3 (otros movimien tos acelerarían el mate); 3. De3+ (no 3. Dxf5, Rg2!); 3. …, Rg2;
4. Dgl+, Rf3; 5. Dfl+, Rg4 (no 5. … , Re4; 6. Dd3, mate); 6. De2+, Tf3;
7. De6+, Tf5; 8. Rb2 (no 8. Ra4, Rf3+; ni 8. c4, Rf3; lo que nos lle
varía a 12. De2+ , Tf3+) ; 8. …, Rf3;
14. Rcl, Rf3; 20. Rdl, a4 (no 20. … ,
Rf3; 21. De2+ mate, ni 20. … , c4;
21. Re 1, a4; 22. Rd1); 21. Rcl
(2 1. Re1 ?, a3 !); 21. …, Rf3; 27. Rd1, a5 (c4 se puede jugar aquí, y en posiciones similares hasta el movi
miento 136( !), pero no a3, que per
mitiría 65. Re 1 ); 28. Rc1, Rf3;
34. Rd1, a6 (aquí a3 es una alterna
tiva, así como c4) ; 35. Rc1, Rf3; 41. Rd1, a3; 42. Rc1, Rf3; 48. Rb1 (no
48. Rd 1, a2 !); 48. …, Rf3; 54. Ra2,
Rf3; 60. Rxa3, Rf3; 66. Rb2, Rf3;
72. Rc1, Rf3; 78. Rd1, a4; 85. Rdl, a5; 92. Rd1, a3; 111. Rxa3, Rf3;
129. Rd1, a4; 136. Rd1, c4 (no
136. … , a3; que permitiría 155. Rxa3, y mate en 171); 137. Rc1 (no
137. Dxc4+, Cf4!); 137. …, Rf3;
140. Dfl+, Rg4; 144. De6+, Tf5;
145. Rd1, c5; 146. Rc1 (no 146. c4,
a3 ; lo que conduciría a 165. Rxa3, y
169. De2+, Tf3+) ; 146. …, Rf3;
152. Rd1, c4; 153. Rc1, Rf3; 156. Dfl+, Rg4 (no 156 . … , Re4; lo que permitiría 161. c4, y más adelante
179. c7, a2; 180. Rb2, a1=D+;
181. Rxa 1, Rf3; 187. c8D, haciendo mate en 190); 159. Rd1 (no
159. Rd2, conduciendo a 168. Dfl +, Re4; y 173. Rxa4, Rf3+) ; 159. …,
a3; 160. Rc1, Rf3; 166. Rb1, Rf3;
169. Dfl+, Re4 (lo más pronto que se puede jugar esta posición sin
acortar la solución, aunque se pue
de retrasar hasta el movimiento
193); 174. Ra2, Rf3; 180. Rxa3, Rf3;
198. Rdl, C mueve; 199. Cb6+, y
200. De2 mate.
Quizá lo más sorprendente de este problema es que todos los mo vimientos de las blancas son úni
cos. ¡Tienen que seguir exactamen
te el recorrido del rey durante todo el tiempo! Soy consciente de que la
solución al diagrama 126 es larga y complicada, y que tiene poco que
ver con el juego del ajedrez real. Es, sin embargo, un ejemplo inte
resante de maniobras sistemáticas en un contexto ligeramente distin
to. Por cierto, espero que al incluir
este ejemplo y el siguiente bajo la denominación de “frívolos” no
ofenda a muchos estudiosos de
problemas. Desde mi punto de vis ta como jugador de ajedrez, y espe cialmente en este libro acerca de los finales, son un tanto frívolos. Pero, por supuesto, la elaboración de ambos ha requerido muchas ho
ras de un gran esfuerzo intelectual.
Mi ej emplo final de casillas con
jugadas está tomado de un contexto que puede parecer todavía más ale
jado del juego normal del aj edrez.
76 PREPARACIÓN DE FINALES
Ver el diagrama 127.
Esto es un automate, es decir, las blancas tratan de forzar a las
negras para que se hagan mate a sí mismas. Puede parecer bastante
tonto, pero de hecho este proble
ma es un soberbio ejemplo de ma
niobrabilidad. Os recomiendo que hagáis acúmulo de entusiasmo e in
tentéis, por lo menos durante un rato, resolverlo antes de leer la so
lución. Recordad, las blancas tratan
de forzar a las negras para que se den mate a sí mismas, y las negras
se resisten tozudamente.
“Auto-mate en 9” G. Broecker,
London Chess Fortnightly, 1 892
Para resolver el diagrama 127 debemos considerar dónde debería de estar la torre blanca, ya que el número de casillas entre los alfiles en casillas blancas varía.
Sin ninguna casillaen medio: El caso obvio es Ac6 contra Ab7, en
donde la torre claramente debe es-
tar en h8. Con Ad5 contra Ac6,
por ejemplo, las blancas juegan
l. Th8 !, Ab7; 2. Ac6!, Axc6; mate.
Con una casilla en medio: Con
siderar Ad5 contra Ab7. Si la torre ahora se desplaza a h8 las negras
tendrían l. … , Ac6! Si se desplaza a
d8, e8, f8 o g8, entonces l. …, Axd5 sería mate. Por lo tanto, la torre
debe jugar a c8.
De modo similar se resuelve:
Dos casillas en medio: Utilizan
do Ae4 contra Ab7 como ejemplo, la torre tiene que ir a d8. Si ahora
l. … , Ad5 ; entonces 2. Th8 !; o si
l. … , Ac6; entonces 2. Tc8 !, Ad5;
3. Th8 !
Tres casillas en medio: La torre debe jugar a e8.
Cuatro casillas enmedio: La to
rre debe j ugar a f8.
Por lo tanto, la solución es: l. Tf8!! Una variación es l. … , Ac6;
2. Te8, Ad5; 3. Td8, Ae4; 4. Tc8,
Af3; 5. Th8 !, Ae4; 6. Af3, Ad5 ;
7. Ae4, Ac6; 8. Ad5, Ab7; 9. Ac6, Axc6; mate. O las negras se pue
den defender también, y durante el
mismo tiempo, con, por ejemplo,
l. … , Ac6; 2. Te8, Ab7; 3. Af3, Ac6;
4. Td8, Ab7; 5. Ae4, Ac6; 6. Tc8, Ab7; 7. Ab5 , Ac6; 8. Th8, Ab7;
9. Ac6, Axc6; mate.
De acuerdo; el diagrama 127 está muy lejos de lo que es el juego
real del ajedrez, y es, quizás, un
tanto misterioso. Pero creo que es muy bello. Con este ejemplo algo
esotérico terminamos nuestra ex
posición de las casillas conjugadas, y pasamos al dominio más sólido
del “B alance de material “.
SECCIÓN 111
BALAN CE DE MATE RIAL
Una mota decantará la balanza;
sea Pyramus, sea Thisbe, será lo mejor.
El sueño de una noche de verano, William Shakespeare
Los peones son mucho más pesados que una mota.
INTRODUCCIÓN
En esta sección exami naremos algunos problemas asociados al balance de material. Los primeros dos capítulos tratan de las condi ciones b ajo las cuales la ventaja de un peón extra se puede transfor mar en una victori a. Obviame nte, es prácticamente imposible ser aquí exhaustivo. Sin embargo, he examinado con detalle dos temas específicos. El capítulo 5 se refiere a “Un peón extra pasado lateral “, y el capítulo 6 a posiciones en las que todos los peones están en una misma ala del tablero.
En el capítulo 7 nos centraremos en “El intercambio”. ¿Hasta qué
punto es mejor una torre que una pieza menor? Es muy difícil gene ralizar cuando los factores referentes a la posición son tan im portantes. Éste es un tema difícil e interesante.
Para acabar, en el capítulo 8 se dan algunos ejemplos de finales sin peones. He incluido este capítulo más por su valor como entreteni miento que como parte de un gran esquema teórico. De todas formas, es interesante saber, por ej emplo, que mientras que una torre debe ser capaz de hacer tablas frente a una torre y un caballo, con la adici ón de un par de alfiles la defensa se torna extremadamente difícil.
78 PREPARACIÓN DE FINALES
5. Un peó n extra pasado lateral
Un peón extra pasado lateral casi siempre es definitivo en los fi nales de peón y rey. En los finales con piezas menores también suele ser una ventaja suficiente (excepto con alfiles opuestos). Sin embargo, en finales con torre la posición de las torres respectivas es especial mente importante -las torres de ben estar por detrás del peón pasa do-. Y en los finales con dama se pueden presentar problemas, debi do al peligro de un jaque continuo.
128
S
Averbakh; FP # 771
Averbakh analizó una serie de finales con esta configuración de peones. En los finales de rey y peón el peón extra gana con mucha facilidad. Por ej emplo, l. Rfl, Re7;
2. Re2, Rd6; 3. b4, (o 3. Rd3, ReS;
4. Rc3, etc. ); 3. .•. , Rd5; 4. Rd3, f5;
5. f4, g6; 6. g3, a6; 7. a4, Rc6 (las
negras están en zugzwang y deben
dejar paso) ; 8. Rd4, Rd6; 9. b5, ab;
10. ab, Rc7; 11. ReS, Rb6; 12. Rf6,
etc.
Las blancas primero centrali
zan su rey y luego convierten su peón extra del flanco de dama en
un peón extra pasado lateral. Esto mantiene ocupado al rey negro, y
las blancas pueden masacrar el
abandonado flanco de rey, obte niendo con ello varios peones de ventaja.
El desarrollo de esta victoria es extremadamente sencillo. Como
veremos más adelante, el diagrama
128 también sería una victoria si añadimos un par de piezas meno
res (excepto alfiles opuestos); pero en este caso las blancas tendrían
que haber trabajado un poco más para llevar a cabo su plan.
Sin embargo, existen posiciones excepcionales en las que un peón
extra pasado lateral no supone la
victoria, incluso en los finales de rey y peón.
Ver el diagrama 129.
Si los peones bloqueados estu
viesen en la vertical b las blancas ganarían con mucha facilidad, por
ejemplo con (b4 contra bS) l. ReS, Rg6; 2. RdS, y 4. RxbS, etc. Pero
con peones de torre, como en el
diagrama, la posición es tablas: l. ReS (o l. g6+, Rg7; 2. RgS, Rg8; etc) ; l. . .. , Rg6; 2. RdS, RxgS;
3. RxcS, Rf6; 4. RbS, Re7; S. RxaS,
Rd8; 6. Rb6, Rc8=.
UN PEÓN EXTRA PASADO LATERAL 79
129
gras: l. … , Re7; 2. ReS, Re6; 3. RbS, RxeS; 4. RxaS, Rd6; S. Rb6.
Si en el diagrama 129 los peo nes bloqueados se avanzan una horizontal las blancas ganan: (PaS
contra Pa6, el resto como en el dia
grama) l. ReS , Rg6; … ; S. Rxa6, y
6. Rb7. Pero si los peones a se re
trasan, el peón pasado de las blan cas también se tiene que retrasar para que ganen las blancas.
130
a) FP # 26 1-9
b) a4 contra aS -+ b4 contra bS
e) Rf3, Pg3 contra RfS
d) RdS, PeS contra Re 7
e) a4 contra aS -+ aS contra a6
Sin embargo, si el peón g blan
co no estuviese tan avanzado, ga
narían. Por ejemplo, con Rf3, Pg3, Pa4 contra RfS, PaS, las blancas
pueden jugar l. Re3, Rg4; 2. Rd4,
Rxg3; 3. ReS, Rf4; 4. RbS, ReS; S. RxaS, Rd6; 6. Rb6, y ganan.
En este ejemplo, resulta que si
el peón blanco no ha cruzado la línea y tiene el rey blanco por de
trás, y el rey negro en oposición,
las blancas ganan, mientras que si ha cruzado la línea son tablas. Otro
ejemplo es RdS, PeS, Pa4 contra
Rd7, PaS: l. ReS, Re6; 2. RbS, RxeS; 3. RxaS, Rd6; 4. Rb6, etc.
En cualquiera de estas posicio
nes no importa quién tenga que mover, ya que tanto el rey blanco
como el negro siguen necesitando
el mismo número de movimientos para capturar a sus respectivos peo
nes (aunque, por supuesto, Rf6 y
Pg6 contra Rf8 sería una victoria si las negras juegan). Por ejemplo,
utilizando de nuevo la posición
RdS y PeS, pero moviendo las ne-
“Zonas de victoria para los peones de tone “
El diagrama 130 muestra las zo nas de victoria para los peones blancos de torre en la segunda y tercera horizontales. Por ejemplo, Rf2, Pg2, Pa3 contra Rf4, Pa4 es una victoria · para las blancas tras
l. Re2, Rg3; 2. Rd3, Rxg2; 3. Rc4, Rf3; 4. Rb4, Re4; 5. Rxa4, Rd5;
6. Rb5, etc., pero con Rf3, Pg3, Pa3 contra RfS, Pa4 la posición es tablas: l. Re3, Rg4; 2. Rd4, Rxg3;
3. Rc4, Rf4; 4. Rb4, ReS; 5. Rxa4, Rd6; 6. Rb5, Rc7=.
Ver el diagrama 131.
El tipo de ventajas en los fina
les de caballo y peón es muy simi
lar al de los finales de rey y peón, es decir, un peón pasado lateral es
80 PREPARACIÓN DE FINALES
habitualmente una gran ventaja. Sin embargo, la conversión de esta
ventaja de un peón en una victoria es más difícil, ya que los caballos
pueden revolotear por la zona dan
do lugar a una gran confusión.
131
B
En los diagramas 128 y 131 una
vez que el rey negro se logra des viar al flanco de dama, el flanco de rey de las negras se desintegra. És
te no es el caso en el diagrama 132, también de Averbakh. Estas tres
posiciones aparecen en su Finales de ajedrez: conocimiento esencial,
pero aunque no sean nuevos son
igualmente de gran utilidad para demostrar nuestro principio: “un
peón extra pasado lateral debe ga
nar habitualmente en los finales de rey y peón o de una pieza menor
(excluyendo a los alfiles opuestos) ,
a menos que exista una buena ra
zón que lo impida”.
FC # 1 72
l. RO., Re7; 2. Re2, Rd6; 3. Rd3, ReS; 4. Cc2, CdS; S. g3! (las blancas deben evitar Cf4) ; S• •••, aS; 6. b3,
fS; 7. a3, g6; 8. b4+!, ab; 9. ab+, Rd6
(si 9. … , Cxb4; 10. Cxb4, Rxb4;
11. Rd4, y el final de peón es gana
do de forma trivial por las blancas)
10. Rd4, Cc7; 11. f4, CbS+; 12. Rc4, Cc7 (no 12. . .. , Rc6; 13. Cd4+);
13. Ce3! (esto es mucho más sim
ple que 13. bS, CxbS !; 14. CxbS, RdS; después de lo cual las blancas
FA # 243; cfr. FAB # 183
132
B
deberían ganar, pero deben jugar
muy bien para lograrlo); 13. •••, Rc6; 14. Rd4, Rd6; lS. Cc4+, Rc6
(o 1S. . .. , Re6; 16. CeS, Rd6;
17. Ct7+, Re7; 18. CgS, h6; 19. Cf3, amenazando Ch4-; 19 . … , Rf6; 20.
ReS, y el peón b coronará, o por lo menos tomará el caballo); 16. ReS, RbS; 17. Ce3, Ca6 (17. … , Rxb4; 18.
CdS+ !); 18. CdS, Rc4; 19. Cf6, hS;
20. CdS, Cb8; 21. Ce7, y el flanco de rey de las negras se desmorona.
Si las blancas mueven, pueden ocupar una excelente posición con
su rey: l. Rfi, Rf8; 2. Re2, ReS;
3. Rd3, Rd7; 4. Rc4! Si hubiesen movido las negras en el diagrama
132, podrían haber evitado esto
con l. … , Rf8; y 4. … , RdS. La posi ción sería igual una victoria para las blancas (presumiblemente), pe
ro la ventaja posicional del rey ha
ría más difícil la victoria, ya que, con los alfiles actuando, las blancas
UN PEÓN EXTRA PASADO LATERAL 81
no pueden situar a las negras en
zugzwang simplemente haciéndo
las moverse: un movimiento del al
fil podría no debilitar su posición en absoluto. 4. ••• , Rc6; 5. Ac3, g6;
6. b4, Ab6; 7. f3, Ac7; 8. a4, Ab6;
9. Ad4 (antes de presionar al peón b las blancas sitúan dos de sus pie
zas en casillas favorables); 9• •••, Ac7;
10. b5+, ab+; 11. ab+, Rb7 (11. … , Rd6 es peor: 12. Ac5+, Rd7; 13. b6,
Af4; 14. Rd5 , seguido de 15. Ad4 y
16. Ae5 ); 12. Rd5 (el rey blanco avanza hacia el flanco de rey, pero
las blancas todavía deben trabajar un poco más para poder introdu
a) Diagrama;
b) Blancas Ce3, negras Ae6
133
B
cirse); 12• ••• , Ab8 (no 12. … , Af4;
13. Ae5, y 14. Rd6, etc.; pero si aho
ra 13. Ae5, entonces 13. . .. , Aa7;
14. Rd6, Ab8+ !; y el rey debe reti rarse); 13. Af2! (esto es una prepa ración para limitar al alfil enemigo;
presumiblemente 13. b6 también se
ría un buen movimiento, pero éste es claramente el mejor) 13• •••, Ac7;
14. g3, h5; 15. h4 (no 15. f4?, h4 !) ;
15• ••., Ab8; 16. b6! (zugzwang) (las negras deben o debilitar su flanco
de rey o permitir Rc6, de modo que pierden inmediatamente).
Los alfiles son en general mejo
res que los caballos en posiciones en las que hay peones a ambos la
dos del tablero. En el diagrama 133,
a pesar de empezar con una posi
ción del rey ligeramente mejor, las negras pierden de forma muy sim
ple . Por ej emplo: l. ••., Rb5; 2. b3
(2. Rd3, f5 no es de utilidad para las blancas); 2• •••, Cc7; 3. a4+, Rc6;
4. Rc4, Cd5; 5. b4, Cc7; 6. Af4, Ae6;
7. b5+, ab+; 8. ab+, Rd7; 9. Rd5, Cd8; y las blancas pueden ganar alcanzando, p.e., Rb5, Ac7, Pb6 contra Rd7, Cb7 si las negras mue-
ven. Después de l. … , Rc8; 2. Rc6, Ca5+; 3. Rd6, las blancas utilizarán
su rey, tomando el flanco de rey en
unos pocos movimientos, ¡sea cual sea la situación en esta zona!
Pero si cambiamos el alfil blan
co por un caballo, y el caballo ne
gro por un alfil, entonces las blan
cas deben proceder con cierto cui
dado, ya que es difícil movilizar los peones del flanco de la dama, p.e.
l. b4+?, Rb5 ; 2. Cd 1, Ra4!; 3. Rb2,
Rb5 ! Sin embargo, las blancas de
ben ganar con l. a4, Ad7; 2. b3. No importa que las blancas pongan
temporalmente sus peones en casi
llas blancas, ya que pueden cam
biarlos fácilmente. Las negras de
ben evitar a5 , ya que entonces Cc4 sería una posición muy peligrosa;
pero muy bien pueden considerar
avanzar sus peones del flanco de rey en lugar de jugar pasivamente.
2. •••, Ac6!? (o 2. … , Ac8; 3. b4+, Rd6; 4. Rd4, Ad7; 5. Cc4, Rc7; 6. a5
y, controlando Rc6, el blanco gana;
sin embargo el negro puede probar
2. … , h5) 3. f4, Ae8; 4. b4+, Rd6;
5. a5, Ab5; 6. Rd4, Ae2; 7. Cc4+,
82 PREPARACIÓN DE FINALES
Rc6 (si 7 . … , Re6; entonces 8. ReS, RfS; 9. bS, ab; 10. Cd6+, Rg4; 11. a6, y las blancas ganan con algunos movimientos dilatorios) 8. CeS+, Rb5; 9. Cc3, f5; 10. Cd7, Ac4 (o
10 . …, Rc6; 11. Cf8, RdS; 12. Cxh7, Re4; 13. Cf8, etc); 11. Cf6, h6;
12. Cd7, y las blancas ganan con fa
cilidad después de 12. •••, ArT;
13. CeS, Ae8; 14. h4, Ra4 (14. …, hS;
1S. Rb3, zugzwang); 1S. Rc4, o
12• •••, g5; 13. CeS (amenazando
Cxa6); 13. …, AdS; 14. Cb3, Ae4;
1S. Cd4+, Ra4: tras el que una lí
nea de juego sencilla es 16. Rc4, gf;
17. gf, Ab1; 18. ReS, Ae4; 19. h4, hS (o 19. … , Ad3 ; 20. bS !); 20. Ce6,
Af3; 21. Cc7, Ae2; 22. bS !, etc.
Quizá la defensa negra se pue
da mejorar un poco en este ejem plo, pero claramente el plan de las blancas para forzar al rey negro a
retroceder, y después obligarlo a
elegir cuál de los dos flancos del tablero abandonar, debe suponerle
la victoria. Sin embargo, las blan
cas aquí tienen que amoldarse más al j uego de las negras que en los
otros ejemplos que hemos exami
nado anteriormente.
134
8
En el diagrama 134 hay alfiles de colores opuestos. Con esta com binación de piezas menores el de fensor (como es bien sabido) a me nudo tiene excelentes oportunida des para hacer tablas, incluso con una desventaja de uno o más peo nes. Esto es debido a que los alfiles muchas veces pueden defender un flanco completo de los ataques del rey y el alfil opuesto sin la ayuda de su propio rey. Además, el rey y el alfil pueden a veces bloquear a dos peones pasados, o en ocasiones incluso a más. Así, el diagrama 134 muestra prácticamente unas tablas seguras. Las negras pueden inten tar obtener una posición semejante a la del diagrama 13S .
135
8
El alfil negro defiende el flanco de rey
Averbakh; FA # 322
Las blancas ganarán con facili
dad si pueden consolidar un peón pasado en el flanco de rey, pero es to es imposible. Por ej emplo, l. h4, Ac4; 2. f3, Afi (las negras también podrían jugar el pasivo 2. … , Ab3;
3. RgS, AdS !=; pero no 3. … , Ae6??;
4. g4 !, y ganan); 3. g4 (o 3. g3, Ae2;
4. Rxf7, Axf3; S. Rxg6=) ; 3• •••,
UN PEÓN EXTRA PASADO LATERAL 83
Ae2!; 4. gh, gh; 5. f4, Ac4; 6. Rg5, Ae2=; o l. f4, Ad5; 2. g3, Ac4 (¿por qué no?); 3. f5, Ade3 !=. Las negras tienen una posibilidad asegurada de tablas incluso tras el bastante estúpido 3• •••, gf? !; 4. Rxf5, ya que pueden jugar 4. … , Ae6+ !; 5. Rg5, Ag4; tras el que las blancas pueden situarse en h3 sólo al precio de en terrar su rey en h4. Sin embargo, si las negras omiten 4. …, Ae6+ ! pare cen estar perdidas, p.e. 4• •••, Rc6?;
5. Rg5, Ae2; y nos situamos en el diagrama 136.
Esta posición es muy interesan
te. Las blancas pueden conseguir un peón pasado con g4 seguido de
h4, y con un juego apropiado pue
den entonces forzar la victoria.
136
-11 Rh4!-; 11. … , f5 ; 12. h6, f4;
13. Rg5 !, f3; 14. h7, las blancas pro
bablemente deberían ganar, pero el texto es mucho más sensato);
10• ••• , Ab5 (o 10. … , g2; 11. Rg5!, y
las blancas ganan fácilmente con h6, Rf6, Rg7, h7 etc., ya que con el
peón g en la séptima horizontal las
negras no pueden desviar al alfil blanco de la diagonal g1 -g6);
11. Rxg3, f6; 12. Rf4, Ag6; 13. h5, Ah7; 14. h6. A primera vista me parece que las negras tienen aquí un bloqueo inquebrantable. Pero, por supuesto; las blancas ganan con mucha facilidad moviendo su rey a a5 . Esto no lo rompe inme diatamente vía a6, pero protege el peón b y así amenaza Axf6. Des pués de que el peón f se mueve o es tomado, el rey blanco puede entrar vía e5 o g5 .
¿Qué pasa con las posiciones en las que las blancas tienen un peón extra en el flanco de dama y hay piezas mayores en juego? En este caso, la actividad de las piezas es de vital importancia.
137
8
Después de 5. … , Ae2
+1-
6. h3 ! (no 6. Rf6, Ac4; 7. h3 ?,
Afl !; 8. g4, h4 !; 9. Rxt7, Axh3; 10. g5 , Afl ; y las negras hacen tablas,
ya que fuerzan el intercambio de
su peón h por el peón b ); 6• ••• , Rb7
(o 6. … , Afl ; 7. g4, hg; 8. h4);
7. Ad4, Rc6; 8. g4, hg; 9. h4, g3;
10. Rf4! (si 10. h5 , f6+ -10. … , Ad1;
11. h6, Ac2; 12. Rf4!, etc.-; 11. Rg6
a) FT# 238;
b) Intercambio de to”es
e) TbB, Pb5 contra Tb2
84 PREPARACIÓN DE FINALES
a) En el diagrama 137 la torre
blanca es extraordinariamente pa siva. La partida debería ser tablas, ya que si las blancas avanzan el
peón a hasta la séptima horizontal no pueden progresar más -Rb6
siempre se puede conseguir ha
ciendo un jaque por detrás; y si si gue en a6, mientras el rey blanco va a apoyarlo la torre negra puede
zamparse la mayor parte del flanco de rey-. Por ejemplo, l. a6, h5;
2. Rf3, Rf6; 3. Re4, Re6 (o 3. . .. , Txf2) ; 4. Rd4, Rf5; 5. ReS, Rg4;
6. Rb6, Tb2+; 7. Ra7, Txf2; 8. TeS, Rxg3; 9. Tc4, Tb2; y las negras es tán bien situadas.
Andersson-Christiansen
Hastings, 19 78- 19 79
138
B
b) Pero si las torres estuviesen intercambiadas, es decir, la torre
negra en a8 y la blanca en a2, la
posición sería una victoria para las blancas (ver el diagrama 8S). El hermoso final de Andersson-Chris
tiansen, en el diagrama 138, ilustra el modo de ganar en una posición
mucho más favorable para la de
fensa.
e) Si las piezas en la vertical a se desplazasen a la b, las blancas ten
drían alguna oportunidad de victo
ria. Tienen cierta ventaja al tener el peón un poco más cerca de su
rey. Por ej emplo, l. b6, Rf6; 2. Rf3,
Re6; 3. Re3, Rd6?! (quizá 3. … , hS !? ); 4. Tb7!, Re6; 5. f4!, y las
blancas tienen realmente una
oportunidad, ya que si 5. …, Tb3+;
entonces 6. Rd4, Txg3; 7. Rc4!, Tgl
(7. … , Tg4? !; 8. Txt7 !? , Rxt7; 9. b7, Txf4+; 10. ReS, y quizás las negras
pueden construir una fortaleza
después de 10. … , Txh4, aunque no lo creo factible); 8. Ta7!, y las ne
gras están en cierta medida en peli
gro, ya que el peón blanco se está
haciendo peligroso, y las negras
tan sólo han tomado hasta el mo
mento un peón del flanco de rey.
En el diagrama 138 la torre blanca está bien situada, defen
diendo el peón desde el costado, y su rey es bastante activo. Anders
son ganó rápidamente: l. bS, hS;
2. Re3 !, Tb2; 3. Rd4, Txg2; 4. b6, Tb2; S. ReS, Tc2+; 6. RbS , Txh2;
7. Td4, Te3; 8. b7, Te8 !; 9. Tc4,
Rg7; 10. Tc8, Te1; 11. b8=D, Th1+;
12. Rc4. Las negras han consegui
do evitar que las blancas crearan a una nueva dama permanente, pero
de hecho se rindieron aquí. Con el
rey pasivo y los peones negros prácticamente intactos, la posición está completamente perdida.
Para completar el ciclo damos ahora dos finales con damas.
En el diagrama 139 a) si las blancas mueven ganan enseguida
con l. Db7!, seguido de la corona
ción del peón, por ejemplo l. .. . , h5; 2. a6, h4; 3. a7, y la posibilidad de las negras de contraatacar es
mínima -3 . … , Dg4; 4. h3 !, gana
85
139
B
Con el peón f en f3, sin embar
go, la posición son unas tablas in
mediatas si mueven las negras:
l. …, Dd2+; y 2. … , Dxa5. Si mue ven las blancas l. Da2!, Da7; 2. a6 ! puede ganar, pero es muy difícil. Lo que es cierto es que si los peo nes blancos estuviesen bloqueados en la quinta horizontal, sus posibi lidades de victoria serían mínimas:
a) Diagrama b) f2 ….. f3
(pero no 4. a8=D? ?, h3+; S. R cual quier movimiento, Dd1; mate)-. Si las negras mueven, la posición es todavía más difícil, aunque las blancas todavía deberían ganar. Si l. . .. , DeS; las blancas deben j ugar
2. Db2+ !, Rg8; 3. Da1, para evitar f3. Después de 3 . … , Dc6+; 4. Rg1 !, Da6; S. DeS , hS; 6. h4, Rh7; 7. DdS, Rg7; 8. Dd4+, Rh7; 9. Db6, De2;
10. a6, el rey blanco está perfecta mente a salvo y el peón a debe coronar enseguida: 10. … , De4+ ;
11. Rh2, DfS; 12. a7, Df3. Si las negras mueven estarían en zugz
wang, pero incluso si las blancas
mueven la posición no es difícil. Pueden jugar Db2-a2, forzando
Da8 y entonces Rg1 y Da6-b6 con
tra prácticamente todos los movi
mientos. Con el rey blanco en g1 las negras no pueden prosperar ha ciendo jaques, y el peón a se podrá transformar con la nueva dama cubriendo g2.
140
B
Alekhine contra Reshevsky; Avro, 1938; FD # 218;
l. Da2, Rg8; 2. a4, Dc6; 3. aS, Da6!; y parece que en esta posición las blancas no pueden avanzar. Si
4. DdS, entonces 4. …, Rg7; S. Dd4+, Rg8; 6. Db6, De2+. Las
blancas decidieron intentar mejo
rar su configuración de peones: 4. g4, g5; 5. Rf2, Dd6; 6. Rfl, Da6+; 7.
Rg2, Rg7; 8. Db2+, Rg8; 9. Db8+, Rg7; 10. DeS+, Rg8; 11. Rf.Z, Da7+;
12. Re2, Da6+; 13. Rd2, Dc4 (las
negras deben bloquear el camino del rey blanco); 14. Df5, Dd4+; 15.
Re2, Db2+; 16. Rd3, Db3+; 17. Re2, Db2+ 112 – V2.
86 PREPARACIÓN DE FINALES
6. Un peón extra con todos los peones en un flanco
Habitualmente en el final es una ventaja que el peón extra esté “distante”, de modo que este capí tulo contiene muchas más tablas que el anterior. Voy a realizar el mismo tipo de ciclo que en el últi mo capítulo, empezando de nuevo con los finales de peón.
141
FP # 585; Maizelis, 1954
Un peón extra generalmente será suficiente para ganar en un final de rey y peón, incluso aunque todos los peones estén en el mismo lado del tablero. Sin embargo, exis ten algunas excepciones. En lugar de embarullamos con este tema tan complejo -que ya se trata con detalle en los Finales de peón- me limitaré a tres ej emplos (bastante difíciles).
A partir del diagrama 141, si las negras mueven perderán con cierta rapidez después de:
a) l. …, g6; 2. Re4! (no 2. h4? ?, g5+=); 2. … , Re6 (o 2. …, Rg5; 3. Rf3, Rh4; 4. Rf4, gana); 3. h4 !, Rf6;
4. Rd5 , etc.
b) l. …, Rg6; 2. h4, Rf6; 3. h5, Rt7 (3 . … , g6; 4. g5+ !); 4. Rf5, Rg8;
5. Rg6, Rh8; 6. h6, Rg8; 7. g5, etc.
Si las blancas mueven, la victo ria es algo más difícil, pero utili zando movimientos dilatorios cui dadosamente pueden ser capaces de situar a su rey en g6, tras lo cual los peones se pueden avanzar. l. Rf3! (no l. g5+?, Re6; 2. Re4, g6= ); l. …, Rg5 (si l. … , Re5 ; 2. h4 !, Rf6; 3. Re4, Re6; 4. h5, Rf6; 5. Rf4, etc. ; o l. … , Rg6; 2. h4, Rf6;
3. Re4 !); 2. Rg3, Rg6 (si 2. … , Rf6;
o 2. … , Rh6; entonces 3. Rf4!, o
2. … , g6; 3. h3, Rf6; 4. Rh4!, y ganan); 3. Rh4, Rh6; 4. g5+, Rg6;
5. Rg4, Rt7; 6. Rf5, Rg8; 7. Rg6, Rh8; y ahora las blancas pueden ganar con 8. h3 , Rg8; 9. h4, Rh8;
10. h5, Rg8; 11. h6, o con 8. h4, Rg8; 9. h5 , Rh8; 10. Rt7 (no
10. h6??, Rg8=); 10. … , Rh7; 11. g6+ (o 11. h6) ; 11. … , Rh8; 12. h6.
Ver el diagrama 142.
Ésta es una posición muy inte
resante de Maizelis. ¡ Aparente
mente es un zugzwang mutuo !
Si las blancas mueven:
a) l. f5+, gf+; 2. gf+, Rf6; 3. Rf4, Rt7; 4. Re5 , Re7; 5. f6+, Rt7;
6. Rf5 , Rf8 ! (pero no 6. … , Re8 ?; 7. Re6, Rf8; 8. h5, Re8; 9. t7+, Rf8;
UN PEÓN EXTRA CON TODOS LOS PEONES EN UN FLANCO 87
142
El diagrama 143 apenas puede ser tomado como un ejemplo típico
de transformar en victoria un peón extra -habitualmente es bastante
fácil-, pero en cualquier caso es
una pieza de análisis interesante.
143
N
cfr. FP # 21 8-222
10. Rf6, h6; 11. Rg6); 7. Re6, Re8;
8. hS, Rf8 ! (no 8. … , h6?; 9. ReS!, Re8; 10. Rf4, Rf8; 11. Re4, Re8;
12. ReS, y la triangulación gana);
9. n, h6=.
b) l. gS, Rd6; 2. fS, gf+; 3. RxfS, Re7; es tan sólo tablas, como en
esta variación 2. hS, Re6 !
e) l. hS, gh; 2. gS , h4; 3. fS+, Rd6; 4. Rf4, h3 ; S. Rg3, ReS; 6. f6, Re6; 7. Rxh3, h6 !=
d) l. Rd4, Rd6; 2. Rc4, Rc6; 2. Rc3, Rc7!; mantiene la oposición, pero no 3. … , ReS?; 4. Rd3 , RdS; S. Re3, y gana, ya que eS es inacce sible al rey negro.
Pero si las negras mueven las blancas apenas pueden ganar: l. …,
Rd6; 2. Rd4!, Re6; 3. ReS, Re7 (3 . … , hS ; 4. gh !, gh; S. Rd4, y ga nan); 4. RdS, Rf6; S. Rd6, Rt7;
6. ReS, Re7; 7. gS!, Rt7; 8. Rd6, Rf8; 9. Re6, ReS; 10. Rf6, Rf8;
11. hS! (en contraste con el caso e)
anterior, el rey negro está aquí en una situación más pasiva, y las
blancas ganan con un movimiento dilatorio); 11• ••• , gh; 12. ReS, h4;
13. Re4, Re7 (o 13 . … , Rf7; 14. fS !);
14. Rf3!, Re6; lS. Rg4, y ganan.
Tarjan-Larsen, Riga IZ, 19 79
En esta posición Larsen forzó el intercambio de torres con l. …, Th4. Desgraciadamente, el final de peón es tablas: 2. Txh4, gh; 3. Rf4, fS; 4. Re3 (las blancas también pueden jugar 4. ReS, RgS; S. h3 , Rg6; 6. Rd4!, Rf6; 7. RdS, tras lo que el rey negro no tiene posibili dad de actuar, por ejemplo 7. … , RgS; 8. ReS , Rg6; 9. Rd4!, Rf7;
10. ReS ! =); 4• •••, Rt7; S. Rf3, Re6;
6. Rf4, Rf6; 7. Re3, ReS. Esta posi ción siguen siendo tablas. Las ne gras pueden avanzar a su rey sólo
al precio de mover el peón f a f3. Las blancas deben entonces retirar
a su rey. Si el peón h está en h4, deben jugar Rel !, pero si está en
h3 no importa. 8. Rf3, f4; 9. Re2, Re4; 10. Rf2, f3; 11. Rel!, Re3;
12. Rfi!, f2; 13. h3, Rf3; ahogado.
Volviendo al diagrama 143, las negras habrían mantenido unas ex-
88 PREPARACIÓN DE FINALES
celentes perspectivas de victoria si hubiesen evitado l. … , Th4?; pero sospecho que la posición es, teóri camente, tablas, p.e. l. …, Rf5;
2. Tg3 (no 2. Th8?, Rg4; en donde
Tf3-h3 creará problemas más tar
de, y si 3. h4 !? , entonces 3 . … , Rg3 !
parece una victoria; 4. hg, fg; 5. Th1, Tf2!; y presumiblemente 4. h5, Th4
también es lo suficientemente bue
no) ; 2. …, Th4; 3. h3! Si 3. Tf3+, las negras pueden escoger entre 3 . … ,
Rg4! y 3 . … , Re5 !; 4. Tf2 (o 4. h3);
4. … , Te4+; tras lo que el rey blanco es obligado a ir a la vertical d.
4. Tg2 no tiene muy buen aspecto a la vista de 4. … , Te4+; 5. Rf3, Tf4+;
6. Re2, Rg6; en donde el rey alcan
za h4, o de 4. … , Th3+; 5. Re2!, Rf4; y las blancas deben evitar la tenta ción de 6. Tf2+, Rg4; 7. Txf6?
(7. Tg2+ !), que pierde después de
7. …, Txh2+; 8. Rfl , Rg3; 9. Rg l, Tg2+ !; 10. Rfl (o 10. Rh 1 Tf2 !);
10. … , Ta2. Sin embargo, ninguna de las dos líneas de juego es una
derrota clara. Volviendo a la línea de juego principal, 3• •••, Tf4; 4. Re2,
Rg6 (no existe otro camino para realizar algún progreso); 5. Tg4!!,
Tf5. El final de peón después de
5 . … , Txg4; 6. hg, son tablas. 6. … ,
Rf7 (6. … , f5; 7. gf+, Rxf5; 8. Rf3=);
7. Rf3 (o 7. Rd3); 7. … , Re7; 8. Re3 ! (en cuanto el rey alcanza la vertical
e las blancas deben tomar la oposi
ción); 8. … , Re6; 9. Re4=. Si ahora
5. … , Rf5; entonces las blancas pue
den repetir con 6. Tg3. La línea principal sigue 6. Ta4, Rh5; 7. Tb4 (con la torre blanca ejerciendo un
control firme de la cuarta horizon tal la posición son tablas -para in tentar realizar algún progreso las negras deben permitir al rey blan-
co cruzar la vertical f); 7. …, Ta5;
8. Rf2, Ta2+; 9. Rf3 (o 9. Rg3; pero no 9. Rgl?, f5; 10. Tc4, f4; 11. Tb4, Rh4; 12. Tb3, Te2; seguido de
13 . … , Te3); 9. …, f5; 10. Tc4, Ta3+;
11. Rg2, f4; 12. TeS! Esta posición es más o menos idéntica a una po
sición ya publicada:
144
B
Keres-Smyslov 17
Campeonato de la URSS, 1 949
FT# 163
La situación original del diagra ma 144, en la partida Keres-Smys lov del 17 Campeonato de la URSS, tenía los colores al revés (es decir, Smyslov tenía el peón extra). Smyslov hizo algunos intentos, pe ro al final se acordaron tablas des pués de l. Tc7+, Rf6! (no l. . . . , Rg8??; 2. Rh5, Tb6; 3. Te7!) ;
2. Tc6+ (o 2. Th7, Th1+; 3. Rg3, Tg1 +; 4. Rf3, Th1 != ); 2. …, Rg7;
3. Tg6+, Rh7; 4. Te6, Rg7; 5. Rg3, Tfl; 6. Te7+, Rf6; 7. Th7, Thl;
8. Rg2, Th4 (!); 9. Rf3, 1111; 10. 1118,
Rg7; 11. Td8, Tfl+; 12. Rg2, Tf4;
13. Td7+, Rf6; 14. Td6+, Rg7;
15. Rg3, 112 – 112.
Puesto que ya hemos tratado los finales de torre con el diagrama
UN PEÓN EXTRA CON TODOS LOS PEONES EN UN FLANCO 89
143, voy a invertir el orden del ca
pítulo previo y continúo con ellos.
Un peón extra en un final de to
rre con peones un sólo un flanco del tablero no suele ser una ventaja su
ficiente para ganar. Sin embargo, conseguir las tablas puede exigir
una lucha encarnizada, como hemos
visto en los diagramas 143 y 144.
145
B
146
N
Petrosian-Keres, Moscú, 1951
Levenfish-Cohn, Carlsbad, 191 1
FT#2 17
En el diagrama 145 las negras tan sólo han conseguido “3 contra
2”. Esto no es en general suficiente
para ganar, a menos que tengan al
guna otra ventaja. Las blancas se podían haber defendido pasiva mente, pero de hecho fueron capa ces de forzar unas tablas tácticas: l. Td4, g5; 2. Tg4, f6; 3. g3 !, hg; 4. h4, Tc3; 5. hg, f5; 6. Tf4=.
El final de torre de “4 contra 3 en el mismo flanco” es de una im
portancia teórica y práctica consi
derable. Este final ha surgido en distintas ocasiones (quizá docenas de ellas) en partidas importantes de torneos. Es posible hacer tablas con una buena defensa, pero las ne gras deben tener mucho cuidado.
En la posición del diagrama el
defensor se las apaña para llegar a h5, lo que, como veremos en el
próximo ej emplo, facilitará consi
derablemente la defensa. Keres ju
gó correctamente l• ••• , h5!; 2. Tc2, Rg7; 3. Rg2, Tb5; 4. Rf3, Rf6; 5. h4
(5. h3, y 6. g4, tan sólo simplificarí
an la posición); 5• •••, Tf5+; 6. Rg2, Ta5; 7. Rh3, Ta4; 8. Td2, ReS;
9. Tb2, Rf6; 10. TbS, Tal; 11. Rg2, Ta4; 12. Rf3, Ta3; 13. Rf4, Ta2;
14. f3, Te2; 15. e4 (las blancas final
mente deciden movilizar a sus peo
nes, pero esto no le supone mayo
res problemas a las negras); 15• •••, Tel; 16. Tb6+, Rg7; 17. Ta6, Tbl;
18. Tc6, Tgl; 19. Tc2, Rf6; 20. Ta2,
Rg7; 21. Te2, Rf6; 22. Te3, Rg7;
23. eS, Rf8; 24. g4, hg; 25. fg, Rg7;
26. RgS, Tfi; 27. Te4, Tf3; 28. hS (¡ 28. e6 no era demasiado reco mendable !); 28• •••, gh; 29. gh, f6+;
30. Rg4, Tfi; 31. h6+, Rg6!; 112 –
112, ya que Keres había evitado el
último intento: 31. . .. , Rxh6? ?;
32. e6, f5+; 33. Rh3, fe; 34. e7 .
Claramente, una vez situadas en h5 las negras no tienen mucho que temer, siempre que se manten-
90 PREPARACIÓN DE FINALES
gan alerta. Sin embargo, si las blan cas pueden evitar que lo consigan la posición se puede volver muy crítica.
Ver el diagrama 147.
l. g5!? Justo antes de cumplirse el tiempo Gligorié enfrentó a Eu
we a una difícil elección. Sin em
bargo, desde un punto de vista téc
nico habría sido mej or preparar es
ta posición con, p.e., Rg3, f3, e4 y
Rf4. l• •••, gh?! (las negras deberían jugar l. … , h6 !); 2. Ta6!, Th3? Este movimiento, el 39 de Euwe, es otro error. Las negras pueden jugar 2. …, Te7 !; tras lo que si 3. Rg3, Te6!; y
4. … , h6; ó 3. Th6, Te5; 4. Txh5, Rg6; 5. Th6+, Rg7!=.
147
B
G/igorié-Euwe; Zurich C, 1953; FT# 228
Siguiendo con la línea principal,
3. Th6, Ta3; 4. Rg3, Tal; 5. e4 (no
5. Txh5 ?, Rg6; 6. Th6+, Rxg5; 7. Txh7, y la posición son unas tablas
teóricas fáciles); 5• •••, Tgl+; 6. Rf4, Thl; 7. eS, h4? Tras este nuevo error las posición parece estar per
dida. Las negras debieron seguir mostrándose pasivas con 7. … , Rg8;
manteniendo el control de g4.
8. Rg4, Tgl+; 9. Rf5, Thl; 10. Rg4, Tgl+; 11. Rf5, Thl; 12. f4!, h3 (si
12. . .. , Th2; o 12. … , Rg8; entonces
13. Rg4; y si 12. … , Rg8, entonces
13. Rg4!, o 13. Rf6, h3; 14. f5, h2;
15. Th4); 13. Rg4, Tgl+; 14. Rf3!, Tfi+; 15. Rg3, Tgl+; 16. Rf2, Thl;
17. Tf6!, Tal; 18. Rg3, Thl;
19. Rg4!, Rg8 (si 19. . .. , Th2;
20. Th6, y el peón h sale); 20. Th6.
Ver el diagrama 148.
Mediante unas muy acertadas maniobras las blancas han forzado al rey negro a retirarse a g8. Euwe
j ugó aquí 20• •••, b2. Durante algún tiempo se creyó que esto había si
do el error decisivo. Sin embargo,
después de 20. … , Tg1 +; 21. Rxh3, Th1 +; 22. Rg4, Txh6; 23 . gh, f6 !
148
N
Gligorié-Euwe, después de 20. Th6
Maizelis encontró una forma de obtener la victoria en el siguiente final de peón, que aparentemente tendría que ser tablas: 24. ef, Rt7;
25. Rf5, Rf8 (o 25 . … , ReS; 26. Re6, RfS; 27. Rd7, Rt7; 2S. RdS, RfS;
29. t7 !); 26. Re6, ReS; 27. f7+, RfS;
2S. Rd6, Rxt7; 29. Rd7 ! (una posi
ción de zugzwang mutuo, es decir, si las blancas jugasen serían ta-
UN PEÓN EXTRA CON TODOS LOS PEONES EN UN FLANCO 91
bias); 29. … , Rf6 (o 29. … , Rf8;
30. Re6, Re8; 31. Rf6, Rf8; 32. f5, etc. ); 30. Re8, Re6; 31. Rf8, Rf6;
32. Rg8, Rg6; 33. f5+, Rxf5; 36. Rxh7, y ganan (cfr. Finales de peón
# 287). Además, como señaló Frids tein, después de 20. . .. , Tgl + las blancas también pueden jugar:
21. Rf3, Tfl +; 22. Rg3, Tgl +; 23.
Rt2, Thl ; 24. Th4 !, que también de
bería ser una victoria. La partida continuó 21. Rg3, Tg1+; 22. Rxh2,
Tg4; 23. Tf6, Rg7; 24. Rh3, Tg1;
25. Rh4, Th1+ (las negras no pue
den mantener al rey blanco fuera de la vertical h, ya que las blancas pue
den jugar Rh5 y Ta6-a7, amenazan
do e6, y si Rg8 entonces f5 sería una victoria); 26. Rg4, Tg1+; 27. Rf5.
Ver el diagrama 149.
Esta posición es teóricamente una victoria. Primero, echemos un
vistazo a la continuación de la par
tida:
149
N
Gligorié-Euwe, después de 27 Rf5
FT# 222
27. … , Tfl; 28. Tc6, Rf8;
29. Tc8+, Rg7; 30. Td8!, ¡y las ne
gras están en zugzwang! Si 30. … , h6, entonces 31. gh+, Rxh6; 32. Tg8,
y las blancas ganan con 33. Tg4, y
34. Rf6, o si 30. … , Ta l; entonces
31. Td7, Ta6 (3 1. … , Rg8; 32. Rf6, Ta6+; 33. Td6!; 31. … , Te l; 32. Te7 !;
31. … , Ta5 ; 32. Rg4, Rf8; 33. Td8+,
Rg7; 34. f5 !); 32. Rg4, h6; 33. f5 !, Rg8; 34. Td8+, Rh7; 35 . g6+, fg;
36. f6 ! Euwe movió 30. …, Tf2;
31. Td1! (las blancas han reducido la distancia de jaque de la torre negra y ahora ganan); 31. …, Tf3 (o
31. … , Ta2; 32. Td7, Ta6; 33. Rg4, etc. ); 32. Re4, Tf2; 33. Re3, Ta2;
34. f5!, Tg2 (o 34. … , Ta7; 35. Re4,
seguido de Td8; etc. ); 35. Td7, Txg5 (o 35. . .. , Rf8; 36. f6, Re8;
37. Te7+, Rf8; 38. Ta7, Re8; 39.
Ta8+, Rd7; 40. Tf8, Re6; 41. Te8+, Rf5; 42. e6 !); 36. Rf4, Tg1; 37. e6,
Tfl+; 38. ReS, Te1+; 39. Rd6, h5;
40. Txt7+, Rg8; 41. Re7, y Euwe renunció, ya que si 41. … , h4;
42. Rf6, h3; 43 . Tg7+, Rh8; 44. Tg3, etc.
Veamos ahora brevemente la defensa alternativa de las negras
del diagrama 149:
27. . .. , Tal; 28. Tc6, Ta4;
29. Tc7, Rf8; 30. Rg4, Tal (si 30. … , Ta5 ; entonces 31. Rf3, Ta3+;
32. Re4, Ta4+; 33. Re3 , Ta3+;
34. Rd4, Ta4+; 35. Tc4, Tal; 36. f5, Tgl ; 37. Rd5, Txg5; 38. f6, Re8;
39. Rd6, Rd8; 40. Ta4, gana); 31. f5 !,
Tgl +; 32. Rf4, Tfl+; y las blancas ganan moviendo primero su rey a
c8 -33. Re4, Te l +; 34. Rd5, Tdl +;
35 . Rc6, Tcl+; 36. Rd7, Tdl+;
37. Rc8- y forzando entonces el intercambio de torres y un final de
peón que les suponga la victoria:
37. … , Td5; 38. f6 !, Txe5; 39. Rd7!, Td5 +; 40. Rc6, Td8; 41 . Td7, Ta8;
42. Tb7, Te8; 43 . Rc7, etc.
Pasamos ahora de los finales de torre a los de piezas menores.
92 PREPARACIÓN DE FINALES
En los finales en los que todos los peones están en el mismo lado
del tablero los caballos son en ge
neral mejores que los alfiles. Su ha
bilidad para moverse a saltos por el tablero es aquí de mayor utilidad
que la capacidad del alfil para des
plazarse a grandes distancias con rapidez.
150
N
151
N
Kurajica- Timman; Bugojno, 1980
Stahlber-Fine; Kemeri, 1937
FA # 254
Las blancas tienen un peón ex tra, pero las negras no muestran ninguna debilidad, y con una de fensa adecuada logran hacer tablas con facilidad: l• •••, f6!; 2. ReS, Ad7;
3. Ag8, h6 (3. … , h5 ? sería extraor
dinariamente aventurado; no hay ninguna necesidad de dejar a un
peón fij ado en una casilla blanca);
4. Rd5, Aa4; 5. Rd4, Ad7; 6. Ac4, Aa4; 7. Ad3, Ae8 (o 7. … , g5 ; no, sin embargo, 7. …, f5 ?; lo que es es túpido); 8. h4, g5!; y se acordó que la partida fuesen tablas en unos po cos movimientos más.
En el ejemplo previo las posibi lidades de victoria de las blancas eran mínimas. Con los caballos ac tuando, sin embargo, el bando más
fuerte tiene unas excelentes pers
pectivas. En Finales de ajedrez bá
sicos, Fine intenta demostrar que en un “final general” de un caballo
y cuatro peones contra un caballo y tres peones en el mismo flanco, el
oponente más fuerte tiene la victo
ria asegurada (cfr. FA B # 130, FC #
176). Sea o no cierto, es sin duda un síntoma de las extremas dificul
tades que el defensor tendrá que superar si quiere sobrevivir.
Yo no creo que los peones g ne
gros doblados del diagrama 151 sean una desventaj a, ya que limi
tan al caballo blanco. Timman con
siguió ganar a pesar de permitir un intercambio de peones: l• •••, Cd4;
2. Cc4, Ce2; 3. Cd6+1? (Kurajica quiso centralizar su caballo rápida
mente, pero quizá debió empezar por organizar el flanco de rey con
3. g3); 3• ••• , Re7; 4. Ce4, Rd7; 5. f3,
(esto parece necesario, ahora o más tarde; si 5. g3, entonces 5 . … , Rc6; 6. Rg2, Rd5; y 7. Cd2 sería
muy pasivo); 5• •••, Rc6; 6. g3, Cd4;
7. Rg2, Cf5; 8. Rf2, Cd6!; 9. Cc3, ReS; 10. Ce2, Rd5?!; 11. h4! (las blancas tienen éxito en lograr el in-
UN PEÓN EXTRA CON TODOS LOS PEONES EN UN FLANCO 93
tercambio de un par de peones, pe
ro su caballo sigue estando ligera
mente mal situado); 11. …, gh;
U. Cf4+ !, ReS; 13. Cg6+, Rd4;
14. Cxh4, g5; 15. Cg6! (15. Cg2, Cf5 ; es una perspectiva horrible para las blancas); 15. …, f5; 16. Cf8,
Rd5; 17. Ch7, Ct7; 18. f4? !/? Esto parece algo dudoso, ya que el ca
ballo negro es liberado de la defen
sa del peón g, y el propio peón g de las blancas se debilita mucho. Pre
sumiblemente, las blancas temie
ron el avance del peón e, lo que se
ría en efecto muy desagradable, pe
ro 18. Re3 parece una opción ade
cuada. 18. …, g4; 19. Cf8, Cd6; 20. Cg6, Ce4+; 21. Rg2, Rd4; 22. Ce7
(si 22. Cf8, entonces 22. … , Cc5;
23 . Rf2, Rd3; y el rey negro todavía puede alcanzar e3); 22. …, Re3;
23. Cc6, CeS; 24. Cd8, Re2!; 25. Ct7, Cd3; 26. Rgl (o 26. Cd8, Ce1+; 27 . Rh2, Rf2; 28. Cxe6, Cf3+; 29. Rh 1, Rxg3; etc.); 26. …, Rf3; 27. Rh2, Rf2; 28. CgS, CeS; 0-1 (los dos peo nes blancos pronto desaparecen) .
Como no soy omnisciente, real mente no sé si el diagrama 151 “de biera” ser una victoria de las ne gras. ¡Sin embargo, y a diferencia de la posición anterior, parece que vale la pena intentar jugarla! Es prácticamente imposible encontrar algo que pudiesen hacer las blan cas -en realidad, tan sólo tendrían que haber “sabido esperar”-. Des pués del intercambio de peones, creo que las blancas tendrían que haber sido capaces de aguantar. Pero el movimiento 18 f4 parece que fue erróneo, y tras él la posi ción parece ganada.
Generalmente, los finales con alfiles de color opuesto con todos
los peones en el mismo flanco son tablas, a menos que el atacante
tenga por lo menos dos peones de ventaja, aunque puede que dos no
sean suficientes. Más que sumer girnos en las anfractuosidades teó ricas de alfil y dos peones contra
alfil opuesto voy a examinar tan
sólo un ejemplo interesante.
152
B
Ribli-Espig; Budapest, 19 75 lnformator 20 # 28
Con dos peones más, pero con “un alfil y el peón de torre equivo cado”, las blancas apenas son capa ces de ganar: l. gS!, hg; 2. Rg4! (no
2. fg?, Ae 1; 3. h6, gh; 4. gh, Ad2!;
5. Rg6, Af4=) ; 2. …, Ael (si 2. … , Re7; entonces 3. f5, Rf8; 4. f6, Ae1
-4. .. ., gf; 5. ef, Ael; 6. h6, gana-
5. Rxg5 -ó 5. h6; pero no el intento de ganar elegantemente con 5. e6?,
gf,· 6. Rf5, Ab4!; 7. h6, Ae 7; 8. Rg6,
Rg8; y el rey se desliza por entreme dio- 5 . … , Ac3; 6. Rf5, y las blancas amenazan 7. h6 !, mientras que si
6. … , Ad2; 7. Rg6, ganan. Si en esta variante 3 . … , Ae 1; entonces 4. h6 !, gh; 5. f6+, ganan; pero no 4. f6+ ?, gf; 5. h6, f5+; 6. Rxf5, Rf8; 7. Rf6, Ac3; 8. h7, Axe5+= ); 3. Rxg5, Ad2;
94 PREPARACIÓN DE FINALES
4. Rf5, Acl; 5. Ac4, Ad2; 6. Re4, Acl; 7. h6!, gh (o 7. … , g6; 8. Rf3, Ab2; 9. Rg4, Ac1 ; 10. Rg5, Ad2;
11. Ad3 !; y 12. Axg6, etc.); 8. f5, h5
(si 8. … , Rg7; entonces 9. Ae2, Ag5;
10. Ah5 -o JO. Rd5, Rj7; 11. Rd6!, evitando Re7- 10. … , Ad8; 11. Rd5,
Ag5; 12. Re6, Rf8; 13. f6, Ad2;
14. Rf5, y las negras pueden evitar el plan de las blancas de e6-e7+,
bien colocando su alfil en la diago
nal a3-e7, en donde Rd7 y e7+ ga
nan, o jugando 14. … , Aa5 ; 15. e6, Ad8; en donde 16. Ag6 es zugz
wang); 9. f6, h4; 10. e6, Aa3;
11. Rf3!, y las negras abandonaron. Las blancas pueden tomar el peón
h sin prisas, y entonces llevar a su
rey a d7; o a f7 si las negras han lle
vado su rey hasta d8.
153
N
7. gf+, gf; 8. Rf2. La partida conti
nuó a partir de aquí con 8• ••• , Rf6;
9. Rg2, Rg5; 10. f4+!, ef; 11. Cel, y la posición era claramente tablas.
En lugar de 8. . .. , Rf6 Averbakh podía haber intentado 8. . .. , Rd5 ;
pero esto parece ser igualmente in
suficiente: 9. Re3, Ac5+; 10. Re2, Rd4; 11. Ce 1, e4; 12. Cg2, Re5 ;
13. fe, fe (o 13 . … , Rxe4; 14. Ch4,
amenazando 15. Cxf5 14. . .. , f4;
15. Cf3=); 14. Rd2, Ae7; 15. Re2, Ag5; 16. Rt2, Rd4; 17. Re2, y las blancas no pueden hacer ningún
otro progreso.
154
N
Uskov-Beilin, Moscú 1949
FA c C # 276
Korchnoi-Averbakh; Moscú, 1955
FA e e # 266
Todos los peones están en el flanco de rey, y las negras tienen un alfil y un peón de torre opuesto. Estos factores son suficientes para permitir a las blancas hacer tablas, a pesar de tener un peón menos:
l. •••, Ad6; 2. Cd3, f6; 3. h3, Rt7;
4. Rf2, eS; 5. Re3, Re6; 6. Re2, f5;
Tan sólo quedan cinco peones
sobre el tablero, pero además de su peón extra las negras tienen las
ventaj as posicionales de la mejor pieza menor y la de algunas casillas
débiles para intentar llegar a g3 y t2. Demostró ser suficiente. l. …,
Rf4; 2. Rf2, Cf5; 3. Ab7, Cd6;
4. Ad5, Ce4+; 5. Rgl, f6; 6. Ac6, Re3; 7. Ae8, g5; 8. Ad7?! Esto no es adecuado. 8. Rfl es una cabezo nería, cuando las negras deben evi tar 8. … , Cd2+; 9. Re 1, f5?; 10. Ad7,
UN PEÓN EXTRA CON TODOS LOS PEONES EN UN FLANCO 95
f4; 11. Ac8, f3; 12. gf, Cxf3+; 13. Rfl,
Cd4; 14. Rg2, Ce2; 15. Ag4!, Cf4+;
16. Rfl , y el rey negro se ve imposi
bilitado para alcanzar g3 . Después de 8. Rfl las negras deberían jugar
8. … , Rf4; 9. Ac6, Cc5; 10. Rf2, Cd3+; 11. Re2, Ce5 !; 12. Ab7, Rg3;
13. Rfl , f5, etc., de modo parecido a la partida real. 8. …, Re2; 9. Ac8,
Cg3; 10. Ad7, Rel! Las negras pue
den ahora forzar a su rey a f2 y avanzar el peón f hasta que tenga
que ser intercambiado en f3. Re
capturando con el caballo llegan a g3 con su rey, y pueden entonces
Adorjan-Tseshkovsky; Riga IZ, 19 79
155
N
rodear al peón h. La partida acabó de este modo: 11. Ac8, Re2+;
12. Rh2, Rf2; 13. Ad7, Cd4; 14. Rhl, f5; 15. Ae8, f4; 16. Ad7, f3; 17. gf, Cxf3; 18. Ag4, Rg3; 19. Af5, Cd4;
20. Ag4, Cc2; 21. Rgl, Cel; 22. Ae2, Cg2; 0- 1. Fue prácticamente impo sible bloquear todos los accesos a f4 y f2; de hecho, no habría sido descabellado renunciar después de
10. . .. , Re 1!
El diagrama 154 fue una victo
ria para las negras, porque fueron capaces de abrirse paso hasta los
peones. Las posibilidades de las blancas para hacer tablas se ha
brían incrementado enormemente si su peón h hubiese empezado en
h2; de hecho, la posición bien po
dría haber sido entonces tablas.
El diagrama 155 es interesante. No está nada claro si las negras po
drían haber aguantado sin las to
rres, aunque sospecho que debe
rían haber sido capaces. Con las to
rres haciendo su trabajo esto es extremadamente difícil: l. …, Td7;
2. Td2, Ab5; 3. Tc2, Ad3; 4. Tc3, Ae4; 5. f3, Ab7; 6. Rf2, h5!?/?!
(esto coloca un peón en una casilla
blanca, pero de otra forma las blancas podrían decidir fij ar los peones negros con g4); 7. h4, Aa6;
8. Ta3, Ac4; 9. Tc3, Aa6; 10. Tc6, Ta7; 11. Tc2, Ad3; 12. Td2, Ac4;
13. e4, Tal (con el peón h fij ado en h5 y las piezas blancas activas 13 . … ,
Ta2 empieza a ser bastante deses
perado); 14. Re3. Las piezas blan
cas están bien movilizadas, y pron
to deben escoger un plan. Si las negras no hacen nada, las blancas,
presumiblemente, mej orarán pri
mero la posición de su rey con Rf4, y después tratarán de mejorar las
otras piezas. Quizá después de una preparación adecuada sería bueno
jugar e5, p.e. si el caballo puede después ir rápidamente a e4. Sin
embargo, no creo que las blancas estuviesen todavía preparándose para hacer nada decisivo. De he
cho, Tseshkovsky decidió aquí se
llar su movimiento. Escogió 14. …, f6?!, lo que es bastante sorpren dente; pero si uno va a jugar este movimiento quizá lo mejor sea se llarlo. El juego continuó 15. Rf4, Ta5? (15 . … , Ta7); 16. Cc6!, TeS;
17. Td7+, Rf8; 18. Td6. La posición
96 PREPARACIÓN DE FINALES
es ahora una victoria: 18. …, Ab5 (o
18 . … , Rg7; 19. eS !); 19. Cb4, g5+!?;
20. Re3, f5 (o 20. … , Re7; 21. Tb6, etc.); 21. hg, fe; 22. f4, h4; 23. Td5,
Tc3+; 24. Rd2, Tg3; 25. Txb5, Txg2+; 26. Re3, h3; 27. Tb6, Tb2;
28. Tf6+, Rg7; 29. Cd5, 1-0.
Es difícil decir si las negras pue
den defenderse en el diagrama 155. Ciertamente, después de 15 . … , Ta5
parecen perdidas, y quizás también
tras 14. … , f6. Pero si las negras se hubiesen defendido con tranquili
dad, esperando que las blancas en
contrasen algún plan, bien podrían
“Las blancas son mejores”
156
S
haber sobrevivido.
Finalmente, el diagrama 156 es un ejemplo de final con dama y
cuatro peones contra dama y tres.
No voy a hacer ningún análisis de esta posición, pero en su lugar
diré lo siguiente: Por supuesto, el
peón extra da ciertas pQsibilidades de victoria, pero creo que con una
defensa razonable las negras deben lograr hacer tablas. Cuando hay damas sobre el tablero las blancas deben operar con un cierto grado de precaución. Larsen perdió en una ocasión un final de dama de “4 contra 3” enfrentándose a Keres,
¡por intentar ganar con demasiado entusiasmo!
EL INTERCA MBIO 97
7. El intercam bio
Las torres son claramente me
jores que las piezas menores en los finales. Es difícil ser más específico
que esto, pero en ocasiones he vis
to que se sugería que una torre equivale aproximadamente a un
alfil o un caballo más 2 peones (a veces se mencionan “un peón y medio “). Así, si una torre con peo
nes se enfrenta a una pieza menor con un peón extra, es muy posible
que la torre tenga las de ganar;
mientras que si el jugador con la pieza menor tiene dos peones extra
(o más), la valoración de la posi
ción dependerá mucho de otros factores. Esto es tan sólo una indi
cación a grandes rasgos. Si el juego se desarrolla en un frente amplio la
torre es en general muy poderosa, especialmente si tiene uno (o más)
peones pasados que la apoyen. Sin
embargo, la torre no es tan eficaz en el papel defensivo. Es mucho
mejor liquidando sabrosos y dimi
nutos bocados que las piezas me nores no puedan defender por sí mismas que haciendo frente a una
horda enemiga.
La presencia de piezas extra también afecta a las valoraciones.
La diferencia entre la torre y las
piezas menores es mucho más mar
cada en el final que en medio del juego, precisamente por ser la to rre tan mortífera contra peones de
fendidos tan sólo por piezas meno
res, y al apoyar los peones pasados propios. Una torre a menudo pue-
de forzar el paso de un peón pasa
do solitario frente a un alfil o un caballo, o por lo menos ganar la pieza a cambio; pero una pieza me
nor y un peón pasado son pocas veces realmente peligrosos frente a
una torre, incluso aunque ambos reyes se encuentren alej ados del
lugar donde se desarrolla la acción.
De la argumentación preceden
te debe haber quedado claro que éste es un tema complejo, en el que
es muy probable que las reglas ge
nerales no se puedan aplicar, y del que se obtiene una mejor compren
sión mediante el uso de ejemplos específicos. Sin embargo, formula
ré una regla general:
T > PM + P, es decir, una torre más peones es (habitualmente) mejor que una pieza menor y un
peón adicional.
Una vez hecho esto pasemos a examinar algún ejemplo específico,
entre los que he hecho un esfuerzo
para incluir por lo menos una “ex
cepción que pruebe la regla”.
TORRE CONTRA ALFIL
Ver diagrama 157.
Las negras tienen dos peones para intercambiar, y parecen estar en una buena situación. Sin embar
go, la característica más importan
te de esta posición son los dos peo
nes a.
98 PREPARACIÓN DE FINALES
Spassov-Boncev; Stara Zagora, 1977 lnformator 23 # 29
Tras el primer movimiento de las blancas las negras son incapaces de salvar su peón a, y entonces las blancas se constituyen en una fuer za extremadamente potente. Spas sov publicó un excelente análisis de esta posición en Informator 23: l. a3!! No l. Rf3, Ab4!; y las blan cas mantienen su peón. El movi miento jugado es mucho mejor que l. Tc6, a5 ; 2. a3, e6; que está poco claro. l. …, aS. Las blancas tienen la amenaza de Rf3-e2 y Ta8. No hay nada incorrecto con este movi miento, que de todas formas se ha ce necesario. 2. Rf3, fS; 3. Tc2! (si
3. Re2, Af4; 4. TeS -4. h3, Ad6 !-;
4. … , Axh2; 5. Txa5, Ad6; 6. a4, Rf6;
7. Ta7 ! -no 7. Ta8?, Re6; 8. a5, Rd7;
y se detiene al peón- 7. … , Rf7 ! -las negras deben evitar 7 . … , Re6?;
8. a5, Rd5; 9. Td7 !, Rc6; 10. a6-
8. a5, Re8; 9. a6, Rd8; 10. Tb7, Rc8; y las negras sobrevivirán); 3• •••, AgS; 4. TeS, a4!; S. TaS, eS!;
6. Txa4. Las blancas deben tolerar
a los peones pasados negros liga
dos. No pueden jugar 6. Txe5 ?, Ac1 !; que también podría haber
sido la respuesta a 5 . …, Txf5 ; pero
el peón blanco es más fuerte que todo lo que pueda idear el peón
negro. 6. …, e4+; 7. Re2, Ae7 (si
7 . …, Rf6; 8. Ta5 !, manteniendo el rey fuera del juego: 8. … , f4; 9. a4,
f3+; 10. Rf2, Ah4+ -o JO. …, A d2; JJ. Tc5, Ae6; J2. a5, Rd6; J3. a6!-
11. Re3, Ag5+; 12. Txg5 !, y el peón
a corona; o 7. … , Af6; 8. Tc4!, Ad8
-8. . . ., Rj7; 9. a4, Re6; JO. Tc6+, y
JJ. Txf6-; 9. Tc6, Af6; 10. a4, Ad4;
11. Td6 !, Ag1; 12. a5 , y el peón to
ma al alfil, p.e. 12. … , f4; 13. a6, f3+;
14. Rfl , Ac5; 15. Tc6, o 15. a7, etc);
8. TaS, Ad6; 9. a4, Rf6; 10. TbS, Axh2. Una vez decidido que avan zar los peones e y f es del todo inú til, Boncev deja su alfil a merced del peón a, esperando hacer tablas con el rey y tres peones contra el rey y la torre. Sin embargo, su idea tam poco tiene ninguna perspectiva real de realizarse. 11. aS, Agl; 12. a6, f4;
13. Rfl!, Ae3; 14. Th7, RfS; 15. a7, Axa7; 16. Txa7, hS; 17. Rf2, h4;
18. Tg7! (zugzwang); 18. …, Rf6 (o
18 . …, h3; 19. Tg8, etc.); 19. Tg4, 1-0.
158
B
Alekhine-Tartakower; Viena, 1922
FTc PM # 138
La inefectividad de los peones pasados ligados de las negras en el diagrama 157 era sorprendente. En el diagrama 158 las negras no tie nen peones para intercambiar, pe ro sus dos peones pasados parecen extremadamente amenazadores. Alekhine encontró un movimiento soberbio para atenazados: 1 Td5!! Las alternativas eran:
EL INTERCAMBIO
99
159
B
a} l. Rc4, e4; 2. Rd4, Af4; 3. Tf2, e3; 4. Txf3, e2; ¡y las negras ganan!
b) l. Rc2, e4; 2. Td4!, e3; 3. Rd1, e2+; 4. Rd2, Ag3; 5. Te4, Ah4=.
e) l. Th2, e4; 2. Th8+, Rd7;
3. Tf8, Ag3!; 4. g5 , Ad6!; 5. Tf6,
Ae5; 6. Tf7+, Re6; y las negras per
seguirán eternamente a la torre blanca.
d) l. g5, e4; 2. Td5 (2. g6?, Ae5); 2. … , f2; 3. Tf5 , e3; 4. g6, e2;
5. g7, fl =D; 6. g8=D+, Rb7;
7. Dd5+, Ra7.
El movimiento de Alekhine es taba basado en el hecho de que los peones se vuelven inofensivos si se pueden bloquear en casillas ne gras, o si la torre se puede colocar detrás de ellos tras perder un tiem po. l. …, e4 (si l. … , f2; 2. Td1, e4;
3. Rc2, Af4; 4. Tfl, etc.); 2. Tf5, Ag3; 3. g5, Ad7 (o 3. … , e3; 4. Txf3,
e2; 5. Te3, etc.); 4. g6, Re6; 5. g7!,
y el resto fue fácil: 5. •••, Rxf5;
6. g8=D, Af4; 7. Dt7+, Rg4; 8. Dg6+, Ag5; 9. Dxe4+, Rg3; 10. Dg6, Rg4;
11. Rxb6, 1-0.
Las negras han conseguido sólo un peón para intercambiar, pero
sus peones del flanco de rey son fuertes. Las blancas forzaron las
tablas con l. b5! (1. Rfl !?), l. cb;
Sergievsky-Hasin; URSS, 19 78 lnformator 26 # 8
2. cb, ab; 3. a6, b4; 4. a7 (no 4. Tb2?, g3 , 5. Th3+, Re2; 6. Txf3, Rxf3;
7. a7, h2+; 8. Rh1, g2+; 9. Rxh2,
Rf2; 10. a8=D , g1=D+; 11. Rh3, Dg3; mate); 4. •••, Ae4; 5. a8=D! Ciertamente no 5. Th2? ?, g3 ; y ga
nan, pero 5. Rfl !? puede ser una opción aceptable. Sin embargo, éste es con mucho el mejor mo vimiento. 5• ••• , Axa8; 6. Tb2, g3;
7. Tb3+!, Rf4; 8. Txb4+, Ae4;
9. Tb2, V2-V2.
160
N
S. García-Padevsky; Varna, 1971
100 PREPARACIÓN DE FINALES
En lo referente a las piezas, las negras están por lo menos en una
situación equivalente a la de las blancas. Además, tienen varias
ventajas posicionales. Su rey está activo, su alfil está firmemente an
clado en una buena casilla, y los peones del flanco del rey son fuer
tes. El rey blanco está mal situado, y su único peón es muy débil. Por
encima de todo, ante la ausencia
de peones pasados amigos las blan
cas no pueden contrarrestar el jue
go. Estas ventajas fueron suficien
tes para que las negras ganasen:
1. •••, Rg5; 2. Re4, h3!; 3. Tb3 (si
3. Tal, g3 !; 4. hg, Rg4; y ganan);
3• ••• , Agl; 4. Ta3 (si 4. Tb2, g3 !);
4• ••• , Axh2; 5. Txa7, Ae5!! (si 5 . … ,
Ag3; entonces 6. Tg7+, Rh6; 7. Tg8!, h2; 8. Th8+, Rg7; 9. Th5, Rg6;
10. Th8, Ae5!; 11. Th4!, y las blan
cas hacen tablas); 6. Td7 (si 6. Rxe5, h2; 7. Tg7+, Rh6; 8. Tg8, Rh7 !; o
6. Th7, g3 !; 7. Rf4, g2; y ganan);
6• •••, h2; 7. Tdl, Ad4! !; y el segun do ofrecimiento del alfil fuerza la rendición. Las negras amenazan
8. … , Agl ; y si 8. Rxd4, entonces
8. … , g3; etc.
161
8
Ver también FT e PM # 159
Los finales con peón (o peones)
contra alfil y peón (o peones) en el mismo flanco se dan frecuente
mente, y han sido analizados en detalle. Como norma general, la
torre a menudo se las apaña para ganar si los dos contrincantes tie
nen el mismo número de peones, pero si el defensor tiene un peón
extra con frecuencia logra hacer tablas.
La posición en el diagrama 161 es una derrota para las blancas. A
las negras les interesa intercambiar
los peones f, ya que así el peón g3 quedaría totalmente desprotegido.
Sin embargo, si hubiesen jugado f4
sin prepararlo con antelación, las blancas lo habrían tomado, y si las
negras alcanzan entonces, por
ejemplo, la posición Rg2, Ae7, Pf2, Ph4 contra Rg4, Th3, Pg6, Ph5 des
graciadamente no hubieran podido jugar Txh4, en vista de f3+.
Las negras pueden forzar una victoria con el siguiente plan:
1) Fuerzan a las piezas blancas
hacia atrás, de modo que su rey se sitúe en e2 y su torre en e3.
2) Avanzan entonces a f5-f4. En esta posición no pueden ser to
mados, ya que después de Txf4 las blancas perderían un peón, o por
lo menos tendrían que retirar su rey a la vertical h.
3) La torre se mueve desde f3 con movimientos dilatorios sobre
el alfil, tras lo cual se juega f3+ y, en unos pocos movimientos más,
Txf2.
Las negras también pueden ga nar de modo más lento mediante el intercambio en g3, reagrupando sus piezas y forzando en última ins tancia Txg3.
EL INTERCAMBIO 101
El juego podría ser éste: l. Rf3, Rf6; 2. Rf4, Td5; 3. Aa7, Tf5+;
4. Re4, Re6; 5. Ae3, Ta5; 6. Rf4, Tb5 (no hay necesidad de permitir Rg5!? , aunque presumiblemente esto no ayudaría a las blancas);
7. Aa7 (o 7. Ad2, Tf5+; 8. Re3, Td5; y 9. … , Rf5); 7. …, Tf5+; 8. Re4,
Ta5; 9. Ae3, Ta4+; 10. Rf3, Rf5;
11. Ab6, Ta3+; 12. Rg2, Re4; 13. Ac5, Ta6; 14. Re3, Rd3; 15. RO (15. Rf3, Tf6+; no es de ninguna
ayuda); 15. …, Tal+; 16. Rg2, Re2;
17. Ac5, Tbl; 18. Ae3, Tb3; 19. Ad4, Tf3 (la finalización de la primera parte del plan); 20. Ac5, f5;
FTc PM # 155
162
N
21. Ab6, f4; 22. Aa7 (o 22. gf, Txf4;
23 . Rg3, Tg4+; 24. Rh3, Rf3; segui
do de Tg2xt2); 22. …, Ta3! (final
mente, la ejecución); 23. Ac5, 1’3+;
24. Rh2, Tal; 25. Ae3 (25. g4 no es de ninguna utilidad, por supuesto);
25. …, Tfl; 26. Ad4, Txf2+ !; y ganan.
El diagrama 161 fue una ele
gante y directa victoria de las ne
gras. Las blancas hubiesen dispues
to de unas perspectivas de tablas mucho más favorables si hubiesen
tenido un alfil en las casillas blan
cas, ya que habrían protegido las casillas de entrada de las negras y
masacrado sus peones. Sin embar
go, aun en este caso lo normal era que perdiesen. En los diagramas
162-166 se examinan (con un deta
lle mucho mayor de lo que inicial
mente pretendía) algunos ejemplos de este tipo de finales.
Esta posición fue analizada por Holmov. Con sus piezas situadas óptimamente las negras pueden ju
gar la ruptura temática l. …, g5!, y
después:
a) 2. hg, h4; 3. gh (si 3. Rg2, hg;
4. Rxg3, Td4; 5. Rh4, Rxf4!; 6. g6,
Td8 !; ganan, o aquí 6. Rh5, Td3;
7. Rh6, Th3+; 8. Rg6, Tg3); 3. … , Rxf4; 4. Ac8 (4. Rg2, Td2+; 5. Rh3
-5. Rfl, Th2- 5 . … , Td3+; 6. Rh2
-6. Rg2, Tg3+; 7. Rh2, Rg4; 8. A c8, Th3+ 1- 6. … , Rg4; 7. Ac8, Td2+;
8. Rg1, Rg3; 9. Rfl , f4; 10. g6, f3;
11. Re1, f2+; etc.); 4. … , Rg3; 5. Rf1, f4; y ganan.
b) 2. fg, f4; 3. gf, Rxf4; 4. Rt2.
Holmov cede aquí dos verticales, empezando con 4. … , Rg4; y 4. … ,
Td2+; respectivamente. La última parece más simple, siempre que las
negras eviten una trampa diabóli
ca: 4. … , Td2+; 5. Re1 (o 5. Rfl, Rg3!; ganan, p.e. 6. g6, Td4 !; 7. Ac8,
Td6); 5. … , Th2; 6. g6, Txh4; 7. Ac8!, Rf3 ! (no 7. … , Th2?; 8. Ag4! !) ;
8. Rd2, Td4+ (de nuevo no 8. … , Th2+?; 9. Rd3, Rf4; 10. Ag4!);
9. Rc3 (si 9. Re 1, entonces 9. … , Te4+; 10. Rfl -10. Rd2, Te5-; 10. … ,
Tc4; etc); 9. … , Td1 !; y ganan.
Anima ver que con sus piezas en casillas óptimas las negras pue
den seguir avanzando -de otro mo
do tendrían poco que jugar-, pero esto no prueba que puedan llegar a
102
163
8
PREPARACIÓN DE FINALES
e) l. Ad7, Ta3+; 2. Rt2, Tc3 !;
etc.
J. Speelman, 1980
Original
situar a sus piezas en estas casillas óptimas…
En el diagrama 163 las blancas se defienden atacando al peón g.
¡De hecho están en zugzwang!
a) l. Art, Ta3+; 2. Rg2, Re3;
3. Axg6, Ta2+; 4. Rh3 (otros movi
mientos son claramente peores);
4. … , Rt2; 5. Rh2 ! (5 . Axf5, Rg1 ;
6. g4, Ta3+!); 5. … , Rf3+; 6. Rh3, Tg2; 7. Axh5+, Rt2; 8. Afl, Txg3+;
9. Rh2, Tg� (no 9. … , Rf3?; 10. Ae6,
Rxf4; 11. Axf5!); 10. Rh3, Re3 !;
11. h5, Rxf4; 12. h6, Rg5; y ganan.
Si el rey blanco se mueve, las negras se sitúan en Re4. Las blan
cas pueden mover su alfil con la idea de responder a Re4 con Ac6+, pero esto no funciona demasiado bien:
b) l. AbS, Ta3+; 2. Rt2, Tc3!;
3. Ae2 (si 3. Ae8, entonces 3 . … , Re4; 4. Axg6, Td2+; y las negras barren; o 3. Aa6, Tb3 !; 4. Afl , Tb1;
5. Ag2, Tb2+; 6. Rg1 , Txg2+ !; ga
nan); 3. . .. , Re4; 4. Ad1 , Ta3;
5. Ac2+, Rd4; 6. Ad1 , Rd3; 7. Af3, Ta2+; 8. Rg1 , Re3; 9. Ad5 , Td2; y
en seguida se llega a g5.
Si las negras mueven en el dia
grama 163, deben evitar l. … , Ta3+;
2. Rf2, Re4; 3. Ac6+. Sin embargo, fácilmente pueden “perder un
movimiento”: l. … , Te6!; 2. Afl
(2. Aa4, Tb6; 3. Rt2, Ta6; 4. Ab5, Ta2+; 5. Rf3, Ta3+; 6. Rt2, Tc3 !; se llega a la misma situación que en
en el apartado b) anterior); 2. … , Tc6; 3. Ae8, Ta6!; etc., o quizás
3 . … , Tc3+; 4. Rg2, Re3; 5. Axg6, Tc2+; 6. Rh3, Rt2; 7. Axf5, Tc3;
que presumiblemente también será
una victoria.
164
N
J. Speelman, 1980
Original
Aquí las blancas se defienden con su alfil en la diagonal larga. Desgraciadamente, se quedan sin casillas: p.e. l. . .., Th2+; 2. Rf3, Tb8!; 3. Ac6, ReS; 4. Aa4 (4. Ad7, Tb6; 5. Re3, Rd5 ; 6. Aa4 –6. Rf3,
Tb3+; 7. Rj2, Tc3!; 8. A e8, Re4;
9. Rg2, Tc2+; JO. Rh3, Rj3; 11. Axg6, Tg2; etc., como en la variante a) del
diagrama 163-; 6. … , Te6+; como en la línea de juego principal); 4. ..•,
Tb6 (las negras desean jugar Re4 o Rd4 cuando el alfil no puede alcan zar la diagonal larga, tras lo que se sitúan en la posición del diagrama
163); 5. Re3 (5 . Rf3, Rd4; 6. Ae8, Ta6! es el diagrama 163); 5. •••, Te6+; 6. Rf2, Rd4; y el alfil no pue
de volver a la diagonal larga, de modo que las negras deben ganar. Por ejemplo, 7. Rf3, Tb6; 8. Rf2, Ta6; 9. Ab5, Ta2+; 10. Rf3, Ta3+;
11 . Rf2, Tc3!; etc., como en el dia
grama 163, variante b).
EL INTERCAMBIO
103
166
N
165
N
J. Speelman, 1980
En el diagrama 165 las blancas
J. Speelman, 1980
¿Zugzwang?
No voy a intentar analizar esta posición, pero quiero mostrar que las negras tienen la posibilidad de realizar algún progreso.
Primero, veamos algunos inten
tos obvios.
l. …, Ta8; 2. Ad7 (o 2. Ab5, pe
ro no Ac6?); 2. …, Ta3+; 3. Rg2!
(no 3. Re2?, f4!); 3. …, Re4 (si el al
fil hubiese ido a c6 en el movimien
to 2, entonces 3. …, Ta6!; hubiese
sido aquí una bue� jugada);
4. Ac6+ !, Rd4; 5. Ae8, Ta6; 6. Rf3.
Puesto que la torre está en a6, 6.
… , Rd3?? es ahora imposible -7.
han evitado f4, lo que significa que su punto débil está ahora en f2 en lugar de g3. Parece que las negras tienen todavía la victoria asegura da. Primero retiran a su alfil: l. …, Rf6; 2. Rf4, Tb4+; 3. Rf3, Tb8; 4. Ac6, ReS; 5. Aa4.
Ver el diagrama 166.
Esta posición es extremada
mente interesante. A las negras les
gustaría mejorar la posición de su
rey sin dejar que las blancas pue
dan contrarrestar su juego excesi
vamente.
Ab5+ !-. Esto interfiere con los
planes del ataque negro hasta el
punto que ahora debe retirarse con
6. … , Re5 !
Otra línea de juego forzada del
diagrama 166 es l. …, Tb4; 2. Ae8,
f4? !; 3. Axg6, Tb3+. Sin embargo,
después de 4. Re2 !, f3+; 5. Rd2,
Rd4; 6. Axh5, las negras no pare
cen capaces de hacer progresos. Por
ejemplo, 5. …, Tb2+; 6. Rel, Re4; 7.
Ag6+ (o 5. …, Re4; 6. Ag6+ !).
Una tercera idea, más racional
que esta última, es l. …, TeS;
104 PREPARACIÓN DE FINALES
2. Ab5, Tc3+; 3. Rg2, f4. Las blan cas se ven forzadas a dividir a sus peones, pero se intercambian un par de ellos. El mej or movimiento es probablemente 4. f3 (no 4. Ae8?, f3+ y ganan; ni 4. Ae2?, Re4; 5. gf, Rxf4; y el alfil se queda bloqueado en la diagonal corta). Después de
4. f3 no estoy seguro de si las ne gras pueden hacer algún progreso. Si, por ejemplo, 4. …, Tc2+; enton ces 5. Rh3, Tf2; 6. Ac6! Fue impor tante situar al alfil en b5 en lugar que en d7 en el movimiento 2, ya que si estuviese en d7 entonces
4. … , Tc2+; 5. Rh3, Rd6 !; sería una victoria para las negras -6 . … , Tf2 sería demasiado fuerte.
En la variante anterior las blan cas también pueden intentar 4. gf+ (en lugar de 4. f3); 4. . .., Rxf4;
5. Ad7 ! (si 5. Ae8, las negras tienen al menos 5. … , Tc8; y 5 . …, Tc7! puede ser incluso mejor, de forma que 6. Rh3, Rf3!? ; 7. Axg6, Tc5;
5. Ae2, pierde, p.e. 5. …, Ta3; 6. Adl, Td3; 7. Ae2 -o 7. Ac2, Td6-; 7. … , Td6; 8. Af3, Td2; etc.). Las blancas ahora intentan mantener su alfil en la diagonal h3-c8, y puesto que en ella hay cuatro casillas seguras esto debería ser posible. No tengo muy claro cómo podrían progresar las negras -no creo que g5 suponga la victoria-. Por ejemplo, 5. …, Td3;
6. Ae6 (no 6. Ah3?, Txh3); 6. … , Td8; 7. Ah3, Td4; 8. Ac8 (8. Ae6?, Re5); 8. …, Td6; 9. Ah3, Re4;
10. Ac8!, Rd3; 11. Ab7, y las blan
cas jugarán f3, situándose en la lí
nea de juego de 4. f3.
En lugar de examinar más lí
neas de juego forzadas para las ne
gras, invirtamos el problema para
buscar los movimientos más razo-
nables para las blancas. ¡ Resulta que si las blancas mueven en el dia grama 166 están en zugzwang!
a) l. Ac6, Tb3+; y ahora:
al) 2. Re2, f4; 3. gf+, Rxf4; y las
blancas deben perder enseguida un
peón, p.e. 4. Ae8, Tb6; 5. Ad7,
Tb2+; 6. Rfl , Rf3; etc.
a2) 2. Rg2, Rd4; 3. Ae8, Tb6; y
las blancas deben empezar a jugar
pasivamente, p.e. con 4. Afl, Rd3;
5. Rfl ! Si contraatacan con 4. Rf3,
con la torre en b6; 4. … , Rd3 es po
sible y además un buen movimien
to -5. Rf4?, Re2; 6. Rg5 (6. f3, Rf2
no es de ninguna ayuda); 6. … ,
Rxf2; 7. Axg6, Rxg3; 8. Axh5
(8. Rxf5, Txg6; o 8. Axf5, Tb5 !;
9. Rxh5, Txf5+; 10. Rg6, Rg4!; o
8. Rxh5, f4; 9. Ae4, e incluso 9. …,
f3); 8. … , f4; 9. Ae2, Te6; 10. Adl ,
Te5+; 11. Rf6; Tel. etc.
En la variante a2) las blancas
podrían haberse defendido pasiva
mente, como hemos dicho, con
4. Afl, etc. No voy a intentar de
mostrar que no tienen posibilida
des de victoria -aunque estoy con
vencido de que así es-. Como he
dicho antes, todo lo que quiero
mostrar aquí es que las negras pue
den realizar algún progreso a partir
del diagrama 166.
b) l. Ad7, Tb3+ es lo mismo
que a).
e) l. Re3, Ta8; 2. Ac6 (2. f4+
pierde como en los diagramas 162-
164; si 2. Ab5 , Ta3+; 3. Ad3, Tb3 !;
etc.); 2. … , Ta3+; 3. Re2, f4 !; etc.,
como en al).
d) l. Ac2, Tb4! Ahora el alfil
blanco va a tener grandes proble
mas para tomar al peón g, y las ne
gras pueden mejorar la posición de
su rey, p.e. 2. Re3, Tc4; 3. Adl (si
EL INTERCAMBIO 105
3. Ad3, Txc2!; con un final de peón ganado; o 3. Ad3, Tc3; 4. Re2, Ta3; S. Re3 -5. Ab5, f4; 6. Ad3, f3+1; gana- S. …, Tb3 !; 6. Re2, Rd4; etc.);
3. …, Tc3+; 4. Rd2, Ta3; S. Re2, f4;
etc.
e) l. Re2, Rd4; y el rey se pone
en movimiento.
De modo que si las blancas
mueven deben hacer una conce
sión al diagrama 166 -la mejor lí
nea de juego parece ser 4. f7! en
a2)-. Si las negras mueven pueden
maniobrar con bastante facilidad
para perder un movimiento: l. …,
Re6!; 2. Re2 (si 2. Ac6, Rd6!;
3. Aa4, ReS; o 2. Ac2/Ad1, Tb4!; o
2. Re3, RdS; y se sitúan en la línea
de juego principal; finalmente si
2. Rf4?, entonces, por supuesto,
2. …, Tb4+ !); 2. …, Rd6!; 3. Re3 (el
problema de las blancas es que
deben ser capaces de alcanzar ReS
con Rf3 -Re3 las devolverían a la
variación e) anterior- y si el alfil se
mueve entonces tras Tb4 están
permanentemente limitadas); 3. …,
Finalmente, retornamos al pun to de partida de esta discusión teó rica. El diagrama 167 es “muy simi lar” al diagrama 161. Sin embargo,
¡la diferencia es suficiente para convertir una victoria fácil en unas tablas! El único plan concebible de las negras es amarrar a las piezas blancas, y jugar entonces f4, pero en esta posición el peón siempre puede ser tomado. El juego conti nuó l. Ae3, Rf6; 2. Ac5, Rf5;
3. Ae3, Re4; 4. Ag5, f5; 5. Ae3, Rd3; 6. Rfi, Th7; 7. Af4, Thl+;
8. Rg2, Re2; 9. Ae3, Th3; 10. Ad4, Tf3; 11. AeS, Rd3; 12. Ad6 (no
12. Ae3??, Txe3); 12• •••, Re2; 13.
Ac5, f4; 14. gf, Rd3; 15. Ad6. Webb
no hace ningún intento de mante
ner los dos peones f4 y h4, ya que
después de 1S. Ae7, Re4; 16. AgS,
RfS; 17. Ah6, Ta3; 18. AgS, Th3
tendría que haber movido el alfil
-19. Ae7 !- o permitir g3 con 19.
Rg1 ? El peón más importante es el
situado en h4, y las blancas deben
tener mucho cuidado en preservar
RdS; 4. Rf3, ReS !; etc.
lo. 15.
•••
, Re4; 16. Ac7, Rf5;
167
S
Webb- Vukié; Campeonato europeo por equipos, Skara, 1980
17. Ad8, Txf4; 18. Ae7, Tf3; 19. Ad8, Re4. Si el rey negro puede alcanzar hS ganaría con Txh4, pero las blan cas siempre pueden evitar esto ju gando AgS en el momento adecua
do. Las negras pueden intentar al canzar la posición Rg2, AgS, Pf2, Ph4 contra Rg7 (o Rh7), Th3, Pg6, Pg6, Pg4 si las blancas mueven, pero después de l. Ae3! (lo que pa rece mucho más seguro que l. Rg1 , g3 !; aunque incluso entonces las blancas pueden seguir en su lugar) l. . .., Txh4; 2. Rg3, ciertamente parece como si las blancas debie ran sobrevivir. 20. Ag5, Rd3; 21. Ae7, Re2; 22. Ac5, Th3; 23. Ae7,
106 PREPARACIÓN DE FINALES
Rd3; 24. Ad8, Re4; 25. Af6, Tb3;
26. Ag5, g3 (el último intento de
victoria); 27. fg, Th2+; 28. Rgl
(28. Rh3, Rf3; 29. Af4, Th1; 30. Rh2,
Rg4 debe llevarnos al mismo lugar,
pero las blancas no tienen por qué
complicar las cosas, dado que
28. Rg1 son unas tablas sencillas);
28. …, Rf3; 29. Af4, Tal; 30. Ae5,
Tg2+; 31. Rhl, Txg3; 32. Axg3,
Rxg3; 33. h5!, V2 – V2.
TORRE CONTRA CABALLO
En el diagrama 168 las negras tienen un peón para intercambiar (el situado en e6, por ejemplo). No tiene una actividad especial, y por lo tanto está en peor situación.
168
B
su torre pronto penetrará); 2. …, ab; 3. Tal, h4 (si 3. …, b4; 4. Ta8, Cc8; S. Re3, Rc7; 6. h4 !, gh; 7. gh, Cd6; 8. Tf8!, Rd7 -8. .. ., Cf5+;
9. Txf5!-; 9. Rf4, Re7; 10. Th8, CfS ;
11. ReS, Cxh4; 12. Th7+, Rd8;
13. Rxe6, y ganan, de modo que
Larsen decide situar su peón en
una casilla que puede ser defendi
da por el caballo); 4. gh, gh; 5. Ta8,
b4; 6. Ta4? (esto hace perder algo
de tiempo; el movimiento correcto
es 6. Tf8, que es el que de hecho
jugó Matanovié después del déci
mo movimiento de las negras); 6. …,
Rc7; 7. Re2 (y no 7. Txb4??, bS); 7.
…, Rc6; 8. Ta8, Cf5; 9. Rd3, Rd7;
10. Tb8, Rc7; 11. Tf8! (no exacta
mente la misma posición que la de
después del quinto movimiento de
las negras, pero sigue siendo la idea
correcta); 11. …, Rd6; 12. Tt7, b6;
13. h3, Ch6 (las negras estaban en
zugzwang, ya que si 13. …, Rc6;
entonces 14. TxfS!, ef; 1S. Re3, Rd6;
16. Rf4, Re6; 17. RgS, etc.); 14. Tf4!,
Cf5; 15. Re2, Re7; 16. Rf3, Rt7; 17.
Rg4, Rg6; 18. Txf5!, ef+; 19. Rxh4,
y las blancas ganan enseguida.
169
N
Matanovió-Larsen; Portoroz IZ, 1958
FTc PM# 301
Hasta el momento todo está ba jo control, pero el contingente de las blancas está extendido por una amplia zona, y la torre blanca pron to se hará amenazadoramente acti va. l. Tel, Cd6; 2. b5! (2. TeS, CfS no sería de ayuda para las blancas, pero mediante el sacrificio de este peón abren la vertical a, en la que
Bronstein-0/afsson; Portoroz IZ, 1958
EL INTERCAMBIO 107
El diagrama 169 es otro ejem plo del torneo Interzonal de 1958. En el ejemplo previo el jugador con el caballo perdió porque la acción tuvo lugar en un frente de masiado amplio. Aquí, sin embar go, todo sucede en un solo lugar
-¡en el gaznate de las negras!
Al mirar esta posición se hace
absolutamente obvio que las blan
cas están en mejor situación; gozan
de una gran ventaja espacial y pie
zas mortíferamente activas. De he
cho, las blancas tienen sólo un peón
para intercambiar (¿quizá el d5?),
pero ciertamente esto no es lo pri
mero que se hace evidente al exa
Vitolins-Kiovan; URSS, 1978 lnformator 26 # 9
170
: 8
�
minar la posición, ¡y con razón!
Las negras no se pueden defen
der pasivamente, ya que si l. …,
Re7; 2. d6+, Re8 (2. … , Rf8; 3. d7,
Td8; 4. Rd6); 3. Cd5, Td8 (las blan
cas amenazaban 4. d7+); 4. Cb6,
Rf8; 5. Rd5, Re8; 6. c6, be+;
7. Rxc6, y ganan. Así que intenta
ron su única salida, activar la torre:
l• •••, TeS+!; 2. Rf6, Te3 (este con
traataque es demasiado lento, ya
que las negras no van a poder avan
zar un peón durante mucho tiem
po); 3. Rxt7, Tb3; 4. Cxg6, Txb4;
5. CeS+; ReS (5. …, Rd8 es “ligera
mente mejor”, pero tras 6. d6, Tb2;
7. Re6, Td2; 8. Rxf5, Txg2; 9. Re6,
Td2; 10. f4, el peón f se arrastra de
vuelta a casa); 6. d6, Tb2; 7. ReS!,
Td2; S. Cg6, RbS; 9. g3, Tdl;
10. Ce7, 1-0.
¡El diagrama 170 es una posi
ción caótica que ciertamente debió
entretener a los espectadores! Gu
feld hace un excelente análisis en
lnformator 26: l. ThS (si l. Td7+1 ?,
Rxd7; 2. h7, c3; 3. h8=D,c2; enton
ces el caballo y los peones fácil-
mente alcanzan a la dama, p.e.
4. Dg7+, Rc6; 5. Dg5!, d4 -no 5. … ,
f4??; 6. Dg6+-; 6. Dd2, d3; 7. Rfl
-o 7. Dc3+, Rb6=-; 7. … , e4; con
unas “tablas posicionales”; si las
blancas intentan l. Rfl, entonces
l. …, c3; 2. Re2, d4; 3. Td7+ condu
ce a más o menos la misma posi
ción: 3. …, Rxd7; 4. h7, e4; 5. h8=D,
d3+; 6. Re1, c2=( !); finalmente, si
l. Rfl , c3; 2. Re1, d4; 3. Td7+,
Rxd7; 4. h7, d3; 5. h8=D, d2+ !;
6. Re2, Ce3; 7. Dg7+, Rc8! -forza
do-; 8. Df8+, Rd7; 9. Df7+, Rd8=);
l• •••, Cxh6! En cualquier caso, está
claro que las negras enseguida de
ben ceder su caballo por el peón h.
La única alternativa posible era
l. … , Cf6; pero entonces las blancas
podrían haber tomado el peón por
el caballo cuando hubiesen queri
do, manteniendo la opción de se
guir jugando a por más. 2. Txh6+,
ReS; 3. Rf2, c3; 4. Re2, d4; 5. Rd3
( Gufeld ofrece la línea de juego
alternativa 5. Tf6!, c2 ! -“el único
movimiento”-; 6. Td2, d3; 7. Txf5 ,
Rd4; 8. Tf8, e4; 9. Td8+, Rc4;
108 PREPARACIÓN DE FINALES
10. Te8, Rd4; 11. g4, e3+; 12. Rc1
-12. Txe3, c1=D+; 13. Rxc1 , Rxe3;
14. Rd1 , Rf4=-; 12. … , e2; 13. Rd2,
Rc4; 14. g5, Rb3; 15. g6, Rb2;
16. Tb8+, Ra2; 17. Tc8, Rb2; 18. g7,
e2=D+!; 19. Rxe1 , c1=D+; 20. Txc1 ,
Rxc1 ; 21. g8=D, d2+= ); 5• •••, e4+;
6. Rc2, Rc4; 7. Tc6+, Rb4; 8. Tb6+,
Rc4; 112-112.
Quizá os hayáis dado cuenta de
que no he hecho grandes intentos
por analizar este final. Esto se de
be a que lo considero un entreteni
miento -para mí, por lo menos-.
Desde el punto de vista de los juga
dores de la partida, seguro que no
les pareció tan divertido. Si la par
Dobosz-Hassenrück, Dortmund 1976
lnformator 22# 23
171
N
tida hubiese sido aplazada cerca
del di�grama 170, o todavía peor,
cuando las blancas ya hubiesen re
suelto, los dos contendientes ha
brían envejecido notablemente.
He incluido otro final de torre
contra caballo y peones (más ade
cuado que éste) en el capítulo de
las tablas (diagramas 69-70), pero
pasemos ahora a examinar algunas
posiciones en las que los peones es
tén todos en el mismo flanco.
Como regla general, en un final
con torre y peón (o peones) contra
caballo y peón (o peones) en el
mismo flanco, la torre ganará prác
ticamente siempre si se tiene el mis
mo número de peones, y se segui
rán teniendo unas buenas perspec
tivas de victoria aunque el caballo
tenga un peón extra.
El diagrama 171 es una victoria
fácil para las blancas. La partida fi
nalizó: l• •••, Cb5 (si l. …, Ce6; 2. f4,
Cg7 -o 2. …, gf; 3. gf, Cg7; 4. Tg3+,
Rj7; 5. f5!, etc.-; 3. Ta7, y las blan
cas ganan enseguida, ya que la ame
naza de 4. Txg7+ ! es descorazona-
dora, p.e. 3. …, h5 -3. … , gf; 4.Rxf4, etc.; o 3.. .., Cf5 4 g4-; 4. Txg7+, Rxg7; 5. f5 -o 5. fg-; 5. . .. , g4;
6. Rd5 , Rh6; 7. Rd6!, etc.); 2. Td3,
Cc7; 3. f4, CeS; 4. Td7!, Cg7; 5.
Txg7+!, Rxg7; 6. f5, g4; 7. Rd5, 1 -0.
Ver el diagrama 172.
Con un juego extraordinario
Alekhine logró la victoria en este
final, y durante algún tiempo se
consideró que en realidad era una
“victoria teórica”. Ciertamente las
negras tienen buenas perspectivas
prácticas de ganar, pero se ha lle
gado a encontrar un modo median
te el que las blancas pueden hacer
tablas.
Primero, veamos la continua
ción de la partida:
l. h4, Re7; 2. Ce4, h6; 3. Cf2, Re6; 4. Cd3, Rf5; 5. Cf4, Ta4; 6. Cd3, Tc4; 7. Cf2, Tc6; 8. Ch3, ReS; 9. h5? Esto es una equivocación. Si las blancas quieren jugar h5, deben apoyar este movimiento con g4. Sin embargo, parece que después
EL INTERCAMBIO 109
Vidmar-Aiekhine; San Remo, 1930
FTe PM # 305; FAB # 5 18
del juego un tanto descuidado de las blancas están perdidas de todas formas. Por ejemplo, si 9. Cf4, en tonces 9. …, Tc2; 10. Ch3, Td2;
11. Cf4, Ta2; 12. Ch3, Rct4; 13. Cf4, Re3; 14. Ce6, Ta7; 15. Cf4, Ta6 !;
16. Ch3, Re2; 17. Cf4+, Rfl ; y una vez que el rey negro ha penetrado
la victoria es fácil, por ejemplo
18. h5, Ta5; 19. Rh2, Rf2; 20. Rh3,
Tb5; 21. Rh4, Re3; y el caballo es
apartado del juego (ver la conti
nuación de la partida); o 18. Ch3?,
Ta2; 19. Cf4, g5; 20. hg, hg; 21. Ce6,
Txg2+; 22. Rh3, Rf2; etc. La parti
da continuó 9. •••, Tc2!; 10. Cf4,
Tdl; 11. Ch3, Rd4; 12. Cf4, Re3;
13. Re6 (si 13. Ch3, entonces
13 . …, Tb2; 14. Cf4, Tb5; 15. Ce6,
Te5; etc.; o 13. Rg4, Td4 14. g3,
Ta4; 15. Rf5, Rxf3); 13• •••, TdS!;
14. f4 (o 14. Rh4, Te5 !; 15. Cxg7,
Tg5; 16. Ce6, Txg2); 14• •••, TfS!;
15. Rg4, Tf6; 16. fS.
Aquí Alekhine intentó 16. •••,
Tt7!?; y Vidmar se colapsó con 17.
g3?, Re4; 18. CeS+, Rd4!; 19. Cb3+, ReS; 0-1 . Sin embargo, después de
Vidmar-Aiekhine, después de 16. f5
16 . …, Tt7, las blancas debieron haber jugado 17. Cd8 !, Tf6; 18. Ce6, tras lo que las negras habrían teni do que replegarse al “mejor” movi miento -18. … , Re4!-. A partir del diagrama 173 Alekhine analizó:
16. …, Re4!; 17. Cxg7 (17. Cc5+,
Rd5; 18. Cd3, Rd4; 19. Cf4, Re4);
17. …, Tt7; 18. Ce6, Txf5; 19. Rh4
(19. g3, Te5; 20. Cd8, Tg5+; 21. Rh4,
Rf3; 22. Ct7, Tg4+; 23. Rh3, Txg3+;
24. Rh4, Rf4!; 25. Cxh6, Tg7 !; 26.
Rh3, Th7; etc) ; 19. …, Re5; 20. Cc5,
Tf4+; 21. Rh3, Td4; 22. g3, Rd6!;
23. Cb3, Td1; 24. Rh4, Rd5; 25. g4,
Td3; y las negras ganan después de
26. Cc1, Te3; 27. g5, Te4+ !; y 26. g5,
Txb3; 27. gh, Re6; 28. h7, Tb8; etc.
Vidmar perdió desde la posi ción del diagrama 172 porque no tenía un plan, aunque su final no es ni con mucho el peor posible (Alekhine tuvo que jugar de modo soberbio para ganar). En 1940 A. Leykin publicó dos posiciones de fensivas que podían haber sido ju gadas por las blancas.
110 PREPARACIÓN DE FINALES
174
B
blancas deberían haber sido capa
ces de hacer tablas en el diagrama
172, por ejemplo con l. h4, Re7;
2. Ce4, h6; 3. Rh3! (en lugar de
3. Cf2?); 3• •••, Re6 (si 3. …, Ta3;
4. Rg4, Re6; 5. Rf4, Rd5 -5. …, g6;
6. g4, etc.-; 6. h5, Rd4; 7. Cd6,
Rd3; 8. Cf5, Ta4+; 9. Rg3, Ta5 -o
9. . .. , Ta7; JO. Rj2, y 11. g4-; 10. Rf4,
Ta7; 11. g4, Re2; 12. Rg3, etc.);
4. g4!, ReS; 5. Rg3, g6 (o 5. …,
Rd4; 6. h5!, Re3; 7. Cd6, y 8. Cf5);
6. Cfl, Ta3 (si 6. … , Rd4; 7. Ch3, y
8. Cf4); 7. Ch3, Ta4; 8. Rfl! (no 8.
A. Leykin, 1940
Cf2?, Rd4; 9. Ch3, Re3); 8
• •••, h5
FTc PM # 303
1. Cg2+, Re2; 2. Cf4+, Rfl;
3. Ce6, Ta7; 4. Cd4, Td7; 5. Cf5,
Re2; 6. Rg2=.
115
B
(éste es el único modo racional de que las negras puedan impedir a las blancas construir la fortaleza del diagrama 174); 9. gh, Txh4 (9. … , gh; 10. Rg3, son unas tablas simples) ; 10, hg!=.
De modo que las blancas deben ser capaces de hacer tablas en el diagrama 172 siempre que empie cen por organizarse inmediata mente. Sin embargo, si esto se re trasa parece que las negras tendrán la victoria en la mano.
176
N
A. Leykin, 1940
FTc PM # 304
l. Cf4, Ta6 (o l. …, g5; 2. hg, hg;
3. Ch3, Ta5; 4. f4=); 2. Rfl, y de
nuevo las blancas tienen una “for
taleza”, p.e. 2• •••, Tf6; 3. Rg3, Ta6;
4. Rfl, Td6; 5. Rg3, Re3; 6. Cg2+,
Rd4; 7. Cf4=.
Armadas con el conocimiento
de estas posiciones de fortaleza, las
Keene-D. Roos, · Campeonato de la CEE Berlín, 1980
EL INTERCAMBIO 111
Aunque las blancas tienen tres peones existen considerables pro blemas técnicos, ya que la posición de las negras es muy compacta, y el peón f de las blancas es débil. l. …, Ce4; 2. Re3, Cf6; 3. TaS, Re6;
4. Ta6+, RfS; 5. Ta8, Re6; 6. Rd3, RfS; 7. Th8, Rg6; 8. Rc4, Rt7;
9. Ta8, Re6; 10. Ta2, RfS; 11. T�6!,
Ce4.
177
S
Keene-D. Ross, después de 11. . . ., Ce4
Ésta es la posición que las blan cas han estado buscando. 12. RdS!, Cxf2!? Este movimiento debiera conducir a una rápida derrota, siempre que las blancas encuen tren dos buenos movimientos en una misma horizontal. Si 12. … , Cf6+ ?; 13. Rd6, Ce4+; 14. Re7, y el peón f queda protegido indirecta mente -14. … , Cxf2; 15. Tf6+, es una victoria fácil- y de este modo las blancas debieran ganar. Pero las negras siempre pueden intentar
12. . .. , Cc3+; 13. Rd6, Re4. Creo que las blancas están ganando esta posición, pero tienen una plétora de seductoras alternativas para ele gir, y tan sólo algunas de ellas las conducirán a la victoria.
a) 14. Ta3?? no es particular
mente seductivo -14. …, Cb5+!
b) 14. Re6, Rf3!; 15. Ta3?,
Rxf2; 16. Txc3 (16. Rxe5, Ce2 tam
bién parece insuficiente); 16. . .. ,
e4!; y extrañamente la posición
parece ser tablas, p.e. 17. Rf5, e3;
18. Rg5, e2; 19. Tc2!, Rf3 ! (el único
movimiento); 20. Tcl, Rxg3; 21.
Rxh5, Rf3; 22. Rg5, g3; 23. h5, g2=.
e) 14. Re6, Rf3 !; 15. Rxe5 pare
ce ser una victoria, con p.e. 15 . … ,
Rxf2; 16. Th6, Rxg3; 17. Txh5:
el) 17. …, Rh3; 18. Th8, g3;
19. h5, g2; 20. Tg8, Ce2; 21. Txg2!,
Rxg2; 22. h6, etc.
c2) 17. …, Ce2; 18. Th8, Cf4 (si
18. …, Rh3; 19. h5, g3; 20. Tg8!, es
la misma situación que el ); o 18. … ,
Rh3; 19. h5, Rh4; 20. h6, Rg5;
21. h7, Rg6; 22. Tg8+, Rxh7;
23. Txg4, y las blancas ganarán
enseguida con el caballo); 19. Rf5!
(no 19. h5?, Cxh5 !) y el peón h en
seguida se hace decisivo.
d) Después de 14. Re6, las ne
gras también pueden intentar 14. … ,
Cd1; pero después de 15. Ta5, Cxf2
(15. . .. , Rf3); 16. Txe5+, Rf3;
17. Txh5, Rxg3; 18. Th8!, las blan
cas parecen ir ganando:
d1) 18. …, Rh3; 19. Tf8+ !, Re2;
20. h5, g3; 21. h6, Cg4; 22. Tg8!
(22. h7, también gana); 22. …, Rf3
(o 22. …, Cxh6; 23. Txg3, y 24. Tg6);
23. Txg4!, Rxg4; 24. h7, etc.
d3) 18. …, Ch3; 19. Rf5 ! (no
19. h5 ?, Cf4+; 20. Rf5 , Cxh5 !;
21. Txh5, Rf3=); 1 9. …, Cf4; 20. Tg8!
d4) 18. …, Cd3; 19. Rf5!, etc.
d5) 18. …, Ce4; 19. Re5 !, y las
blancas deben ganar.
Así 14. Re6, parece ser una vic
toria siempre que las blancas “olvi
den” ganar el caballo. Las blancas
1 12 PREPARACIÓN DE FINALES
también pueden llegar a estas va riantes por otra línea de juego, tal que
e) 14. Ta5, Rf3; lS. TxeS:
el) 15. …, Ce4+; 16. Re6!, Cxf2;
17. TxhS, Rxg3; 18. Th8, es la mis
ma situación que d); pero no
16. RdS?, Cxf2; 17. TxhS, Rxg3;
18. Th8, conecta con la línea d)
anterior; pero no 16. RdS?, Cxf2;
17. TxhS , Rxg3; 18. Th8 (18. Rd4,
Rf4); 18 . …, Rh3; 19. hS, g3; 20. h6,
Cg4; 21. h7, Cf6+ !; 22. ReS , g2=.
e2) 15. …, Rxf2; 16. TxhS, Rxg3;
17. Th8, Rh3; 18. ReS (o 18. hS) es
lo mismo que el apartado el) ante
rior.
e3) 15. …, Rxf2; 16. TxhS, Ce4+;
17. ReS, Cxg3; es la más tenaz de
las posibles defensas de las negras,
pero las blancas pueden ganar con
(p.e.) 18. TgS, Rf3; 19. Tg8, ChS;
20. RfS, Cg3+ ! (20. … , g3 ; 21. RgS !,
Cf4; 22. Tf8); 21. Rg6!, Ce2 (21 . …,
Rf2; 22. RgS !; o 21. …, Ce4; 22. hS,
g3; 23. RfS, Cd6+; 24. Re6, Ce4;
2S. h6, g2; 26. Txg2, Rxg2; 27. RfS! );
22. hS, Cf4+; 23 . RgS, CxhS;
24. RxhS, g3; 2S. Rh4, g2; 26. Rh3.
He analizado esta posición con
gran detenimiento; de hecho, su
pongo que hasta un grado del todo
innecesario. La razón es que ini
cialmente no estaba muy seguro de
si las blancas podían ganar después
de 12. …, Cc3+. Por supuesto, se po
drían haber retirado con 13. Rc4,
Ce4; 14. Ta2, pero no he encontra
do otro modo claro por el que las
blancas podían conseguir la victo
ria. De hecho, mis intentos por
ganar fueron como sigue: primero,
variación b); después e), incluyen
do las distintas subvariantes que
incluyo aquí bajo el) y d); y sólo
tras mucho tiempo me di cuenta de que en la variación e) las negras no podían mejorar en 17. … , Rh3.
POSDATA
Tras volver a examinar esta po sición, finalmente he encontrado un modo mediante el que las blan cas pueden ganar sin todo este lío. Deben intentar llegar a la posición del diagrama 177, pero con la torre en b6. l. RdS , y entonces
i) l. …, Cxf2; 2. Tbl !, Cd3;
3. Tb8 !, ganan.
ii) l. …, Cc3+; 2. Rd6, Re4 (o
2. … , Cdl; 2. Tbl !, Cc3; 4. Tb2);
3. Tb2 !, y las blancas ganan fácil
mente.
Tras esta larga disquisición re
tornamos a la partida.
13. Tal!, Cd3 (13. … , e4; 14.
Rd4, no tiene ninguna posibilidad);
14. Tfl+. Al llegar los problemas
Keene mantuvo sus cálculos inicia
les, que eran 14. … , C(4 sin hacer
jaque; lS. Tf2, zugzwang. Por su
puesto, a estas alturas había visto
que 14. …, Cf4 es jaque, pero no tu
vo tiempo de encontrar otra línea
de juego. De hecho, las blancas
pueden ganar aquí colocando a las
negras en zugzwang: 14. Tb1!!, Cf4+
(no hay otro movimiento construc
tivo); lS, gf, ef (o lS. . .. , Rxf4;
16. Tfl +, Rg3; 17. Rxe4, Rxh4;
18. Rf4, Rh3; 19. Thl+!, Rg2;
20. TxhS, g3; 21. TgS); 16. Tb8 !, g3
(16. . .. , f3; 17. Tf8+ es peor);
17. Tg8!, f3; 18. Txg3, Rf4 (o 18 . … ,
f2; 19. Tf3+, Rg4; y lo más simple
es 20. Re4!, Rxh4; 21. Rf4, etc);
19. Tg8, f2; 20. Tf8+, Rg3; 21 . Re4,
EL INTERCAMBIO 1 13
Rg2 (21. … , Rxh4 pierde, por su puesto); 22. Re3, fl=D; 23. Txfl , Rxfl ; 24. Rf4, Re2; 25 . Rg5, y ga- nan. 14. …, Cf4+!, 15; gf (si 15. Tf2, CxR!); 15. …, ef (con la torre en f1 las blancas no pueden jugar activa mente contra los peones, ¡y deben tener cuidado de las tablas !);
16. Rd4, g3; 17. Rd3, Rg4; 18. Re2!, V2-V2. Después de 18. … , g2 las blancas pueden elegir entre 19. Txf4+ !, y 19. Tal, Rg3; 20. Ta3+, Rh2 (o 20. …, f3+ ); 21. Tal !, pero, por supuesto, deben evitar 19. Tgl?? , Rg3; con el que las negras ganan.
MÁS PIEZAS EN JUEGO
Ver el diagrama 178.
Esta posición surgió a partir de
algunas complicaciones fantásticas.
Las negras, con dos peones para el
intercambio, tienen una gran ven
taja a la vista de su potente masa
de peones centrales, la incapacidad
de la torre blanca de emprender
ninguna actividad y el hecho de
178
N
Nikitin-Tal, Campeonato de la URSS, 1959
que su alfil está mucho mejor situa
do que el blanco.
Tal enseguida convirtió estas
ventajas en una victoria. l. …, d5; 2.
Tg3, Ag5; 3. b4?! Las blancas no
quieren vincularse.al peón b ante u� posible Cc4 postenor, pero su moVI miento es bastante malo, ya que sus
peones del flanco de dama están ahora bloqueados. 3. …, b5; 4. Ab3, f5; 5. c3, Re7; 6. a4, f4; 7. Th3, Cc4.
Las negras tantean el peón d preparándose para avanzar su peón e. Su posición era tan buena que bien se podrían haber permitido este movimiento, que ofrece el in tercambio de una buena pieza me nor por una menos activa. Si 8
Axc4 be los peones centrales de las
negras son muy fuertes, pero el
potencial peón pasado del flanco
de dama de las blancas es un tanto
molesto. Por ejemplo, 9. Rf2, Rd6;
10. a5 conduce a una posición en la
que las negras preferirían con mu
cho que fuesen las blancas las que
tuviesen que mover. El rey no tie
nen ningún movimiento bueno ex
cepto e5, que de momento es im
posible debido a Th5, es decir, si
l. Rgllfl/el, e5; 2. Th5, f3 !; o
l. Re2/g2, e5; 2. Th5, e4; 3. h4, f3+;
o l. Rf3, e5; 2. Th5, e4+. Además,
los movimientos de la torre tam
bién son malos: l. Tf3, Ah4+ !;
seguido de 2. … , e5; o l. Th5, Af6;
2. Th3, d4 !; es muy poderoso, y cla
ramente l. b5 no tiene aquí ningu
na esperanza. Así, si las blancas
mueven la posición está un tanto
enmarañada, p.e. 10. … , Af6 (10. … ,
e5?; 11. Th5!; o 10. …, Rd7; 11. Re2,
e5?; 12. Th5, e4; 13. h4, y el peón d
está perdido); y ahora las blancas
pueden confundir las cosas con
1 14 PREPARACIÓN DE FINALES
11. b5 !? (no 11. Re2, d4; 12. Txh6, d3+; 13. Rd2, Ag5; 14. Th5, f3+!; pero posiblemente 11. Rel !?);
11. … , ab (1 1. …, d4 ! ?); 12. a6, Rc7;
13. Txh6, Axc3; 14. Txe6, con cier
ta confusión. Presumiblemente, las
negras ganan -rápida pero emba
rulladamente- después de 8. Axc4,
be. Por ejemplo, probablemente
pueden intentar “perder un movi
miento” para poner a las blancas
en zugzwang. Sin embargo, creo
que después de 8. Axc4, sería más
cínico jugar 8. … , de -como ya sa
bemos, es bastante peligroso per
mitir la existencia de peones pasa
dos cuando uno tiene una pieza me
nor contra una torre-. La partida
puede continuar 9. ab, ab; 10. Tf3
(si 10. Th5, Rf6; 11. h4?, Rg6; o
10. Rf2, Rf6; 11. Rf3?, Rf5; y las
blancas no consiguen bloquear a
los peones) 10. … , e5; 11. Tfl , Re6
(no 11. …, e4? ?; 12. Te l! ); 12. Tal ,
e4; y los peones pasados ligados serán decisivos rápidamente.
8. ab?!/? Este movimiento libe
ra a las negras de posibles preocu
paciones; 8. Rf2 es mejor. 8…., ab;
9. Rf2, Rd6; 10. Re2( ?) . Esto per
mite avanzar al peón e, pero desde
8. ab las blancas estaban práctica
mente perdidas. 10. …, eS; 11. Axc4,
be!; U. ThS. 10. …, eS; 11. Axc4,
be!; U. ThS. La defensa pasiva ob
viamente no tiene ningún sentido,
p.e. 12. Tf3, e4; 13. Tfl, f3+; 14. Rdl
(14. Rf2, d4 !; 15. cd, c3; etc.); 14. … ,
d4 !; 15. cd, Rd5; 16. b5, Rxd4;
17. b6, Rd3; 18. b7, Af4; y ganan.
U. …, e4; 13. h4, f3+; 14. Rd1, Af4.
Aquí la partida fue aplazada. Niki
tin dejó sellado 15. Tf5 , pero aban
donó durante el aplazamiento. Las
negras ganarían fácilmente tras,
p.e., 15. . .. , Ae5 ; 16. Rd2, Re6;
17. Tf8, Ad6!; 18. Tg8, Af4+; 19.
Re1, e3; etc.
FINALES SIN PEONES 1 15
8. Finales sin peones
Para completar esta extensa sección he decidido buscar algo de alivio en algunos finales sin peones.
179
B
180
N
R. 8/au contra Unzicker; Lucerna, 1949
Nyazova-Levant; URSS, 1976
Dama + caballo contra dama, y dama + alfil contra dama son en general tablas, en el supuesto de que el lado más fuerte no pueda obtener una victoria forzada. Pero en esta posición las blancas pueden ganar inmediatamente. l. Dg8+ ! En la partida las blancas jugaron el “más débil” l. De6+, que gana de un modo más lento: l. …, Rh4 (o l. …, Rxh5; 2. Rg6+); 2. Df6+, Rh3;
3. Dc3+, Rg2 (3. … , Rh4; 4. Dg3+ !, Rxh5; 5. Dg6+); 4. Dd2+, Rgl (o
4. …, Rh3; 5. De3+, Rg2; 6. Cf4+);
5. De3+, Rg2; 6. Cf4+, 1-0.
Después de l. Dg8+, Rh4 (si
l. … , Rf3; 2. Da8+; o l. … , Rf5;
2. Cg3+) ; 2. Dg3+, Rxh5; 3. Dg6+,
Rh4; 4. Dh6+ ganan.
Torre + caballo contra torre son en general unas tablas verda deramente simples. Por el contra rio, torre + alfil contra torre teóri camente también son tablas, en el caso de que el bando con la torre empiece desde una posición razo nable, pero en la práctica existen excelentes perspectivas de victoria. No quiero reproducir aquí la teoría de estos finales -se puede encon trar en cualquier buen libro de teo ría del final-, pero sí daré dos posi ciones en las que están en juego un par de piezas extra. Presumible mente, con más piezas el lado más fuerte debe ganar en “circunstan cias normales”.
Si los alfiles estuviesen en el
mismo color en el diagrama 180 el
defensor podría tener alguna posi
bilidad. Tal y como se presenta, el
ataque es mortífero, y Unzicker
116 PREPARACIÓN DE FINALES
rápidamente acabó con la partida.
l• •••, Te3; 2. Ad4, Te2+; 3. Rcl (o
3. Ra3, Ta2 mate); 3. •••, Cb4;
4. Ag7, Tc2+; 5. Rdl, Ae2+; 0-1.
¡Después de 6. Re1, Cd3 es mate!
181
N
182
8
Una fortaleza: Horwitz y Kling, 185 1
Vladimiriv-Palatnik; URSS, 1977 lnfonnator 24 # 24
Si hubiesen podido intercam biar los alfiles las blancas habrían sido capaces de hacer tablas, pero esto es imposible, y las negras de sarrollaron rápidamente un ataque ganador. l• •••, Th3+; 2. Rh2 (no
2. Rg4?, Af3+); 2• •••, Ac6; 3. Tb8,
Tc3; 4. Th2, Rf5; 5. Ag3, Rg4;
6. Te2, Ag5 (pero no 6. .. ., Txg3?;
7. Te4+!, y 8. Txe7); 7. 1b2, Ae4
(de nuevo no 7. …, Txg3?; 8. Tb4+,
Af4; 9. Txf4!, Rxf4; ahogado);
8. Tf2, Tcl; 0-1.
Los dos alfiles deberían ganar
contra un caballo con relativa faci
lidad (ver el diagrama 183). Sin
embargo, existe una posición de
fortaleza (ver el diagrama 182).
Horwitz y Kling muestran una
posición con la fortaleza negra cen
trada en f8. Afirmaron que no exis
tía modo de romper esta fortaleza
con el caballo “comprometido”, al tiempo que las piezas negras esta ban confinadas.
Sin embargo, es posible llevar al rey y al caballo negro al centro del tablero.
Durante más de un siglo el final
siguió teniendo una condición teó
rica indeterminada, hasta que se
asumió que, con tal cantidad de es
pacio y tiempo a su disposición, las
negras podrían reconstruir su forta
leza en cualquier otra esquina.
183
8
Botvinnik-Tal,
Partida de torneo ( 17), 1961
FINALES SIN PEONES 1 17
Sin embargo, actualmente una base de datos (cfr. diagrama 15) ha establecido que esto no es así. Las blancas siempre pueden evitar el restablecimiento de la fortaleza. Desgraciadamente, desde algunas posiciones iniciales un tanto impro bables se requieren más de 50 movi mientos. Al escribir este libro (1986) la normas de la PIDE permiten 100 movimientos para hacer mate o tomar el caballo con esta composi ción de piezas. Puesto que es prácti camente imposible que un ser hu mano desarrolle correctamente tan to el ataque como la defensa, este número me parece desorbitado (75 movimientos serían suficientes, ya que el máximo número absoluto re
querido es 67). Éste es el juego ópti
mo para el diagrama anterior:
l. Ag3, Cd5; 2. Ae8, Cb7; 3. Ce5,
Cd8; 4. Rd6, Cb7+; 5. Re7, Cc5;
6. Rd7, Rc4; 7. At7+, Rd3; 8. Ag6+,
Re3; 9. Ac7, Cc5+; 10. Rd6, Cd3; 11.
Ab6+, Rd2; 12. Ad4, Cf4; 13. Ae4,
Cd3; 14. Rd5, Cf4+; 15. Rc4, Ce2;
16. Ac5, Cg3; 17. Ac6, Cf5; 18. Rd5,
Ce3+; 19. Re4, Cc2; 20. Ae8, Rc3;
21. At7, Cb4; 22. Ad4+, Rd2;
23. Ab6, Cd3; 24. Rd4, Cel; 25. Ad8,
Cc2+; 26. Re4, Cal ; 27. Aa5+, Rc2;
28. Re3, Cb3; 29. Ag6+, Rcl ;
30. Ac3, Rdl; 31. Af6, Cc5; 32. Ae5,
Cb3; 33. Ae8, Rcl; 34. Af6, Cd2; 35.
Aa4, Cc4+; 36. Rd4, Ca3; 37. Rd3,
Cbl; 38. Ae5, Ca3; 39. Rc3, Cbl+;
40. Rb3, Cd2+; 41. Ra2, Ce4; 42.
Af4+, Cd2; 43. Ra3, Rbl; 44. Axd2,
y mate en 3 movimientos.
Botvinnik se tomó un cuarto de
hora para decidir entre l. Cc5+, y
l. Rxa6. Al final escogió el último,
en la esperanza de crear la fortale
za del diagrama 182. l. Rxa6,
Afl+; 2. Rb6, Rd6; 3. Ca5, Ac5+ (evitando Cb7); 4. Rb7, Ae2;
5. Cb3, Ae3; 6. Ca5, Rc5; 7. Rc7, Af4+; y Botvinnik abandonó en vista de 8. Rd7, Rh6; 9. Cb3, Ae3; seguido de Adl y Ad4.
l. CeS+ también habría perdido en el diagrama 183: l. …, Rd6 (no l. … , Axc5+; 2. Rxc5=); 2. Cxa6, Ad2; 3. Cb8, Ag5; 4. Ca6, Ad8+;
5. Ra7, Rc6; y el caballo está próxi
mo a ser separado de su rey (per
manentemente).
184
B
“Otra fortaleza”
Para finalizar este capítulo, un ejemplo más de fortaleza. Las bases de datos han demostrado que dama contra dos alfiles es “en general ga nador”, aunque hay algunas fortale zas, ¡y se ha encontrado una posi ción en la que son necesarios 70 movimientos para ganar! Sin em bargo, dama + dos caballos es “ha bitualmente tablas”. Dama contra alfil y caballo es en general una vic toria, pero existe la posición de for taleza del diagrama 184, a la que puede aspirar el defensor. Si, por ejemplo, l. Dh5, entonces l. …, Ah8!; 2. De8+, Rh7; 3. Re6, Ag7=.
SECCIÓN IV
IDEAS ESTRATÉGICAS
Y VALORACIONES
En pocas palabras, cuando tenga algunas nociones de estrategia elemental, diréis que nunca un caballo fue montado por mejor comandante general.
Los Piratas de Penzance, W. S. Gilbert
INTRODUCCIÓN
La valoración de las posiciones es uno de los aspectos más difíciles del ajedrez. A veces, como en la mayor parte de los ejemplos de la Sección 1, es suficiente con calcular las variantes particulares. Sin embargo, en general es necesario examinar las características estraté gicas más estáticas de una posición . Las valoraciones estratégicas dependen de varios factores. Ya hemos tratado uno de ellos, el balan ce del material, en la sección precedente. Aquí examinaremos tres elementos algo menos tangibles bajo tres encabezamientos: “Confi guración de peones y peones débiles”; “Peones pasados”; y “La acti vidad de las piezas”.
120 PREPARACIÓN DE FINALES
9. Configuración de peones y peones pasados
La configuración de los peones es un tema extraordinariamente amplio y complejo (tan amplio que se pueden dedicar, y de hecho se han dedicado, libros enteros a él) . La configuración de peones de un jugador puede ser inferior por dis tintas razones. Puede contener al gún tipo de debilidad “orgánica” (peones doblados, aislados o retra sados). Puede no armonizar ade cuadamente con el resto de sus pie zas, p.e. un “mal alfil” (examinare mos esto en el apartado de la acti vidad de las piezas). O simplemen te pueden estar demasiado “despa
Euwe, 1940; FP # 772
185
8
rramados”. En este contexto, uno puede pensar en “islas de peones” (grupos de peones).
Primero, examinemos algunos ejemplos de debilidad orgánica.
PEONES DOBLADOS
La principal desventaja de los peones doblados es que si son par te de una mayoría de peones a menudo no se pueden evaluar co mo peones pasados.
La configuración de peones de la Variante de Intercambio Ruy Lopez es muy favorable para las blancas, siempre que puedan inter cambiar todas las piezas. El diagra ma 185 es probablemente una vic toria para las blancas. Euwe dio una variación simple:
l. Re2, Re7; 2. Re3, Te6; 3. f4, c5; 4. c4!, c6; S. a4, bS; 6. b3! (no
6. ab??, cb; 7. cb, ab; y las negras, habiéndose desprendido de sus
peones dobles, pueden colocar un peón pasado en el flanco de dama);
6. …, f6; 7. aS, b4?; 8. g4, gS?; 9. eS!, gf+; 10. Rxf4, fe+; 11. Re4, h6;
12. h4, Rf6; 13. gS+, hg; 14. hg+, RxgS; lS. RxeS, Rg4; 16. Rd6, Rf4;
17. Rxc6, Re4; 18. Rxc5, Rd3;
19. Rxb4, Rd4; 20. Ra3! (o 20. Ra4,
pero no 20. c5 ??, Rd5 !=); 20. …,
ReS; 21. Ra4, y ganan fácilmente.
Como Averbakh y Maizelis
señalan, 8. … , g5? es débil. En su
lugar, las negras deben intentar
establecer un bloqueo en el centro
con, p.e., 8. … , g6. Además, 7. … ,
b4? es una tontería, ya que para las
negras es ciertamente una buena
idea retener la posibilidad de un
CONFIGURACIÓN DE PEONES Y PEONES PASADOS 12 1
movimiento dilatorio en el flanco de dama. Si las negras evitan estos dos errores, pueden tener algunas posibilidades de hacer tablas, p.e. (siguiendo la variante de Euwe hasta el séptimo movimiento de las blancas) 7. …, g6; 8. g4, Rd6; 9. h4, h6; 10. Rf3, Re7! (no 10. …, Re6?;
11. f5+!, gf; 12. ef+, y ganan); 11. hS
(11. e5, fe; 12. fe, g5 !=); 11. …, gS;
12. eS, gf; 13. ef+ (13. Rxf4, Re6=);
13. …, Rt7! ! (o 13. …, Re6; pero no
13 . …, Rxf6; 14. Rxf4, b4; 15. g5+,
hg+; 16. Rg4, ganando); 14. Re4,
Re6; 15. Rxf4, Rxf6; 16. Re4, Re6!
(no 16. … , Rg5?; 17. Rf3, Rf6;
18. Rf4); 17. Rf4, Rf6; 18. gS+, hg+;
19. Rg4, b4; 20. h6, Rg6; 21. h7,
Rxh7; 22. RxgS, Rg7=.
¿Quizá las blancas tenían algu
na forma de ganar antes? No voy a
tratar de resolver esto aquí, ya que
no es en realidad relevante para
nuestro tema, que es el de la gran
desventaj a de los peones doblados,
por no el de poderse adelantar pa
ra conseguir peones pasados.
186
N
Euwe-Aiekhine, Partida de tomeo (24), 1935
FP# 819
En el diagrama 186 la única posibilidad de las blancas es esta blecer la configuración de peones f4, g5, h5 contra g7 en el flanco de rey. Los peones estarían entonces a salvo de ser capturados, y el rey negro se vería severamente limita do. l. …, eS! (esto evita f4, que no ofrecería ninguna esperanza aho ra); 2. Rfi, bS; 3. Re2. Aquí Alek hine se puso un tanto nervioso y jugó 3. …, eS?? Después de 4. Re3 aceptó unas tablas, ya que ahora no podía evitar 5. f4. El movimien to correcto era 3. …, a5 !; p.e. 4. Rd3 (4. Re3, a4; 5. f4, ef+; 6. Rxf4, b4; 7. Re3, b3; 8. ab, a3); 4. …, a4; 5. Rc3, c5; 6. g4, Re7; 7. Rd3, Re6; 8. Rc3, Rd5; 9. a3, Re6; 10. Rd3, Rd6; 11. Rc3, Rd5; 12. Rd3, b4; 13. ab, ab;
14. Rc2, Rc4; 15. Rb2 (si 15. h5, las negras juegan 15 . … , a3; o simple mente. …, Rg5; y entonces e4, etc.);
15. …, a3+; 16. Ra2, Rc3; y ganan.
Si los peones doblados también
están aislados pueden ser igual
mente muy débiles desde el punto
187
8
FP# 819; Euwe
122 PREPARACIÓN DE FINALES
de vista defensivo. El diagrama 187 es otro ejemplo de Euwe. Las ne gras están totalmente perdidas, ya que pronto se quedarán sin movi mientos posibles, especialmente si las blancas empiezan con l. b4. Podréis daros cuenta aquí de lo dé bil que es la casilla enfrente de los peones.
Ver el diagrama 188.
Con un par de torres en el ta
blero la debilidad de los peones
doblados no es demasiado seria.
189
N
188
8
Suetin-Holmov,
21 Campeonato de la URSS
FT# 224
La partida continuó l. b4, 1b2;
Suetin-Holmov, después de 19. Td7+
Esta posición es teóricamente tablas. Una posible línea de juego es 19. …, Rg8; 20. Td6 (20. f6, Tal=); 20. …, Ta4!; con el que el ataque sobre el peón f posterior asegura las tablas, p.e. 21. Td8+, Rt7; 22. Td7+, Rg8 (también 22. …, Re8); 23. Re6, Te4+ (o 23. … , Txf4;
24. Td8+, Rg7!=); 24. Rf6, Txf4=;
de modo que 25. Td8+, Rh7; 26.
Tf8 (o 26. Re6, Rg7=); 26. …, Ta4!
Smyslov y Levenfish dan como
el juego de Holmov 19. …, Rf8. La
idea de este movimiento es llegar a
20. Td6 con 20. …, Ta7!; y si 21. Rg6,
entonces 21. …, Tf7+=. Creo que
20. …, Ta7! es el único movimiento.
2. TeS, Ta2; 3. Rh3, Th2; 4. g4, Th4;
S. bS, Ta4; 6. Rg3, 1b4; 7. Rf2, Ta4;
8. Re3, Th4; 9. TdS, Ta4; 10. Td4,
TaS; lL f4 (11. Rf4 no consigue mu
cho, ya que las blancas no pueden
controlar la quinta horizontal con su
rey en f4); 11. …, ‘lbS; 12. Re4, fS+!?
(las negras también podrían haber
jugado 12. . .., Ta5; 13. Td5, Ta6;
14. Rf5, Th6; 15. g5, fg; 16. hg, Ta8!);
13. gf, Rb6; 14. Td7, RxbS; 15. Txt7,
Rh6; 16. Td7, TaS; 17. TdS, Ta6;
18. ReS, Rg7; 19. Td7+.
Si 20. …, Ta4?; 21. Rf6, Rg8 (21 . …, Re8; 22. Te6+, Rf8; 23. Th6!);
22. Rg6!, ganan; o 20. …, Tal?;
21. Rf6, Rg8 (21 . …, Re8; 22. Rg7!);
22. Td8+, Rh7; 23. Re7 !, y si 23. …,
Tel+; 24. Rt7, Te4; 25. f6, Txf4;
26. Re6, gana; o 23. …, Ta7+;
24. Td7, Ta8; 25. f6, Rg6; 26. t7,
Rg7; 27. f5 ganan.
Suetin jugó durante otros vein
te movimientos desde el diagrama
189, pero, por supuesto, el resulta
do fue tablas.
CONFIGURACIÓN DE PEONES Y PEONES PASADOS 123
190
N
Bronstein-Geller; Zurich, 1953 “Posible variación”
Esta curiosa posición en reali
Las negras no tuvieron proble mas en crear peones pasados, pero los peones doblados son de todas formas más débiles que los ligados (a propósito, supongo que esta po sición podría haber sido incluida en el próximo capítulo, pero está aquí más como una ilustración de la de bilidad de los peones doblados que con el ánimo de plantear un debate acerca de los peones pasados).
Parece que Petrosian no se per cató de una posible victoria con l. Th7!, c6; 2. Td7+, ReS; 3. Td1, c3;
4. gS, Rc4; S. g6, c2; 6. Tc1, Rc3;
7. fS, Tg8; 8. Rf4, Rd2; 9. Txc2+,
Rxc2; 10. RgS, eS; 11. f6, c4; 12. fl,
Txg6+; 13. Rxg6, c3; 14. f8=D, y las
dad no fue alcanzada durante la
partida Bronstein-Geller en Zurich
en 19S3 -los jugadores acordaron
tablas antes-. Como Bronstein di
ce en su magnífico libro sobre los
Torneos de Candidatos, The Chess
Struggle in Practice (La lucha del ajedrez en la práctica), “cada juga dor evaluó la posición como desfa
vorable para sí mismo, ¡y es difícil decir cuál de los dos tenía razón!”.
191
S
Petrosian-Fischer; PortoroZ, 1958
FT# 303
blancas están un tiempo vital por delante en la partida. En sus Sixty
memorable games (Sesenta partidas memorables) Fischer entra en cier tos detalles para mostrar que las
negras no pueden mejorar siguien do esta línea de juego. De hecho, Petrosian jugó l. Thl?, c3; 2. g5, c5;
3. Tdl+ (si 3. g6, Tg8; 4. fS, ReS !;
S. Rg4, Rf6; 6. Tc1, c4!; 7. Txc3,
Tc8=; o 3. Rg4, Te2!; 4. g6, Re4;
S. RgS, Tg2+; etc.); 3. …, Rc4; 4. g6,
c2; 5. Tcl (si S. Tg1, Td8!; y si 6. g7?,
Tg8; amenazando Txg7); 5. …, Rd3;
6. f5, Tg8; 7. Rf4, Rd2; 8. Txc2+, Rxc2; 9. Rg5, c4; 10. f6, c3; 11. f7, li2-V2 (11. …, Txg6+; 12. Rxg6,
Rb1; 13. f8=D, c2=).
PEONES AISLADOS
Los peones aislados pueden ser un punto débil peligroso, ya que deben ser protegidos por otras pie zas en el caso de que sean ataca dos. Además, a menudo otras pie zas del oponente se pueden situar frente a ellos con total impunidad.
124 PREPARACIÓN DE FINALES
192
N
Marsha/1-Chigorin; Barmen, 1905
FT# 266
En el diagrama 192 las negras
Txd4. Y, habiendo conseguido su plan estratégico de bloquear pri mero el peón d aislado y después tomarlo para tener un final feliz, las negras ganaron enseguida. Po demos señalar que, tras ganar el peón, sus piezas todavía seguían en unas excelentes casillas. 6. Tc3, Te4+; 7. Rd2, h4!; 8. Tc7, hg; 9. Txg7, Txf4; 10. Txg3, ReS; 11. Re2, Tc4; 12. Tg6, Ta4; 13. Tg3, f4;
14. Tb3, Tc4; 15. Rdl, Re4; 16. h4,
f3; 17. Rel, Rf4; 18. h5, Tcl+;
19. Rf2, Tc2+; 20. Rel, Rg3; 0-1.
193
B
tienen una gran ventaja posicional,
a la vista de los dos peones blancos
aislados. Sin embargo, deben resis
tir la tentación de ganar piezas
inmediatamente. Si l. …, Tc3+;
2. Re4, Txa3 (o 2. …, Re6; 3. f5+!,
Rd6; 4. a4 !); 3. Rd5, el peón d blan
co se transforma en un pilar de for
taleza, y estará perfectamente
situado. Así que las negras jugaron
l. …, Re6!; 2. Tb3. Quizá las blan
cas podrían haber considerado
2. Re4!? con la idea de 2. …, f5+;
3. Rd3, Rd5; 4. Tb4, en donde 4. …,
Txb4; 5. ab no está claro, p.e. 5. …,
g6; 6. h3, h6; 7. g4! (cfr. el capítulo
del zugzwang, diagrama 81 ). Sin
embargo, las negras podrían jugar
4. … , Tc1 ! en lugar de 4. …, Txb4?;
y si 5. a4, entonces 5. … , Tc4!;
6. Txc4, be+; 7. Rc3, a5; 8. h3, h5;
9. h4, g6; gana. 2. …, Rd5; 3. Td3,
f5; 4. h3, h5; 5. Re2. Las blancas
estaban en zugzwang. Claramente,
5. h4, g6; no les es de ayuda, y si
5. Td1, Tc3+; 6. Td3, Txd3+; 7.
Rxd3, a5; el final de peón es una
victoria fácil para las negras. 5. ..,
Flohr-Capablanca; Moscú, 1935
En el diagrama 193 el peón d aislado de las negras, firmemente bloqueado por el caballo blanco, da a las blancas una clara y durade ra ventaj a. Flohr utilizó la vertical abierta e para intercambiar piezas ajenas: l. Tacl, Tfc8; 2. Tc2, Cxd3;
3. Txd3, Txc2; 4. Rxc2, Rf8; 5. Rd2, Tc8; 6. Tcl, Txcl; 7. Rxcl.
Es interesante que de las piezas
que quedan las únicas que se han
movido respecto al diagrama 193
son los dos reyes. Las blancas tie
nen una clara ventaja en el diagra-
CONFIGURACIÓN DE PEONES Y PEONES PASADOS 125
194
N
Flohr-Capablanca, después de 7. Rxc 1
FA e C # 320; FAB # 257
rey h6, g7, f6. 17 g3 hS! 18 b4! Las negras pueden ahora alcanzar el plan de Ch4 con g6 y Afl.
En cualquier caso, no soy ca
paz de ver una ruta obvia para que
el caballo llegue a h4. 18. …, ab
(las blancas estaban amenazando
19. b5+, Rd6; 20. f5, y si 20. …, Afl;
entonces Ce2-f4 con un zugzwang
enseguida); 19. ab, Rd6; 20. bS (si
20. f5, entonces 20. . .. , Axf5;
21 . Cxd5, b5; y las negras están en
buena situación); 20. …, g6!; 21. fS!,
gf (este movimiento es forzado; no
21. … , Axf5; 22. Cxd5, Ad7;
23. Cxf6!, Axb5; 24. Cd5, y si 24. … ,
Rc6; 25 . Ce7+) ; 22. Ce2, Ad7?!
ma 194, pero mediante un muy acertado plan de defensa Capa blanca logró hacer tablas. 7. …, Re7; 8. Rd2, Rd6; 9. Rc3, b6! (Ca pablanca colocó sus peones en ca sillas negras para prevenir poste riores invasiones del rey blanco);
10. f4, Ad7; 11. Cf3, f6; 12. Rd4, a5;
13. Cd2, Ac8; 14. Cb1, Ae6; 15. Cc3,
Rc6; 16. a3, h6. Si las negras se hu
biesen defendido pasivamente las
blancas podrían haber seguido el
siguiente plan ganador, demostra
do por l. Rabinovich:
1) Transferir el rey a h4.
2) Avanzar f5 y apoyarlo con
g4.
3) Transferir el caballo a f4, de
modo que el alfil de las negras se
quede ligado a f7 y el rey deba
oscilar entre c6 y d6.
4) Ganar el caballo en c6 jugan
do l. Ce6!, Axe6; 2. fxe6, Rd6; 3.
e7, Rxe7; 4. Rxd5, Rd7; 5. b4, con
un final de peón ganado. A la vista
de esto, Capablanca evita la confi
guración de peones del flanco de
(22. …, Ag8 !; es mejor 23. Cf4, Afl;
y las blancas deben utilizar un mo
vimiento dilatorio con 24. h3, Ae8;
etc); 23. Cf4, Ae8!; 24. CxdS, AxbS;
2S. Cxb6, Ac6; 26. Cc4+, Re6;
27. Cb2, AbS! (las negras son capa
ces de hacer tablas evitando que el
caballo llegue a f4); 28. Cd1, Ae2;
29. Cf2, Afl!
Ver el diagrama 195.
30. Cd3, Axd3; 31. Rxd3. El fi
nal de peón es tan sólo tablas. En la
práctica, Flohr ya lo aceptó al tratar
de evitarlas con su movimiento 28.
31. …, ReS; 32. Re2 (o 32. Rd2, h4!;
33. gh, f4; 34. h5, fe+=); 32. …, Re4.
Ésta es una posición de zugzwang
(si las negras mueven perderán, pe
ro si las blancas mueven son ta
blas). 33. h3 (o 33. Rf2, h4!); 33. …,
RdS!; 34. Rf3, ReS; 3S. h4, RdS;
36. Rf4, Re6; 1/2-1/2.
Aunque Capablanca tuvo éxito
en empatar el final, lo hizo sólo
después de una defensa extrema
damente ardua. De modo que a
pesar del final feliz para el propie
tario del “IQP”, este ejemplo pue-
126 PREPARACIÓN DE FINALES
Flohr-Capablanca,
después de 29. . .., Af! ver FP # 612
de seguir siendo válido como una terrible advertencia para no llegar a posiciones en las que uno tenga un peón aislado de dama sin activi dad compensatoria.
Veremos más ejemplos de peo nes aislados más adelante en este mismo capítulo, especialmente en la sección última acerca de las “is las de peones”, de modo que ahora pasaremos a los “peones retrasa dos”.
PEONES RETRASADOS
Un peón retrasado puede ser una desventaj a, bien como parte de una mayoría de peones a la que perjudique o como una debilidad por derecho propio.
Ver el diagrama 196.
Si el peón b negro estuviese en
b6 la posición serían tablas, pero
con el peón a retrasado las negras
virtualmente tienen un peón me
nos. Las blancas tienen dos formas
de ganar:
Un peón retrasado inutiliza una mayoría de peones
a) l. Rd4, Rf5 (o l. …, Rd6;
2. f5, etc.); 2. Rc5, Rxf4; 3. Rb6,
Re5; 4. Rxa6, Rd6; 5. Rxb5, Rc7;
6. Ra6, etc.
b) l. fS+, Rf6; 2. Rf4, Rf7;
3. Re5, Re7; 4. f6+ (o 4. Rd5, etc.);
4. …, Rf7; 5. Rf5, Rf8 (o 5. …, a5;
6. ba, b4; 7. Re4, etc.); 6. Re6, Re8;
7. f7+, Rf8; 8. Rf6, a5; 9. ba, b4; 10.
a6, b3; 11. a7, b2; 12. a8=D mate.
197
8
Berger-Bauer; Corres, 1889-1991
FP # 754
CONFIGURACIÓN DE PEONES Y PEONES PASADOS 127
En el ejemplo anterior la mayo ría de peones de las negras quedó totalmente inutilizada por el peón a retrasado. Aquí, sin embargo, las blancas son capaces de hacer valer su mayoría en el flanco de dama con un enérgico ataque. l. c4!, be;
2. Re3, Rg5; 3. a4!, Rxg4; 4. b4, ab;
5. Rd3 (pero no 5. a5?, b3; 6. Rd3,
b2; 7. Rc2, Rf3; 8. a6, Re2; 9. a7,
bl =D+; 10. Rxbl, Rd2; 11. a8=D,
c2+=); 5. …, h5. 6. a5; y ganan.
Rd6; 11. Rdl, Rc5; 12. b3, c3;
13. Tcl, d3 !; 14. cd, Th2; 15. Tc2,
Th1 +; 16. Re2, Rd4; 0-1.
Ver el diagrama 199.
Las blancas en realidad pueden tomar el peón b negro, pero una parte sustancial de las fuerzas ne gras se verán entonces obligadas a defenderlo, tras lo que las blancas pueden precipitar la acción en el otro lado del tablero.
198
N
Carranza-Capablanca Buenos Aires, 1911 (Partida de exhibición)
1 ‘
‘ ‘
Rubinstein-Takacs, Budapest, 1926
199
N
Las posición de las blancas tie ne muy mal aspecto, en vista de la gran ventaja espacial de las negras. El peón f3 es “útil” tan sólo en lo que respecta a su capacidad defen siva, pero incluso aunque estuviese en f5 las negras probablemente es tarían en una mejor situación -la casilla en la que realmente debiera estar es d3-. Capablanca ganó con mucha facilidad: l. …, Tf7; 2. Tf2, T7a7; 3. Rd3, a4; 4. ba, c4+; 5. Rd2, Txa4; 6. Tbl, Tal; 7. Tfl, Txbl;
8. Txb1, Ta2; 9. Rdl, b4; 10. Rd2,
l. …, Re7. Takacs decide mover su rey hasta el flanco de dama. Quizá lo debería haber dejado en el flanco de rey, y defender el peón b con las torres en a7 y e7, y el caballo en d8. Sin embargo, esto también le resultaría un tanto fatal.
2. Tb2, Rd7; 3. Tlbl, Rc8; 4. Re2, Te7; 5. Rf3, Te4; 6. g4! (con la mayoría de las piezas negras liga das al peón b es hora de iniciar alguna acción en el flanco de rey);
6. …, g6; 7. Tgl, Ct7; 8. h4!, gh; 9. gf, gf (si 9. …, g5; 10. Cc4! es mejor,
128 PREPARACIÓN DE FINALES
seguido de Cd6+ y el colapso del flanco de rey); 10. Tg7, CdS;
11. TgS, f4; U. ThS! (mucho mejor
que 12. Cxb7); U. …, fe; 13. fe, Rd7;
14. Tg2, TeS; 15. Txh4, Te7; 16.
ThS, Rc7; 17. TgS, Td7; lS. Cb3!,
a5; 19. Ccl, TaS; 20. Cd3. Rubins
tein amenaza ahora con maniobrar
al caballo hasta e6. Takacs intenta
un movimiento realmente desespe
rado: 20. …, b5; 21. cb+, Rxb6;
22. CeS, Td6; 23. a4, TeS; 24. Rg4,
1-0. En pocos movimientos más las
negras perderán una pieza o serán
objeto de un jaque mate.
En este magnífico final Rubins
tein demostró muy claramente su
plan al intentar primero suj etar al
oponente en una posición de debi
lidad, para luego cambiar el frente
de batalla de una forma tan rápida
que sus mal situadas piezas no tu
viesen tiempo de reaccionar.
200
S
Flohr- Vidmar; Nottingham, 1936
FT# 286; FAB # 407
Las blancas tienen ventaj a de bido al peón e retrasado y al solita rio peón a. Sin embargo, la posi ción de las negras es lo suficiente-
mente sólida como para tener bue nas perspectivas de defensa si pue den escoger el momento adecuado para abandonar la defensa pasiva. l. Re2, Re7; 2. Rd3, Rd6; 3. Ta5!, (no 3. Rd4?, Tb8; y el bloqueo que da roto, p.e. 4. TaS, eS+ es posible);
3. …, TaS; 4. Rd4. Las blancas se las
han apañado para detener eS, y
mantienen su ventaja. En este mo
mento no tienen ninguna amenaza
en particular, pero con el tiempo
podrían primero mejorar su posi
ción en el flanco de dama, y des
pués intentar abrir el flanco de rey
con g4, h4 y finalmente e4. Puesto
que las blancas intentan jugar e4,
Vidmar decide hacer que esto les
resulte tan caro como sea posible,
en términos de intercambio de peones. 4. …, f5!?; 5. b4, TbS? Éste
era el momento de que las negras se hiciesen activas, p.e. S. … , Rc7;
6. ReS, Rb7; 7. Rd6, Te8; 8. Ta3, d4!; 9. ed, Te2; 10. Tc3, Txg2;
11. Txc6, Txh2; 12. a4, gS !=; tal y
como señalan Smyslov y Leven
fish. 6. a3, TaS (la torre estaría en
muy mala situación en b6; no ten
dría ningún posible “movimiento
de avance”, y las negras podrían
fácilmente provocar un zugzwang);
7. e4!, fe; S. fe, de; 9. Rxe4, Ta7?
Como suele suceder en los finales
de torre, la defensa pasiva no es
buena. Aquí las negras tienen otra
oportunidad de activarse: 9. . .. ,
Rc7. 10, TeS ! (10. Rf4, Tf8+ !;
11. Rg3, Rb6=); 10. … , Rb6; 11.
Te7, aS !; 12. Txh7, ab; 13. ab, Ta4;
14. Tg7, Txb4+; 1S. Rt3, Th4; 16. h3,
Th6 !; 17. Rg4, eS; 18. RgS, Th8;
19. Txg6+, RbS; 20. Rg7, c4; 21. h4,
Tc8!; y el peón e de las negras ofre
ce posibilidades de tablas. 10. Rf4.
CONFIGURACIÓN DE PEONES Y PEONES PASADOS 129
201
N
Flohr- Vidmar, después de 10. Rf4 ver FT# 286a
La debilidad de los peones en el
damente, ambas posibilidades su
ponen una derrota. 17• •••, Rd6 (si
17. …, Rf6; 18. TeS, Tc7; 19. Ta5,
Ta7; 20. Rd4, Re6; 21. ReS, Td7
-21. …, Rd7 no ofrece ninguna posi bilidad después de 22. a4, y si 22. .. . , Rc7; 23. b5-; 22. Txa6, Td3; 23.
Txc6+, Rf7; 24. a4, Txg3; 2S. Txh6, y ganan. 18. TeS eS (18. … , Te7+; obviamente, es del todo inútil); 19. Td8+ !, Rc6 (o 19. …, Rc7; 20. Th8, cb; 21. Th7+, Rb6; 22. Txa7, Rxa7;
23. ab, Rb6; 24. RfS!, y las blancas coronan demasiado pronto, tan só lo por un movimiento); 20. Tc8+,
Rb6; 21. TxcS, Th7; 22. TeS, Rc6;
23. Te6+, RbS; 24. RfS, Tt7+;
flanco de dama se ha mutado en un par de peones aislados. Por su puesto, era extremadamente difícil decidir si se abandonaba la defensa pasiva y, en este caso, cuándo. Pe ro las negras debieron haberlo he cho en algún momento en el trans curso de la partida (en el movi miento nueve, ya que perdieron la oportunidad en el movimiento quinto) . Ahora parece que la de fensa pasiva es insuficiente y que las negras están perdidas. 10• •••, h6. Esto debilita su situación. Sin em bargo, si continúan pasivamente con
10. . .. , Ta8, entonces tras 11. RgS,
Ta7; 12. Rh6, las blancas tienen un
2S. Tf6, 1-0.
Mattisson-Rubinstein; Carlsbad, 19 11
202
N
claro plan para ganar: jugar g4 se
guido de h4-hS , forzando el inter
cambio en hS, y finalmente Tg5-g7.
11. h4, Re6; 12. Rg4, Ta8 (si 12. …,
Rf7; las blancas todavía juegan 13.
hS !); 13. hS!, gS (o 13. … , gh+; 14.
RxhS, Tg8; 1S. g4 !, Rd6; 16. Txa6,
etc.); 14. g3, Ta7; lS. Rf3, Ta8;
16. Re4, Ta7; 17. TeS+! Las negras
ahora tienen que decidir hacia dón
de moverse con su rey. Desgracia-
Un peón retrasado no es siem pre una debilidad. Rubinstein mo vió l. …, fS!, tras lo que el juego más acertado de las blancas hubie se sido forzar un final de peón de tablas con 2. eS. En vez de esto movió 2. ef+? (2. Rd3 es todavía peor: 2. …, fe+; 3. Rxe4, Tb8! -pero no 3. . . . , b5; 4. b4!; forzando una sim plificación-; y las negras jugarían bS con una gran actividad); 2• •.., gf.
130 PREPARACIÓN DE FINALES
Aunque el peón d sigue estando retrasado, simplemente está defen dido por el rey (y de hecho la torre), y apenas entorpece el movi miento de las piezas negras. Las negras tienen a su rey en una posi ción central, y la vertical g, y pro bablemente la vertical b, para su torre; y el peón d, lejos de ser dé bil, es realmente parte de una po tencial mayoría central. En pocas palabras: ¡las negras están mejor!
3. Td2 (o 3. g4, fg; 4. fg, Tf8!); 3. …, b5; 4. b3? (las blancas deben forzar la liquidación con 4. b4) ; 4. …, h5;
5. g3, f4!; 6. Te2+ (o 6. g4, hg; 7. fg, Th8; 8. Rd3, ReS; 9. Te2+, Rf6;
10. Re4, Rg5; con una gran venta
ja); 6. …, Rf5; 7. Te4, fg; 8. hg, Tg8;
9. Tf4+? Después de esto la posi
ción de las blancas empieza a co
lapsarse. Podían y debían haber ju
gado 9. g4+ !, hg; 10. Txg4, ya que si
10. …, Txg4??; 11. fg+, Rxg4; 12. cb,
ab; 13. a4, ganan las blancas; o si
10. …, b4+?; 11. Rd3, Txg4; 12. fg+,
Rf4!; 13. g5 !, Rxg5; 14. Re4, Rf6;
15. Rd5, Re7; 16. Rc6, y el final
de peón son tablas. Después de
10. Txg4 las negras conservarían
alguna posibilidad de victoria con
10. …, Th8!; pero lo que realmente
sucede es peor. 9. …, Re6; 10. Te4+
(si 10. g4, entonces 10. …, h4; 11. g5,
Txg5; 12. Txh4, Tg3; 13. Tf4, b4+; y
las blancas pronto pierden un
peón); 10. …, Rd7; 11. g4, Tf8!;
12. Te3? (si 12. gh, Txf3+; 13. Rc2,
Th3; las negras tienen buenas pers
pectivas para la victoria, pero esto
es ridículo); 12. .••, h4; 13. a4 (si
13. Rd2/d3, entonces 13 . … , h3 !);
1 3. …, ba; 14. ba, TeS!; 15. Rd2 (o
15. Td3, h3; 16. Rc2 -16. f4, h2;
1 7. Td1, Te3+; 18. Rd2, Tj3; 1 9. Th1,
Txf4; 20. Txh2, Txc4; gana, o si
1 7. Th3?, Te3+ !-; 16. …, Te2+;
17. Rc3, Tf2!; etc); 15. …, Txe3;
16. Rxe3, d5!; 0-1. Si 17. g5, d4+ !; o
17. cd, h3; 18. Rf2, h2; 19. Rg2, c4;
etc. Era hermoso que el estallido
final hubiera sido provocado por el
peón d retrasado, que las blancas
tan cuidadosamente impusieron a
las negras.
ISLAS DE PEONES
En lugar de pensar específica mente en términos de peones débi les, uno puede considerar las “islas de peones”, o “grupos” de peones. En todas las fases del ajedrez, y a menos que existan en los alrededo res peones pasados peligrosos, en general es una ventaja tener una posición compacta, sin demasiadas
“islas de peones”. Éste es particu
larmente el caso en los finales.
Mientras que las blancas tienen
tres islas de peones -b3, d4 y
f2+g2+h3-, las negras tienen única
mente una masa continua que va
de d5 a h4.
203
N
Lasker-Capablanca, Partida de torneo (10), La Habana, 192 1
CONFIGURACIÓN DE PEONES Y PEONES PASADOS 131
Si las blancas pudiesen contra rrestarla no sería demasiado im portante, pero el peón b de las blancas no es peligroso, de modo que las negras tienen una gran ven taj a. Con un gran juego Capablan ca logró ganar un peón sin dejar que Lasker pudiera contraatacar. l• •••, Tb6!; 2. Td3 (no 2. Tb2?, Tb4; y el peón b avanza; y el contrajuego proporcionado por avanzar el peón b tras el intercambio de caballos en d4 sería insuficiente; las negras cen tralizarían su rey antes de tomar el
Lasker-Capablanca,
peón d si quisiesen); 2• •••, Ta6!;
3. g4. Esto es necesario, ya que si
después de 9.
. . . , Tb1!
3. Td2, Tal+; 4. Rh2, Tbl; y si
5. Td3, Tb2!; o 3. Cc3, Tal +; enton
ces 4. Rh2, Tcl; 5. b4, Tc2 (no 5. …,
Cxd4; 6. Cxd5 !); 6. Rgl , Tb2; 7. b5,
Tb4; etc. Sin embargo, la posición
de las blancas ahora se dispersa
incluso más. 3• •••, hg; 4. fg (4. Cxg3,
Tal+; 5. Rg2, Cd6! -mucho mejor
que el caballo blanco-; 6. Rf3, Tbl;
7. Re3, Tb2; y las negras primero
centralizarán su rey y después in
tercambiarán caballos si así lo dese
an, con una posición apabullante);
4• •••, Ta2; 5. Cc3, Tc2; 6. Cdl. Quizá
las blancas podrían intentar 6. Rfl,
ya que si 6. …, Cxd4; 7. Cxd5 ! Sin
embargo, después de 6. …, Tb2 su
posición sigue siendo horrible. 6• •••,
Ce7! (el caballo se ha comportado
de modo excelente en f5, y ahora se
va a una nueva misión: a ganar el
peón b) ; 7. Ce3, Tcl+; 8. Rf2, Cc6;
9. Cdl, Tbl! (Lasker había tendido
una inteligente trampa: 9. …, Cb4;
10. Td2, Tbl ?; 11 . Cb2, Txb2?;
12. Txb2, Cb3+; 13. Re2, Cxb2;
14. Rd2, atrapando al caballo, y al
canzando así un final de peón de
tablas después de Cc4).
10. Re2. El peón b estaba perdi do de todas formas, pero puesto que la torre negra es mucho más
activa que la blanca, habría sido mejor forzar el intercambio de torres al tiempo que se perdía el peón, p.e. 10. Rel, Ca5; 11. Rd2, Txb3 (no 11. …, Cxb3+??; 12. Rc2);
12. Txb3, Cxb3+; 13. Rc3, y aunque todavía existen algunas dificultades técnicas por superar, con las negras un peón por delante y mantenien do una mejor configuración de peo nes, creo que la posición debe ser objetivamente una victoria. 10• ••• ,
Txb3; 11. Re3, Tb4!; 12. Cc3, Ce7;
13. Ce2, Cf5+; 14. Rf2. Con un
peón extra, una mejor configura
ción de peones y piezas más acti
vas, las negras ganan con bastante
facilidad. Capablanca terminó la
partida eficientemente: 14. •••, gS;
15. g4, Cd6; 16. Cgl, Ce4+; 17. Rfi,
Tbl+; 18. Rg2, Tb2+; 19. Rfl, Tf2+;
20. Rel, Ta2; 21. Rfi, Rg7; 22. Te3,
Rg6; 23. Td3, f6; 24. Te3, Rf7;
25. Td3, Re7; 26. Te3, Rd6; 27. Td3,
Tf2+; 28. Rel, Tg2; 29. Rfi, Ta2;
30. Te3, eS!; 31. Td3 (o 31. Ce2,
132 PREPARACIÓN DE FINALES
Cd2+; 32. Rf2, e4; 33. Tc3, Cf3;
34. Re3, Cel; 35. Rf2, Cg2; 36. Rxg2,
Txe2+; etc.); 31. •••, ed; 32. Txd4
(32. Ce2, Rc5; 33. Cxd4, Rc4;
34. Tdl, Cc3; y ganan); 32• •••, ReS;
33. Tdl, d4; 34. Tcl+, RdS; 0-1.
Después de 35. Tdl, Cg3+; 36. Rel,
Tg2; las blancas pierden el caballo.
diagrama 205. Pero sus ventajas son todas algo intangibles, y con una defensa cuidadosa las negras podrían ser capaces de lograr ta blas. De todas formas, en la partida real tienen un montón de oportuni dades para equivocarse. Y de he cho Pachman dio enseguida un pa tinazo con l. …, Rf6?; ya que era esencial evitar el próximo movi
205N
l:,
Kotov-Pachman, Venecia, 1950
miento de las blancas. Kotov reco
mendó l. …, h5; y Pachman l. …, f5.
2. g4! Con este movimiento las
blancas crean una nueva debilidad:
el peón h negro. La posición de las
negras estaba ya algo comprometi
da por la necesidad de proteger el
peón e, y añadir un peón h débil les
puso las cosas muy difíciles. 2• •••,
Re6. Al j ugar el estratégicamente
adecuado 2. g4!, las blancas tam
bién tuvieron que calcular la tácti
ca inmediata. Está a su favor. Si
2. … , Rg5; 3. h3, h5; 4. f4+, y si 4. …,
Rh4?; 5. Rg2, tras lo que 5. …, hg??
Las blancas tienen una preciosa y compacta configuración de peo nes, pero los peones negros no están tan bien. La isla de peones en el flanco del rey goza de una sufi ciente buena salud, pero la que consiste en los peones e y d está un poco enferma. Aunque el peón e retrasado no es particularmente débil por sí mismo, siempre reque rirá protección, y si en algún mo mento se avanzase el peón d que daría muy debilitado. Además, en el tipo de lucha cuerpo a cuerpo que se establecerá a partir del dia grama 205, un caballo es una pieza algo mejor que un alfil.
Por las razones detalladas ante riormente, las blancas están cierta mente en una mejor situación en el
permite 6. Th8, mate. Por supues
to, las negras podían y debían
haberse retirado después de 4. f4+,
pero entonces las blancas podrían
o ganar una permanente ventaja
espacial con g5 !?, o imponer un
peón h aislado a las negras con gh
(la última alternativa parece la más
racional). Si 2. …, c5 !?; 3. de, Axc5;
4. Ta5 !, y las blancas ganan el peón
d. Sin embargo, las negras tendrían
alguna posibilidad de hacer tablas
en el final con T, A+ 3 contra T, C
+ 4, ya que se habrían desembara
zado de todas sus debilidades.
Considerando que al alcanzar el
diagrama 207 las negras estaban
realmente perdidas, quizá debie
ron elegir algún momento anterior
para subsanar sus puntos débiles,
CONFIGURACIÓN DE PEONES Y PEONES PASADOS
incluso al precio de un peón (pero el diagrama 205 no está perdido;
¡ver los diagramas 207 y 209!).
3. Rg2, Tb7; 4. Te8+, Te7; 5. Th8,
f6. Las negras podían haber consi
derado 5. … , f5; 6. g5, Tt7 con la
amenaza de f4. Habrían tenido la
esperanza de seducir a las blancas
para que jugasen 7. f4, lo que apa
rentemente es muy positivo para
las blancas, pero en última instan
cia bloquea la ruta de entrada del
rey blanco. Sin embargo, las blan
cas pueden evitar tácticamente f4
con 7. Tc8 (también 7. Te8+); 7. …,
Rd7 (no 7. …, Tc7?; 8. Cc5+, y
ganan; o 7. … , f4; 8. Txc6, y las ne-
gras no generan ningún auténtico
juego); 8. Ta8, Re6 (8. . .. , f4;
9. Ta7+!); 9. Ta6, y después de 9. …,
Rd7; o 9. …, Tc7; las blancas pue
den j ugar con toda seguridad 10 h4
seguido de Rf3 etc. 6. h4, Tb7; 7.
Rf3, Tf7; 8. TeS+, Te7; 9. Td8!,
Ta7; 10. CeS+!, Re7 (si 10. …, Axc5;
11. de, Ta6 -11. …, Td7; 12. Tcl!r;
12. Td6+, Re7; 13. g5 !, como ocu
rrió realmente tras el movimiento
16 de las blancas); 11. Tc8 (no
11. Th8?, Axc5; 12. Txh7+??, Re6 !;
pero si ahora 11. …, Tc7; entonces
12. Th8 es muy fuerte -12. …, Axc5;
13. Txh7+, Rd8; 14. Txc7, Rxc7;
15. de, y ganan); 11• •••, AxcS; 12. de,
Rd7; 13. Th8, Re6; 14. Td8!
Las blancas tienen ahora el mis
mo número de islas de peones que
las negras, pero el peón en c5 ape
nas supone un punto débil. Más
bien, y gracias a su control de d6,
dificulta el juego de las negras.
14• ••• , Re7. Si 14. …, Tc7, Kotov
responde 15. Td6+, ReS; 16. Re2!,
g5; 17. hg, fg (ver el diagrama 207);
18. Rd3, Tc8; 19. Td7, h6; 20. Td6,
Kotov-Pachman, después de 14. TdB!
ganando un peón. Sin embargo, en lugar de 18 . …, Tc8? las negras pue den contraatacar con 18 . …, Tt7; y si 19. Txc6, con Txf2. No veo aquí una victoria clara. Si, por ejemplo,
20. Tc8, entonces 20. . .. , Re6! -el
único movimiento-; y no 20. . .. ,
Tfl ?; 21. Te8+; ni 20. …, Ta2?; 21
Te8+ !, Rf6; 22. c6, Ta7; 23. Rd4; ni
20. …, Tt7?; 21. Re8+, Rf6; 22. Rd4.
207
S
Kotov-Pachman, subvariación después de 17. . .. , fg
¿Es esto un zugzwang?
134 PREPARACIÓN DE FINALES
He examinado la posición del diagrama 207 durante algún tiem po tratando de encontrar un modo de obtener una victoria clara, pero no puedo ver ninguno obvio. Si las negras moviesen estarían en zugz wang y perderían inmediatamente, pero si las blancas mueven esto es difícil. Por ejemplo,
a) 18. Rd3, Tf7 !; es tan enmara
ñado como al principio.
b) 18. f3, Ta7 !; 19. Txc6, Ta2+;
20. Rfl (quizá 20. Rd3, Ta3+;
21. Rd2), y ahora 20. …, d4 ! causa
cierta confusión.
e) 18. Rf3, Tf7+; 19. Rg3, Tf6!; y
las blancas estarían bien colocadas
en el final de peón.
d) 18. Th6, d4!
e) 18. Td8 podría ganar, pero es
muy complicado; por ejemplo:
el) 18• •••, Ta7; 19. Tc8, Ta6;
20. Te8!, Rf6; 21. Td8; y con la to
rre en a6 las negras están peligro
samente cerca del zugzwang,
e2) 18• •••, Tf7?; 19. Te8+, Rf6;
20. Tc8.
Hay, sin embargo, tres movi
mientos que parecen aprovecha
bles -18• •••, Te7; 18• •••, Re6; y 18. •••,
Rf6– y no puedo ver nada que esté
claramente en contra de ellos.
Yo sugeriría que una de las líne
as de juego “enmarañadas” (a) y
(b) del diagrama 207 probablemen
te conducen a una victoria para las
blancas. Claramente, Pachman de
bía haber jugado para esta posición
(pero con vistas al recurso utilizado
en el diagrama 209).
Retornamos a la partida, en la
que Pachman acababa de jugar 14.
… , Re7? (desde el diagrama 206).
15. Td6!, Ta6; 16. g5! (ahora el rey
blanco puede entrar en la posición,
y las blancas prácticamente están ganando); 16. •••, fg; 17. hg, Rf7;
18. Rg3! (no 18. Rf4?, Ta4+;
19. Re5?? -19. Rj3-, 19. …, ¡Te4;
mate !); 18• •••, Re7; 19. f3, Ta3;
20. Rf4, Ta4+; 21. ReS, Ta3! (si
21. … , Ta7; 22. Te6+, Rd7; 23. Rf6,
gana; pero ahora si 22. Te6+, Rd7;
23. Rf6? las negras tienen 23. . .. ,
d4!); 22. Txc6, Txe3+; 23. Txd5,
Td3+ (o 23. …, Txf3; 24. Tc7+, Re8;
25 . Txh7, Tf5+; 26. Re6, Rd8;
27. Rd6, etc); 24. Re4, Tc3; 25. f4,
Tc1; 26. Tc7+.
208
N
Kotov-Pachman después de 26 Tc l+
Una de las peores cosas que pueden suceder cuando se está anotando una partida de ajedrez es ésta: al final del proceso técnico largo y sumamente lógico median te el que evalúas la ventaj a de un jugador, súbitamente descubres que el defensor tiene un recurso táctico (bastante insospechado) que signi fica su salvación. ¿Qué puedes ha cer? ¿Significa esto que tu juicio era erróneo desde un principio, o es simplemente un revés del desti no? Ciertamente, todas tus anota-
CONFIGURACIÓN DE PEONES Y PEONES PASADOS
ciones hasta ese punto estaban equivocadas, o por lo menos mal enfocadas, ya que ¡intentaban de sesperadamente sacar al defensor de una posición que ahora aparece como su única posibilidad de sal varse!
Creo que ya ha habido suficien tes emociones, y que debo retornar ahora a la cuestión que estamos tratando, que no es más que decir que esta desgracia para el anotador me pasó en esta partida.
Pachman jugó 26• •••, Rd8; y después de 27. Txh7, Txc5; 28. Tt7!, renunció, ya que no hay defensa ante la amenaza de 29. Tf6. Si
28. . .. , Tc6; entonces o 29. Tf6,
Txf6; 30. gf, Re8; 31. Rd5 !, o sim
plemente primero 29. ReS.
La otra línea de juego, 26. …,
Re6; parece igualmente inútil: 27.
Txh7, Tc4+; 28. Rf3, Txc5; 29. Tg7:
209
N
Txg6+, Rf5!, 31. Txc6 es ahogado, mientras que otras líneas de juego también parecen conducir a tablas:
a) 30. Txg6+, Rf5; 31. Tg7/g8, Tc3+; 32. Rf2, Rxf4; 33. g6, Rf5=. Las blancas podrían intentar en su lugar 31. Th6, Tc3+; 32. Rf2, Txf4;
33. g6, con la idea de 33. … , Rg5?;
34. g7, pero p.e. tanto 33. …, Tf3+
como 33. …, Tc8 hacen tablas con
facilidad.
b) 30. Re4, Tc4+; 31. Re3, Rf5;
32. Tt7+, Rg4; 33. Tf6, y ahora sim
plemente 33. … , Ta4; y las blancas
no pueden progresar: 34. Txg6,
Txf4; 35 . Tg8 (o 35. Tf6, Ta4; 36. g6,
Ta8; 37. g7, Tg8=); 35 . … , Ta4;
36. g6, Rg5; 37. g7, Rg6.
e) 30. Rg4! es, por supuesto, la
mejor opción para las blancas, pe
ro tras 30. … , Rd5 ! creo que las
blancas se sostienen, p.e. 31. f5,
Tc4+; o 31. Tt7, Ta6; 32. Tf6, Txf6;
33. gf, Re6; 34. Rg5 , Rt7=. Las
blancas podrían haber detenido al
rey negro con 31. Te7, pero no veo
cómo esto podría haberles ayuda
do.
Kotov-Pachman después de 29. Tg7
¡Si juegan las negras hacen tablas!
Y ahora, 29. … , Rf5 pierde rápi damente ante 30. Tt7+, Re6; 31. Tf6+. Las negras, sin embargo, tie nen un recurso sorprendente: 29. …, Tc6! ! La cuestión es que si 30.
He empleado mucho tiempo en
la partida Kotov-Pachman (mucho
más del que tenía pensado al em
pezar a escribir sobre ella) . Sería
adecuado ahora intentar resumir lo
que este final demuestra, si es que
demuestra algo. Creo que refleja:
1) Que tener los peones disper sos en un final es una grave des ventaja.
2) Que los caballos son mejores
que los alfiles en la lucha cuerpo a
cuerpo.
3) Que la conversión técnica de
una pequeña ventaja en una victo
ria es extremadamente difícil con-
136 PREPARACIÓN DE FINALES
tra una defensa adecuada, y de hecho a menudo imposible.
4) Que oportunidades tácticas “azarosas” son realmente posibles en los finales, incluso cuando pare ce que hay pocas esperanzas, y que uno no debe renunciar demasiado pronto sólo porque su posición sea desastrosa.
Finalmente, puede que le haya proporcionado al lector alguna idea de los problemas que es facti ble que surjan al anotar partidas de ajedrez.
Se trata de un trabajo que estoy
dispuesto a admitir que no es desa
gradable, ¡pero en ocasiones un
tanto irritante !
PEONES PASADOS 137
1 O. Peones pasad os
En este capítulo veremos bre vemente algunos aspectos relativos a los peones pasados. Quiero con centrarme en los problemas estra tégicos de los distintos tipos de peones pasados más que en los problemas tácticos asociados con su conversión.
APOYO ADECUADO
Si un peón pasado se adelanta prematuramente se puede conver tir simplemente en un punto débil que el oponente puede rodear y ganar.
El peón pasado d es un peón
extra, pero está demasiado alejado
del cuerpo de ejército blanco, y
210
N
‘
Karpov-Korchnoi, Partida de torneo (8,) 1974
PEL # 70
con su movimiento Korchnoi logró neutralizar la ventaja de Karpov. l. • .• , hg; 2. hg, Rf6; 3. Rfi, Re7;
4. Cd2 (si 4. Re2, Rd6; ó 4. Cg5, f5 !;
5. gf, gf; 6. Ce6, Rd6; 7. Cf4, Re5 !;
en ambos casos las negras ganan el
peón d antes de que las blancas
puedan acudir en su ayuda); 4• ••• ,
Ac7! No, por supuesto, 4. …, Rd6?;
con el que la táctica gana para las
blancas: 5. Cc4+, Rc5; 6. d6, Rc6; 7.
d7 !, Ac7; 8. Ce5+ !, Rd6; 9. d8=D+ !, Axd8; 10. Cxt7+, y 11. Cxd. Éste es
un buen ejemplo del principal peli gro que debe evitarse al rodear a un peón pasado débil. ¡Si uno no es cuidadoso, la táctica puede preva lecer y transformar la debilidad en el elemento que haga ganar la par tida! 5. Ce4 (si 5. Cc4, b5; 6. Ce3, Rd6; seguido de Ab6 y Axe3, con lo que las negras están como míni mo en una situación equivalente) ;
5. • •. , f5!; 6. gf, gf; 7. CeS, Rd6!;
8. Cxb7+, Rxd5. Las blancas han
logrado intercambiar su peón extra
-en lugar de perderlo sin más-, pe
ro ahora su caballo está algo mal
colocado. 9. b4!, Rc4!; 10. CeS, Ab6! (no 10. …, Rxb4??; 11. Cxa6+,
ni 10. . . . , a5; 11. Ce6) ; 11. Cxa6,
Rb5; 12. CeS, Rxb4; 13. Cb3, Ra3;
V2-112. Aunque llevó cierto tiem
po engullir y después devorar al
peón d, las blancas fueron incapa
ces entretanto de generar una ac
tividad táctica suficiente para man
tener su ventaj a.
138 PREPARACIÓN DE FINALES
Narcza-Simagin; Moscú, 1949
FC # 192
A diferencia del ejemplo pre vio, las negras disponen aquí de un peón menos, pero tiene su peón d pasado y estupendamente apoyado por el rey y el caballo. De hecho, tienen una victoria forzada: l. …, d3!; 2. Rfl, Cc3; 3. Rel, Rd4; 4. Rd2 (forzado), 4. -., Ce4+; 5. Rcl (si
5. Rd1, Re3; 6. Cb5, Cf2+; o 5. Re1, Re3; 6. Cb5, d2+); 5• •••, Cd6!! (el único movimiento para ganar -si
5. …, Re3; entonces 6. Cb5, d2+;
7. Rc2!, Re2; 8. Cd4+=); 6. Rd2 (o
6. Cc6+, Rc3 !; 7. Ce7, d2+; 8. Rd1,
Ce4; 9. Cd5+, Rc4!; y ganan, tal y
como expone Simagin); 6• •••, Cc4+;
7. Ccl, d2+; 8. Rc2, Re3; 9. Cb5,
Ca3+!; 0-1.
Hay innumerables ejemplos del
triunfo de peones pasados que están
convenientemente apoyados. Aquí,
sin embargo, se trata de un peón que
a pesar de estar muy bien apoyado
no debería haberse abierto camino.
En el diagrama 212 el peón e
pasado de las blancas les da una
ventaja obvia, pero parece que esto
no debiera haber sido suficiente
para garantizarles la victoria.
Lukov-Duriga; Polonia, 1975 lnformator 20 # 22
l. ReS! (1. Rd6, Rf6=); l• •••, h5 (no l. …, Rh4?; tras el que 2. Rd6 es decisivo); 2. Aa4, h4; 3. Ad7! (zugzwang); 3. •••, h3; 4. Axh3, Ce8!; 5. Ae6!, Rh6 (si 5. …, Cf6; en tonces 6. Afl, Cg4+; 7. Rd6!, Cf6;
8. Re6 -zugzwang-; 8. …, Ch5;
9. Axg6, y ganan); 6. Ad7, Cg7;
7. Cf6, g5; 8. Rt7, Rh7; 9. Rf8, Rg6;
10. Ag4.
Aquí las negras jugaron 10• •••,
Rf6?; y después de 11. Af5! esta
ban en zugzwang: 11. •••, g4; 12.
Axg4, Rg6; 13. Ad7, Rh7 (si 13. …,
213
N
Lukov-Duriga, después de 1O. Ag4
PEONES PASADOS 139
Rf6; 14. Af5! ); 14. Rt7, Rh6;
15. Ag4, Rh7; 16. Re2, 1-0, ya que
si 16. …, Rh6; 17. Ad3, o 16. …,
Rh8; 17. Ad3 , Cf5; 18. e8=D+, o si
16. … , Cf5; 17. Ad3 , es una clavada.
En lugar de 10. …, Rf6? las ne
gras debieran haber jugado 10. …,
Rh7! (no 10. …, Rh6; 11. Af5, etc.).
Si 11. Af5+, Rh6, entonces son las
blancas las que tienen que mover, y
ahora están en zugzwang, ya que
12. Rf7?? no logra mantener el do
minio -12. …, Cxf5 !, y la única opor
tunidad de las blancas es 13. e8=C.
Después de 10. …, Rh7 ! no veo
el modo por el que las blancas pue
dan colocar a las negras en zugz
wang. Mientras maniobran tienen
que tratar de evitar tanto Ce6+ co
mo Ce8, y también recordar que
con su rey en f7 el caballo puede to
mar f5. Además, el alfil debe per
manecer en una casilla desde la que
pueda impedir g4. Parece que estas
consideraciones limitan demasiado
los movimientos de las blancas, p.e.
10. …, Rh7 !; 11. Ah3, Rg6; 12. Ad7,
Rh7 !; 13. Rf7, Rh6; 14. Rg8, g4!
(pero no 14. …, Rg6?; 15. Af5+ !,
Rf6/h6; 16. Rf8, y ganan); 15. Axg4,
Ce8; y las negras hacen tablas.
PEONES PASADOS PROTEGIDOS
Los peones pasados protegidos son, en general, un gran recurso en los finales, y algo muy codiciado.
Ver el diagrama 214.
Las blancas ganan simplemente
yendo a por el peón h y tomándo
lo. Las negras no pueden defender
lo, ya que si su rey se desplaza a la
vertical g el peón e coronará. Des
pués de que el peón h se haya esfu-
mado el rey retrocederá y las ne gras pronto tendrán que dejar pa so. Por ejemplo, l. Re3, Re6;
2. Rf3, Rf5; 3. Rg3, Re5; 4. Rh4,
Rf5; 5. Rxh5, Rf6; 6. Rg4, Re5;
7. Rg5, Re6; 8. Rf4, Rf6; 9. Re4,
Re6; 10. Rd4, etc.
214
8
a) Diagrama b) h5 ….. g5
Philidor, 1777; FP # 402
Si, sin embargo, el peón pasado negro lateral llega a ser un peón g, puede defenderse: l. Re3, Re5;
2. Rf3, Rf5; 3. Rg3, Re5 ! (pero no
3. . .. , Rf6??; 4. Rg4, zugzwang y
ganan); 4. Rg4, Rf6=. Si las negras
mueven también son tablas: l. .. . ,
Re5; 2. Re3, Rd5 ! (pero no 2. … ,
Rf5?; 3. Rd4, g4; 4. Rd5 ! -o 4. Re3-
f2-g2-g3-; 4. …, g3; 5. c6, y ganan);
3. Rf3, Re5; 4. Rg4, Rf6, etc.
El peón pasado blanco protegi
do no está muy avanzado. Si las
negras mueven hacen tablas con
l. …, Rf3! (pero no l. . .., Re3?;
2. Rdl, Rf3 -2. …, Rd4; 3. Re2, etc.-;
3. Rc1 , Re3; 4. Rb1, Rd4; 5. Ra2,
Rc5; 6. Rb3, etc.); 2. Rfl, Re3;
3. Rel (si 3. Rg2, Rd2!; y las negras
coronan primero, con unas tablas);
140
215
N
PREPARACIÓN DE FINALES
4. Ce3, Re6; 5. Cfl, Cf8; 6. Cg2, en donde tienen una posición sólida. En vez de esto, Euwe se embarcó en el demasiado optimista plan de intentar llevar a su caballo a e6. l. g4?, Cd6; 2. Re3, CbS; 3. f4, Cc8;
4. fS, Ccd6; S. Cf4.
• 21 7
i ‘ N
FP # 154; Grigoriev, 192 1
3. •••, Rf3!; 4. Rdl, Re3; S. Rcl, Rd4; 6. Rbl, ReS; 7. Ral, Rb4=.
216
B
Euwe-Averbakh, después de 5. Cf4
Las blancas han activado su ca ballo, pero ahora el peón b dice la suya. S• •••, Cxa3; 6. Axa3, CbS;
7. Acl, Cxc3; 8. Ce2, Cbl!; 0-1. En
esta casilla el caballo evita la apro
ximación del rey blanco. Las ne
gras ganarán las dos piezas blancas
con los peones a y b.
Euwe-Averbakh; Zurich C, 1953
El fuertemente protegido peón b avanzado de las negras les da la ventaja. Además, el alfil blanco está muy mal colocado. Sin embar go, si las blancas hubiesen jugado pasivamente hubiesen tenido una excelentes perspectivas de hacer tablas. El plan correcto es mover el rey hacia bl para reforzar el flanco de dama. Así, las blancas deberían haber jugado l. Cf4, Rf7 (para de tener Ce6); 2. g3, Cd6; 3. Cg2, Cb5;
Skóld-Botvinnik; Estocolmo, 1962
218
B
PEONES PASADOS 1 41
Las blancas tienen temporal mente dos peones más, pero sus peones del flanco de rey son una ruina, y el peón g negro es muy fuerte. Como dijo Botvinnik, “no hay duda de que las negras gana rán”. l. Td4, Txh5; 2. Tc4, Tb4; 3. Txb4, ab; 4. Rd2, Kd5; 5. Re3, Txh4; 6. Tdl+, ReS; 7. Td7, Th3+;
8. Re2, Tf3; 9. Txe7, Txf4; 10. Re3, Te4+; 11. Rd3, Rd5; U. a3, Td4+! (quizá la idea de las blancas era que si 12. …, ba entonces 13. c4+ podía causar algo de confusión; de hecho esto no es así debido a 13 . … , Txc4; 14. Rd7+, Re6 !; 15. Td6+, Rxe5; pero el movimiento de Bot vinnik es incluso más sencillo);
13. Re3, f4+; 14. Re2, ba; 15. Ta7, Rxe5; 16. Txa3, f3+; 0-1.
e4 bloquea al peón irradiando po der, mientras que el alfil negro está manifiestamente mal colocado. Además, el rey blanco puede pene trar fácilmente hasta f5 . Averbakh ganó enseguida. l. g5!, Rg7; 2. Rf3, Rf7; 3. Rg4, Ae7; 4. Rf5. Si las ne gras hubiesen maniobrado de mo do que fuesen las blancas las que tuviesen que mover en esta posi ción, las blancas jugarían 5. h6 !, Af8; 6. Cf6, Ae7; 7. Cxh7, e4;
8. g6+, etc. 4• •••, Af8; 5. Cf6, h6! (la
única posibilidad) ; 6. gh!, Axh6;
7. Ce4, Af8; 8. h6!, Axh6 (o 8. …,
Ae7; 9. h7, Rg7; 10. Re6, Af8;
11. h8=D+, Rxh8; 12. Rf7, etc.);
9. Cxd6+, Re7; 10. Ce4, Ae3;
11. d6+!, Rd7; 12. Rxe5, 1-0.
219
B
Averbakh-Pano� A1oscú, 1 950
FA c C# 309
Los peones pasados protegidos
PEONES PASADOS LATERALES Y CENTRALES
En el final generalmente es una gran ventaja tener un peón pasado lateral cuando el oponente no tiene peones pasados propios. Sin embargo, si varios peones pa sados se oponen unos a otros, la ventaja se decidirá en parte por lo avanzados que estén los peones de cada lado, y en parte por el tipo de final.
En los finales de rey y peón, un peón pasado lateral es habitual mente mucho más fuerte que un peón pasado central, ya que des viará al rey contrario lejos de la
no siempre son fuertes. En el dia
grama 212 las negras tienen un
peón e pasado protegido, pero esto
difícilmente se puede considerar la
característica más predominante
de la posición. El caballo blanco en
acción principal.
Éste es también el caso de los
finales de caballo, ya que un caba
llo por sí solo suele tener grandes
dificultades en evitar que un peón
pasado corone.
142 PREPARACIÓN DE FINALES
En los finales de torre y de alfil, sin embargo, un peón pasado cen tral puede ser como mínimo tan bueno como uno lateral. En estos finales es en general posible como último recurso deshacerse de una pieza a cambio del peón pasado, y la centralización que supone la pro tección del peón pasado puede ser entonces un factor importante.
En los finales de dama cual
quier peón pasado es peligroso si
está muy avanzado. Una dama
puede forzar un peón pasado en
contra de la dama opuesta sin nin
guna otra ayuda. Y aunque suele
ser posible sacrificar una dama por
el peón pasado si así se desea, esto
no es en general una política muy
provechosa.
Finalmente, tan sólo algunas
palabras acerca de los peones pasa
dos en los finales con un balance de
piezas desigual. Las torres son en
general mucho mejores que las pie
zas menores al enfrentarse con los
peones pasados (cfr. el capítulo del
intercambio), y los alfiles son en
general mejores que los caballos.
220
B
Un peón pasado lateral
El peón pasado lateral de las blancas les proporciona una victo ria fácil, p.e. l. Re3, g5 ; 2. a4, Rc5;
3. a5, Rb5; 4. Rd4, Rxa5; 5. Re5, f4;
6. gf, gf; 7. Rxf4, Rb5; 8. Rg5, Rc5;
9. Rh6, Rd6; 10. Rxh7, Re6;
11. Rg6! (no 11. h4?, Rf5; 12. h5,
Rf6!=); 11. …, Re7; 12. Rg7, y ga
nan (1. h4, h6; 2. a4, g5; 3. h5, Rc5;
4. a5, Rb5; 5. Rd4, Rxc5; 6. Re6, f4;
7. gf, también gana.)
Ver el diagrama 221.
Las blancas ganaron el diagra
ma 220 fijando el peón h de las
negras, y tomándolo cuando el rey
negro abandonó el flanco de rey.
Sin embargo, en esta posición los
peones blancos están divididos, lo
que hace extremadamente difícil
fijar los peones del flanco del rey.
Las blancas de hecho pueden ele
gir entre fij ar el flanco de rey y lle
var a su rey a una posición satisfac
toria (pero no pueden hacer ambas
cosas). l. …, Rt7; 2. Rd3, Re6;
3. Re4.
Las blancas pueden intentar
3. h4 para fijar el flanco de rey. Si
entonces 3. …, g6; 4. h5, gh?; 5. Re4,
221
B
Bogo/jubow-Fine; Zandvoort, 1936
FAB # 63; FP # 373
PEONES PASADOS 1 43
las blancas ganan por un tiempo, p.e. S. …, Rd6; 6. Rf3, CeS; 7. Rg3, RbS; 8. Rh4, Ra4; 9. RxhS, Rxa3;
10. Rh6, etc. Pero las negras pue den jugar en su lugar 3. …, g6; 4. h5, RdS !; S. h6, ReS; y aunque las blan cas han fijado el peón h, el rey ne gro es ahora tan activo que logran hacer tablas, p.e. 6. Rc3, RbS; 7. Rd4, Ra4; 8. RdS, Rxa3; 9. Re6, gS;
10. fg, fg; 11. RfS, Rb4; 12. RxgS, ReS; 13. Rf6, Rd6=. Incidentalmen te, en esta variación las negras po dían jugar 3. …, RdS primero, y des pués 4. h5, g6! Otra alternativa es 3. Rd4, Rd6 (no 3. …, g6?; 4. ReS!,
FP # 785
222
B
ganan); 4. h4, g6; S. hS. En esta variante, sin embargo, las negras tienen un tiempo extra sobre la últi ma, y pueden jugar S. …, gh!; 6. Re4, ReS; 7. Rf3, RbS; 8. Rg3, Ra4;
9. Rh4, Rxa3; 10. RxhS, Rb4; 11.
Rh6, ReS; 12. Rxh7, Rd4; 13. Rg6
(no 13. fS??, Re4!); 13. …, Re4!; 14.
Rxf6, Rxf4. Finalmente, si las blan
cas insisten demasiado en desplazar
a las negras, éstas pueden hacer ta
blas inmediatamente: 3. Rc4, Rd6;
4. RbS, gS ! Volviendo al desarrollo
principal, 3• ••., g6!; 4. Rd4 (si 4. fS+,
Rd6!=; o 4. a4, Rd6; S. aS, ReS; 6.
a6, Rb6; 7. Rd5, g5 !; 8. fS -8fg es lo
mismo que en la partida, es decir 8.
…, fg; 9. ReS, Rxa6; 10 RfS h6! =- 8.
…, hS; 9. Re6, h4 y los peones coro
nan simultáneamente); 4. …, Rd6;
5. Rc4, h6 (S. …, Rc6 estaba bien,
pero ahora las negras amenazan 6.
…, gS; 7. fg, hg; seguido de fS-f4=);
6. Rd4, Rc6 (no 6. …, g5?; 7. Re4!);
7. Re4, Rb5; 8. Rd5, g5!; 9. fg, fg!;
10. ReS, Ra4; 11. Rf5, Rxa3; 12.
Rg6, Rb4; 13. Rxh6, g4!; 112-112. Después de 14. RgS, ReS; 1S. Rxg4, Rd6 el rey negro llega a f8.
Aunque el rey negro está más
avanzado, el peón pasado lateral
de las blancas les proporciona una
victoria trivial: l. Rc2, Ra3 (no
ayudaría posponer el intercambio
de peones, p.e. l. .. . , ReS; 2. Rc3,
RbS; 3. a3, ReS; 4. a4, Rd5; S. aS,
ReS; 6. a6, etc.); 2. Rc3, Rxa2;
3. Rxc4, Rb2; 4. Rd4, Rc2; 5. Re4,
Rd2; 6. Rf5, Re2; 7. Rxg5, Rf2;
8. Rxf4, Rxg2; 9. Rg4, y ganan.
Las blancas habrían ganado in
cluso si hubiesen tenido un tiempo
menos, como en el diagrama 223:
223
B
FP # 600
144 PREPARACIÓN DE FINALES
l. Rc4, Rc2; 2. Rd4, Rd2; 3. Re4, Re2; 4. RfS, Rf2; S. RxgS, Rg3;
6. RfS (o 6. RhS, Rxg2; 7. Rg4!), y
si 7. …, Rf2; 8. Rxf4, o 7. … , Rh2;
8. Rxh4.
224
8
Chigorin-Marsha/1; Carlsbad, 1907
El peón pasado b es extrema damente poderoso. Después de l. CdS!, Cd7; 2. gS!, las negras se sometieron dócilmente a su destino con 2• •••, h6(?); 3. Cf6!, Cb6; 4. h4. Una vez que los peones del flanco de rey están bloqueados la posición no ofrece esperanza. La partida finalizó con 4. •••, hg; S. hg, Rf8;
6. ReS, Ca4+ (si 6. …, Cc8; simple mente 7. b6! gana como en la parti da); 7. Rd6!, Rg7; 8. Rc6, Rf8;
9. b6!, Cxb6; 10. Rxb6, Re7; 11. Rc7, Rf8 (o 11. … , Re6; 12. Rd8, RfS ;
13. Ch7!, etc.); 12. Rd7, Rg7; 13.
Re7, Rh8; 14. CeS (no 14. Rxt7,
ahogado); 14• •••, Rg8; 15. Rf6, 1-0.
Después de l. CdS, Cd7; 2. gS !,
las negras podrían haber intentado
confundir a las blancas con 2. …,
fS(!). Este movimiento, que no se
menciona en Finales de caballo,
objetivamente no es más fuerte
que 2. . .. , h6; pero por lo menos
ofrece a las blancas una oportuni
dad para equivocarse.
El primer movimiento que con
sideré fue 3. b6? Esto da a las ne
gras una excelente oportunidad pa
ra confundir las cosas con 3. … , h6 !;
4. h4, hg; S. hg, Rt7; 6. b7, Re6; 7.
Cf4+, Rd6; 8. Cxg6, Cc7. Quizá
esta posición sea una victoria para
las blancas, pero tendrían que ju
gar muy bien para demostrarlo.
Después pasé a considerar, de
forma un tanto estúpida, 3. gf+(?).
Parece que este movimiento gana,
pero existe una alternativa mucho
mejor. Sin embargo, tras haber
empleado mucho tiempo en él, y
puesto que la posición es bastante
interesante, voy a dar un análisis
abreviado de 3. gf+(?) al final.
Las blancas podrían considerar
3. Cf4, pero después de 3. … , Rt7;
4. RdS, Re7; S. Cc6, CeS; 6. Rc7,
Cc4; 7. b6, Cxb6; 8. Cxb6, Rd6; las
negras han conseguido una posibi
lidad de hacer tablas, y si en esta
línea las blancas intentan 7. h4,
después de 7. … , Cb2! el peón to
davía no puede avanzar -8. b6,
Ca4; 9. b7, CeS; y si 10. b8C? ,
Ce6+ !
Otra posibilidad es 3. Cf6, Cb6;
pero en este caso no 4. ReS? (4.
h4!); 4. … , Ca4+; S. Rc6, tras el que
las negras pueden jugar S. … , f4!; o
primero S. … , h6; 6. Ce8+, Rh7;
7. h4, hg; 8. hg, f4!; que es suficien
te para hacer tablas, p.e. 9. b6,
Cxb6; 10. Rxb6, f3; 11. Cf6+, Rg7;
12. Cg4 (o 12. Ce4, Rt7; 13. ReS,
Re6; 14. Rd4, RfS; 1S. Re3, f2!=);
12. … , Rt7; 13. CeS+, Re6; 14. Cxf3,
RfS; 1S. ReS, Rf4; y 16. RdS? pier
de, de modo que las blancas deben
mover el caballo.
PEONES PASADOS 1 45
El mejor movimiento es simple mente 3. h4 ! Esto coloca a las ne gras en zugzwang, p.e.
a) 3. •.., h6; 4. Cf4! remienda el flanco de rey: 4. …, hg; S. hg, Rt7;
6. RdS, etc.
b) 3• .••, Cb8; 4. ReS, Rt7; S.
Rd6.
e) 3• •••, Cf8; 4. ReS, es lo mismo.
d) 3• •••, Rt7; 4. Cf6!, Cf8 (o 4. … ,
Cb6; S. Cxh7, Re6; 6. Cf6, y simple
mente 7. hS , etc); S. b6, Ce6+; 6.
RdS, Cd8; 7. Cxh7, y ganan.
e) 3• •••, Rh8; 4. Cf6, Cb8 (si 4. …,
Cb6; S. Cxh7, Re6; 6. Cf6, y Rg7;
7. b6, es suficientemente bueno);
S. ReS, Rg7; 6. Rd6, o 6. CdS, ganan.
Así, 3. h4! gana con extrema
facilidad. Aquí doy ahora, en cual
quier caso, el un tanto redundante
análisis de 3. gf+(?). 3. gf+, Rt7.
Las blancas han ganado un peón,
pero están algo desorganizadas. 4.
h4! (no 4. b6?, Cxb6 !=; ni 4. Re4?,
Re6; S. b6, CeS+ -5. …, Cxb6!?-; y
el peón b queda bloqueado en la
sexta horizontal). 4. …, Re6. La va
riante 4. … , h6; S. b6 se debe co
rresponder con una línea ya estu
diada. Las negras podrían intentar
bloquear el peón b en b6, pero
pierden por un tiempo, como por
ejemplo 4. . .. , Cf8; S. b6, Ce6+;
6. ReS, Cd8!; 7. Rd6, h6 (7. …, Cb7+;
8. Rc7, CeS; 9. Rc6! -pero no 9 b7?
h6!-; 9. …, Ce6; 10. b7 !, y ganan);
8. Rc7, Ce6+; 9. Rc8, CeS; 10. Cf4!
(ahora no 10. b7?, Cxb7; 11. Rxb7,
gS=); 10. . .. , gS (10. . .. , Ce4;
11. Cd3 !); 11. hg, hg; 12. Cd3 !, g4
(12. …, Ca6; 13. Rb7 !; o 12. … , Ce4;
13. Rc7!); 13. CxcS, g3; 14. Ce4, g2;
1S. CgS+, y 16. Cf3. La línea de jue
go sigue con S. b6 !, h6. S. …, Cxb6;
ahora pierde, p.e. 6. Cxb6, Rxf6;
7. Re4, gS; 8. hS, g4; 9. Rf4, g3;
10. CdS+, Re6; 11. Ce3, Rf6;
12. Cg4+ !, etc. Las negras no pue
den evitar h6; de otra forma el plan
(después de b7) de Rh6 (forzando
. .. , Rg8) y Ce3-g4-eS hubiera ganado
con facilidad. 6. b7, Rf7; 7. Re3,
Re6; 8. Rf3, Rf7; 9. Rg3, Re6 (o 9. …,
Cb8; 10. Rg4, Cd7; 11. hS); 10. h5!
225
N
Chigorin-Marsha/1 (análisis), después de 1O. hS!
Las negras ahora tienen que elegir entre:
i) 10. …, gh?; 11. Rh4, etc.
ii) 10. …, Rt7; 11. Rg4, Cb8;
12. gh+, Rxg6; 13. Rf4, Cd7 (13. … ,
Cc6; 14. Ce7+; 13 . …, hS; 14. ReS,
Rt7!; conecta con otra línea de jue
go); 14. Cb6!, Cb8; 1S. ReS, Rt7;
16. RfS, seguido de CdS-f4-hS y
Rc7, o si 16. … , hS; 17. CdS, y R to
ma el peón h; o 16. … , Cc6; 17. CdS,
Cd4+; 18. Rg4!, Cc6; 19. RhS, etc.
iii) 10. … , g5; 11. Ce3 !, Rxf6; 12. Cg4+, Re7 ! (si 12. …, Rg7; simple mente el plan de Rc7 gana); 13. Cxh6, Rd8! (13. … , Rd6; 14. b8=D+!, Cxb8; 1S. CfS+, y el peón
146 PREPARACIÓN DE FINALES
h corona); 14. CfS, Rc7; 1S. h6, Cf6;
16. Cd6!, Rb8; 17. Rf3, Ch7 (no 17.
… , Rc7?; 18. Ce8+ !); 18. Rg4 (o 18.
Re4, Cf6+; 19. RfS, Ch7; 20. ReS !,
etc.); 18. …, Rc7; 19. RfS, Rb8; 20.
ReS ! (las blancas triangulan para
perder un tiempo); 20. …, Rc7; 21.
Re4!, Rb8; 22. RfS, Rc7; 23. Rg6,
g4; 24. Rxh7, g3; 2S. CbS+, Rxb7;
26. Cd4, g2; 27. Cf3, y ganan.
226
B
R. 11/a-Capab/anca; Buenos Aires, 19 11 “Partida de exhibición”
Ambos contendientes tienen peones pasados, pero el par de peo nes de torre negros es, obviamente, muy superior a los dos peones de alfil blancos, a los que es fácil dete ner. Capablanca ganó con bastante facilidad. Aunque su oponente se pudo haber defendido, al final pa rece que habría perdido igual. l. Rf2, Cf5; 2. Rf3, Cd6!; 3. Ca3, Rd5; 4. Rg3, Cf5+; 5. Rf3, ReS;
6. Rg2, Rc6; 7. Rf2, Rd5; 8. Rf3, Cd6; 9. Rg3, CfS+; 10. Rf3, Rc6; 11. Rg2, h4!; 12. Rh3 (12. Rf3, RdS; 13. Rg4, Re4; conducen a lo mismo);
12• •••, Rd5; 13. Rg4, Re4; 14. c4?, Rd4; e Illa renunció a la vista de la imparable amenaza de RcS-b4.
14. Cc4! era una defensa mejor, “estableciendo una barrera”, pero las blancas perderían igual, con p.e. 14. . .. , h3; 1S. Rxh3, Rxf4;
16. Ca3, Ce3; 17. c4 (o 17. Rh2, Re4; 18. Rg3, Rd3; 19. Rf2, Cc4;
20. CbS, Cd6!; 21. c4!, Cxc4;
22. Rel, Ce3 !; 23. Rf2, Cc2; 24, Rfl;
Rc4. etc.); 17. …, Re4; 18. eS, RdS;
19. Rg3, RxcS; 20. Rf2 (20. Rf3,
Rb4!; 21. Cb1, Cd1; es igual de ma
lo); 20. …, Rb4!; 21. Cb1, Cd1 +;
22. Re1, Cc3; 23. Cd2, a3 y ganan.
Kuzmin-Bouaziz; Riga IZ, 1979
Las negras tienen un peón pa sado lateral, pero el alfil blanco puede ocuparse de él perfecta mente, y el peón pasado de las blancas está más adelantado. Ade más, el peón a negro está fij ado en una casilla blancas, y por lo tanto es débil. Sin embargo, la ventaja de las blancas probablemente es insuficiente para conducirlas a la victoria. l• •••, Rf6. Las blancas ha brían ganado definitivamente con l. … , Rf4; 2. AdS, Rg3; 3. ReS, f4;
4. Ac4! (pero no 4. Rf6?, AbS !);
PEONES PASADOS 1 47
4. … , f3 (4. … , Rf3; 5. Ae6!, gana) ;
5. Rf6, f2 (o 5. … , Rf4; 6. Re7, y
7. d7, etc.); 6. Re7, Ac6; 7. d7,
Axd7; 8. Rxd7, Rg2; 9. Rc6, fl =D ;
10. Axfl +, Rxfl ; 11. Rb5 , Re2;
2. Rxa4, y las negras tienen un
.
tiempo menos. 2. ReS, ReS; 3. Ad5!
(zugzwang) 3• ••• , f3; 4. Af3! (zugz
�ang) 4• ••• , Ae6? Si 4. … , Ae8;
simplemente 5. Ag4!, seguido de
6. d7, gana. Pero no veo modo de
ganar después de 4. … , Rf6; 5. Rb6
(¿quizá 5. Rd5 !?); 5. . .. , Re5 !;
6. Rc7, Ae8 (6. …, Ah3! ?). No hay
nada claro después de 6. Ac6,
Axc6; 7. Rxc6, f3; 8. d7, f2;
9. d8=D, flD; y si 6. d7?, Axd7;
7. Rxd7, Rd4; 8. Rc6, Rc3 ! (pero
no 8. … , Rc4?; 9. Ad5+ !); y el peón
a cae. S. Ac6, Rf6 (forzado, ya que
se amenazaba 6. d7) ; 6. Axa4, f3;
7. AbS, f2; 8. Rc6, ReS; 9. Afl.
�quí las negras perdieron por
tiempo -éste hubiera sido su mo
vimiento 71- ¡pero definitivamen
te este último movimiento fue un
error de las blancas! Después de
9. .. . , Rd4!; 10. a4 (10. d7, Axd7+;
11. Rxd7, Rc3=); 10. … , Ac4!;
11. d7, (si 11. Ah3, Ae6!; 12. d7,
Axd7+ !; 13. Rxd7, Rc5=); 11. … ,
Axfl ; 12. d8=D+, Re3; las blancas
tendrían la ventaja de una dama
contra un alfil, ¡pero no veo modo
de que puedan evitar que el peón f
corone !
Después de l• •.., Tb3; 2. AdS!,
tontamente elegí jugar 2. • •• ,
Txa3+? (2. … , Txc3; 3. Axe6, fe;
4. Rb2, Tc7; 5. Td6, Re7; 6. Ta6, es a�go mejor para las blancas, pero
ciertamente no demasiado); 3. Rb2, Ta6; 4. Axe6, Txe6 (si 4. …, fe; entonces 5. Td7, es un tanto moles to); S. c4!
• 228
i ‘ i N
Palatnik-Speelman; Frünze, 1979
Esta posición es sumamente desagradable para las negras. Por supuesto, si las torres no estuvie sen el final de rey y peón les sería muy favorable, pero no hay modo de conseguir este maravilloso cam bio. El peón e de las blancas es muy peligroso, ya que el rey negro puede atascarse en la vertical d
mientras que el peón apenas tien�
parte en la acción, excepto en su
bloqueo de la vertical a, evitando
que la torre blanca penetre a tra
vés de ella.
229
N
Palatnik-Speelman; después de 5. c4!
148 PREPARACIÓN DE FINALES
Al final perdí a partir del dia grama 229. En algún momento qui zá pude salvar la partida, pero la labor defensiva fue siempre muy difícil. Puesto que jugué este final hace un año no recuerdo muchos detalles, pero daré el desarrollo completo con lo que recuerdo, ya que es bastante interesante. 5• ••• , Re7; 6. Rc3, Tc6 (no pude encon trar nada mejor); 7. Rb4, Td6;
8. Tal!, a6; 9. eS, Te6; 10. Td2!, f6;
11. Rc4, Te4+; 12. Td4, Te6; 13. g3, g6; 14. Td2, Te4+; 15. Td4! Éste fue el movimiento sellado. Las blancas
primero se dispusieron para jugar f3 antes de mover Rd5. Creo que la línea principal era 15. Rd5, Rd7!;
16. Tb2, Te5+; 17. Rc4, Te4+;
18. Rd3, Rc6; 19. Tb6+, Rxc5;
20. Txa6 (20. Txf6!?; 20. Tb7 !? );
20. … , Tb4!; y si 21. Txf6, Tb2!; o si
21. Re2, posiblemente 21. … , Tb2+.
15• ••• , Te6; 16. Td3!, Te4+; 17. Rb3,
Te6; 18. f3, g5; 19. Rc4, h5; 20. f4!?,
Te4+; 21. Rd5, Rd7; 22. Ta3, h4;
23. gh!?
Palatnik-Speelman, después de 22. . . . , h4
Creo recordar que 23. Txa6 era aquí un movimiento fuerte. Si 23. …, hg; 24. c6+ !, Rc8; 25. Ta8+, Rc7;
26. Ta7+, Rb6 (26. … , Rc8; 27. Rd6,
o 26. … , Rb8; 27. c7+ !); 27. Tb7+,
Ra6 (27. … , Ra5; 28. hg !, gana);
28. Tb8 !, gana, con p.e. 28. …, gh (o
28. … , Txe3; 29. c7, Tc3; 30. c8=D+,
Txc8; 31. Txc8, y ahora 31. … , gh;
32. Th8 !, o 31. … , gf; 32. Tc2!, o
31. … , g2; 32. Tc1, gf; 33. Rd4!); 29.
c7, Te5+ (29. … , h1=D; 30. c8=D+,
Ra5; 31. Dc5+, y mate en el próxi
mo movimiento); 30. fe !, h1=D+;
31. Rd6, Dd1 +; 32. Re7, y ganan.
Creo que existe alguna razón por
la que las negras preferirían tener
el intercambio de peones h antes
de jugar Txe3. Pero quizá no sea
éste el caso, ya que, después de que
forzasen 23. …, Txe3 !; las blancas
juegan 24. Txf6?, de modo que
24. …, Td3+!; todavía es posible
(25. Rc4, hg!= ¡ya que si 26. Rxd3,
g2; las negras ganan !) De modo
que las blancas hubieran tenido
que jugar 24. Ta7+!, Rc8 (24. … ,
Rd8!?); y después seguramente 25 .
gh !? La partida siguió 23. • •• , gf!;
24. ef, Txf4; 25. Txa6! En el post
mortem ambos estuvimos de acuer
do en que esto es mejor que
25 . Th3. La razón es 25 . … , Te4!;
26. h5, TeS+; 27. Rd4, Te4+;
28. Rc3, Rc6; 29. h6, Te8; 30. h7,
Th8; 31. Rc4, f4 !; 32. Th6, y ahora
simplemente 32. …, f3 ! debería ser
suficiente (32. … , Rc7; 33. Rd4!?)
-33. Txf6+, Rc7-; y las blancas se
quedarían con los peones e y h con
tra el peón a. Sospecho que incluso
sin el peón las negras deberían
estar bien. 25• •••, Txh4; 26. Ta7+,
Rd8!? Mi primera reacción, con
algún problema con el tiempo, fue
PEONES PASADOS 1 49
replicar 26. … , Rc8. Este movi miento deberían ser tablas si no quedasen peones en el flanco de rey, y probablemente sería adecua do si simplemente eliminamos los dos peones f negros. Pero las ne gras tienen los peones doblados f, lo que hace que les sea extrema damente difícil hacer jaques por el flanco. Recuerdo haberme sentido bastante mal en aquellos momen tos, ya que después de 26. … , Rc8;
27. Rc6, Rb8, las blancas podrían de algún modo coronar forzada
mente (todavía no estoy muy segu
ro de ello). Escogí por lo tanto el
Palatnik-Speelman, después de 40. Tc 1!
231
N
siguiente movimiento activo: 27.
Rc6, Td4+; 28. Rc6, Th4; 29. Ta8+,
Re7; 30. Ta2, f4. Con este movi
miento llegamos al tiempo de con
trol. Las blancas deberían ser capa
ces ahora de coronar su peón e por
la fuerza, pero las negras tienen
posibilidades de cambiar su torre
por el peón e, y lograr después ta
blas con rey y peón contra torre.
31. Rb7, f3; 32. c6, Tb4+; 33. ReS,
Te4; 34. c7, f5; 35. Tf2, Te3 (si 35.
… , Tf4; 36. h3 !, es zugzwang); 36.
h4, Rf6; 37. Tc2!, Te2; 38. Tc6+!,
Rt7; 39. Rb8!, f2 (o 39. …, Th2+;
40 Ra7, Ta2+; 41. Rb6, Tb2+;
42. RaS, Ta2+; 43. Rb4, Ta8;
44. c8=D, y ganan); 40. Tcl!
40. …, Tb2+( ?) . Esto no ofrece
ninguna esperanza. La partida aca
bó 41. Ra7, Ta2+; 42. Rb7, Tb2+;
43. Rc6, Tc2+; 44. Txc2, fl=D; y
abandoné, ya que después de 45 .
c8=D, Df3+, los jaques enseguida
se acabaron. Las blancas ganan de
forma más rápida jugando su rey a
b8. Realmente debí intentar la otra
línea de juego: 40. … , Tel; 41.
c8=D, fl=D. Como era de esperar,
las blancas tienen una victoria for zada. Sin embargo, deben tener mucho cuidado en evitar que el rey negro escape vía g4 (a menos que tengan en mente algo específico ante esta posibilidad). Fue pruden te que las blancas jugasen 39. Rb8 !, en lugar de 39. Rb7, ya que esto les proporciona la casilla extra b7 para su dama. Después de la partida re cuerdo haber encontrado una vic toria incluso con el rey en b7, pero ahora no puedo recordarla. De cualquier modo, éste es un modo de que las blancas ganen (con su rey en b8). 42. Dc7+! (no 42. Tc7+?, Te?!; ni 42. Db7+/d7+?, Rg6!);
42. …, ReS! Si 42. … , Rg6/g8; 43.
Dg3+, Rt7; 44. Dxel !, Db5+;
45. Rc7, y cesan los jaques. Similar
mente, si 42. . .. , Rf6; 43. Dc3+ !,
Después de 42. … , Re6; las blancas
pueden jugar 43 . Db6+, como en la
línea de juego principal. 43. Dc6+,
Re7. Si 43. …, Rt7; 44. Dd5+ !, Rg7
(44. . .. , Rg6; 45 . Dg8+, Rf6;
46. Dd8+ !, Re6; 47. De8+, Rd5;
48. Txel, Df4+; 49. Rc8, Dc4+;
50. Rd8!; o 44. … , Rf8; 45 . Dd8+,
150 PREPARACIÓN DE FINALES
Rt7; 46. Tc7+, Re6; 47. Te7+; o
44. …, Re7; 45. Tc7+, Rf6; 46. Tc6+,
y enseguida se da mate); 45. Tc7+ !,
Rg6; 46. Dd6+, Rh5; 47. Th7+,
Rg4; 48. Tg7+, Rf3; 49. Dg3+ !, Re2
(49. . .. , Re4; 50. Te7+, Rd5;
51. Dxel, Db5+; 52. Tb7); 50. Te7+,
Rd2; 51. Dd6+, Rc3; 52. Tc7+ Rb3;
53. Db6+, y mate en dos jugadas).
La línea principal sigue 44. Db7+
(si 44. DeS+, Re8!; y las blancas
deberían repetir con 45. Dc6+ ); 44.
…, Rf6 (si 44. … , Rd6; 45 . Db4+ !,
Rd7; 46. Dd2+, o 44 . …, Re6; 45.
Db3+, Rd7 -de otro modo la dama
ahorquilla al rey y la torre-; 46.
FD # 242
232
B
Tc7+, Rd6; 47. Db4+, Rd5; 48.
Td7+, Re6; 49. Te7+) ; 45. Db6+,
Rt7 (si 45. … , ReS; 46. DaS+; o
45. …, Rg7; 46. Tc7+ ); 46. Db3+!,
ReS (cualquier otro movimiento
del rey permite una horquilla); 47.
TeS+ (finalmente es conveniente
mover la torre); 47. …, Re7; 48.
Tc7+, Rf6 (si 48. . .. , Rd6; 49.
Db4+ !); 49. Db6+, ReS (o 49. … ,
Te6; 50. Dd4+, TeS; 51. Tc6+); 50.
Te7+, Rf4 (o 50. . .. , Rd5; 51.
Da5+); 51. Db4+, y ganan.
Ahora os puede parecer total
mente obvio que esta posición de
bía de ser una victoria -de hecho,
yo creo que es así-. Pero las blan
cas ciertamente tuvieron que te
ner mucho cuidado en cómo se
desarrolló su juego, ya que si el
rey negro se hubiese escapado por
el flanco de rey, o incluso por el
medio, ¡verdaderamente podría
haber sobrevivido ! La razón por
la que he desarrollado esta victo
ria forzada es principalmente para
mostrar la exactitud con la que
deben jugar las blancas para ga
nar.
El diagrama 232 quizá nos con
duzca de nuevo un poco más cerca
de la realidad. Es la convincente
demostración de Averbakh de que
en los finales de dama los peones
pasados son peligrosos. Después
de l. a6, las blancas obviamente
deben de estar bastante satisfechas
con un jaque continuo, a pesar del
hecho de que están cuatro (!) peo
nes por encima.
PEONES PASADOS LIGADOS Y AISLADOS
Los peones pasados ligados son en general mejores que los desliga dos, siempre que los peones pasa dos aislados se puedan mantener bajo control. Esto es debido a que es muy difícil bloquear a los peones pasados ligados, incluso aunque el rey esté por detrás de ellos. Por supuesto, la cuestión del control se condiciona a un enorme “sí”. Dos peones pasados laterales pueden ser mortales en cualquier final una vez se ponen en movimiento.
PEONES PASADOS 1 51
Pillsbury- Tan-asch; Nuremberg, 1896
FP# 775; FAB# 89
Las blancas tienen peones pasa dos ligados en la quinta horizontal, y las negras todavía no han podido conseguir ningún peón pasado. Pe ro en los finales de peón son en ge neral los peones pasados laterales los que cuentan. De hecho, Ta rrash perdió este final con un juego muy débil. Sin embargo, si las ne gras hubiesen jugado correctamen te las blancas hubieran tenido que luchar por las tablas.
La partida terminó l• •••, b5; 2. Rg3, b4(?); 3. Rf4, g5+?? (un pati nazo terrible); 4. hg, hg+; 5. Rxg5, a5; 6. d6, Rt7; 7. Rf5, a4; 8. e6+,
ReS; 9. Rf6, b3; 10. ab, ab; 11. d7+, Rd8; 12. Rt7, 1-0.
Tarrasch pensó que la línea de juego correcta era l. … , b5; 2. Rg3,
a5 !; 3. Rf4, Rt7; 4. h5, gh; 5. Rf5, h4; 6. d6, h3; 7. e6+, Re8; 8. Rf6, h2; 9. d7+, Rd8; 10. e7+, Rxd7; 11. Rt7, h1=D; 12. e8=D+, Rd6; 13. Dd8+, Rc5; y las negras tienen unas excelentes perspectivas de victoria. En esta variante sería me jor haber jugado 2. …, a5 ! en lugar de 2. . .. , b4(?), ya que en el se-
gundo caso las blancas podrían ju gar 13. Db8+ !, ganando el peón a con un jaque.
En Finales de ajedrez básicos Fine da un análisis correcto de este difícil final. l. …, b5; 2. h5 ! (no
2. d6?, Rt7; 3. d7, Re7; 4. e6, a5;
5. h5, g5; 6. Rg3, b4; 7. Rg4, a4;
8. Rf5, b3; 9. ab, ab; 10. Rg6, b2;
11. d8=D+, Rxd8; 12. Rt7, b1=D;
13. e7+, Rc7; 14. e8=D, Df5+ !;
15. Rg7, Dd7+; 16. Dxd7+, Rxd7;
17. Rxh6, g4; y aunque el peón h de
las blancas llega a la séptima hori
zontal, el rey negro está lo suficien
temente cerca como para conseguir
la victoria); 2. …, gh (2. …, g5? per
dería); 3. Rg3. Ahora el rey blanco
se puede aproximar a t7 vía h5, lo
que le garantiza las tablas, p.e. 3• ••.,
a5; 4. Rh4, b4; 5. Rxh5, a4; 6. d6,
EU7; 7. d� Re7; 8. e6, b3; 9. ab, ab;
10. Rg6, b2; 11. d8=D+, Rxd8; 12. Rf7, bl=D; 13. e7+, Rc7; 14. e8=D, y las blancas hacen tablas fácilmen te, ya que pueden rodear el peón h, p.e. 14. …, Df5+; 15. Rg7!, Dg5+ (o
15. …, h5; 16. Rg6, h4; 17. De7+=);
16. Dg6!, Rd7; 17. Rh7!, etc.
234
N
Stahlberg- Tartakower
“Partida amistosa 1934”
152 PREPARACIÓN DE FINALES
En una partida informal Stahl berg intentó l. c4!, ofreciendo los tres peones pasados ligados, y Tar takower aceptó gustosamente: l. …, de? (1. …, Rf5!; 2. cd, Rxg6; gana);
2. h4, a5; 3. h5, a4; 4. 1td2(?) (4. h6, gana con más rapidez -4. …, gh; S. d5+, Rf6; 6. d6, a3; 7. d7, Re7;
8. g7, etc.); 4. …, bS; 5. dS+, ltd7;
6. h6, a3; 7. ltc2 (7. Rcl !); 7. …, b4;
8. hg, b2+; 9. ltbl, al+; 10. ltal, c3;
11. g8=D, y Tartakower renunció.
Debo decir que no me gustaría
que mis partidas amistosas se pu
blicasen por todas partes -y esta
obviamente se jugó muy deprisa-.
Pero supongo que fue un final de
entretenimiento, ¡y estoy seguro
de que no he sido el primero en
utilizarlo!
chacó a Alexander con l. TaS!, Tb6; 2. d4, Tb3+; 3. ltf4, Tb4; 4. dS (no 4. ReS??, TbS+!); 4. …, Tb6; S. TeS, Tb4 (o S. …, Tb7; 6. eS, Ta7;
7. Tc8, aS; 8. e6+, etc.); 6. Tc7+,
ltf8; 7. Ta7, 1-0.
236
B
235
B
Alekhine-Aiexander, Margate, 1937
Los peones ligados pasados de
Keres-Aiekhine; AVRO, 1938
FAB # 4 13; FT# 196
Ambos bandos tienen peones pasados ligados, pero las blancas tienen ventaja porque los suyos están más avanzados, y son ellas las que mueven. l. c6!, lte7 (si …, Tc2; 2. bS, TeS; 3. Tb4!, y ganan). Aquí Keres falló con 2. bS? Anali zó hasta el movimiento 7, y pensó que las negras estaban en zugz wang, sin darse cuenta de que el rey podía mover. La partida termi nó 2. …, Tb2; 3. Tc4, ltd8; 4. TeS, g4!; 5. ltf4, Tb4+; 6. Rg3, ltc7;
7. lth4, ltc8!; 8. ThS, ltc7; 9. Th7+,
Rc8; 10. Tb7, Tc4; 11. ltg3, f5;
12. Th4, TeS; V2-V2. El análisis
las blancas están preparados para
empezar a rodar. Si hubiesen juga
do las negras podrían haber optado
por cierto contrajuego con l. … ,
gS !; y 2. …, Tg6. Sin embargo, mo
vían las blancas, y Alekhine ma-
reveló el modo correcto de jugar:
2. Td4! (cortando el camino del
rey); 2. …, Tc2 (si 2. …, Tb2; 3. Rd3,
Tbl; 4. Rc2, Tal; S. c7, Ta8; 6. bS, y
ganan); 3. bS, TeS; 4. Tb4! (esto es
con mucho el movimiento más
PEONES PASADOS
fuerte, aunque Smyslov y Leven fish dan un análisis en Finales de torre que muestra que 4. Td7+ también ganaría, como hace Fine en Finales de ajedrez básicos); 4. …, Rd8; 5. b6, Rc8; 6. b7+, Rb8;
7. Tb6, f5 (o 7 . …, Ta5; 8. c7+ !);
8. Ta6, Rc7; 9. Ta8, Tb5; 10. Tc8+,
y ganan.
237
N ‘
FA # 266 O. Durás, 1906
Blancas juegan y ganan
238
S
Finalmente, para completar es te largo capítulo sobre los peones pasados, un ejemplo de peones pa sados que pierden los estribos.
Schakmatny Listok, 1924
FA # 264
Los peones negros están más avanzados y su rey está mejor colo cado. Esto es una ventaja suficien te para conseguir la victoria: l. … , Rg4!; 2. b5? (2. Ab5, e3+; 3. Rel, Ae7 !; también pierde, pero es mejor que permitir que los dos peones lleguen a la sexta horizon tal). 2. …, e3+; 3. Rel, d3; 4. Af3, Ae6; 5. b6, ab; 6. cb, Ad6; 7. a4, Ab3 !; 8. a5 (o 8. Adl, Ac4!); 8. …, d2+; 9. Rfl , Ac4+; 10. Rgl, e2; y ganan.
Las blancas emplean un truco inteligente para forzar la victoria: l. b8=D+ !, Axb8; 2. Rb7, Ra5 (o
2. …, g3; 3. Axg3, Axg3; 4. a7, f2;
5. a8=D, fl=D; 6. Da6+); 3. Ah4,
Rb5; 4. Ael, zugzwang y ganan.
239
N
Minió-Rakic! Campeonato de Yugoslavia, 1969
Las negras jugaron l. …, el+(?);
2. Rcl, Ah6+; 0-1, en previsión de
3. Td2, b2, mate. Como señala Bot
terill en The modern defence (La
defensa moderna), habría sido más
estético jugar l. … , Tal+!
154 PREPARACIÓN DE FINALES
11 . La actividad de las piezas
En este capítulo examinaremos varios ejemplos de piezas activas y pasivas. En cualquier posición del ajedrez siempre es una ventaja te ner piezas activas, y desde luego el final no es una excepción. De he cho, cuando sólo quedan algunas piezas el contraste entre piezas ac tivas y pasivas puede ser especial mente significativo. En ocasiones, al defenderse uno se ve obligado a jugar pasivamente. Sin embargo, y a menos que la defensa pasiva ga rantice con seguridad unas tablas, siempre está bien mantener aun que sea una remota posibilidad de “activarse”. Por lo menos, es bue no para la moral.
EL REY
El rey es una temible unidad de combate en los finales, más o me nos como una torre, por decir algo. Se debe utilizar tan activamente como sea posible, teniendo siem pre en mente que es una pieza im portante y que se debe cuidar de ella con gran interés.
Ver el diagrama 240.
En esta partida, la quinta del torneo del Campeonato del Mun do de 1963, fue la primera vez que Petrosian derrotó a Botvinnik. Las blancas tienen un peón más y pue den mantener esta ventaja con l. h3.
Petrosian-Botvinnik, Partida de torneo (5) 1963
Sin embargo, Petrosian encon tró una jugada mucho mejor: l. Ce4!, Txh2; 2. Rd4, Rd7 (si 2. …, Txg2; 3. Tc7+, es mortal); 3. g3! (esto es mejor que 3. g4?, después de lo que Botvinnik podría haber activado su juego con 3. …, h5!);
3. •••, Ab4; 4. ReS, ThS+; S. Rf6, Ae7+; 6. Rg7 (el rey está perfecta mente a salvo en esta posición, de trás de las líneas enemigas, y pron to empezará a masacrar a los peo nes); 6. …,eS (las blancas amenaza ban 7. Td2+, y 8. Rf7); 7. Tc6, Thl.
Ver el diagrama 241.
En esta posición Petrosian, muy acertadamente, se tomó una pausa de veinte minutos para calmarse, y para asegurarse de sellar el movi miento correcto. 8. Rt7! La posi ción aplazada está totalmente ga nada, a la vista de la actividad ase sina de las piezas blancas.
LA ACTIVIDAD DE LAS PIEZAS 155
241
B .&
1
Petrosian-Botvinnik, después de 7. … , Th1
muy duro para ganar. Sin embar go, tras el aplazamiento, Mednis se equivocó al permitir que el rey
blanco se hiciese activo, y la victo
.
na fue muy fácil. l. • •• , Td8 (el
movimiento sellado); 2. Tg3, Ad7? (este movimiento permite al rey blanco desplazarse al flanco de da ma); 3. Rd4, f5? Y esto fue suicida. La única posibilidad era 3. …, Af5+, para mantener al rey retra sado. Una vez que penetra, la po sición de las negras se hace bas tante desesperada. 4. ReS!, fg; S. Rb6, Ae8 (las blancas amenaza ban 6. Rc7); 6. Rxb7, h5; 7. Rxa6,
Td4; 8. Rb6, h4; 9. Txg4. Si 9. Te3,
La partida finalizó 8. .•. , Tal;
9. Te6, Ad8; 10. Td6+, Rc8; 11. Re8, Ac7; 12. Tc6, Tdl (si 12. …, Txa4;
13. Cc3, seguido de 14. Cd5, gana el alfil); 13. CgS, Td8+; 14. Rt7,
Td7+ (se amenazaba 15. Txc7+!);
15. Rg8, 1-0.
las negras podrían causar alguna con 9. …, g3; 10. hg, h3.
duda, esto seguiría siendo una victoria para las blancas, pero con el rey apoyando poderosamente al peón a pasado Gheorghiu puede perfectamente permitirse perder un alfil para evitar complicacio nes. 9• ••• , Txd3; 10. f5, Tb3; 11. eS,
Ad7; 12. a6, Axf5; 13. Txh4, Rg7;
14. a7, Ta3; 15. Rb7, Ac8+; 16. Rb8!, 1-0.
243
B
Gheorghiu-Mednis; Riga IZ, 1979
Ésta fue la posición aplazada. Las blancas tienen una gran venta ja en vista de su configuración de peones a ambos lados del tablero, pero tendrían que haber trabajado
Larsen-G rünfeld; Riga /Z, 1979
156 PREPARACIÓN DE FINALES
Éste es otro ejemplo de un rey en la séptima horizontal. Larsen jugó l. g4?, pensando en su próxi mo movimiento, pero esto resultó ser un error. La jugada correcta era l. h4! Esto amenaza 2. g4, y si l. …, Te1; 2. Ah5!, seguido de Ag6, y la el peón h corona. l. …, Tel;
2. g5? Esto es consecuente, pero incorrecto. El movimiento correc to era 2. Af3! Volveremos a esto después de examinar la continua ción de la partida. 2. …, RdS?? Esto conduce a una derrota trivial. 2. …, Txd1? es también malo -3. gf+,
Alekhine-Yates; Londres, 1922
244
8
Rd8; 4. f7. El movimiento correcto era 2. …, Tg1!; y entonces 3. h4, fg;
4. f6+ Re6; 5. h5, Txd1; 6. fl!, Tfl ;
7. f8=D, Txf8; 8. Rxf8, g4 (y no
8. …, Rf6??; 9. Rg8!, ni 8. …, Rf5?!;
9. Rfl); 9. h6, g3; 10. h7, g2;
11. h8=D, g1=D=. Las blancas de ben evitar una trampa en esta línea de juego: si 6. h6?? (en lugar de
6. fl!), entonces perderían con 6. …, Tfl!; 7. h7, Th1!; 8. fl, Txh7+! La partida siguió con 3. Rxf6, Txdl;
4. g6, ReS; 5. g7, 1-0.
Volvamos a 2. Af3! En lugar de
2. g5? Larsen da la siguiente com pleja variación ganadora en lnfor- mator 28: 2. Af3!, Tg1 (si 2. …, Tfl /e3; 3. g5, gana); 3. b4!, d5 (3. …,
a5; 4. ba, ba; 5. c4!, zugzwang); 4. b5,
d4. Las negras se han visto forza das por un zugzwang a abrir la dia gonal c4-c6. Ahora las blancas jue gan 5. h4!, Tg3; 6. Ae2, Tg2; 7. g5!, fg; 8. f6+, Rd6 (si 8. .. . , Re6; 9. Ac4+ es ahora posible); 9. h5, Txe2;
10. h6, Te8; 11. fl!, y ganan.
Las blancas tienen una gran ventaja. Mientras que el caballo blanco irradia poder, el alfil negro es prácticamente impotente, ya
que la mayoría de sus peones están fijados en casillas del color equivo cado. Las torres blancas están do bladas poderosamente en la única vertical abierta, y las negras no se pueden oponer a ellas, ya que un final puro de caballo contra alfil se ría ganado fácilmente por las blan cas. Además, y quizá lo más impor tante, las negras son angustiosa mente débiles en las casillas ne gras. No tienen ninguna pieza para controlarlas, ya que el alfil es del color contrario y las torres no sir ven para este propósito.
A pesar de todas estas ventajas,
las blancas no tienen una continua ción inmediata que sea decisiva. Sin embargo, con su próximo mo vimiento Alekhine inició una enér gica marcha del rey que rápida mente decidió la partida. l. Rf2!, Rh7; 2. h4!, Tf8; 3. Rg3, TtbS (las negras no pueden hacer nada, y por lo tanto permanecen pasivas);
4. Tc7, Ab5 (el último movimiento
de las blancas amenazaba 5. Cd7, seguido de Cc5 o Cb6); 5. Tlc5,
Aa6; 6. T5c6, TeS; 7. Rf4, RgS; S. h5 !, Afi; 9. g3. No Tf7?, TacS.
LA ACfiVIDAD DE LAS PIEZAS
Con paciencia, las blancas pueden conseguir doblar sus torres en la séptima horizontal, tras lo que tie nen preparada una preciosa com binación ganadora. 9. ••• , Aa6; 10.
Tt7, Rh7; 11. Tc7, Tg8; 12. Cd7!
(controlando g6 con 8. hS! las blan cas evitaron Rg6 en esta posición, pero era conveniente controlar en todo momento g6 con sus piezas);
12• ••• , Rh8.
Ver el diagrama 24S.
13. Cf6!, Tgf8; 14. Txg7!, Txf6;
15. ReS, 1-0. Después de que cada
una de las torres vaya a f8 las blan
‘
‘ ‘
�
�
<1> : �
Boleslavsky-Giigorié; Zúrich C, 1953
246
S
cas dan mate en dos jugadas.
Alekhine-Yates después de 12. . . . , RhB
Éste es un ejemplo drástico de la explotación de un complejo de casillas débiles por el juego de pie zas, y también muestra el efecto mortal que un rey puede tener en una defensa ya débil de por sí.
Las blancas tienen la ventaja en este final de dobles torres, ya que
el peón e no es peligroso, y pueden movilizar sus propios peones rápi damente con, p.e., c4 seguido de Tc3. Sin embargo, por el momento
l. …, TxfS podría convertirse en una amenaza. Boleslavsky cometió un error instructivo defendiéndose en contra de este movimiento con l. g4? El l. c4?!/? es prematuro, ya que después de l. …, TxfS; 2. Tdxe3, Txe3; 3. Txe3, Tf2+ el final de to rre no está claro, p.e. 4. Rc3, Txg2; S. eS, en donde S. …, fS!; parece correcto, y si 6. c6, Tg6!; o 4. Rb3, y ahora o bien 4. …, Txg2; S. eS, a4+; o quizá 4. …, a4+ directamente. En el libro del torneo Bronstein reco mienda l. g3! Si entonces l. …, TxfS; 2. Tdxe3, Txe3; 3. Txe3, a4!;
4. c4, Tf2+; S. Rc3, a3; 6. ba, Txa2;
7. Rb4, y el final de torre es favora ble a las blancas. Y si las negras no juegan l. …, TxfS; entonces las blancas pueden continuar tranqui lamente con su plan de c4, Tc3. l• ••• , h5!; 2. Td6. Las blancas creen que están restringiendo al rey ne gro, ¡ pero se equivocan! Otros mo vimientos tampoco habrían servido para mantener sus ventajas, p.e.
2. Td4, Rh6; 3. Rd3, RgS; 4. c4, hg; S. hg, Rh4; ó 2. c4, Rh6; etc. 2• ••• ,
hg; 3. hg, Rh6!; 4. Txf6+, Rg5;
5. Txf7, Rxg4; 6. Td7, RD (activan-
158 PREPARACIÓN DE FINALES
do su rey Gligorié ha hecho algo más que igualar las posiciones);
7. Rd3, Txf5; 8. c4, a4.
247
B
Boleslavsky-Giigorié
después de B. … , a4
9. Td6!, 112-112. Presumible mente este fue el movimiento se llado. Las blancas hacen tablas siempre y cuando se mantengan pasivas. El movimiento “activo”
9. c5? les llevaría a la derrota.
Bronstein da la variación 9. T8e5!,
10. c6, Td5+; 11. Rc4, Tc5+; 12. Rd3, Tfd5+; 13. Txd5, Txd5+; 14. Rc4, Td2!, y ganan.
MALAS POSICIONES DEL REY
Tras la euforia de todos estos reyes magníficamente activos sería adecuado mirar la otra cara de la moneda -los desastres que pueden caer sobre el poseedor de un rey mal colocado-. Por supuesto, ya hemos examinado esta situación en alguna medida en posiciones en las que un bando tiene un rey activo y el otro no; pero algunos ejemplos más no nos harán ningún daño.
248
B
Taimanov-Larsen; La Habana, 1967
No siempre es una ventaja tener al rey en una posición muy avanza da en los finales En esta situación problemática Taimanov jugó l. Ab3? En su Fifty Selected Games (Cincuenta partidas seleccionadas)
Larsen dice que l. Ad1!, también
habría conducido a tablas. l. …, ReS; 2. Rg7?, Cg4!; 3. Tdl, Tg5+;
4. Rh8, Cf6; 5. Aa4+, Re7; 0-1.
249
N
Tseshkovsky-Polugayevsky; Riga IZ, 1979
Polugayevsky jugó una combi nación para ganar dos peones: l. …, Te2+; 2. Tfl, Txf2+; 3. Rxf2, Cxb2;
LA ACfiVIDAD DE LAS PIEZAS
4. Axb2, Txc2+; 5. Re3, Txb2. Des graciadamente, después de 6. Tcl! resultó que no tenían una buena defensa ante la amenaza de Tc8 y Ce7+.
250
N
251
N
Tseshkovsky-Polugayevsky, después de 15. Ce7+
Tseshkovsky-Polugayevsky, después de 6. Tc1!
6• •_, Tb3+; 7. Re2, Th2+; 8. Rel, f6; 9. g6!, Ta2. Si 9. …, hg; 10. fg, Ta2(!); 11. Tc8, Tal+; 12. Re2, Ta2+; 13. Re3, Ta3+; 14. Re4, Txa4+; 15. Rf5, Ta5!; 16. Re6, Txd5;
17. Rxd5, y en vista del deplorable estado pasivo del rey y el alfil ne gros, las blancas deben ganar. 9. …, hg; 10. fg, Txh2?; es peor, ya que después de 11. Tc8, Thl+; 12. Re2, Th2+; 13. Rf3, Th3+; 14. Rg2, las blancas escapan a los jaques. Esta maniobra del rey también habría ganado, por supuesto, si las negras hubiesen jugado 9. .. ., Txh2? inme diatamente. 10. TeS, Tal+; 11. Rd2,
Ta2+; 12. Rd3, Ta3+; 13. Rc2,
Ta2+; 14. Rc3! Esto es mucho mejor que 14. Rb3?, Te2; 15. gh+, Rxh7; 16. Txf8. Si ahora 14. …, Re2; entonces 15. Cf4! gana inmediata mente -15. …, Tel; 16. Txf8+!-. La partida sigue 14. …, hg; 15. Ce7+!
15. ••• , Rh7. Si 15. …, Rf7;
16. Cxg6, Ae7; 17. Ch8, mate. Sin embargo, el final con una pieza menos al que se llega no ofrece es peranza para las negras, ya que las blancas pueden mantener fácil mente el peón g. 16. hg+, Rh6; 17. Txf8, Te2; 18. Th8+ (el movimien to sellado); 18. ••• , Rg5; 19. h4+!,
Rg4; 20. Cd5, Th2; 21. Th7! (mejor
que 21. Cxf6+?, Rf5!); 21• ••• , Th3+;
22. Rd4, Rf5; 23. Th5+, Rg4;
24. Th7, Rf5; 25. Ce7+, Re6;
26. Txg7, Txh4+; 27. Re3, 1-0. El peón g pronto coronará.
Se dan algunos ejemplos adi cionales de ataques de mate en el capítulo sobre táctica (diagramas
31-6). En el próximo ejemplo las
negras consiguen evitar el mate. Sin embargo, la terrible posición de su rey es un factor totalmente decisivo.
Capablanca activó su rey con l. Rg3!, Txc3+; 2. Rh4, y de pronto el rey negro se encontró en un mal paso. Tartakower intentó 2• ••• , Tf3
(si 2. …, Tcl; 3. Rh5!, etc., pero no
3. g6?, Thl+; 4. Rg5, Txh7; 5. gh,
160 PREPARACIÓN DE FINALES
252
B
alfiles en la lucha cerrada que se produce cuando todo el juego está concentrado en un lugar.
ALFILES MALOS
Primero, aquí van algunos ejem
plos en los que es mejor un caballo.
253
N
Capablanca-Tartakower, Nueva York, 1924
FT # 273; FAB # 404
Rg7; 6. RxfS, eS!=; y el intento de un contraataqQe con 2. …, aS; 3. g6,
bS es demasiado lento -4. ab, a4; S.
RgS, a3; 6. Rf6, etc.); 3. g6, Txf4+;
4. Rg5, Te4 (no 4. …, Txd4; S. Rf6, Rg8; 6. Td7, y las blancas en reali dad dan mate); 5. Rf6!, Rg8; 6.
Tg7+!, Rh8; 7. Txc7, Te8; 8. Rxf5,
Te4; 9. Rf6, Tf4+; 10. ReS, Tg4; 11. g7+!, Rg8; 12. Txa7, Tgl; 13. RxdS, Tcl; 14. Rd6, Tc2; 15. d5, Tcl; 16.
Tc7, Tal; 17. Rc6, Txa4; 18. d6, 1-0.
ALFILES Y CABALLOS
Los alfiles tienden a ser mejor que los caballos en posiciones abiertas en las que hay juego en ambos flancos, y en enfrentarse a los peones pasados. Sin embargo, los caballos son en general más úti les que los alfiles en las posiciones bloqueadas, particularmente si hay varios peones atrapados en casillas del mismo color que la del alfil. Además, los caballos suelen ser por lo menos tan buenos como los
Henneberger-Nimzowitsch, Winterthur, 1931
ver FA e C # 316; FAB # 255
Éste es un ejemplo particular mente terrible. El alfil blanco esta horriblemente incapacitado por sus propios peones. Sin embargo, la posición está tan bloqueada que Nimzowitsch tuvo que trabajar du ro para forzar la victoria. Pero en contró un maravilloso método para ganar: l. ••• , Rc6; 2. Re2, Cf6;
3. Re3, Ce4; 4. Re2, Rd5 (4. …, Rd6 es más rápido); 5. Re3, Rd6! (las negras triangulan para perder un tiempo); 6. Re2, Rc6; 7. Re3, Rd5;
8. Re2, Cd6!; 9. Re3, Cb5; 10. Ad2, Ca3; 11. Acl (las blancas estaban en zugzwang -si 11. Ae1, Cc2+;
12. Rd2, Cxe1; 13. Rxe1, Re4;
14. Re2, a3!); 11• ••• , Cbl!; 12. Ab2,
a3!; 13. Aal.
LA ACTIVIDAD DE LAS PIEZAS 161
Hennebe,rger-Nimzowitsch, después de 13. Aa1
El alfil está ahora terriblemente inmovilizado, pero para forzar esto las negras han tenido que dejar a su propio rey desamparado. Sin embargo, Nimzowitsch calculó con precisión que las blancas no tienen tiempo suficiente para tomarlo y quedar con vida. 13. •••, Rd6! (las negras triangulan de nuevo); 14.
Re2, Rc6!; 15. Rdl (o 15. Re3, Rd5
etc; y. si, 15. Rf2 el caballo escapa de veras -15. …, Cd2; 16. Re2, Ce4; o si 16. Rg1, incluso funcionaría 16.
… , Cb3!); 15• ••• , Rd5; 16. Rc2, Re4;
17. Rxbl, Rf3; 18. Ab2, ab; 19. a4,
Rxg3; 20. a5, Rh2; 21. a6, g3; 22. a7, g2; 23. a8=D, gl=D+; 24. Rxb2, Dg2+; 25. Dxg2+, Rxg2; 26. Ra3, Rf3; 27. Rb4, Rxf4; 28. Rxc4, Re3;
29. d5, ed+; 30. Rxd5, f4; 31. c4, f3;
32. eS, f2; 33. c6, fi=D; 0-1.
¡Todo este desarrollo está for
zado a partir del diagrama 253!
No es sorprendente que, las blancas pudieran forzar un zugz wang decisivo enseguida. l. Rg8!, Ag4 (si el alfil se mueve a cualquier otro sitio entonces 2. Cxe6!, gana); 2.
Cg6!, Ad3; 3. Ch8!, Ah5; 4. Rg7, 1-0.
Szi/y-Balogh, Budapest, 1947
Hay otros ejemplos de malos alfiles, tan horripilantes como és tos, en distintas partes de este libro (cfr. diagramas 216 y 219). Pero pasemos ahora a un ejemplo más razonable.
Este final es más favorable a las blancas, ya que su caballo es mejor que el alfil de las negras, y porque además tienen la posibilidad de penetrar con su rey hasta el centro de la acción. Sin embargo, las ne gras tienen buenas perspectivas de
256
N
Botvinnik-Petrosian, Partida de torneo (14), 1963
162 PREPARACIÓN DE FINALES
defensa. Petrosian jugó l. …, a4!/? Trataba de eliminar peones, pero al hacer esto crea un magnífico emplazamiento para el caballo blanco en c5. Se ha sugerido que l. … , Rf8; y l. … , h6; eran alternati vas mejores. 2. ba. 2. Ce5(!) era una alternativa más directa. Si en tonces 2. … , Tc3; 3. ba, Ta3; 4. Tb2, Txa4; 5. Txb6, Txa2+; 6. Rg3, Af5;
7. Tb8+, Rg7; 8. Tb7+, Rg8; 9. Ct7,
con excelentes posibilidades de victoria. Las negras podrían inten tar mejorar esto con 2. … , Tcl; 3. ba, Tb1! La partida continuó con 2. …, Tc4; 3. aS!, ba; 4. CeS. Éste fue el movimiento sellado. Las blancas están ahora mucho mejor. 4. …, AfS; S. Rg3, a4! Las alternativas eran: 5. … , h6; 6. gh, Rh7; 7. Rf4, Rxh6; 8. Re5, con una gran venta ja; 5. … , h6; 6. gh, g5; 7. Te2!, Txd4;
8. Te5, Tf4; 9. Ce6!, y ganan, ya que si 9. … , Axe6; 10. Txg5+!; 5. … , Rg7; 6. Tf4, h6; 7. gh+, y si 7. … ,
Rf6; 8. Tb2!, Se jugó 6. Rf4, a3;
7. ReS, Tb4 (Botvinnik afirmó que
7. … , Tc1; es mejor, y podrían lle gar a ser tablas); 8. Cd3 (si 8. Cb3, Ab1!; amenazando 9. … , Axa2!; pe ro no 8. … , Txb3?; 9. ab, Ab1; 10. b4, y ganan); 8. …, TbS; 9. Rd6, Rf7;
10. Rc6, Axd3; 11. Txd3. Las ne gras tuvieron éxito en el intercam bio de su alfil por el caballo -de he cho el último movimiento de Bot vinnik estaba diseñado para forzar este intercambio, ya que el alfil se había vuelto muy activo-. Pero la ventaja de las blancas persiste, en la forma de un rey mucho más acti vo y el peligroso peón d pasado que va a ser creado en breve (ver también las notas tras el diagrama
257). 11. …, Tb2! (la defensa activa
habitualmente es adecuada en un final de torre); 12. Txa3, Tg2;
13. RxdS (no 13. f4?, Re6!); 13. …, TxgS+; 14. Rc6! (mucho mejor que
14. Re4?, h5; 15. Ta7+, Rf6; 16. a4,
h4; 17. Th7, Ta5 con unas tablas teóricas); 14. …, hS; lS. dS, Tg2;
16. d6, Tc2+ (el inmediato 16. … , g5
podría ser mejor); 17. Rd7.
257
N
Botvinnik-Petrosian, después de 17. Rd7
La última parte de esta partida, después del intercambio de piezas menores, obviamente tiene poco que ver con el tema de las buenas y las malas piezas menores. Sin em bargo, ilustra un fenómeno intere sante e importante, que es que, en cualquier fase de una partida de ajedrez, a menudo es imposible mantener una ventaja en su forma inicial. Pero si de verdad existe una ventaja sobre la que basarse, debe ría ser posible transformarla en algo de importancia y validez equi valentes. Este final es un caso ex celente para ilustrar este punto. Botvinnik empezó con las mejores piezas menores y poniendo en
LA ACTIVIDAD DE LAS PIEZAS 163
acción a su rey. Con una buena de fensa, Petrosian fue capaz de ac tivar a su alfil, e incluso hacerlo más poderoso que el caballo. Sin embargo, mientras hacía esto las blancas penetraban con su rey, y fueron capaces de intercambiar lo que se había convertido en una pieza menor inferior para poder llegar al favorable final de torre que condujo al diagrama 257.
De hecho, la partida tan sólo duró tres movimientos más a partir del diagrama, ¡ya que Petrosian cometió un error garrafal! Pero la posición realmente era muy com pleja. Puesto que el análisis es bas tante interesante, voy a seguir con él, a pesar de que nos vamos a des viar del tema que nos ocupa. 17. …, h4(?) (17. …, g5 ofrece mejores posibilidades, pero las blancas pue den forzar la victoria con 18. Ra5!
-no 18. Ta7-; 18. …, Rf6; 19. Rd8,
h4; 20. d7, h3; 21. Ta6+, Rg7;
22. Re7!, tras el que el final de da
ma y peón después de 22. …, Te2+;
23. Te6, es una victoria fácil); 18. f4, Tf2? Petrosian se equivoca, no dándose cuenta del movimiento 20 de las blancas. Las negras tienen dos alternativas mejores: 18. …, g5;
19. hg, Rg6; 20. Rd8, Rxg5; 21. d7, Td2! -21. …, Rg4; 22. Ta8!, h3;
23. Re7, y ganan, ya que las blan
cas coronan primero-; 22. Ta8!, h3;
23. Re7, h2; 24. Th8, Te2+; 25. Rd6,
Td2+; 26. Rc6, Tc2+; 27. Rb5, Tb2+; 28. Rc4, Td2; 29. Txh2, Txd7;
30. a4, y las blancas probablemente
ganarán; y 18. … , Rf6; 19. Rd8, Rf5;
20. d7, Rxf4; 21. Ta8!, h3; 22. Re7, Td2; 23. d8=D, Txd8; 24. Txd8, g5;
25. Th8, g4; 26. Rf6, g3; 27. Th4+!, y ganan -o 26. a4, Rg3; 27. Rg6!, y
también ganan (¡ pero no 27. a5?, Rh2; de resultado incierto!). La partida terminó 19. ReS, Txf4;
20. Ta7+!, 1-0. Si 20. …, Re6; entonces 21. d7, Tc4+; 22. Tc7, Ta4; 23. Tc6+, ganan con facilidad. Petrosian esperaba 20. Tc3?, tras el que podría jugar 20 . …, Ta4.
UN ALFIL BUENO CONTRA UN CABALLO
Retornamos al tema con la ven
ganza del alfil.
• 258
J. ‘i ‘N
Stoltz-Kashdan; La Haya, 1928
FA e C # 302; FAB # 242
Éste es un ejemplo muy conoci do -y muy instructivo-. La posición puede parecer marcadamente igua lada a primera vista, pero de hecho las negras tienen varias ventajas:
1) El alfil es mucho mejor que el caballo en una posición abierta con peones en los dos flancos.
2) Las blancas tienen varios peones en casillas blancas que pue den debilitarse.
164 PREPARACIÓN DE FINALES
3) Al mover, las negras son in mediatamente capaces de llevar a su rey a una mejor situación que la del blanco (esto es especialmente importante).
La ventaja es suficiente para una victoria. La partida continuó l• ••• , Rf8; 2. Rfi, Re7; 3. Re2, Rd6;
4. Rd3, Rd5; 5. h4, Ac8!; 6. Cf3, Aa6+; 7. Rc3 (si 7. Re3, ReS;
8. CgS, Rb4; 9. Cxf7, Rxb3; y el peón a pasado lateral será decisi
Como he reiterado en distintas ocasiones, los alfiles son mucho me jores que los caballos en la lucha para convertir a los peones. El dia grama 2S9 es otro ejemplo de esto. Fischer jugó l. …, a5!; para fijar el peón blanco a. Siguió con 2. Rf4 (si
2. Rh6, AdS; 3. Cf6, Af3; ganan -las negras pueden alcanzar 4. Rxh7, RxcS; S. Rg6, Rb4; 6. RgS, Rxa4; 7. Cxg4, simplemente con 7. …, Axg4!; y el caballo blanco será incapaz de sacrificarse por el peón a si las blan
cas eligen una alternativa a 7. Cxg4);
vo); 7• ••• , h6; 8. Cd4, g6; 9. Cc2,
2• …,
Ab3; 3. Re3 (o 3. Rxg4, Axa4;
Re4; 10. Ce3, fS; 11. Rd2, f4; 12. Cg4
(las blancas intentan un contraata
que: si 12. Cc2, Afl; 13. Ce1, RfS;
14. f3, gS; 1S. hg, RxgS!; y Rh4, g3, etc); 12• ••• , h5; 13. Cf6+, RfS;
14. Cd7, Ac8!; 15. Cf8, g5!; 16. g3
(si 16. hg, RxgS; el caballo blanco
4. RgS, Ac2; etc.); 3. …, Axa4;
4. Rd2 (4. Cf6, Ac2); 4. _., h6; 5. Cf6, Rxc5; 6. Cxg4, h5; 7. Ce3 (si 7. Cf6,
h4; 8. Ce4+, Rd4; 9. Cd6, Ad7!; y el caballo queda fuera del juego sin ninguna posibilidad); 7• ••., Rd4;
8. en, ReS; 9. Re3 (o 9. Ce3, AbS);
está en realidad atrapado); 16• ••• ,
9. •••
� Ab3; 10. Cg3, y Uhlmann
gh; 17. gh, Rg4; 18. Cg6, Af5;
19. Ce7, Ae6; 20. b4, Rxh4; 21. Rd3,
Rg4; 22. Re4, h4; 23. Cc6, Af5+;
24. Rd5, f3! (no 24. …, h3??;
2S. CeS+, y 26. Cf3); 2S. bS, h3;
26. Cxa7, h2; 27. b6, h1=D; 28. Cc6, Db1; 29. ReS, Ae4; 0-1.
259
N
Uhlmann-Fischer; Leipzig 01, 1960
abandonó, presumiblemente duran
te el aplazamiento, a la vista de 10.
…, a4; 11. Rd3 (o 11. CxhS, a3; y el
peón corona); 11. …, a3; 12. Rc3, a2;
13. Rb2, h4; 14. Ce2, Re4; etc. Fue sorprendente lo inútil que fue el ca ballo al oponerse al peón a pasado.
260
8
Miles-Dzhindzhihashvili; Tilburg, 1978
LA ACTIVIDAD DE LAS PIEZAS 165
Esta posición está un tanto blo queada. Sin embargo, las blancas tienen una gran ventaja, ya que los peones negros del flanco de dama están fijados en casillas negras, y por lo tanto son débiles. Además, tendrán que ser defendidos por el caballo, puesto que el rey negro no puede acercarse para hacerlo. Miles inmediatamente sujeta al ca ballo para defender el peón b con l. Ac7!, a5 (?! Miles). Dzhindz hihashvili está preocupado por la posibilidad de un posterior a5. Sin embargo, al jugar esto pierde un movimiento dilatorio que podría serie útil más tarde. 2. Rf2, g5 (esto es necesario; las negras no pueden permitirse dejar su peón g fijado en una casilla negra); 3. hg+, Rxg6;
4. Rg3, Rg5; 5. e4, h5; 6. Rh3 (no
6. f4+?, Rg6; y 7. … , f5; con una po sición defensiva adecuada); 6• ••• , Rh6; 7. Rh4, Rg6; 8. Ad8, Rh6;
9. Rg3, Rg7; 10. Rh4, Rh6; 11. Ac7, Rg6.
Ésta es la misma posición que
la de después del séptimo movi
miento de las negras. Sin embargo,
ahora Miles jugó la decisiva manio bra 12. g3! (no 12. g4?, hg; 13. fg, f5!); 12• .•• , Rh6 (si 12. … , f5; 13.ef+,
ef; las blancas podrían arreglárse las para penetrar con Rf4); 13. g4!, hg!; 4. fg, Rg6; 15. Rg3, Rg5 (ahora si 15. … , f5; 16. gf+, ef; 17. Rf4!, y ga nan -pero no 17. e5?, Rf7); 16. Rf3, Rh6 (con el rey en g5; 16. . .. , f5 sucumbe ante 17. gf, ef; 18. e5!, tras el que 18. … , Rt7 es imposible; o si
16. … , e5; 17. Rg3, Rg6; 18. Rh4, Rh6; 19. Ad8, Rg6; 20. g5!, fg+ -o
20. … , f5; 21. ef+, Rxf5; 22. Rh5!-;
21. Axg5, Cb8; 22. Ad8, Cd7; 23. Rg4, y ganan); 17. Rf4, Rg6; 18. eS!, fe+; 19. Axe5, Rt7; 20. Ac7, Rf6;
21. g5+, Rt7; 22. Rg4, Rg6; 23. Ad6, y las negras renunciaron ante la perspectiva de 23 . … , e5; 24. Ac7, e4; 25. Rf4, e3; 26. Rxe3, Rxg5;
27. Re4; o 23. … , Rt7; 24. Rh5, Rg7;
25. Ac7, e5 (25. … , Rh7; 26. g6+, Rg7; 27. Rg5, etc.); 26. Rg4, Rg6;
27. Ad6 (más o menos), volviendo
a la línea principal.
FINALES DE CABALLO
261
B
Miles-Dzhindzhihashvilí, después de 11… . , Rg6
En los finales de caballo, como ya hemos visto (cfr. capítulo acerca de los peones pasados, diagramas
224-226), los peones pasados late rales son muy peligrosos. Con una configuración de peones más equi librada, la actividad de las piezas se convierte en el factor decisivo. Un caballo puede producir un daño enorme a los peones desprotegidos y sin ayuda, ya que no hay ningún lugar en el que esconderse -en los finales de alfil los peones pueden buscar santuarios en las casillas del color opuesto al del alfil.
166 PREPARACIÓN DE FINALES
262
N
Riumin-Capablanca; Moscú, 1936
La única ventaja de las negras es la posición activa de su caballo, pero es una ventaja muy grande. Capablanca jugó l• ••• , b5! (si l. …, Cb1; 2. a4, Cc3; 3. a5, Ccd5; 4. ab, ab; 5. Ce4, Cxb4; 6. Cd6+, Rf8; 7. Rfl, y las blancas tienen una míni ma posibilidad de hacer tablas, ya que a las negras les llevará cierto tiempo organizarse -aunque al fi nal, mediante 7. …, Cd5!; 8. Re2, Re7; presumiblemente deberían ganar) 2. Ce2, Cbl; 3. Cd4, Cxa3;
4. Cc6, ReS!; 5. g3 (si 5. Cxa7, Rd7; y el caballo está atrapado); 5• ••• , Rd7; 6. Cb8+, Rd6; 7. f4, Cc2; 0-1.
Con un material tan limitado normalmente sería muy difícil, sino imposible, ganar. Sin embargo, aquí la enorme actividad de las pie zas blancas hacen que esta tarea sea sencilla: l. Rt7!, Cxg4; 2. Cf8+, Rh8; 3. Ce6, Cf2 (o 3. …, Cf6;
4. Cxg7, Cd5; 5. f5, Cf4; 6. f6, Rh7;
7. Rf8!, y ganan); 4. Rxg7, Cd3;
5. Ce6, Rh7; 6. Cf8+, Rh8; 7. Cg6+, Rh7; 8. f5, Cf2; 9. f6, Ce4; 10. Re7, Cg5; 11. Ce5! (no 11. fl??, Cxfl;
12. Cxfl, ahogado); 1-0.
ALFILES DEL MISMO COLOR. MÁS ALFILES MALOS
En los finales con alfiles del mismo color, es muy importante no tener peones atascados en casi llas del mismo color que las de los alfiles, a menos que uno tenga muy buenas razones. Si los peones de uno de los jugadores se quedan fijos en casillas del color equivoca do, su alfil casi automáticamente estará en una posición peor que la de su oponente -es decir, será un mal alfil.
En el capítulo de las casillas
263
B
Haag-Kiuger, Pecs 1976/nfonnator 23 # 15
conjugadas se da un ejemplo típico de como forzar un zugzwang cuan do el oponente tiene un mal alfil (diagramas 121-122). Doy aquí un par de ejemplos más de los males inherentes a tener peones en las casillas del color equivocado.
Los peones en e4 y c4 son ex tremadamente débiles. Fischer ga nó tras l. ••• , Rd4; 2. Rg4, Ag6;
3. Rf3, Ah5+; 4. Rf2, Adl; 5.
Rg3??, Ae2! (no 5. …, Ab3; 6. Rg4, Axc4?; 7. Axc4, Rxc4; 8. Rf5=);
6. eS, Rxc5; 7. Ae6 (o 7. Rf2, Ac4;
LA ACTIVIDAD DE LAS PIEZAS 167
Elo-Fischer; Milwaukee, 1957
8. Ab7, Rd4; 9. Rf3, Ad3; 10. Ab7, Ac2; 11. Ac6, Ad1+; 12. Rf2, g4; y ganan); 7• ••• , Rd4; 8. Af5, Re3!; O
l. No hay defensa contra 9. …,
Af3.
Las blancas perdieron este final porque rehusaron arriesgar piezas hasta que se vieron forzadas por circunstancias desfavorables. Me parece que podrían haber hecho tablas si hubiesen utilizado el peón e como señuelo, ya sea para llevar a su alfil a fS manteniendo al rey negro alejado de e3, o para llevar su propio rey a e3.
Así, en su quinto movimiento
las blancas deberían haber jugado (en lugar de S. Rg3??); S. Ab7!, Axc4 (S. …, Ab3; 6. eS!, RxcS;
7. Re3!, o 7. Ac8!); 6. Ac8 (también
6 Re3); 6. …, Rd4; 7. AfS.
El rey negro está muy bien si tuado en d4, pero con el alfil blan co en una diagonal excelente esto no es suficiente para ganar. Por ejemplo, 7. …, g4 (7. …, ReS;
8. Rg3); 8. Rg3, Re3 (o 8. … , ReS;
9. Ag6, Ae2; 10. Ah7, Af3; 11.
Elo-Fischer (análisis)
a) Diagrama b) A blanco en b7
e) A blanco en b1 d) A blanco en g2
AfS!); 9. Ag6, Ae2; 10. Ah7 (no
10. AfS??, Af3; y son las blancas las que están en zugzwang); 10. …, Af3 (si 10. …, Ad3; 11. AfS, o inclu so 11. Rxg4, Axe4; 12. AfS!);
11. AfS! No hay modo de progre
sar mientras el alfil siga en la dia gonal fS-h7, y por lo tanto la posi ción son tablas. Sin embargo, con su alfil en cualquier otra diagonal las blancas perderían: con el alfil
en b7, l. …, g4!; 2. Rg3, Re3; 3. Ac6,
Af3; gana; con el alfil en b1, l. … ,
AhS; 2. Ac2, Ag4; 3. Ad1 (zugz wang); 4. Rg3, Ae2; y S. …, Ad3; con el alfil en g2, l. …, Ac2!
Durante un momento, hipnoti
zado por el peón g negro, pensé que era absolutamente necesario para las blancas situar su alfil en la diagonal fS-h7, y mantener su rey en g3 o f2, pero de hecho no es así, p.e. diagrama 266.
Las blancas deben jugar l. Ac2!
(no l. Af3??, Ab7; 2. Ag2, fS); l. …,
g4; 2. Adl! (no 2. Ad3?, g3; 3. Rf3, Axe4+; 4. Axe4, g2); 2• ••• , Ad7 (o
2. …, g3; 3. Rf3); y lo más sencillo
168 PREPARACIÓN DE FINALES
266
S
Elo-Fischer
(análisis)
El alfil blanco es particular mente malo. Si moviesen las blan cas estarían en zugzwang, y po drían renunciar gustosamente. Sin embargo, son las negras las que mueven. No tienen modo de per der una jugada, y no pueden mejo rar la posición de sus piezas. No tienen más remedio que acudir al sacrificio: l• ••• , Axc4; 2. be, Rxc4;
3. Adl (si las blancas sacan a su alfil de la cadena de peones tam bién pierden: 3. Ab3+, Rd4; 4. Rd5, c4; 5. Rc2 -5. Rc1, Rc3!-; 5. …, c3;
6. Ae6, Re3; 7. Ag4, b3+!; 8. Rxb3, Rd2; etc.); 3. •••, Rd4; 4. Rc2. Si
4. Re2?, b3!; o 4. Aa4, c4; 5. Rc1 (5.
es 3. Ac2, Ac6; 4. Adl!=. Aunque
3. Ae2 también se podría jugar:
3• ••• , g3; 4. Afi (no 4. Rf3?, Ag4+!;
ni 4. Af3?, Ac6; 5. Ag2, f5; 6. Rf3, Axe4+; 7. Rxg3, Axg2; 8. Rxg2, Re4!; ni 4. Ad3?, Ac6; 5. Rf3, g2; Sin embargo, 4. Aa6, es posible, ya que si 4. …, g2; 5. Rf2, Ah3 es sólo
tablas); 4• •••, Ag4; 5. Ag2! (forzado
-5. Ad3?, g2; 6. Rf2, Af3!; gana);
5• ••• , Adl; 6. Afi, Ac2; 7. Rf3=.
� N
Pedko-Kislova; URSS, 1978 lnformator 26 # 20
Rc2, Re3!; o 5. Ac2, b3; 6. Ab1, c3+); 5. …, Re3 (también 5. …, Rc3); 6. Ad1, b3; 7. Rb1 (7. ab, c3; o 7. Axb3, cb; 8. ab, Rd3); 7. …, Rd2!; y si 8. Axb3, cb; 9. ab, Rc3;
10. Ra2, Rb4; o si 8. ab, c3; 9. Ac2, a2+; y ganan. 4• •••, Re3; 5. Rb3. Las
blancas siempre perderán si permi ten que el rey negro llegue a c3, por ejemplo con 5. Rc1, Rd3;
6. Ac2+, Rc3; y ahora:
a) 7. Aa4, c4; 8. Ad1, b3; 9. Rb1 (9. ab, a2!; gana) y aquí 9. …, Rd2! enlaza con la variación anterior, pero no 9. …, b2?; con el que las blancas hacen tablas, puesto que el alfil está siempre a salvo en d1 debido al ahogado.
b) 7. Aa4, c4; 8. Ac2, b3; 9. Ab1,
Rd4!; y ganan;
e) 7. Ad1, c4; 8. Aa4, b3; 9. Rb1 (o 9. ab, a2!); 9. …, Rd2; y ganan;
d) 7. Ad1, c4; 8. Rb1, b3; 9. ab (9. Ra1, Rd2!); 9. …, cb; 10. Ra1, Rb4! (las negras triangulan -no 10.
…, a2?; 11. Axb3!); 11. Rb1, Rc4;
12. Ra1, Rc3 (zugzwang); 12. Rb1,
LA ACfiVIDAD DE LAS PIEZAS 169
a2+; 13. Rb1, a2+; 14. Ra1, b2+; 1S. Rxa2, Rd2; y ganan.
Volviendo a la línea de juego principal, S. • .., Rd3!; 6. Ac2+, Rd2!; 7. Abl, Re2; 8. Rc4, Rxf3; 9. RxcS, b3!; y las blancas renuncia ron ante sus dos fatales alternati vas. Si 10. ab, Re3!; el peón f coro na; o si 10. Rb4, ba; 11. Axa2, Rxe4 y ganan, p.e. 12. Rxa3, Rd3; 13. Ae6, f3; 14. Rb2, f2; 1S. Ah3, e4;
16. Rc1, e3; etc.
En este ejemplo el final de alfil bueno contra alfil malo se transfor mó inmediatamente en uno en el que las negras tenían dos peones para el alfil. Sin embargo, pudieron mantener sus ventajas -una posi ción excelente de su rey y ninguna debilidad en los peones-. Y la hor da negra arrasó con facilidad a las blancas.
Tener peones fijados en las ca sillas del color equivocado no es siempre una desventaja. En el dia grama 268 el peón en e6 es extraor dinariamente poderoso, y las blan cas debieron haber ganado.
268
8
Flohr-Zagorovsky; Minsk, 1952
l. Ad3!, a4 (ante la amenaza de
2. a4, y más adelante AbS); 2. b4!, a3; 3. bS! (cuatro de los cinco peo nes de las blancas están fijados en casillas blancas, ¡pero el alfil negro está casi muerto!); 3. …, Rg8;
4. Rf4, Rf8; S. RfS!, Rg8 (si S. … , Rg7(!); 6. RgS, Rf8; 7. Rf6, h4;
8. e7+ -no 8. Ah7, Ah5!-; 8. … , Rg8;
9. Re6, y yo creo que las blancas deberían ganar); 6. Rf6, h4 (no
6…. , Rf8?; 7. Ah7!). Aquí Flohr ju
gó 7. e7?, y consiguió tablas tras 7.
… , g3; 8. hg, hg; 9. Afl, Ad7. Aver bakh señala en Finales de alfil que las blancas podrían haber ganado con 7. Re7!, g3; 8. hg, hg; 9. Ae4, AxbS; 10. Rxd6, p.e. 10. … , Rf8;
11. ReS, Ac4; 12. d6, Axa2; 13. e7+.
ALFILES DE
COLORES OPUESTOS
En los finales con alfiles de co lores opuestos, más que el número de peones que tiene cada jugador lo más importante son las po sibilidades de crear peones pasa dos y de apoyarlos. A menudo es necesario sacrificar un peón o peo nes para crear un peón pasado y protegerlo (cfr. diagrama 27). A continuación doy un remarcable ejemplo descubierto por Aver bakh.
Smyslov pudo haber forzado es ta posición en su partida contra Averbakh, pero muy razonable mente asumió que eran tablas. Sin embargo, al analizarla Averbakh encontró una victoria increíble.
l. RgS, Rf7 (no l. .. . , Axf3?; 2. Rcg6,
ReS; 3. Ae3, Re6; 4. Af4, zugzwang y ganan); 2. f4!! (las blancas se cie-
170
PREPARACIÓN DE FINALES
269
S
Smys/ov-Averbakh, Moscú, 1950 (análisis) Averbakh 1951; FA # 358
LOS DOS ALFILES
En los finales dos alfiles son en general más fuertes que cualquier otro par de piezas menores. Una de las principales desventajas de un alfil, si se compara con un caba llo, es que sólo puede controlar la mitad de las casillas del tablero
-con un par de alfiles este proble ma queda resuelto-. Además, dos alfiles son muy eficaces para explo tar debilidades en cualquier parte del tablero, y también para devol ver a los peones pasados al redil.
rran sobre su propio rey preparan
do un soberbio ataque); 2• ••• , Ae4!;
3. Af2, Rg7 (si 3. …, Af3; 4. g4!, se alcanza de todas formas, y ganan algo más fácilmente que en la línea de juego principal); 4. g4!, hg (si 4.
…, fg; 5. f5, gf; 6. Rxh5, Rf6; 7. Ag3, Af3; 8. Rh6, Ae4; 9. h5, Af3; 10. Ah4+, Rf7 -o 10. …, Re5; 11. Rg5, f4; 12. h6, gana- 11. Re5, Ae4;
12. Ag3, Rg7; 13. Ae5+, Rf7; 14. h6, gana); 5. h5!, gh; 6. a8=D!, Axa8; 7. Rxf5. El balance de piezas está ahora equilibrado, pero las blancas se han conjurado para obtener un muy saludable peón f pasado. Si las negras pudiesen sacrificar su alfil a cambio de él, y hacer llegar su rey a a8 a tiempo podrían, hacer tablas, pero esto es del todo imposible.
7• ••• , Rt7; 8. Rg5, Af3 (o 8. …, Re7;
9. f5, Rd7; 10. f6, Rd5; 11. a7, etc.);
9. a7, Aa8; 10. Ah4, Af3; 11. f5,
Rg7; 12. Ag3, Rt7; 13. Ae5!, Ae4 (o
13. …, Rf8; 14. Rf6, h4; 15. Ad6+, seguido de Re7 o Rg7; etc);
14. Rxh5!, g3; 15. Axg3, Rf6;
16. Rg4!, Axf5+; 17. Rf4, y el peón a corona.
Larsen-Gheorghiu; Winnipeg, 1967
Las blancas tienen una gran ventaja en vista de los vulnerables peones del flanco de dama. Des pués de l• ••• , Re7; 2. Ab8, Gheorg hiu intentó 2• ••• , Cf6 (si 2. …, a5;
3. Aa7, Cd6; 4. Acx5, es también una victoria para las blancas, p.e.
4. …, Re6; 5. Ab3, Aa6; 6. Axd6!, Rxd6; 7. c5+!, Rxc5; 8. Axc7, etc.);
3. Axa7, Cd7. El alfil está “atrapa do” en a7, pero el caballo negro no puede moverse por estar obligado a sujetarle. Larsen ganó con mucha facilidad: 4. Ab5, Rd6; 5. a4, Rc7;
6. a5, Rc6; 7. a6, h5; 8. g4, h4; 9. Rf2,
LA ACfiVIDAD DE LAS PI EZAS 171
f6; 10. f5!, Cb6 (si 10. …, Rd6;
11. Ab8+ !; o 10. …, Ce5; 11. Re2, Cd3; 12. Axc6, Rxc6; 13. Ab8, Cb2;
14. Ad6, Cxc4; 15. Af8, y el flanco
del rey se desmorona); 11. Axb6+, Rxb6; 12. Re2, Aa8; 13. Rd2, RaS;
14. Rc3, Rb6; 15. Rb3, RaS;
16. Ra3, Rb6; 17. Ra4, 1-0.
271
N
Botvinnik-Bronstein, Partida de torneo (23) 1951
Bronstein ganó el peón b con l• ••• , Axcl? Esto fue un error, ba sado en un mal análisis de la posi ción. Debió haber mejorado la po
sición de su rey con l. …, Rf7. Si en
tonces 2. Rc2, Cb4+; 3. Rb1, Ca6; las blancas hubiesen tenido dificul tades en intentar cualquier cosa. O si 2.llxa6, ba; 3. Ac7, Axc1; 4. Rxc1, Cxb3+; 5. Rc2, Ca5; 6. Axb6, las negras pueden jugar 6. …, Cc6 !=, o quizá meterse en líos después de 6.
…, Cc4; 7. Ad8, Cxe3+ !? La partida
sigue 2. Rxcl, Cxb3+; 3. Rc2, Ca5;
4. Rc3, Rt7; 5. e4. Está muy claro que, a pesar de haber perdido un peón, tan sólo las blancas tienen alguna posibilidad de ganar. En sus Best games 1947-1970 (Mejores partidas 1947-1970) Botvinnik ana liza este final con mucho detalle.
Es un soberbio ejemplo del domi nio de los caballos por los alfiles. La partida continuó 5. .•. , f5? (un error de Botvinnik -este movi miento debilita al peón h); 6. gf, gf;
7. Ad3, Rg6. Aquí Botvinnik tuvo
que sellar su jugada ante el aplaza miento. Su plan era colocar un alfil en b1, el otro en d6, intercambiar en d5 y después jugar Aa2, toman do el peón d. Tuvo que elegir qué alfil mover primero, y eligió 8 Ad6?! La elección errónea. Debería ha ber jugado 8. Ab1!, Cc6 (8. …, Cc4;
9. Af4, y 10. Aa2); 9. ed, ed; 10. Aa2, Ce7; 11. Ad6, ganando el peón d. Si 8. Ab1, fe; 9. fe, de; 10. Axe4+, Rg7; los alfiles blancos son mucho más poderosos. Una posibilidad aquí es la sugerencia de Flohr de
11. Axb7!?, Cxb7; 12. Rc4, seguido de Rb5 etc. 8. ..• , Cc6; 9. Abl, Rf6?! Botvinnik sugiere que 9. …, Ca7! es una mejora, para amenazar b5. Si entonces 10. ed, ed; 11. Aa2, b5; 12. a5 (12. Axd5, ba !; amena zando Cb5+); 12. …, b4+! (no 12. …, Cc6; 13. Axd5, Cxa5; 14. f4, con una gran ventaja); 13. Rd3, Cb5;
14. Ae5, Cac7; 15. Rc2, Rf7; 16. Rb3, Ca6; y las negras todavía es tán en el tablero. 10. Ag3!! Un mo vimiento poco aparente que sitúa las negras en zugzwang. Esto es mucho mejor que 10. h4, Cab8; 11. Af4, Cd7; 12. Ag5+, Rg6; 13. ed, ed; 14. Aa2, h6; 15. Af4, Ce7; 16. Ad6, CeS !; en donde las blancas se defienden a sí mismas. 10. ••. , fg. Bronstein intercambia peones para liberar a su rey. El motivo de
10. Ag3 es que si 10. …, Cab4; 11.
Ae5+ !, Rg6; 12. Ad6, Ca6; 13. ed, ed; 14. Aa2, gana el peón d. 11. fg, h6; 12. Af4, h5; 13. ed! (esto era
172 PREPARACIÓN DE FINALES
esencial; de otro modo las negras habrían conseguido una casilla de cente para un caballo con de);
13• •••, ed; 14. h4, Cab8; 15. AgS+,
Rt7; 16. AfS.
212
N
Botvinnik-Bronstein, después de 16. Af5 “Dominio”
16• ••• , Ca7. Si 16. …, Ce7; las blancas no tienen que darse prisa para ganar un peón con 17. Axe7, Cxe7; 18. Ag6, ya que las negras tienen posibilidades de tablas si consiguen alfil + peón de torre opuesto contra rey. En su lugar pueden jugar 17. Ah3,C8c6; 18. Ag2, Rg7; 19. Axe7, Cxe7; 20. Rb4, Cc6+; 21. Rb5, Cxd4+; 22. Rxb6 y a8=D. 17. Af4, C8c6; 18. Ad3, Cc8;
19. Ae2, Rg6; 20. Ad3+ (repitiendo
movimientos para llegar al control de tiempo) 20• ••• , Rf6; 21. Ae2, Rg6;
22. AD, C6e7 (si 22. …, C8e7; enton
ces simplemente 23. Ac7, Cf5; 24. Axb6, gana); 23. AgS! zugzwang.
Bronstein se lo pensó cuarenta minutos antes de renunciar. Su po sición no ofrece muchas esperanzas, p.e. 23. …, Cc6; 24. Axd5, Cd6; 25.
Af3, Rf5; 26. Ac1 (Smyslov); 26. …,
b5; 27. Axc6, be; 28. a5, etc.
Ésta fue la partida decisiva del Torneo del Campeonato del Mun do de 1951. Antes de ella Brons tein ganaba por un punto, pero tras perderla no pudo obtener ninguna ventaja en la partida 24 final, de modo que la partida fue tablas y Botvinnik retuvo su título.
FINALES DE TORRE
Habitualmente es mejor jugar acti vamente en los finales de torre, ya que la torre es un defensor un tan to descuidado, pero una pieza ata cante muy poderosa. Ya hemos visto algunos ejemplos de esto en este capítulo, de modo que no voy a dar más. Sin embargo, quiero se ñalar dos cuestiones.
Primero, las torres se deben co locar detrás de los peones pasados. En el capítulo del zugzwang se dio un ejemplo arquetípico de esto (diagrama 85). También explora mos este tema en la sección de ma terial (diagramas 137-138). He aquí otro ejemplo.
273
8
Capab/anca-Marshe/1
San Petersburgo, 1914
LA ACfiVIDAD DE LAS PIEZAS
Esta postcton es una victoria extremadamente fácil para las blancas. Sin embargo, si las torres se intercambiasen serían tablas. Capablanca ganó con l. TaS!, Rf6;
2. g4, Re7; 3. Rg3, Rd6; 4. Rf4, Rc7; 5. ReS, Rd7; 6. gS, Re7; 7. g6,
Rf8; 8. Rxe6, Re8; 9. g7, Txg7;
10. a7, Tg6+; 11. RfS(!), 1-0.
Segundo, en posiciones en las
que es necesario que el defensor aleje el rey de la acción para poder sobrevivir, es vital que la torre ten ga tanto espacio como sea posible.
274
N
a) Diagrama; FT # 21 b) Ta3-+ b3; FT # 22
Si las negras juegan hacen tablas simplemente haciendo jaques al rey blanco hasta que lo lleven a la verti cal b, y moviendo entonces su torre a la vertical e, p.e. l. …, Ta8+;
2. Rd7, Ta7+; 3. Rd6, Ta6+; 4. Rd5, Ta5+; 5. Rc6, Ta6+; 6. Rb7, Te6=.
Sin embargo, si la torre empieza
en b3 no tiene suficiente espacio para poder meterle prisa al rey, es decir, tiene una “distancia de ja que” insuficiente: l. …, Tb8+;
2. Rd7, Th7+; 3. Rd6, Tb8; 4. Rc7,
Ta8!; 5. Tal!!, Te8; 6. Rd7, y ganan.
Las negras tenían que dar jaque en el diagrama 274, o las blancas estarían en la posición Lucena, esto es, l. …, Td3; 2. Tgl+, Rh7;
3. Tg4!, Tdl; 4. Rt7, Tfl+; 5. Re6, Tel+; 6. Rf6, Tfl+; 7. Re5, Tel+;
8. Te4!
275
B
a) Diagrama; FT # 51 b) TcB -+ el
La misma idea se aplica al dia
grama 275.
Con la torre en c8 las negras tienen una distancia de jaque sufi ciente, y pueden mantener la posi ción. La línea de juego principal es l. Rb4 (1. Td4, Re5); l. …, Tb8+;
2. Ra5, Tc8!; 3. Rb5, Tb8+; 4. Ra6,
Tc8; 5. Td4, Re5; 6. Td5+, Re6;
7. Rb5, Th8+; 8. Ra4, Tc8; 9. Rb4, Th8+; 10. Tb5, Th8; 11. Tb7, Rd6;
12. Rb5, Th5+; 13. Rb6, Tc5!;
14. Td7+, Rxd7; 15. Rxc5, Rc7=.
Sin embargo, en c7 la torre ne gra está demasiado cerca. Si las blancas juegan ganan con l. Rb4, Th7+ (1. …, Td7; 2. Txd7, Rxd7;
3. Rb5); 2. Ra5, Tc7; 3. Rb5, Th7+;
4. Rcg!, y 5. c5, con lo que con el rey negro en el flanco “largo” del peón las blancas ganan con facilidad.
174 PREPARACIÓN DE FINALES
Si las negras juegan podrían hacer tablas con l. …, Tc8, o inclu so l. …, Td7.
FINALES DE DAMA
La dama es la pieza más pode rosa, y ella sola puede crear una enorme desolación entre las filas contrarias. No es sorprendente en tonces que en los finales de dama su actividad sea de la mayor impor tancia, como también lo son las posibilidades de crear peones pasa dos (cfr. capítulo anterior) y la se guridad del rey.
276
N
Dxg5+; 6. Rf3, Dxb5; 7. Df4+, Rd7!; y las negras ganaron un peón a cambio de nada, ya que si 8. Dxf6, Dc6+); 3. …, Dc4; 4. g3? (Bonda revsky sugirió 4. Dbl!, que debe ser mejor); 4. …, g5; 5. hg, fg;
6. Dh2? (no 6. Dbl, Dc3+; es mejor
6. Re4, pero las negras todavía perecen poder ganar tras 6. …, g4;
7. Rf4, Rf6; 8. Re4, De6+; 9. Rd3, Dd5; 10. Df2+, Rg6); 6. …, Db3+;
7. Re4, g4!; 8. De2, Dxg3; 9. Dc4+,
Re7; 10. DeS, Df3+; 11. ReS, Df6+;
12. RdS, Dd6+; 0-1. Después del
intercambio de damas el final de peones es trivial.
TORRES Y PIEZAS MENORES
Los finales con torres y piezas menores pueden ser muy tácticos. Aquí doy un par de ejemplos (anti guos, pero impresionantes) de acti vidad en este tipo de finales.
2n
N
Lisitsin-Capablanca; Moscú, 1935
FD # 258
Éste es un ejemplo famoso. Las negras tienen la ventaja, debido a su mejor configuración de peones (las blancas tienen tres islas de peones) y su mayor centralización de las piezas. No está claro si esto debería ser decisivo, pero es de subrayar que Capablanca ganó en tan sólo una docena de movimien tos. l. …, Re6; 2. h4, f6; 3. Re3 (si
3. De2+, Rd6; 4. De4, g5+; 5. hg,
‘ ‘
� .&
�
Salwe-Rubinstein; Car/sbad, 1907
Las negras controlan la vertical d, e incrementan su ventaja con l.
…, Td3!; 2. Th2. Amenazaban 2. …, Tb3. Si 2. Tc3?, Td2!; ganan defini-
LA ACTIVIDAD DE LAS PIEZAS 175
tivamente, p.e. si 3. Re3, Tb2; 4. Td3, con la esperanza de jugar Td6
¡tras el que 4. … , Cf4! por lo menos
gana tres peones! Las blancas podrían considerar 2. b5!?, pero las negras simplemente pueden ganar un peón con 2. …, Ta3. Sigue con 2.
…, Rc7; 3. eS (las blancas estaban en zugzwang -si 3. Re1, h3!; mien
tras que 3. Tc2, Tb3; o si 3. Tb1, Td2; o 3. …, h3; sería fatal); 3. ..•, Rd7; 4. g3? (esto facilita las cosas para las negras, pero de todas for mas el final sigue siendo bastante difícil); 4. …, hg+; S. hg, g4!; 6. Cgl (o 6. fg, Cg5);. 6. …, CgS; 7. Re2, Ta3; 8. f4, Cxe4; 9. fe, fe; 10. Rfi,
Cxg3+; 11. Rg2, ChS; 12. Tf2, Cf4+;
13. Rhl, Tal; 14. Td2+, Re7; 0-1.
278
8
tienen una gran ventaja. La partida continuó l. g3, Rt7; 2. eS, Rf6;
3. Ac4, Ac8! En un final de torre
las blancas se defenderían bien. Al conservar su alfil Alekhine mantu vo la ventaja. 4. a4, gS; 5. bS, f4;
6. Rfi, Td2!; 7. Rel, Tb2; 8. gf, gf;
9. Ae2 (si 9. Td1, Ag4; 10. Td6+,
Re7; 11. Td4, Af3; seguido de 12. …, e3); 9. …, ReS; 10. c6, be; 11. Txc6 (o 11. be, f3; 12. Ad1, e3!; y ganan);
11. …, Ae6; 12. Adl, Tbl; 13. TeS+
(las negras amenazaron con 13. …, Ab3; o con 13. …, Ag4; si 13. Rd2, e3+; ganan); 13. …, Rd4; 14. Tc2, e3; lS. fe+, fe; 16. Tc6, Ag4; 17. Td6+, ReS; 18. h3, AhS; 0-1.
Creo que las blancas probable mente se podrían haber defendido un poco mejor a partir del diagra ma 278, pero de todas formas está bastante claro que eran las negras las que tenían todas las posibilida des de ganar.
PIEZAS ATRAPADAS
Finalmente, algunos ejemplos de piezas que se ven atrapadas.
279
N
Yates-Aiekhine; La Haya, 1921
Las blancas tienen mayoría de peones en el flanco de dama, pero las negras controlan la única verti cal abierta y tienen una gran venta ja espacial en el flanco de rey, en donde su propia mayoría de peones se puede convertir fácilmente en un peón pasado. Además, su rey es activo, mientras que el blanco está cercado. De modo que las negras
Mieses-Aiekhine; Mannheim, 1914
176 PREPARACIÓN DE FINALES
Éste es otro ejemplo de una de las partidas de Alekhine, de nuevo muy instructivo. (He de señalar que poseo una copia de las Best Games 1908-1923 (Mejores parti das 1908-1 923) de Alekhine; pero no me disculpo por incluir varios ejemplos de este libro, ya que con tiene distintos finales que son muy instructivos, especialmente en un contexto adecuado.)
El diagrama 279 es extremada mente complicado. Las negras tie nen un peón más, pero las blancas gozan de una excelente actividad de las piezas. Alekhine jugó l. … , Ce8 !?/! Tenía en mente una inteli gente combinación mediante la que las piezas blancas se trabarían de forma considerable. Sin embargo, no es del todo convincente, y quizá sería conveniente examinar algu nas de las alternativas. He analiza do este final durante algún tiempo con el maestro internacional sueco Harry Schüssler. Llegamos a la conclusión de que ciertamente la situación de las negras es mejor, pero que probablemente no tienen la suficiente ventaja para ganar sin un cierto grado de confusión (en el caso de que lo hagan).
Alekhine da:
a) l. … , c6?; 2. b5 !, cb; 3. Cxe5, y las negras pierden su ventaja.
b) l. … , Cd7; 2. Ca5, b6; 3. Cc6, y el potente caballo les da a las
blancas ciertas posibilidades de hacer tablas.
En la segunda variante las blan
cas también podrían considerar
3. Cb7 !?, Txb4; 4. Txc7, Td4; y, p.e., 5. Cd8 !? Con Schüssler anali cé las alternativas siguientes:
e) l. … , g4; 2. hg, hg; 3. Cxe5, g3;
4. Rfl, y las blancas parecen estar
mejor, p.e. 4. … , Td1 +; 5. Re2, Tg1 ;
6. Rd3, y ahora se amenaza 7. Cg6. d) l. … , h4; 2. Cxe5, Ch5; espe rando poder tender una red que le lleve al mate, pero las blancas pue den jugar 3. Rfl ! (o 3. Rf2!, pero no 3. Txc7??, Td1+; 4. Rf2, Cg3);
3. … , Cg3+; 4. Re1 , y la posición no
está clara.
e) l. … , g4?; 2. hg, hg; 3. Cxe5, Ch5?; sigue la misma idea, pero después de 4. Cxg4! (también des pués de 4. fg !?, Td1+; 5. Cf2, Cg3;
6. Rf3!, o simplemente 4. Rfllf2);
4. … , Td1+; 5. Rh2!, Cg3; 6. Cf2 !, y el rey puede escapar vía h3.
f) l. … , Rf7 !? Las negras centra lizan su rey. Las blancas pueden entonces considerar 2. Cxe5+, Re6;
3. Cg6 !?, o 3. Cc4, o quizás 2. h4 !,
Cd7; pero con complicaciones.
Parece, a partir de estas varian tes, que las negras realmente de ben elegir entre la continuación de la partida real, l. … , Cd7: y posible mente l. … , Rf7 !?
La partida continuó (1. … ,
CeS); 2. b5!, b6; 3. Cxe5? Alekhine afirma que esto es forzado, ya que si 3. Rf2, g4 ! Sin embargo, no aca bo de entenderlo (seguramente el intento de 4. Cxe5, g3+; 5. Re2 por lo menos vale la pena para las blancas). Quizá si 3. Rf2 las negras podrían jugar 3. … , h4 !; 4. Re2, Rg7; 5. Cxe5, Tb4; etc. Pero creo que las blancas en realidad ten drían que intentar g4 con 3. h4(!), g4 (3. … , gh); 4. Cxe5, g3; 5. Rfl, p.e. 5. … , Td1 + (5. … , Rg7; 6. Re2, y
7. Cd3); 6. Re2, Tg1 ; 7. Rd3, Rg7 (para detener 8. Cg6); y la posición
LA ACTIVIDAD DE LAS PIEZAS 177
no está demasiado clara, aunque ciertamente las negras debieran estar mejor. La partida sigue 3• ••• , Tb4; 4. Tc6? Para las blancas es muy cómodo seguir directamente la línea principal de la combina ción. Creo que en su lugar debe rían intentar 4. h4, aunque por el momento parezca demasiado len to. 4. ••• , Txb5; 5. Tg6+?, Cg7;
6. TxgS, h4! (evitando 7. h4, y si
7. Ct7, entonces 7. …, Th1+! gana);
7. Rf2, TeS; 8. Re2, Rh7! (pero no
8. …, b5? ?; 9. Ct7!).
2lrJ
8
Mieses Alekh ine, después de 8 . .. . , Rhl!
Y Mieses renunció, ya que no tenía ninguna defensa posible al plan de …, b1=D. Si 9. Rd3, b5;
10. Rd4, Ce6+; o 9. Ct7, Txg5;
10. Cxg5+, Rg6!; ¡y el caballo está atrapado!
l• •••, b2; 2. Axb2. Con proble mas con el tiempo Najdorf jugó aquí 2• ••• , Txb2? El camino correc to es 2. …, Axb2! Después de esto las negras tienen problemas técni cos, pero deben seguir siendo capaces de ganar, p.e. 3. Td7, Tc8;
Keres-Najdorf; Zurich , 1953
4. c7, Af6; 5. Rf1, Rf8; y si 6. Re2, Ae7; seguido de 7. …, Re8; o si
6. Txh7, Ag7! Las blancas movie ron 3. Td7!, ¡y se acordaron tablas! Después de 3. …, Tc2; 4. c7, las ne gras deben jugar 4. …, Af8. Ahora no tienen ningún posible modo de liberar su posición, ya que ni el alfil ni el rey pueden hacer nada. Así que la torre se debe mover arriba y abajo por la vertical e, y la posición son unas condenadas tablas.
282
8
‘ •
‘
� A¡
�
<i>
Lemer-Godes; URSS, 1979
/nform ator 28 # 45
Las negras atraparon al rey blanco con l . …, Ac5! Sin embar go, tras 2. AdS!, las blancas toda vía mantenían unas buenas pers pectivas de tablas, ya que el rey negro está también bastante cerca do. Además, hay posibilidades de llegar a un final en el que las ne gras se queden con sólo un alfil y el peón de torre equivocado. La partida continuó 2. …, Rh6; 3. Ag8,
g6; 4. fg, Rxg6; S. Ac4, Rg7;
6. Ab3? Después de este movi miento el caballo negro se va de veras. 6. Ad5 ! era correcto, toda-
vía con esperanzas de hacer tablas.
6. …, Ce4!; 7. Aa4, Cd2! (ahora el rey blanco también está metido en un cajón); 8. Ae8, Rh6; 9. Aa4,
RgS; 10. Ae8, Rf4; 11. Ad7, Cc4;
12. Rfl, CeS; 13. AfS, Re3; 14. Rg2,
Cf3; 1S. Rfl, Cd4; 16. Ad7, Ce2;
17. gS (17. Rg2, Cf4+; 18. Rh2, seguro que también debe perder, pero quizá las blancas deberían intentarlo, ¡por lo menos para im pedir que el rey negro llegue a c7 !) ; 17. …, fg; 18. Ae6, Cd4;
19. AdS, Cf3; 20. Ae6, CeS; 21. AdS, Cd3; 22. Ae6, Rf3! ; 0-1.
SECCIÓN V
IND I CAC ION ES GENE RALES
“La excepción confirma la re gla” Un dicho falso, pero pertinente.
Como prometí, doy aquí una lista de las indicaciones generales que hemos formulado -y a las que hemos encontrado excepciones en este libro.
SECC IÓN 1: IDEAS TÁCTI CAS Y CO MB INAC IONES
Las tácticas realmente ocurren en los finales; ¡búsque las !
No se concluye ninguna indicación general de esta sección: ¡ la fra se anterior lo dice todo ! Pero sí voy a dar una lista de las tácticas que se pueden utilizar:
Tácticas simples
El ja que a través, la horquilla, la clavada, el ataque doble.
Potenciar un peón
Interferencia, es decir, bloqueo de líneas de juego, desviar, atacar.
Ataqu es de mate
A menudo abundan en los finales. ¡Estad al tanto con ellos !
Combi naciones para hacer ta blas
Se puede intentar conseguir un ahogado, un jaque continuo o un ataque continuo.
Se puede intentar construir una fortaleza.
A veces es posible sacrificar piezas para alcanzar unas tablas teó
ncas.
SECC IÓN 11: ZUGZWANG Y LA TEORÍA DE LAS CASILLAS CONJUGADAS
Introd ucción
El zugzwang es un arma vital en los finales. Muchas posiciones que son una victoria fácil podrían llegar a ser tablas si los jugadores de aj edrez no tuviesen la obligación de mover.
Zugzwan g
Movimientos dilatorios. A veces es necesario hacer movimientos dilatorios con los peones para forzar un zugzwang. ¡Acumule movi mientos dilatorios siempre que sea posible !
El zugzwang como objetivo estratégico. En muchos finales el plan estratégico de victoria es forzar al oponente a un zugzwang. És
te es especialmente el caso en los finales con malos alfiles, y también cuando una torre tiene que bloquear a un peón pasado del enemigo desde el frente. Por supuesto, el zugzwang es vital en los finales.
El zugzwang como resultado de una táctica. A veces de repente surge un zugzwang al final de una variante táctica. A menudo éste es un tema propio de estudios, pero también puede suceder en partidas reales.
La teoría de las casillas conju gadas
La oposición. En los finales de rey y peón la oposición es la forma normal de coordinación entre los reyes. Sin embargo, en ocasiones se dan otros tipos de coordinación, y la oposición es irrelevante.
Triangulación. La triangulación es un modo muy común de perder un tiempo o de ganar la oposición.
La diversidad de los sistemas coordinados. A continuación doy una lista de algunos de los “tipos” principales, de acuerdo en la clasi
“Sistema rectangular” : se aplica la oposición. “Sistema de casillas triangulares”.
“Sistema T”.
“Sistema de ocho casillas”. A estos podemos añadir: “Monstruos”.
A viso. Al aplicar la teoría de las casillas conjugadas recuerde que estas casillas no son mágicas (ni siquiera los monstruos) . Son mera mente una ayuda al análisis, y se deben tratar como tal.
Casillas conjugadas en otros finales. En ocasiones se puede utili zar con mucho provecho la teoría de las casillas conjugadas en finales distintos a los de rey y peones.
SECC IÓN 111: BALANCE DE MATER IAL
Un peón extra lateral
Un peón pasado extra lateral (potencial o real) es en general sufi ciente para obtener la victoria en un final de rey y peón, o en un final con piezas menores (excepto si se trata de alfiles opuestos) , a menos que haya una buena razón que lo impida.
Los alfiles son en general mejores que los caballos en posiciones en las que hay peones a ambos lados del tablero.
En un final con alfiles de colores opuestos, el defensor puede te ner excelentes perspectivas de hacer tablas incluso si tiene un peón (o más) menos. Esto es debido a que un alfil a menudo es capaz de defender, sin la ayuda de su propio rey, todo un flanco frente a un rey y un alfil opuesto. Además, dos o incluso más peones pasados a veces pueden ser bloqueados por un rey y un alfil.
En los finales de torre la actividad de las piezas es de importancia fundamental. En los finales de torre + 3 + peón lateral contra torre +
3 el resultado es el siguiente:
a) Con la torre atacante frente a un peón, habitualmente tablas.
b) Con la torre atacante detrás de un peón, habitualmente una victo
ria .
e) Con la torre atacante al iado del peón, existen buenas perspectivas para la victoria.
Además, en a) para el atacante tener un peón b supone una mayor ventaja que tener un peón a.
En los finales de dama y peón, la seguridad del rey es de vital importancia. Un peón pasado extra lateral debería ganar con facili dad si el rey está a salvo. De otra forma, podría tener problemas.
Un peón extra , todos los peones en un fl anco
En general, en un final es una ventaj a que el peón extra esté aleja
do; por esto el capítulo 6 contiene más tablas que el anterior.
R + 4 contra R + 3
R + 3 contra R + 2
T + 4 contra T + 3
Debería ser una victoria.
Debería ser una victoria, con al gunos “problemas de posición”. Tablas teóricas (fáciles si el de fensor puede evitar “h5”, pero bas tante difíciles en caso contrario) .
En los finales con todos los peones en el mismo lado del tablero los caballos son en general mejores que los alfiles:
A + 4 contra A + 3 Generalmente tablas.
C + 4 contra C + 3 El atacante tiene excelentes pers pectivas de victoria (Fine conside ra que esto es una “victoria teóri ca” ).
C + 4 contra A + 3 Buenas perspectivas de victoria, dependiendo de la posición (mu
chas posiciones estarán “teórica
mente ganadas”).
A + 4 contra C + 3 Mejores perspectivas para el de
fensor que en el caso anterior.
Alfiles opuestos :
A + 4 contra A + 3
A + 4 contra A + 2
A + 2 contra A
Finales de dama:
D + 4 contra D + 3
Casi siempre tablas.
En ocasiones con posibilidades de victoria.
Con peones ligados depende de la
posición (consultar un libro de teoría para más detalles) .
Algunas posibilidades de victoria.
El interca mbio
En alguna ocasión he visto publicado: T ::::: PM + 2 peones
T ::::: PM + 1 112 peones
es decir, una torre se equipara aproximadamente a una pieza menor más 2/ 1 112 peones respectivamente.
En general es cierto que T > PM + 1, es decir, una torre es mej or que una pieza menor + peón (en un final con varios peones en juego).
Por supuesto, éstas son sólo indicaciones generales. Una torre es siempre muy peligrosa, ya sea en el ataque contra peones débiles o al apoyar a un peón pasado propio en contra de una pieza menor. Es más débil a la defensiva.
T + 3 con tra A + 3 en el mismo flanco. Esto es en general una vic toria, pero pueden surgir dificultades si el alfil es de color opuesto a sus peones, o si la configuración de peones del atacante tiene algún defecto.
T + 2 con tra A + 3 en el mismo flanco. Esto es habitualmente tablas, a menos que exista una buena razón que lo impida.
T + 2 contra e + 3 en el mismo flanco. El defensor debe ser capaz de hacer tablas si se organiza con rapidez (hay algunas posiciones de fortaleza a las que puede intentar llegar). Sin embargo, si el defensor se limita a salir del paso, su posición puede hacerse crítica muy pronto.
T + 3 contra e + 3 en el mismo flanco. Esto es habitualmente una victoria fácil y rápida, pero en algunas posiciones excepcionales pue den surgir problemas técnicos.
Finales sin peones
Los resultados normales, en el caso de que no exista una victoria inmediata del lado más fuerte, son:
D + e contra D Tablas. D + A contra D Tablas.
T + e contra T Tablas (con relativa facilidad).
T + A contra T Tablas, pero con dificultades para la defensa. Desgraciadamente, una base de datos encontró una victo
ria forzada de 56 movimientos. En consecuencia, aquí se aplica la re
gla de los 100 movimientos.
T + 2A contra T + A
T + A + e contra T + A
T + A + e contra T + e
2A contra e
Gana (?).
Muy buenas perspectivas de victo ri a (probablemente sin esperanza para el defensor si los alfiles son de colores opuestos ).
Gana, supongo.
Ahora se sabe que es una victoria, aunque el defensor pueda estable- cer una fortaleza (ver el diagrama
182) . El atacante tiene 100 movi
mientos para intentar ganar.
Para finalizar, algunos balances de piezas con dama contra otras
piezas :
D contra T
D contra 2A
D contra 2e
D contra A + e
Gana, pero puede resultar un tan
to difícil .
Gana habitualmente, aunque exis
tan fortalezas.
En general, tablas.
Esto es habitualmente una victo
ri a, pero existe una posición de fortaleza (diagrama 1 84) .
SECC IÓN IV: ID EAS ESTRATÉG I CAS Y VALORAC IONES
Confi g uración de peones y peones débiles
Los peones dobles, los peones aislados y los peones retrasados pueden ser una desventaja . Pueden constituir una debilidad por sí mismos, o debilitar una mayoría de peones de la que forman parte.
Islas de peones
A menos que un jugador tenga peones pasados peligrosos, en general es una ventaja tener menos islas de peones que el oponente.
Peones pasados
Los peones pasados necesitan un apoyo adecuado.
Los peones pasados protegidos en general son muy fuertes en el final.
Peones pasados laterales y peones pasados cen trales
Los peones pasados laterales son en general más fuertes que los peones pasados centrales en los finales de rey y peón.
En los finales de alfil y en los de torre, un peón pasado central puede ser tan fuerte como un peón pasado lateral.
En los finales de dama todos los peones pasados son peligrosos.
Peones pasados ligados y aislados
Si se puede controlar a los peones pasados aislados, los peones pasados ligados deberían ser más fuertes, ya que son muy difíciles de bloquear incluso con un rey enfrente de ellos (pero, por supuesto, dos peones pasados laterales pueden resultar fatales en cualquier final ).
La actividad de las piezas
El rey
El rey es una pieza poderosa en el final. Debe ser utilizado tan activamente como sea posible, pero al mismo tiempo se debe cuidar de él con esmero.
Alfiles y caballos
Las alfiles tienden a ser mejores que los caballos en:
1) Posiciones abiertas.
2) Posiciones en las que el juego se desarrolla en los dos flancos.
3) La lucha para convertir peones pasados y detener a los del opo
nente.
Los caballos tienden a ser mejores que los alfiles en:
1) Posiciones bloqueadas, especialmente si los peones están fij ados en casillas de color opuesto a las de los alfiles.
Los caballos son por lo menos tan buenos como los alfiles en:
1) La lucha cuerpo a cuerpo que tiene lugar en posiciones en las que el juego está concentrado en un lugar.
• Finales de caballo. La iniciativa es muy importante.
• Finales de alfiles del mismo color. No dejar que los peones queden bloqueados en casillas del mismo color que el alfil sin que exista una buena razón para ello.
• Alfiles de distinto color. La posibilidad de originar peones pasados y de apoyarlos es más importante que el balance formal de mate ri al.
Incidentalmente, una cuestión que no menciono en el texto, aunque probablemente debiera haberlo hecho:
Al intentar ganar, en general se deben colocar peones en casillas del color opuesto al del alfil propio.
Al intentar hacer tablas, en general se deben colocar peones en casillas del mismo color que el del alfil propio.
• Dos alfiles. Dos alfiles son en general considerablemente más pode
rosos que cualquier otro par de piezas menores.
Finales de torre
Habitualmente es mej or jugar activamente en los finales de torre, ya que la torre es un mal defensor, pero un muy buen atacante.
Las torres se deben colocar detrás de los peones pasados.
En ciertos finales de torre es necesario defenderse haciendo repe tidos jaques al rey enemigo. En este caso, la torre se debe colocar tan lejos como sea posible del rey, es decir, las torres necesitan espacio
para funcionar con eficacia.
La dama
Es una pieza poderosa. En los finales de dama es una gran ventaja tener una dama más activa que la del oponente.
Piezas atrapadas
¡ En los finales en ocasiones las piezas pueden quedar atrapadas !
CO ME NTAR IO GEN ERAL
Para finalizar, quiero reiterar que la actividad es esencial en los finales. Si estás defendiéndote, no seas absolutamente pasivo, a me nos que tengas unas tablas blindadas o que estés absolutamente for
zado a ello. Y si te ves forzado a defenderte pasivamente, haz que el
oponente trabaje tan duro como sea posible para conseguir cualquier pequeña ventaj a.
Bib liog rafía
LA SERIE DE FINALES BATSFORD
Finales de Peón, (FP) (Pawn Endings) Y. Averbakh e I. Maizelis (1974).
Finales de Dama y Peón, (FD) (Queen and Pawn Endings) Y. Averbakh (1975).
Finales de Torre, (Ff) (Rook Endings) G. Levenfish y V. Smyslov (1 971).
Finales de alfil, (FA) (Bishop Endings) Y. Averbakh (1977) .
Finales de A lfil contra Caballo, (FA e C) (Bishop v. Knight Endings) (Y. Averbakh y V. Chek
hover (1977).
Finales de Caballo, (FC) (Knight Endings) Y. Averbakh y V. Chekhover (1977).
Finales de Dama contra Torre/Piezas menores, (FD e T/PM) (Queen v. Rook!Minor Piece
Endings) Y. Averbakh, V. Chekhover y V. Henkin, 1978.
Finales de Torre contra Piezas menores, (Ff e PM) (Rook v Minor Piece Endings) Y. Aver
bakh (1978).
LA BIBLIOTECA DE LOS JUGADORES DEL CLUB
Finales de Ajedrez Práctico, (FAP) (Practical Chess Endings) P. Keres (1974 ).
Lecciones de Finales Prácticos, (LFP) (Practica! Endgame Lessons) E. Mednis (1979).
OTROS TEXTOS DE FINALES
Finales de Ajedrez Básicos, (FAB) (Basic Chess Endings) R. Fine (Bell 1941, David McKay
1941) .
Lehr und Handbuch der Enspiel, A. Cheron -cuatro volúmenes en alemán .
Finales de Ajedrez, conocimiento esencial, (Chess Endings, Essential Knowledge) Y. Aver
bakh (Pergamon Press 1966 ).
LIBROS DE ESTUDIO
1234 Estudios modernos de finales, (1234 Modern Endgame Studies) M.A. Sutherland y H.M.
Lommer (Publicado por primera vez en 1938; publicado por Dover Publications inc. en
1 968).
1357 Estudios de finales (Las mejores composiciones de ajedrez 1 935-1937), (1 537 End-Game
Studies (The Best Chess Compositions 1935-73)) H.M. Lommer (Pitman 1 975).
Las tácticas de los finales, (The Tactics of Endgames) J. Ban (Pitman 1963 ).
Ajedrez de tubo de ensayo, (Test Tube Chess) J. Roycroft (Faber & Faber 1972).
“EG “, (Revista de estudio editada por J. Roycroft) 17 New Way Road, Londres NW9 6PL.
PREPARACI6N OE FINALlES
